Campo Maior volta a florir: conheça o programa completo das Festas do Povo

Campo Maior prepara-se para voltar a viver um dos momentos mais marcantes da sua história. Onze anos depois da última edição, as Festas do Povo regressam entre os dias 8 e 16 de agosto, devolvendo à vila a tradição das ruas floridas, reconhecida dentro e fora de Portugal, com um programa que reúne música, folclore, etnografia, cerimónias religiosas e animação para todas as idades.

Ao longo de oito dias, moradores e visitantes poderão assistir a dezenas de iniciativas distribuídas por vários espaços da vila raiana. A abertura oficial está marcada para sábado, 8 de agosto, às 10h30, no Palco do Jardim Municipal, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República.

No primeiro dia das festividades, o Palco do Jardim Municipal recebe um sunset com o DJ Pelicano (18h30), seguindo-se as atuações do Ensemble Milhões (21h30), de Os Raiz (23h) e do DJ Cuba (00h15). A animação inclui também baile com C&R (22h), no Largo do Barata.

No domingo, dia 9, o destaque vai para o Desfile de Tabuleiros de Tomar, às 12h30, pelas ruas da vila. A programação inclui ainda o projeto Batucando nas ruas enramadas (17h30), uma apresentação do Rancho de Vale do Paraíso (18h30) no Palco do Jardim Municipal, a Procissão em Honra de Santa Beatriz da Silva e de São João Baptista (19h), os concertos de Cat, Phill and The Blues Dogs (21h30) e Porque Sí (23h) e a atuação do DJ Pouca (00h15). O espaço “Mundo Delta” recebe um espetáculo do grupo Deixa Rolá pelas 19h, enquanto no Largo do Barata haverá Noite de Fados, a partir das 21h30, e baile com Carlos Graça, às 23h .

Na segunda-feira, 10 de agosto, ao Palco do Jardim Municipal sobem os grupos À Capelas (21h30), Onda Flamenco (22h45) e os Cromos da Noite (00h). No Largo do Barata, a animação vai estar a cargo do Grupo de Cantares “Abelterium” (19h30), do grupo “Trigueirão no Relheio” (21h30) e de Tiago Afonso (22h30). Destaque ainda para um concerto com o tenor João Mendonza, na Igreja Matriz da vila, às 21h.

O programa de terça-feira, dia 11, conta com atuações de Leonor Alegria (21h), dos Bandidos do Cante (22h15) e com baile com Zé Pedro Sousa (23h30) no Palco do Jardim Municipal. O Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior apresenta-se ao público, no Largo do Barata, pelas 21h30, seguido de animação com o DJ Pekedy (22h45).

Na quarta-feira, 12 de agosto, no palco principal das festas, atuam Os Contramão (21h30), Jorge Guerreiro (22h45) e o DJ Dinga (23h45). No Largo do Barata, a partir das 21h30, haverá atuação do Grupo de Cantares Despertar Alentejano, seguindo-se um baile abrilhantado pelo duo Jorge & Célia (23h).

A programação de quinta-feira, dia 13, começa com uma apresentação do Projeto de Formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior, nas ruas da vila e no Largo do Barata (19 horas). O programa integra ainda, no palco do Jardim Municipal, uma atuação da banda BRINDE (21h), o espetáculo “Em Casa d’Amália” (22h15) e animação pelo DJ Dreindaclub (23h45). Ao palco do Largo do Barata sobem Os Cá d’Cima (21h30) e João Tocha (23h).

Na sexta-feira, 14 de agosto, regressa o sunset, desta vez com o DJ Silva, ao Jardim Municipal (18h30). O público poderá ainda assistir às atuações de Fado Luz (21h30) e Rumo ao Sul (23h), com a animação a prosseguir pela noite dentro ao som de Bad Guys (00h). Nelson Caldeira, a partir das 23 horas, irá levar a música de baile ao Largo do Barata.

O penúltimo dia de festas, sábado, 15 de agosto, conta com as atuações do Rancho Folclórico de Macieira da Lixa (18h), da Filarmónica do Crato (19h), da Tertúlia de Saias (21h30), da banda Tranquiliza (23h) e do DJ Forbes (00h15), no palco principal. A noite inclui também baile com João Lérias, no Largo do Barata, às 23h, e a tradicional Queima de Hoguera, marcada para a meia-noite.

As Festas do Povo terminam no domingo, 16 de agosto, com a atuação do Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete, ao meio-dia, seguindo-se, às 17h00, o evento oficial de encerramento, no Palco do Jardim Municipal.

Ao longo dos dois fins de semana das Festas do Povo, o “Mundo Delta” recebe também o espetáculo de drones promovido pela Delta Cafés, às 22h45. A animação prolonga-se diariamente até às 02h00, num programa que promete voltar a encher as ruas floridas de Campo Maior durante oito dias de celebração.

Elvas recebe chegada da Volta a Portugal: Município reforça aposta na promoção da cidade através do desporto

Elvas volta a integrar o percurso da Volta a Portugal em Bicicleta, acolhendo no próximo sábado, dia 8 de agosto, a chegada da terceira etapa da 87ª edição da prova rainha do ciclismo nacional, que liga Beja à cidade Património da Humanidade.

Para Hermenegildo Rodrigues, vereador com o pelouro do Desporto, o regresso da competição representa uma oportunidade única para promover Elvas a nível nacional e internacional.

Em entrevista à Rádio Elvas, o autarca explicou que o processo para trazer novamente a prova à cidade começou há mais de um ano, na sequência da mudança na organização da Volta a Portugal. Hermenegildo Rodrigues revelou que estabeleceu contactos com o atual diretor da prova, Cândido Barbosa, logo após a sua entrada na organização, mantendo desde então conversações que culminaram na confirmação da chegada da etapa a Elvas.

Segundo o vereador, a escolha da cidade resulta de um trabalho de proximidade entre o município e a organização, mas também das características do Alentejo para a prática do ciclismo. “O Alentejo é uma região de excelência para o ciclismo”, afirmou, considerando que a crescente aposta da Volta em percorrer todo o território nacional favoreceu a inclusão de Elvas no percurso.

Preparação envolve meses de trabalho

A organização da chegada da prova mobilizou, durante vários meses, técnicos da Câmara Municipal e da organização da prova, com especial atenção ao desenho do percurso e às condições de segurança. Hermenegildo Rodrigues explicou que houve um trabalho detalhado na definição dos acessos, circulação e localização da meta, procurando minimizar riscos numa chegada que deverá ser decidida ao sprint.

O pelotão entrará no concelho pela zona da Terrugem, passando por Vila Boim e seguindo pela Estrada Nacional 4 até à cidade. Junto à rotunda das Piscinas Municipais, os ciclistas circularão no sentido contrário ao trânsito habitual, solução encontrada para evitar uma curva considerada perigosa antes da reta final.

A meta ficará instalada no final do viaduto sobre o Jardim das Laranjeiras, enquanto as cerimónias protocolares, incluindo o pódio e o controlo antidoping, decorrerão na Praça 25 de Abril.

Impacto turístico e económico

Para o vereador, a realização da etapa representa muito mais do que um evento desportivo. Hermenegildo Rodrigues destacou que a Volta a Portugal será transmitida para cerca de 60 países através da Eurosport, em mais de 20 línguas, proporcionando uma exposição internacional de grande dimensão para o património da cidade.

“O desporto é também promoção turística”, sublinhou, defendendo que o investimento realizado pelo município tem um retorno muito superior ao seu custo, não apenas no próprio dia da prova, mas também através das futuras visitas de pessoas que conhecem Elvas pelas transmissões televisivas.

O autarca recordou ainda a projeção alcançada em 2022 com a chegada junto ao Aqueduto da Amoreira, cujas imagens tiveram ampla divulgação nas redes sociais e meios de comunicação.

Sonho passa pelo Forte da Graça

Hermenegildo Rodrigues revelou ainda que mantém o objetivo de levar, no futuro, uma etapa ou uma cronoescalada da Volta a Portugal ao Forte da Graça.

O vereador considera que uma chegada ao monumento proporcionaria uma imagem “única” da cidade, capaz de reforçar ainda mais a promoção internacional de Elvas. Apesar das dificuldades técnicas que o percurso representa para os ciclistas, garante que continuará a apresentar essa proposta à organização da prova.

Fim de semana de grande movimento

A chegada da Volta coincide com o arranque das Festas do Povo, em Campo Maior, situação que deverá provocar uma elevada afluência de visitantes à região.

Segundo Hermenegildo Rodrigues, a ocupação hoteleira em Elvas está praticamente esgotada, obrigando muitas equipas a procurar alojamento noutros concelhos e até em Badajoz. O autarca considera que esta realidade demonstra o impacto económico dos grandes eventos e reforça a importância da cooperação transfronteiriça entre Elvas, Campo Maior e Badajoz.

Apelo à compreensão da população

Reconhecendo que a prova implicará condicionamentos de trânsito durante algumas horas, o vereador apelou à compreensão dos elvenses.

“Se queremos dar um passo em frente, temos de aceitar pequenas limitações”, afirmou, pedindo aos residentes que apoiem os ciclistas e contribuam para criar um ambiente de festa ao longo do percurso.

A chegada da terceira etapa está prevista para cerca das 17h15, podendo sofrer pequenas alterações em função do desenrolar da corrida.

Ao todo, a Volta a Portugal contará com a participação de 17 equipas, incluindo formações internacionais de elevado nível competitivo, entre elas três equipas WorldTour, reforçando o prestígio da etapa que termina em Elvas.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Festas do Povo: Rua Dom Dinis abre as portas a uma festa feita com alma e dedicação

O quarto troço da Rua Dom Dinis, em Campo Maior, voltou a mobilizar os moradores em torno de um objetivo comum: transformar a rua num espaço de cor, criatividade e convívio para as Festas do Povo. Meses de trabalho, centenas de horas de dedicação e um forte espírito de entreajuda deram forma a um projeto que promete encantar quem a visitar, entre sábado e o dia 16 de agosto.

Uma ideia recuperada após a pandemia

À frente da iniciativa estão as cabeças de rua Paula Sá-Rato e Yola Chaveiro, acompanhadas por um grupo de moradores, no qual se incluem Maria Regina Serrano e Ermelinda Trindade, que, desde outubro, se reúne regularmente para preparar cada detalhe da decoração. A ideia, explicam, nasceu ainda em 2020, mas acabou por ficar em suspenso devido à pandemia.

“Era um tema que já estava pensado nessa altura. Este ano recuperámos essa ideia, fizemos algumas alterações e decidimos avançar”, recordam.

Meses de trabalho e espírito de equipa

O primeiro passo foi desafiar os vizinhos a participar. Depois de baterem de porta em porta e perceberem que existia vontade de colaborar, começaram os trabalhos manuais. Uns preparavam a rama, outros cortavam materiais ou davam forma aos elementos decorativos. Peça a peça, o projeto foi crescendo ao longo dos meses.

A partir de abril arrancou a fase de montagem de tudo o que tinha sido produzido. Apesar de nem todos os moradores conseguirem participar regularmente, o grupo destaca a união que se criou durante o processo.

“Somos poucas, mas boas e muito unidas. Cada uma faz aquilo que é necessário e acabámos por criar aqui um núcleo de amizade que vamos sentir falta quando isto terminar”, afirmam.

“A nossa rua é a mais bonita”

Entre brincadeiras e boa disposição, há uma certeza partilhada por todas: a Rua Dom Dinis será, para quem nela trabalhou, a mais bonita das festas.

“É como acontece com os filhos. Para cada mãe, os seus são sempre os mais bonitos. Com a nossa rua é exatamente igual”, dizem entre sorrisos.

As participantes acreditam que o cuidado colocado em cada pormenor fará a diferença. “Toda ela está cheia de detalhes. Vai ser uma rua que vai encantar toda a gente. Sabemos que todas as ruas são bonitas, mas a nossa será sempre especial para nós.”

Contagem decrescente para a enramação

A decoração da rua arranca esta sexta-feira, dia 7, com a tradicional enramação. Por ser uma rua extensa e por existirem poucos homens disponíveis para ajudar na montagem, foram convidados amigos e voluntários para colaborar nos trabalhos, que serão realizados por etapas.

Depois do esforço, chega finalmente o momento de desfrutar. “Agora é acabar a rua e depois descansar… mas só um bocadinho, porque depois é festa. Vamos aproveitar todas as noites”, garantem.

Um convite a todos os visitantes

Durante os festejos, os moradores prometem manter o espírito de hospitalidade que marcou toda a preparação. Mesas postas, comida, bebida e muita animação estarão à espera de quem passar pelo quarto troço da Rua Dom Dinis.

O convite fica lançado: “Venham visitar a Rua Dom Dinis. Temos comida, bebida, boa disposição e uma rua feita com muito carinho. Para nós, claro, é a mais bonita de todas.”

A casa onde nasceu Rui Nabeiro abre as portas ao público nas Festas do Povo de Campo Maior

Em contagem decrescente para ver Campo Maior florescer, há uma porta que se abre, pela primeira vez, a todos. Nas Festas do Povo de Campo Maior 2026, todos os visitantes terão a oportunidade de entrar na casa onde nasceu o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro, na Travessa da Praça, nº 6 – a mesma rua que este ano é decorada pela Associação Coração Delta, precisamente em sua
homenagem.

Esta iniciativa marca o início de uma celebração do legado do Comendador Rui Nabeiro promovida pelo Grupo Nabeiro, que se prolonga pelas ruas da vila e pelas histórias que ajudam a contar o seu percurso, incluindo as quatro ruas enramadas: a Travessa da Praça, do Coração Delta; a Rua Vasco Sardinha, da Delta Cafés, um tributo dos colaboradores do Grupo Nabeiro à vila de Campo Maior; a Rua Afonso Costa, dos Cafés Camelo; e a Rua da Misericórdia, da Adega Mayor.

Na casa onde nasceu Rui Nabeiro, na Travessa da Praça n.º 6, teve início a história de quem sempre sonhou e acreditou que, mesmo com pouco, se consegue fazer muito, porque “se todos quiséssemos, o mundo seria extraordinário”. A mesma rua acolhe ainda
uma das decorações mais simbólicas desta edição das Festas do Povo criada pela Associação Coração Delta e dedicada a Rui e Alice Nabeiro.

Inspirada numa memória da família, a intervenção recria o jardim de flores que Alice Nabeiro cuidava e que Rui Nabeiro tanto admirava. Foi também nesse jardim que nasceu a sua história de amor. Dessa recordação nasce agora, através de um gesto coletivo, um jardim aberto a todos.

O jardim invertido convida cada visitante a contemplar e a descobrir-se nos reflexos espalhados ao longo do percurso. Ao longo da rua, cada elemento conta uma parte da história. Do empreendedor visionário ao homem de família, do líder ao amigo, do campomaiorense ao cidadão que acreditava na comunidade. É uma celebração da vida e do legado de Rui Nabeiro, construída exatamente no lugar onde tudo começou.

Espaço Delta House na Praça da Liberdade com espetáculo de drones by Delta Cafés

A celebração prolonga-se na Praça Multimodal, apelidada de “Praça da Liberdade”, com a Delta House, um espaço de encontro, descoberta e partilha. Aberta ao público durante os nove dias de festa, reúne as diferentes marcas do portfólio do Grupo Nabeiro, como a Delta Cafés, Delta Q, Adega Mayor, GO CHILL, Unboring Snacks, SWEE e Alardo, através de experiências, ativações e surpresas pensadas para celebrar o espírito único de Campo Maior.

A experiência inclui também um bar com toda a oferta de cafés do Grupo Nabeiro e um Wine Bar Adega Mayor, onde os visitantes poderão desfrutar, este ano, da edição limitada do Vinho Oficial Festas do Povo de Campo Maior 2026, num ambiente de convívio e de festa.

Ao longo da programação, o palco Delta House reúne ainda concertos, atuações de DJs e muitos outros momentos de animação, para diferentes gerações.

Ao cair da noite, o céu de Campo Maior será também palco de momentos especiais com um espetáculo de drones by Delta Cafés, nos dias 8, 9, 14 e 15 de agosto, às 22h45. Uma experiência que se junta à roda-gigante, oferecendo novas perspetivas sobre uma das festas mais emblemáticas de Portugal.

O Grupo Nabeiro–Delta Cafés associa-se assim a mais uma edição das Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto, e reforça a sua ligação profunda à terra que viu nascer o fundador da Delta Cafés, Rui Nabeiro.

Recorde-se que esta é a primeira edição das Festas do Povo de Campo Maior desde a sua classificação como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2021. Ao longo de nove dias, mais de uma centena de ruas decoradas por mais de quatro mil voluntários darão vida a uma tradição que reflete os mesmos valores de comunidade, entreajuda e dedicação que marcaram o percurso de Rui Nabeiro e continuam hoje presentes na identidade de Campo Maior.

Festas da Terrugem regressam com fortes tradições taurinas e animação musical

As tradicionais Festas da Terrugem estão de volta, prometendo juntar a população e visitantes em redor de uma programação diversificada que alia a vertente taurina, a animação musical e os jogos tradicionais. Em entrevista de apresentação dos festejos, Filipe Pé-Curto e Carolina Pernas, membros da comissão organizadora, detalharam as novidades e os destaques do programa deste ano.

Uma das principais inovações reside nas garraiadas e no incentivo aos participantes mais destemidos através do anúncio prévio de prémios mínimos para quem se aventurar na arena. Sobre esta medida, Filipe Pé-Curto explicou que a intenção é dinamizar a praça e valorizar a coragem dos participantes: “Este ano temos a novidade que decidimos, nas garraiadas, informar o público dos prémios mínimos que vamos ter por pegas para os mais corajosos, porque a festa faz-se deles, que vão lá para baixo e que têm a força e a coragem de ir para lá. Por exemplo, na segunda-feira temos o prémio máximo — ou seja, o prémio mínimo — de 1.000 euros. É um bom prémio.”

Filipe Pé-Curto salientou ainda que o investimento em prémios serve como atrativo para manter viva a tradição e o espetáculo. “O desafio é grande, depende da coragem das pessoas. Anos atrás, se calhar, para mim era mais ou menos, mas agora já é muito. Mas isso já depende, mas acho que é um chamariz, porque nós também temos que prezar muito pelas pessoas que nos visitam e para aquelas que são corajosas. Os artistas são as pessoas que nos visitam e vão lá para baixo. A nossa ideia é essa. Temos também a bezerra para as crianças e, na segunda-feira, vai ser sorteado um bezerro e um potro”, adianta.

A comissão de festas enfrentou igualmente percalços na preparação do espaço da praça, tendo a organização e a comunidade local unido esforços para assegurar a realização dos eventos no local emblemático de sempre. Filipe Pé-Curto destacou a mobilização popular: “quando, na altura em que nós, comissão de festas, tínhamos tudo tratado, tudo alinhado, e era para iniciarmos os preparativos, tivemos esse percalço. Decidimos, por nossa vontade, alinhar e fazer com que fosse possível. Temos a praça de volta e os nossos eventos lá realizados. Foi uma coisa totalmente imprevista. Tivemos cerca de 50 a 70 pessoas voluntárias ali a trabalhar dia e noite”, acrescenta.

No âmbito musical e do entretenimento, Carolina Pernas apresentou a estrutura do programa, que se divide entre a animação na zona de refeições e os espetáculos principais no palco central. “Começamos na sexta-feira com a garraiada pelas 21h30. Depois vamos ter o palco popular, junto da zona de refeições, onde vamos ter as Roncas de Elvas, A Voz Amiga e as Alentejanices. É gratuito, portanto podem e devem ir jantar para acompanhar estas atuações”, revela.

Carolina Pernas destacou ainda os grandes momentos musicais do fim de semana e a continuidade das tradições lúdicas da localidade: “Temos os nossos espetáculos, sendo que o cabeça de cartaz no sábado é o Vira Milho e no domingo temos os Baila Maria, que também acho que são assim os que chamam mais a atenção no nosso programa. Vamos ter o tradicional jogo do bicho e também a quermesse, claro.”

Carolina Pernas esclareceu como funcionam as entradas no recinto do ringue e os valores envolvidos: “o palco popular vai ser um espaço gratuito, portanto vai ser a primeira atuação da noite, e a partir das 23 horas vai ser no recinto do ringue, como habitual, e aí sim vai ter um valor diário pago. Ou então podem sempre adquirir a nossa pulseira geral, que já está à venda neste momento e que dão entrada para os espaços dos espetáculos e também para as garraiadas. O valor da pulseira são 23 euros”, esclarece.

As festividades decorrem entre sexta e segunda-feira, de 7 a 10 de agosto, esperando-se uma forte afluência de público para acompanhar as garraiadas, os concertos e o convívio comunitário.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Rua Direita une esforços para surpreender visitantes com decoração inédita nas Festas do Povo

A Rua Direita volta a ser um dos pontos de destaque das Festas do Povo, em Campo Maior, graças ao empenho dos moradores dos dois troços, que este ano decidiram unir esforços para criar uma decoração diferente de todas as anteriores. À frente da iniciativa estão Maria José Grãos-Duros, responsável pelo primeiro troço, e Pedro Cupido, cabeça de rua do segundo.

Enquanto Maria José já desempenha esta função há vários anos, Pedro estreia-se no cargo, depois de ter sido incentivado por outros moradores a assumir a responsabilidade quando ninguém se disponibilizou para liderar o segundo troço.

“Fui empurrado pela Ana Cachapa e pela Babel. Ninguém queria ser cabeça de rua e disseram-me que não podia deixar o troço sem enramar”, recorda Pedro Cupido.

A união como resposta à falta de voluntários

A falta de voluntários levou os dois responsáveis a juntarem os troços, uma decisão que permitiu ultrapassar as dificuldades provocadas pela escassez de pessoas a trabalhar diariamente. Apesar de haver moradores que preparavam materiais em casa, eram apenas três ou quatro pessoas que marcavam presença de forma regular nos trabalhos de montagem.

Durante meses, o grupo dedicou largas horas à preparação das flores e restantes elementos decorativos. À medida que a data das festas se aproximava, o ritmo intensificou-se, com jornadas que começavam ao final da tarde e se prolongavam até à uma da manhã, repetindo-se diariamente.

Noites sem dormir até ver a rua pronta

O esforço, admitem, foi acompanhado por momentos de grande ansiedade. Maria José confessa que passou várias noites sem dormir, receando não conseguir concluir a decoração a tempo.

“Pensava sempre se íamos conseguir acabar a rua antes de tudo começar. Tive muitas noites sem dormir e andava sempre com a tensão alta”, revela.

Uma decoração inédita e cheia de surpresas
A decoração deste ano promete marcar a diferença. A ideia partiu de Pedro Cupido, que realizou uma extensa pesquisa antes de definir o conceito e as cores, procurando criar algo nunca antes visto na Rua Direita. O dourado será um dos elementos predominantes, numa aposta que pretende romper com as opções habituais.

Maria José depositou total confiança nas escolhas do colega. “Disse sempre que o que ele fizesse, para mim estava bem”, afirma.

O orgulho de quem nunca deixou a Rua Direita

Natural da Rua Direita, onde vive há 70 anos, Maria José não esconde o orgulho pelo lugar onde nasceu e cresceu. “É a minha rua preferida. Nunca saí daqui. Tem muita coisa bonita e este ano vai ter muitas surpresas. Nunca vi a rua ficar como vai ficar agora.”

A reta final antes da inauguração

Na véspera da inauguração, o trabalho continuará pela noite dentro. Como é tradição, os moradores permanecerão juntos até de madrugada para concluir a montagem e celebrar com o habitual convívio, reforçando o espírito de união que marcou toda a preparação.

Os responsáveis esperam agora que o público reconheça o esforço coletivo e se deixe surpreender pela transformação da Rua Direita.

“Esperamos que toda a gente venha visitar a Rua Direita e que goste do nosso trabalho. Achamos que vai ficar mais bonita do que nunca”, concluem.

Tapete de Arraiolos conquista certificação e dá novo passo rumo à UNESCO

A certificação do Tapete de Arraiolos foi oficialmente aprovada, marcando um passo considerado histórico para a valorização deste património artesanal.

O anúncio é feito pelo presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, que destaca o desfecho de uma “batalha” de muitos anos e o impacto que esta conquista poderá ter na promoção do concelho.

“Finalmente vimos reconhecida esta batalha tão grande que, durante anos e anos, abraçámos. De facto, temos todas as condições, a certificação está aprovada, falta implementá-la e estamos a trabalhar nesse sentido”, afirma o autarca, sublinhando que o processo de implementação da certificação “não é muito simples”, mas que o município está empenhado em concretizá-lo o mais rapidamente possível.

Em paralelo, Jorge Macau revela que foi entregue o aperfeiçoamento da candidatura do processo de confeção do Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, manifestando confiança num desfecho positivo.

“Pensamos que quer a certificação, por um lado, quer esta classificação da UNESCO, são passos importantíssimos na promoção e valorização deste saber-fazer que é nosso, de facto, de Arraiolos somente”, assegura.

Para o presidente da Câmara, estes dois reconhecimentos serão determinantes para reforçar a projeção internacional do concelho. “Queremos internacionalizar ainda mais Arraiolos, sendo que Arraiolos é conhecida mundialmente pelos seus tapetes”, conclui.

Barragem do Caia reuniu dezenas de pescadores em mais uma prova do Circuito Master Bass Alentejo

A Barragem do Caia foi palco do 8.º Convívio de Pesca, integrado no Circuito Master Bass Alentejo, numa iniciativa promovida pelo Team “Muafa” Achigã Margem, com o apoio do Município de Campo Maior.

A prova reuniu dezenas de participantes, que ao longo da manhã colocaram à prova as suas competências na pesca desportiva, num ambiente de convívio e contacto com a natureza.

No final da competição, a vereadora Paula Jangita participou no almoço-convívio que reuniu os participantes, seguindo-se a cerimónia de entrega de prémios.

O vencedor da prova recebeu um prémio monetário de 500 euros, enquanto o segundo e o terceiro classificados foram distinguidos com prémios de 200 e 100 euros, respetivamente.

Hospital de Portalegre reforçado com soro antiveneno para a víbora-cornuda

O Hospital de Portalegre passou a disponibilizar soro antiveneno para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa presente no Alto Alentejo. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, sublinhou que a medida não deve ser motivo de alarme para a população, mas sim uma excelente notícia que traduz uma maior preparação da região para lidar com incidentes de saúde pública, que continuam a ser extremamente raros.

A par da aquisição do soro, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano promoveu sessões de esclarecimento nos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede — Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches — com o objetivo de dar a conhecer a espécie e desmistificar preconceitos. A víbora-cornuda é um animal discreto que evita ativamente o contacto humano. As mordeduras ocorrem quase exclusivamente em situações acidentais, como quando o réptil é pisado inadvertidamente ou quando há uma tentativa forçada de aproximação ou manuseamento.

Cientificamente designada por Vipera latastei, esta serpente é de pequeno porte, medindo geralmente menos de 70 centímetros. Caracteriza-se por uma cabeça triangular, uma faixa escura em ziguezague ao longo do dorso e uma protuberância na ponta do focinho que se assemelha a um pequeno corno. Habita essencialmente em zonas pedregosas e áreas de matos densos, onde passa a maior parte do tempo camuflada e escondida, desempenhando um papel crucial no equilíbrio do ecossistema local.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Degolados voltou a ser palco da tradição com mais uma prova do Campeonato Distrital de Malha

A Freguesia de Degolados, acolheu, na manhã de domingo, 2 de agosto, mais uma edição do do Torneio de Malha, organizado pelo União Futebol de Degolados e integrado no ranking do 31.º Campeonato Distrital.

A iniciativa contou com o apoio do Município de Campo Maior e reuniu participantes num ambiente marcado pelo convívio, pelo desportivismo e pela valorização das tradições populares.

A vereadora Paula Jangita marcou presença no evento, que voltou a promover uma modalidade tradicional e a incentivar a participação da comunidade.