O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS), da Universidade do Porto, no âmbito do projeto “Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-Caçadeira”, promove esta quarta-feira, 18 de janeiro, em Campo Maior, uma reunião alargada com especialistas internacionais da águia-caçadeira e com diferentes interlocutores nacionais.
Este encontro, a decorrer no Centro Cultural da vila, tem como objetivo debater o estado de conservação da espécie em Portugal e identificar possíveis estratégias de conservação a implementar, visando a manutenção ou incremento da população reprodutora do país.
Foi para contribuir para “o aumento da sustentabilidade das searas e compreender melhor o papel das searas na biodiversidade das aves”, segundo explica um dos responsáveis pelo projeto, o professor João Paulo Silva, que “Searas com Biodiversidade” surgiu, resultando de uma junção de várias entidades: o CIBIO, o Clube de Produtores do Continente, a Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC) e a Palombar.
“A águia-caçadeira, muito ameaçada, é uma rapina que nidifica nos solos das searas e imagino que haja muita gente em Campo Maior que esteja familiarizada com esta espécie”, acrescenta o investigador. Através do projeto “Searas com Biodiversidade”, a ser desenvolvido há cerca de dois anos, procurou-se, numa primeira fase, perceber “como está a distribuição desta espécie no país, e no Alentejo em particular, porque, sendo uma espécie que depende, essencialmente, de searas, era no Alentejo que se encontrava grande parte da sua população”.
Com o trabalho desenvolvido em 2021, as entidades que compõem o projeto “Searas com Biodiversidade” constataram que a águia-caçadeira “terá declinado muito”, um declínio que pode “ultrapassar os 80% em apenas dez anos”. Perante isto, e uma contração da distribuição da espécie, têm vindo a ser desenvolvidas várias ações, tendo em vista a conservação da águia-caçadeira.
Entretanto, e depois de dado o alerta de que a espécie está “muitíssimo ameaçada”, têm sido várias as entidades, como o Instituto de Conservação da Natureza, a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que têm promovido diferentes iniciativas para salvaguardar a água-caçadeira. “Por um lado, o projeto tem apoiado as ações de campanha de salvamento e resgate e, por outro, o CIBIO, no âmbito desta parceria, tem vindo a procurar desenvolver iniciativas para debater e passar um pouco o conhecimento e, no fundo, o estado da arte que se sabe sobre a espécie”, adianta João Paulo Silva.
O professor explica ainda que as águias-caçadeiras dependem de searas, que, “neste momento, desapareceram”. “Temos as searas concentradas apenas nos perímetros de rega, estamos em mínimos históricos em termos de produção de cereais no nosso país e é uma espécie que é quase especialista nas áreas agrícolas e nidificar nesses usos do solo, em searas”, adianta.
A escolha de Campo Maior para realizar esta reunião, explica ainda João Paulo Silva, tem a ver com o facto de o concelho, bem como o de Elvas, ter sido uma “área muito importante” para a águia-caçadeira: “havia, em 2020, dois grandes núcleos reprodutores da espécie: um no Baixo Alentejo, entre Beja e Castro Verde, e outro grande núcleo, que era este de Elvas e Campo Maior”.
Apesar de continuar a existir uma área grande cerealífera em Campo Maior, a espécie terá desaparecido, “porque há um conflito muito óbvio com o corte dos fenos”. “Mas também nas áreas onde temos cereal padrão, em que o corte é feito mais tarde, há algum conflito, sobretudo com as fases em que coincide com o final do período de nidificação, os cortes podem afetar os ninhos”, explica ainda João Paulo Silva.
O início desta conferência, que é aberta à comunidade, está marcado para as 14 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.


A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, esteve ontem, 17 de janeiro, reunida com o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora, para apresentar o programa Regional Alentejo 2030, o modelo de governação do Portugal 2030 e os princípios orientadores sobre a nova orgânica das CCDR.
A Eurocidade Badajoz, Elvas e Campo Maior recebe nos dias 4 e 5 de março o Granfondo Eurobec, um evento desportivo, para amantes do ciclismo, que prevê atrair mais de 1400 atletas.
Ignacio Gragera, alcaide de Badajoz, garante que “durante um fim-de-semana a Eurobec vai ser o centro do ciclismo. Será uma grande prova que atrai visitantes de Espanha e Portugal e que vai posicionar a Eurocidade como destino desportivo, turístico e paisagístico”.
No sábado, dia 4 de Março, realiza-se um granfondo kids e no domingo, durante a prova de ciclismo, decorre uma caminhada para quem quiser conhecer um pouco mais a região.
A iniciativa “Comércio Local…Onde Tudo Se Faz natal”, promovida pelo Município de Campo Maior como forma de incentivar a economia do concelho, chegou ao fim no passado dia 6 de janeiro com a realização do quinto e último sorteio.




Esta última edição deste ano do concurso recebeu um total de 218 vinhos – brancos, tintos e espumantes -, colocados à prova por 94 produtores nacionais das várias regiões vitivinícolas do país, clientes e associados do Crédito Agrícola.



“O Elvas” venceu o Gavionenses por 3-1, esta tarde de domingo, 15 de janeiro, em jogo da quarta jornada da fase de grupo da Taça da Associação de seniores, que decorreu em Gavião (foto ao lado).
A exposição coletiva “Do Outro Lado do Espelho”, foi inaugurada ontem, 14 de janeiro, no Espaço.arte, em Campo Maior.
Vão ter início, nos próximos dias, em Campo Maior, os trabalhos de recuperação do Caminho Municipal 1113, mais conhecido como Estrada do Bicho, depois de uma passagem hidráulica ter desaparecido com as cheias que a assolaram a vila a 13 de dezembro.