Jogos do Alto Alentejo: Campo Maior em atividade de canoagem no Gavião

Campo Maior marcou presença na atividade de canoagem que aconteceu no passado domingo, 4 de setembro, na Praia Fluvial do Alamal, no Gavião.

O convívio teve início com uma caminhada, à qual se seguiu a prática de canoagem no Rio Tejo, sendo ambas as atividades parte do programa da edição 2022 dos Jogos do Alto Alentejo, promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

Governo aprova pacote de medidas para apoiar famílias

António Costa apresentou ao início da noite de ontem, segunda-feira, 6 de setembro, um pacote de medidas de apoio às famílias denominado de “Famílias Primeiro”, para fazer face ao aumento do custo de vida.

Depois do Conselho de Ministros Extraordinário o primeiro ministro apresentou oito medidas adicionais para apoiar os rendimentos das famílias, são elas:

– 125 euros por pessoa com rendimento bruto mensal até 2.700€, pagos em outubro, que serão depositados na conta bancária;

– 50€ por criança ou jovem, para todos os dependentes até aos 24 anos, independentemente do rendimento da família, também pagos em outubro;

Os reformados vão receber um suplemento extra equivalente a meio mês de pensão pago de uma só vez, já em outubro;

– o IVA da eletricidade baixa de 13% para 6%, a partir de outubro de  e até dezembro de 2023. Uma medida que ainda vai exposta à Assembleia da República, para aprovação;

–  A transição para o mercado regulado do gás vai permitir um desconto de 10% nas faturas;

– a taxa de carbono e a devolução aos cidadãos da receita adicional de IVA nos combustíveis vai estar suspensa até final do ano. António Costa exemplificou que em cada depósito de 50 litros, as pessoas pagarão menos 16€ em gasóleo e menos 14€ em gasolina;

– O Governo vai criar um travão à subida das rendas em 2023, limitando o aumento a 2%;

– Os preços dos transportes vão ser congelados, sendo assim mantido o preço dos passes urbanos e das viagens da CP em 2023;

– o aumento das pensões de 4,43% nas pensões até 886€, de 4,07% entre 886€ e 2659€ e de 3,53% noutras pensões sujeitas a atualizações, será proposto também à Assembleia da República;

Este pacote de apoios às famílias que o Conselho de Ministros extraordinário aprovou ascende a 2,4 mil milhões de euros.

Campomaiorenses já só pensam nas Festas do Povo em 2023

Ao que tudo indica, 2023 será ano de Festas do Povo, em Campo Maior. Pelo menos, é essa a intenção da Câmara Municipal e da própria Associação das Festas, depois de recebido, no final do ano passado, o selo da UNESCO que atribuiu ao maior ex-líbris da vila a categoria de Património da Humanidade.

Mas a verdade é que as Festas do Povo só acontecem quando os campomaiorenses assim o entendem. E foi nesse sentido, de perceber o que realmente as gentes da vila querem, que a Rádio ELVAS saiu à rua.

Por muito que Conceição Cardoso, por exemplo, queira que as festas aconteçam já no próximo ano, lembra que muitos dos cabeças de rua já faleceram e que, por outro lado, os mais novos “não querem assumir compromissos e essa responsabilidade”. “Eu acho que as pessoas gostam muito das festas, o problema é ter gente para trabalhar”, lamenta.

Antigamente, lembra esta mulher, as Festas do Povo aconteciam quando o povo queria e “quase todos os anos queria”. “Depois começaram a aperfeiçoar-se cada vez mais e já não podia ser todos os anos. Mas agora não vejo os jovens para fazerem esses trabalhos”, acrescenta.

O reconhecimento da UNESCO, diz ainda Conceição Cardoso, quase que obriga à realização das festas, assegurando que todos sairão a ganhar, caso se unam esforços, para que a parte velha de Campo Maior seja toda decorada e engalanada.

Já Luís Silva não esconde a sua vontade de que 2023 seja ano de Festas do Povo, assegurando que já colaborou, por diversas vezes, na organização do evento. “Para mim é uma honra e depois de termos ganho o prémio da UNESCO temos de mostrar o nosso valor”, assegura. Ao contrário de Conceição Cardoso, Luís Silva acha que os jovens de Campo Maior já sentem o peso da responsabilidade e a emoção de fazer a festa: “acho que os jovens, a partir dos 14, 15 anos, vão-se interessando pelas festas”.

Este campomaiorense lembra ainda a recente abertura da Casa das Flores, que considera “bastante interessante” para quem visita a vila. “É importante que as pessoas venham a Campo Maior e venham ver, mais ou menos, como são as festas”, assegura.

Quando questionado se está disposto a colaborar, uma vez mais, com a organização das Festas do Povo, Luís garante que sim. “Seja através da Câmara Municipal, seja através da minha rua. Eu sei o que é isso. Desde pequeno, que abria os postes às mão para por os postes e os arames”, recorda.

Apesar de espanhola, Maria Justa Lopes, a viver há oito anos em Campo Maior, já assistiu várias vezes às Festas Povo e não tem dúvidas que os campomaiorenses vão dizer “sim” à organização do evento já no próximo ano. “Todo o povo quer e já tem noção o trabalho que vão ter pela frente”, diz esta mulher, lembrando o trabalho, de verdadeiros artistas, sempre feito com “entusiamo” e durante muito tempo.

E até quem não é de Campo Maior, nem habita no concelho, acha que os campomaiorenses vão querer Festas do Povo em 2023. De passagem pela vila, Anabela Bandarra, revela que já assistiu, por uma vez, ao evento, que considera “muito bonito”. Caso possa, garante que, para o ano que vem, irá voltar a Campo Maior para assistir à festa.

“Esta feira voltou com mais força”, segundo diretor regional de agricultura

José Godinho Calado, diretor Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, marcou presença, nos últimos dias, na Feira da Luz / Expomor 2022 e aos microfones da Rádio ELVAS garantiu que “esta feira tem bastante tradição e, este ano, após dois anos de paragem, ainda voltou mais em força”.

“Este é um evento que não tem concelho melhor para acontecer que o de Montemor-o-Novo, uma vez que tem uma superfície agrícola muito bem equilibrada para pastorícia, devido ao montado que possui. Toda esta área da produção pecuária assenta aqui muito bem, quer seja nos grande ou pequenos ruminantes”, sublinhou.

De acordo com o diretor Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, “toda a envolvente da produção animal, permite ao concelho de Montemor-o-Novo ter uma produção e criação de animais tão grande e com tanta qualidade como os que têm estado expostos na feira”.

“Expomor é a maior feira pecuária do país”, segundo Joaquim Capoulas

O regresso da Expomor ficou marcado, este ano, pelo elevado número de animais expostos no certame, mais de 1050, bem como pela sua qualidade.

Esta forte adesão tornou a Expomor na “maior mostra de animais do país”, de acordo com Joaquim Capoulas (na foto), presidente da APORMOR.

“Montemor é, hoje em dia, o local onde todos querem marcar presença. Nunca houve em Portugal, nestas espécies da pecuária extensiva, uma mostra e um evento com importância. Aqueles que eram os grandes eventos da agricultura, estão hoje em dia a perder importância porque se viram para a maquinaria agrícola. Com os animais é preciso amor e paixão. Com as máquinas desligamos a chave e está parada”, garantiu o responsável.

Joaquim Capoulas assume que foi muito complicado, durante a pandemia, “manter os leilões de animas. No entanto, há setores onde foi impossível fazer confinamentos. Cheguei a estar à meia-noite ao telefone com os gabinetes dos ministros e com a direção veterinária para que nos deixassem fazer os leilões. Os animais não podem estar parados e tem que haver esta circulação de produtos”.

Vanda Portela deixa Associação das Festas do Povo sem “concretizar sonho”

Vanda Portela (na foto), presidente da associação das festas do Povo, não se vai recandidatar ao cargo, depois de três anos de mandato.

Indisponibilidade e falta de tempo são os principais motivos que levam a campomaiorense a deixar o cargo. No entanto, Vanda Portela sai com um gosto amargo, uma vez que, devido à pandemia, não conseguiu “concretizar o sonho de organizar as Festas do Povo. Ainda sou nova, tenho 44 anos, e quem sabe se ainda consigo voltar mas agora não consigo mesmo. No entanto, vou fazer festas sempre, nem que seja como cabeça de rua, voltando ao meu papel anterior”.

Vanda Portela considera que a pandemia “trocou as voltas à associação e os últimos três anos foram de altos e baixos. Em 2020 chegámos a fazer o anúncio, já tínhamos 82 ruas e troços inscritos e tivemos que parar. Não foram anos muito fáceis mas temo tentado dar continuidade a esta paixão que temos pelas festas”.

A Associação das Festas do Povo vai a eleições até ao final do ano não sendo ainda conhecida a data do ato eleitoral.

Espaço.arte foi lugar para “conversa com o artista” Luís Silveirinha

O espaço.arte, em Campo Maior, recebeu na tarde de ontem, sábado, dia 3 de setembro, a primeira edição da iniciativa “Conversa com o Artista”, que pretende aprofundar o conhecimento sobre os artistas e as suas obras junto do público.

Esta primeira edição juntou a investigadora e curadora do Banco das Artes Galeria – Leiria, Ana David Mendes, e o artista Luís Silveirinha, que, entre muitos outros assuntos, abordaram a exposição “Sierra”, que está atualmente patente ao público no espaço.arte.

Fonte: Município de Campo Maior

Mercado Cá da Terra de regresso este domingo a Campo Maior

O Jardim Municipal de Campo Maior volta a ser palco, este domingo, dia 4 de setembro, de mais uma edição do Mercado Cá da Terra.

Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Município de Campo Maior, que conta com a participação de produtores e artesãos locais, que terão à disposição dos visitantes, entre outros, produtos endógenos e peças de artesanato.

Para o presidente da Câmara, Luís Rosinha, os primeiros domingos de manhã de cada mês, são agora diferentes, com os expositores a poderem vender e, acima de tudo, expor os seus trabalhos, muitos deles que nasceram durante estes dois anos de pandemia.

A primeira edição do Mercado Cá da Terra aconteceu em junho. Com interrupção em agosto, está de regresso amanhã, naquele que é o primeiro domingo de setembro.

Elvenses Ana e Graça Sinfrónio iniciam vida religiosa no Mosteiro de Campo Maior

As irmãs elvenses Ana e Graça Sinfrónio celebraram este sábado, 3 de setembro, a iniciação à vida religiosa no Mosteiro da Imaculada Conceição, de Campo Maior.

A celebração de tomada de hábito foi presidida pelo arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, na presença de muitos familiares e amigos destas jovens de 22 e 24 anos.

Para o arcebispo de Évora e para a Arquidiocese, é “uma grande alegria” perceber que, com a chegada destas irmãs, o Mosteiro vai-se conseguindo “revitalizar”, com um “sentido muito grande de dádiva na sua vida quotidiana”. No mosteiro, lembra D. Francisco Senra Coelho, as monjas têm “duas grandes marcas”, por um lado, “morrendo para o mundo, no sentido de fazer uma opção radical por Deus”, e, por outro, vivendo “com os olhos em Deus e que sabem que sua renúncia terá a consumação da glória”.

Para o pai de Graça e Ana, José António Sinfrónio, este é um dia “muito importante” para a família, assegurando que esta foi uma escolha, não das filhas, mas de Deus. Apesar do investimento feito nos cursos superiores de ambas, José António não tem dúvidas que esta escolha, de integrar a Ordem da Imaculada Conceição, é a melhor. José António revela ainda que alguns dos amigos das filhas, sobretudo os mais afastados na igreja, ao contrário da família, não entendem a escolha de Ana e Graça.

Para o padre Francisco Bento, que batizou, em Elvas, Ana Sinfrónio, as irmãs disseram “sim” ao chamamento, sendo que, do seu ponto de vista, tudo depende “de um princípio e de uma educação”.

Presente nesta cerimónia esteve também a irmã Maria de Fátima Magalhães, que, como revela, teve, no Colégio Luso Britânico, Ana e Graça como suas alunas, assegurando que cada pessoa “é chamada por Deus a uma vocação”. A irmã diz ainda que esta é uma vocação de silêncio, sendo que Ana e Graça, apesar de se encontrarem em clausura, são felizes.

No decorrer da cerimónia, para além de vestirem o hábito da Ordem da Imaculada Conceição, Ana e Graça cortaram os seus longos cabelos, num ato de renúncia da vaidade.

De recordar que, para trás, Ana e Graça Sinfrónio deixam os cursos de Fisioterapia e Educação Básica, que já tinham concluído.

Jaime Magarreiro homenageado em XXIII Raide Hípico Luís Tello Barradas

Os silos da Cersul, em Santa Eulália, voltaram, este sábado, 3 de setembro, a ser palco de mais um Raide Hípico Luís Tello Barradas, contudo, com menos cavalos que em edições anteriores.

Para este decréscimo de participações, a rondar as 50, garante o responsável pela organização do evento, Alberto Barradas, contribuiu o facto de o raide ter sido “empurrado”, pela federação da modalidade, de junho para setembro. “Em 2021, por questões de Covid, tivemos de fazer em junho e, este ano, tentámos fazer em junho, mas a Federação Equestre Portuguesa não nos autorizou”, começa por explicar. Ainda assim, Alberto Barradas diz-se satisfeito com “o resultado obtido” em termos de participações, ainda que “bastante mais baixo” que o habitual.

Esta 23ª edição do raide hípico, para além de uma homenagem a Luís Tello Barradas, serve também de homenagem à pessoa que, de acordo com Alberto Barradas, mais vezes ganhou esta prova: Jaime Magarreiro, recentemente falecido.

Entre os 50 cavaleiros em prova, estão representados, para além de Portugal, países como Áustria, Arábia Saudita, França e Espanha. Quanto à próxima edição do raide, Alberto Barradas explica que a data terá de ser decidida até dia 30 deste mês, havendo ainda dúvida entre 3 de junho e a data habitual, em janeiro.

Este raide hípico, organizado pela Associação Humanitária de Santa Eulália e pela Secção de Veteranos da Sociedade Recreativa Popular e Desportiva da Juventude de Santa Eulália, teve início por volta das 6h30 horas, com as inspeções veterinárias. As primeiras provas começaram às 8 horas.

Para além de um prova internacional, de cem quilómetros, o raide inclui mais três: uma de 80, outra de 40 quilómetros e uma de 20, apenas para veteranos.