Jaime Magarreiro homenageado em XXIII Raide Hípico Luís Tello Barradas

Os silos da Cersul, em Santa Eulália, voltaram, este sábado, 3 de setembro, a ser palco de mais um Raide Hípico Luís Tello Barradas, contudo, com menos cavalos que em edições anteriores.

Para este decréscimo de participações, a rondar as 50, garante o responsável pela organização do evento, Alberto Barradas, contribuiu o facto de o raide ter sido “empurrado”, pela federação da modalidade, de junho para setembro. “Em 2021, por questões de Covid, tivemos de fazer em junho e, este ano, tentámos fazer em junho, mas a Federação Equestre Portuguesa não nos autorizou”, começa por explicar. Ainda assim, Alberto Barradas diz-se satisfeito com “o resultado obtido” em termos de participações, ainda que “bastante mais baixo” que o habitual.

Esta 23ª edição do raide hípico, para além de uma homenagem a Luís Tello Barradas, serve também de homenagem à pessoa que, de acordo com Alberto Barradas, mais vezes ganhou esta prova: Jaime Magarreiro, recentemente falecido.

Entre os 50 cavaleiros em prova, estão representados, para além de Portugal, países como Áustria, Arábia Saudita, França e Espanha. Quanto à próxima edição do raide, Alberto Barradas explica que a data terá de ser decidida até dia 30 deste mês, havendo ainda dúvida entre 3 de junho e a data habitual, em janeiro.

Este raide hípico, organizado pela Associação Humanitária de Santa Eulália e pela Secção de Veteranos da Sociedade Recreativa Popular e Desportiva da Juventude de Santa Eulália, teve início por volta das 6h30 horas, com as inspeções veterinárias. As primeiras provas começaram às 8 horas.

Para além de um prova internacional, de cem quilómetros, o raide inclui mais três: uma de 80, outra de 40 quilómetros e uma de 20, apenas para veteranos.

Campo Maior: conversa com Luís Silveirinha este sábado no espaço.arte

Numa conversa entre a investigadora e curadora do Banco das Artes Galeria – Leiria, Ana David Mendes, e o artista Luís Silveirinha, irá falar-se, no sábado, dia 3 de setembro, sobre a exposição “Sierra”, fatores e vetores de produção artística e o mundo como vontade e representação.

Durante a sessão, a decorrer no espaço.arte, em Campo Maior, e com início marcado para as 16 horas, os participantes terão oportunidade de conversar com o artista plástico campomaiorense e de saber mais sobre as suas motivações e inspirações.

A exposição “Sierra”, da autoria de Luís Silveirinha, inaugurada a 2 de julho, está disponível para visita, no espaço.arte, até dia 30 de setembro.

Irmãs Graça e Ana Sinfrónio recebem o hábito das Monjas da Imaculada Conceição

As irmãs elvenses Graça e Ana Sinfrónio celebram, este sábado, 3 de setembro, a sua iniciação à vida religiosa, na Comunidade das Monjas Concepcionistas, com a Tomada de Hábito, numa cerimónia na Igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição, de Campo Maior, presidida pelo arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

No verão do ano passado, e depois de um tempo de discernimento e de aproximação à Comunidade, as duas jovens, de 22 e 24 anos, entraram no Mosteiro de Campo Maior.

Agora, e ao fim de um ano de vida em Comunidade, dão um importante passo, recebendo o hábito das Monjas da Imaculada Conceição. Graça, recorda a madre Maria dos Anjos, foi a primeira das duas irmãs a chegar ao Mosteiro. “Tiveram um ano de experiência, como postulantes, para ver se, realmente, o Senhor as queria e se era isto que elas queriam”, adianta. Tomada de decisão de enveredar por este caminho, as irmãs são inserida na Comunidade, sendo que, para isso, irão “tomar o hábito”, dando assim início à vida religiosa, com a entrada no Noviciado. “Estão muitos felizes as duas e nós também”, acrescenta a madre.

Para trás, Graça e Ana Sinfrónio deixam os cursos de Fisioterapia e de Educação Básica, que tinham terminado. Agora, ambas, terão pela frente o Noviciado, um tempo de formação, de conhecimento da Ordem e da Comunidade, para uma vida de total entrega à oração e à contemplação, desde o ocultamento, vivido na clausura do Mosteiro.

O início da cerimónia, amanhã, na Igreja do Mosteiro, em Campo Maior, está marcada para as 11 horas.

Taberna “O Ministro” reabre já esta sexta-feira

Encerrada desde o passado dia 16, a taberna “O Ministro”, em Campo Maior, reabre já amanhã, sexta-feira, 2 de setembro.

Este encerramento forçado, de cerca de duas semanas, explica o proprietário do estabelecimento, João Paulo Borrega (na imagem), teve origem numa intervenção cirúrgica a que teve de ser submetido. “Como sou o chef de cozinha e, de certo modo, a cara da casa, vi-me obrigado a fechar, porque fui submetido a uma cirurgia à anca, que andava a adiar, mas agora teve de ser e, por isso, fechámos esta quinzena”, começa por explicar.

Ainda a recuperar, João Paulo quer já estar junto dos seus funcionários, por mais que confesse que apenas a meio do mês poderá voltar a assumir as rédeas da cozinha, como tanto gosta. A vontade de reabrir, para além de sua, garante, é também daqueles que, diariamente, trabalham consigo. “Tenho uma equipa de trabalho muito boa, capacitada para abrir a casa”, não esconde.

Com o objetivo de manter o nível gastronómico já alcançado, João Paulo sente que “O Ministro” tem já uma responsabilidade gastronómica para com quem visita o estabelecimento. Com a crise, adianta, o restaurante “não podia estar mais tempo fechado”, ainda que, durante este período, aproveitou-se para fazer a manutenção de alguns equipamentos.

Com esta reabertura, e com o turismo crescente em Campo Maior, o proprietário quer continuar a adaptar o serviço a quem visita o concelho, assegurando que, a nível gastronómico, “não há grandes mudanças a fazer”. “Acho que estamos no bom caminho, porque atingimos um patamar de satisfação do cliente”, diz ainda, adiantando que o turismo cultural e rural “de qualidade” existente em Campo Maior terá de ser acompanhado pela hotelaria e restauração. “Temos de saber receber bem quem vem”.

Quanto a novidades, João Paulo Borrega revela que o serviço de take away será adaptado, com preços, agora, mais reduzidos. “Vamos reduzir os preços, entre um a dois euros, por dose”, revela, por mais que tenha consciência das despesas: “também não podemos perder dinheiro, porque queremos cá estar muito tempo”.

Relativamente aos pontos fortes da carta de “O Ministro”, o proprietário destaca, entre outros, as sopas alentejanas, as migas e a carne de porco alentejano. João Paulo Borrega pede ainda desculpa aos clientes por este encerramento, esperando voltar a reencontrá-los, a todos, no seu estabelecimento.

A taberna “O Ministro”, situada na Travessa dos Combatentes da Grande Guerra, volta a abrir portas já amanhã, sendo que só encerra às terças-feiras, depois do almoço.

Hybrid Theory entre os grupos que animam festa de verão em Campo Maior

Hybrid Theory

O Polidesportivo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, é palco esta sexta-feira e sábado, dias 2 e 3 de setembro, de uma festa de verão, organizada pelo Café Bar Tallentus.

Na sexta-feira, a festa será animada por Mariana Guerra, Pearl Band (banda de tributo aos Pearl Jam) e os Djs Alberto Sanchez e Jesus Martinez.

Já no sábado, atuam B3L2, Hybrid Theory (banda de tributo aos Linkin Park) e os Djs Bruno Torres e Oscar Amaya.

Este “Summer Time White Party” abre portas, nos dois dias, às 22 horas. As entradas são limitadas.

 

 

Campomaiorenses decidem Festas do Povo em 2023

O mote de que as festas do povo, em Campo Maior, se realizam quando a população quer é mesmo uma realidade.

O município de Campo Maior vai reunir “com antigos autarcas e demais entidades, no sentido de perceber o que mudou de 2015, ano da última edição do evento, para os dias de hoje e perceber o que é necessário fazer para que as Festas do povo sejam uma realidade, caso os campomaiorenses o entenda, já em 2023”, de acordo com o presidente da câmara, Luís Rosinha.

O Comendador Rui Nabeiro vê com bons olhos a realização das Festas do Povo em 2023: “para já, tendo em, conta a minha idade, tenho que continuar nesta vida. Por outro aldo, sendo um craque da minha terra faz todo o sentido”.

Também Vanda Portela, presidente da Associação das Festas do Povo, se mostra agradada com esta previsão: “é um desejo que nós temos para 2023. Vamos consultar o povo e, se todos quiserem, vamos avançar”.

A última edição das Festas do Povo decorreu em Campo Maior em 2015. Caso o povo o entenda, o evento regressa no próximo ano.

Ministra da Saúde apresenta demissão

A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou hoje a sua demissão ao primeiro-ministro por entender que deixou de ter condições para se manter no cargo”.

Poucos minutos depois, um comunicado do gabinete do primeiro-ministro informou que António Costa “recebeu o pedido de demissão da ministra da Saúde”.

“Respeita a sua decisão e aceita o pedido, que já comunicou ao Senhor Presidente da República”, pode ler-se na mesma nota.

APLEC 2022: Praça cheia com “encargos reduzidos”

Bailes de bastões, folclore, degustação de caracóis e espetáculos de fogo foram algumas das iniciativas desenvolvidas nos últimos dias, em Elvas, no decorrer do festival internacional APLEC.

A língua espanhola e a cultura catalã ecoaram pelo centro histórico e de acordo com Ivan Besora, presidente da Adifolk, “a receção por parte dos elvenses foi muito boa. Encerramos com um balanço muito positivo e é muito importante que o país que nos recebe, neste caso Portugal, desfrute na nossa cultura e das nossas tradições”.

Quanto ao local da próxima edição deste festival, o anúncio será feito “em Novembro, no decorrer da gala da cultura da região da Catalunha”.

Rondão Almeida, presidente da câmara de Elvas, só lamenta que “a cidade não possa receber um evento deste género todos os anos. Eu acho que este é um evento que nunca esperaríamos ter na nossa cidade. Tivemos aqui uma representação da Catalunha em várias vertentes da cultura e ter a Praça da República completamente cheia é muito bom”.

O presidente explica que “os únicos custos que a autarquia elvense teve foram com o aluguer do palco e um jantar servido no final do evento. Muitos podem achar que foi muito dispendioso mas este evento é uma aposta feita pelo poder central da Catalunha para promover a sua região”.

O APLEC Internacional consiste num festival que tem por objetivo promover, divulgar e dar a conhecer a cultura popular catalã pelo mundo. Danças catalãs, desfiles com cabeçudos, torres humanas, fogo de artificio, dragões e todo um imaginário que encheram o centro histórico de Elvas nos últimos três dias.

Adega Mayor de portas abertas até 18 de setembro para a Vindima Mayor

É tempo de vindima e a Adega Mayor volta a abrir portas para acolher todos aqueles que querem conhecer, de perto, como nascem e se transformam os vinhos.

Até 18 de setembro, a Adega Mayor conta com dois programas de enoturismo. Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor explica que um desses programas prevê  “um percurso pela vinha, com explicação técnica, onde os visitantes podem experienciar a vindima, seguindo-se uma visita pela Adega, segue-se a experiência de vinificação, e como é feito o vinho, terminando e um almoço na Herdade dos Adaens”.

A segunda experiência prevê, em vez do almoço na Herdade dos Adaens, um piquenique nas vinhas, que acaba por ser “uma experiência bem simpática, envolta na natureza e bastante relaxante”.

A CEO da Adega Mayor garante que este é já “um programa de sucesso e muito apreciado por todos”, que prevê mostrar todo o universo dos vinhos, em família ou entre amigos”.

Para Rita Nabeiro estas “são ótimas sugestões para passar um fim de semana ou uma boa manhã, de uma forma muito agradável e, certamente que cria boas memórias”.

Adega Mayor que está de portas abertas, até 18 de setembro para a Vindima Mayor, que contempla dois programas de enoturismo.

As reservas para a participação nestes programas, que podem ser consultados aqui, devem ser feitas através do e-mail: enoturismo@adegamayor.pt.

Casa das Flores mostra tradição que deverá regressar em 2023

Foi ao som das tradicionais saias de Campo Maior que abriu portas, este sábado, dia 27, a Casa das Flores. Este centro interpretativo das Festas do Povo está instalado no antigo edifício militar do Assento, requalificado com recurso a fundos comunitários, num investimento total de um milhão e duzentos mil euros, e que agora dá lugar a um espaço que permite compreender e interagir com a maior tradição da vila: as Festas do Povo

A cerimónia foi presidida pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que garantiu tratar-se de “um espaço que permite dar a conhecer aos visitantes o que são as Festas do Povo. Qualquer visitante pode sentir e ver o que são estas festas, desde o início ao fim. Por outro lado, ficou aqui bem assente a vontade de ter as Festas do Povo, em 2023. Quero muito passar cá a noite da enramação e sentir o que é esta vivência única e maravilhosa”.

Para Luís Rosinha, presidente da câmara de Campo Maior, “este dia é muito importante para todos e marca um antes e um depois do contacto com as Festas do Povo. Até agora, só podíamos contactar com este evento quando elas aconteciam. E agora não”.

“Festas do Povo 2023 são um comboio em andamento”, avança Luís Rosinha

Em dia de inauguração, em que não faltaram saias de Campo Maior e flores de papel, ficou bem definida a intenção do município de organizar as Festas do Povo em 2023. De acordo com Luís Rosinha, as Festas do Povo 2023 “são um comboio em andamento. No entanto, há a necessidade do povo querer. Da parte do município temos total disponibilidade e agora só falta o povo dizer de sua justiça”.

Para o Comendador Rui Nabeiro a inauguração deste centro interpretativo “é algo extraordinário. Ando nestas lides da câmara desde os anos 60 e foi sempre um sonho que tive. Se a câmara souber dar um passo importante e acompanhar o desenvolvimento é um espaço que se assume como uma mais-valia que toca no povo todo”.

Já a presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, Vanda Portela, considera que “este é um dia muito feliz para todos”.

“É um enorme orgulho”, diz presidente da CCDR-Alentejo

Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo, mostrou-se muito orgulhoso com esta inauguração, uma vez que fez parte do início da candidatura das Festas do Povo a património Mundial da UNESCO: “este centro interpretativo constava do plano da candidatura a património da UNESCO. São festas que não se realizam com uma periodicidade normal e para o turista quem vem a Campo Maior ter contacto com estas festas era necessário existir um museu. Aqui está ele”.

Na mesma cerimónia foi entregue o diploma da classificação das Festas do Povo como património imaterial da UNESCO. O embaixador José Filipe Moraes Cabral, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, refere que “esta consagração na lista do património é algo muito importante. Ao todo, temos mais de 500 manifestações culturais na lista do património cultural imaterial da humanidade, entre as quais Campo Maior. De modo que, é o reconhecimento internacional da importância destas festas”.

“É necessário fazer da região um destino turístico”, garante Rondão Almeida

Esta casa das flores acaba por ser mais um espaço turístico e de atracão ao território da Eurocidade Badajoz, Elvas Campo Maior (EUROBEC). Rondão Almeida, presidente da câmara de Elvas, considera que “é necessário fazer desta região um destino turístico e não turismo de passagem. Temos aqui mais um património da humanidade classificado, juntando ao de Elvas, Évora, Mérida e Cáceres. Por outro lado, dou os parabéns ao meu colega de Campo Maior, pela excelente requalificação deste espaço que o tornou num museu que não fica nada atrás dos outros museus a nível nacional”.

Para o alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, este espaço “é muito importante pois permite ao visitante conhecer a tradição das festas do povo. É um centro muito bonito e que mostra uma festa que não se realiza sempre. Por outro lado, estou muito feliz por ouvir que em 2023 vamos poder disfrutar das Festas do Povo”.

A Casa das Flores resulta de um investimento de cerca de um milhão e duzentos mil euros, totalmente financiados por fundos comunitários: um milhão de euros investido na requalificação do antigo edifício do assento e duzentos mil euros para o espaço em si da Casa das flores.