Impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em debate no Dia do Agricultor em Elvas

O impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em Portugal esteve em destaque esta quinta-feira, 28 de maio, no Polo de Inovação de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a antiga Estação de Melhoramento de Plantas.

A iniciativa, integrada nas comemorações do Dia do Agricultor, reuniu investigadores, técnicos e representantes do setor agrícola, depois de uma visita de campo à Herdade da Comenda, para discutir o papel das novas variedades vegetais no aumento da produtividade agrícola e na adaptação às alterações climáticas.

Na sessão de abertura participaram Margarida Correia de Oliveira, presidente do INIAV, António Cordeiro, presidente do Polo de Inovação de Elvas, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, e Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo.

Em representação do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha destacou a relevância da agricultura, não só para o país e para o mundo, como para o concelho, e sublinhou o apoio que o município procura prestar ao setor. “A agricultura é um dos principais setores, se não o principal setor económico no nosso concelho. A Câmara faz sempre gosto em estar ao lado dos seus agricultores, também partilhando um pouco das suas preocupações”, afirma.

O autarca reconhece ainda os desafios crescentes enfrentados pelos agricultores, quer ao nível da atividade agrícola, quer das exigências impostas ao setor, valorizando igualmente o trabalho desenvolvido pelo antigo centro de melhoramento de plantas, hoje integrado no INIAV. “Esta casa sempre se dedicou à investigação virada para a agricultura e muito tem contribuído não só para o nosso concelho, mas também para Portugal”, acrescenta.

Já Roberto Grilo salienta a importância da inovação e da investigação agrícola para garantir a resiliência e a soberania alimentar, num contexto marcado pelas alterações climáticas e pela necessidade de produzir mais com menos recursos. “Esta iniciativa (Dia do Agricultor) vem enfatizar a investigação e o melhoramento de plantas. A importância da agricultura é crítica, é fundamental, mas a inovação é aquilo que nos pode trazer resiliência para aquilo que é a soberania alimentar que precisamos de continuar a construir”, refere o vice-presidente da CCDR Alentejo.

Ainda segundo Roberto Grilo, os desafios relacionados com as alterações climáticas, a degradação dos solos e a escassez de recursos tornam indispensável reforçar a transferência de conhecimento e inovação para o setor agrícola.

Com esta iniciativa, o INIAV procurou, uma vez mais, reforçar a importância da investigação e da inovação agrícolas como pilares fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola nacional, numa altura de crescente pressão climática e económica.

Novo Pavilhão Multiusos de Portalegre avança com concurso público previsto para 2027

A Câmara Municipal de Portalegre já aprovou o estudo prévio para a construção do futuro Pavilhão Multiusos. Em declarações à Rádio Elvas, a presidente da autarquia, Fermelinda Carvalho, classificou a obra como “urgente” para colmatar a falta de espaços na cidade capazes de acolher iniciativas de grande envergadura.

A ausência de uma infraestrutura deste género tem limitado a capacidade de atração e organização do concelho. Fermelinda Carvalho assume que esta é uma lacuna histórica que urge resolver. “O multiusos é um espaço que precisamos muito, Portalegre precisa muito, porque se nós precisarmos de organizar um grande evento não temos onde, não temos. E portanto nunca foi construída essa infraestrutura”, lamenta a autarca.

Neste momento, os serviços técnicos do município estão a avançar com as etapas seguintes. “Já aprovámos o estudo prévio, estamos neste momento a desenvolver as especialidades”, revelou a edil à Rádio Elvas, apontando já metas concretas no calendário para o arranque do processo concursal.

“Quero que [as especialidades] fiquem concluídas ao final do ano para que possa ser colocado no próximo orçamento (2027) e lançar o concurso para o ano”, concluiu a presidente da Câmara de Portalegre.

Peregrinação a Vila Viçosa volta a unir elvenses em caminhada de fé

A Associação de Jovens de Elvas promove, na noite de sexta-feira para sábado, de 29 para 30 de maio, mais uma edição da já tradicional peregrinação a Vila Viçosa, num momento de fé, partilha e encontro espiritual aberto à comunidade.

Sob o lema “Caminhar na Fé. Chegar com o Coração”, os participantes partem à meia-noite do Santuário da Piedade, em Elvas, em direção ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa.

O padre Ricardo Lameira destaca que esta é já uma iniciativa habitual da comunidade paroquial. “De sexta para sábado, à meia-noite, como já é hábito, iremos fazer a nossa peregrinação a pé até ao Santuário da Senhora da Conceição. Reunimo-nos no Santuário da Piedade e daqui partiremos em peregrinação”, referiu.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site da Paróquia de Santa Luzia e Sé ou através das plataformas digitais da Associação de Jovens de Elvas. A organização aconselha os participantes a levarem, para além do terço, água e calçado confortável para a caminhada.

Entretanto, o padre Ricardo Lameira anunciou também a realização de um café-concerto solidário, marcado para o próximo dia 26 de junho, junto à Igreja de Santa Luzia, com o objetivo de angariar fundos para a recuperação do telhado da Igreja do Salvador.

“O telhado da Igreja do Salvador já não está enfermo, está mesmo moribundo. Já nem com a Santa Unção aquilo lá vai”, afirmou o pároco, recorrendo ao humor para alertar para a gravidade da situação. “Queremos ressuscitá-lo, porque senão vai estragando toda a estrutura interior e quando isso acontecer é bem pior.”

O evento contará com pulseiras no valor de cinco euros, que incluem uma bifana e uma bebida. “Depois, quem quiser pode continuar a comer e a beber desde que pague, senão não arranjamos o dinheiro para o telhado”, brincou o sacerdote.

Para Ricardo Lameira, estas iniciativas refletem também o verdadeiro sentido da vivência cristã. “O cristão não é aquele que reza, é aquele que vive o que reza e reza o que vive. Nós não somos rezadores. A oração é o sustento da vida”, concluiu.

Campo Maior revisita a memória da última edição das Festas do Povo com documentário de Rui Silveira

A pouco mais de dois meses do regresso das tão aguardadas Festas do Povo, Campo Maior prepara-se para revisitar a memória daquela que foi a última edição do certame. O documentário “Os Olhos do Meu Amor”, realizado por Rui Silveira, será exibido este sábado, 30 de maio, pelas 21h30, no Centro Cultural da vila, numa sessão que promete emocionar os campomaiorenses e todos os apaixonados por esta tradição ímpar do Alentejo.

Filmado em 2015, aquando da realização da última edição das Festas do Povo, o documentário só viria a ser concluído em 2019. Apesar de já ter sido apresentada em Campo Maior uma versão preliminar, a obra final nunca chegou a ser exibida publicamente em Portugal. Para o realizador, este é o momento certo para o reencontro entre o filme e a comunidade que lhe deu vida. “O filme demorou muito tempo a ser apresentado porque nós ficámos sempre à espera de quando houvesse festas. E este ano é o momento”, explica Rui Silveira.

Mais do que um simples registo documental, “Os Olhos do Meu Amor” mergulha na alma das Festas do Povo, acompanhando durante vários meses o trabalho apaixonado de dezenas de grupos de vizinhos que dão forma às flores de papel que transformam as ruas de Campo Maior num cenário de sonho.

Ao longo da narrativa, o realizador acompanha cerca de dez grupos distintos, revelando os bastidores de uma tradição marcada pelo secretismo e pelo espírito comunitário. Uma perspetiva rara, até para os próprios habitantes da vila. “Mesmo para as pessoas de Campo Maior é uma surpresa, porque estamos habituados a fazer flores para a nossa rua, com os nossos vizinhos, e há o segredo. As pessoas nunca têm bem noção de como é que as outras ruas se organizam, e este filme mostra um pouco disso”, refere.

Com um tom intimista e profundamente humano, o documentário começa na esfera pessoal do realizador — entre memórias familiares, conversas com a avó e os primeiros encontros com os grupos de trabalho — para depois ganhar uma dimensão coletiva e universal. Aos poucos, a narrativa abandona o olhar individual e abre-se à grandiosidade comunitária das festas, culminando na explosão de cor e emoção da noite da enramação, quando Campo Maior se revela ao mundo.

Mas o filme não se limita à beleza das ruas ornamentadas. Rui Silveira quis mostrar também o outro lado da festa: o fim inevitável de uma arte efémera. O documentário acompanha o último dia das celebrações, a cerimónia de encerramento, a destruição das flores e o processo de limpeza das ruas — momentos tantas vezes esquecidos, mas que fazem parte do ciclo completo desta manifestação popular. “Para mim, a criação também é destruição. Eu queria mostrar o ciclo completo desta forma de arte efémera e popular”, sublinha o realizador.

Entre a delicadeza das flores de papel, o orgulho coletivo e a melancolia do fim, “Os Olhos do Meu Amor” apresenta-se como um retrato sensível da identidade de Campo Maior, da força da tradição e da memória afetiva de um povo que transforma arte em comunidade. Uma obra que chega agora à vila, 11 anos depois, para reacender emoções e antecipar o regresso de uma das mais emblemáticas celebrações populares do país.

Filho da terra, Rui Silveira, hoje, para além de realizador, professor universitário no Canadá, regressa a Campo Maior para apresentar o seu filme às gentes da vila. A expectativa é de uma noite de festa, mas também de muita emoção, até porque muitos dos protagonistas do documentário já partiram.

A entrevista completa a Rui Silveira para ouvir no podcast abaixo:

IPP integra projeto de reforço da cibersegurança na região EUROACE

O Politécnico de Portalegre integra o projeto CIBERRAIA. A participação da instituição é assegurada pelo Professor Secundino Marques Lopes, enquanto investigador responsável. Liderado pela Junta de Extremadura, o projeto reúne um conjunto alargado de parceiros de Portugal e Espanha, com o objetivo de reforçar a segurança no ciberespaço na região EUROACE.

O projeto CIBERRAIA pretende potenciar os benefícios da digitalização, promovendo uma sociedade mais cibersegura. Para isso, aposta no reforço da cooperação institucional no combate à cibercriminalidade, na criação de uma rede transfronteiriça de investigação de apoio às forças de segurança e no desenvolvimento de um setor empresarial dedicado à cibersegurança.

CIBERRAIA – Promoção de um ambiente ciberseguro transfronteiriço no espaço POCTEP, é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER, através do Programa Interreg VI A España – Portugal (POCTEP) 2021-2027 com um apoio financeiro de 1.489.574,67€, sendo o montante de investimento elegível global de 1.986.099,56€, cabendo ao Instituto Politécnico de Portalegre um investimento de 149.450,00€. O término deste projeto está agendado para 30 de junho de 2028.

Homem e mulher detidos em Avis por suspeitas de violência doméstica e escravidão

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas, deteve ontem, 26 de maio, um homem de 65 anos e uma mulher de 43 anos, ambos de nacionalidade portuguesa, por suspeitas da prática dos crimes de violência doméstica e escravidão, no concelho de Avis.

Segundo a GNR, no decorrer da investigação foram realizadas diversas diligências policiais que permitiram apurar que os suspeitos exerciam violência psicológica e física sobre a vítima, um homem de 61 anos que se encontrava à guarda do casal.

Na sequência da operação, os militares deram cumprimento a dois mandados de detenção fora de flagrante delito.

Os detidos foram posteriormente presentes ao Tribunal Judicial de Fronteira, onde lhes foram aplicadas várias medidas de coação, entre as quais Termo de Identidade e Residência, proibição de contactos com a vítima e testemunhas do processo, bem como a proibição de se aproximarem da residência da vítima num raio de 200 metros.

O tribunal determinou ainda apresentações semanais dos arguidos no posto ou esquadra policial da área de residência.

A ação contou com o reforço do Núcleo de Apoio Operativo (NAO).

Concurso de 900 mil euros para Inovação Social na área da Saúde

Encontra-se aberto, no âmbito do Programa Regional do Alentejo 2030, o aviso de concurso que visa apoiar Parcerias para a Inovação Social, com foco exclusivo em projetos na área da Saúde. Com uma dotação de 900 mil euros, financiada pelo Fundo Social Europeu (FSE+) e uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, este aviso pretende impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras que respondam a desafios sociais concretos no território do Alentejo.

No âmbito deste aviso, apenas são elegíveis candidaturas no domínio da Saúde, nas seguintes áreas prioritárias:

  • Saúde mental comunitária;
  • Saúde mental de crianças e jovens, incluindo intervenção em perturbações aditivas (consumos de álcool, drogas, dependência digital e perturbações alimentares);
  • Apoio a adultos em situação de demência;
  • Soluções que reduzam a pressão sobre os serviços de urgência do SNS, nomeadamente dirigidas a pessoas institucionalizadas ou em domicílio sem suporte familiar;
  • Apoio a cuidadores informais de pessoas com doença crónica;
  • Saúde das populações migrantes, incluindo mediação intercultural, literacia em saúde e melhoria do acesso aos cuidados.

O concurso destina-se a apoiar o desenvolvimento e crescimento de Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES) com elevado potencial de impacto, baseadas em soluções inovadoras, como produtos, plataformas ou serviços, sustentadas por um
Plano de Desenvolvimento e com cofinanciamento de investidores sociais. Podem candidatar-se entidades privadas e entidades da economia social, nomeadamente: Cooperativas; Associações mutualistas; Misericórdias; Fundações; Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS); Associações; Entidades dos subsetores comunitário e autogestionário.

As candidaturas decorrem até ao dia 30 de junho de 2026.

Miguel Rasquinho: gravação de “Terra Nossa” será oportunidade importante para a promoção de Monforte

Monforte prepara-se para um fim de semana de grande animação com mais uma edição do Remember Monforfeira, mas já na noite desta quinta-feira, 28 de maio, a Praça da República da vila será palco da gravação do programa “Terra Nossa”, conduzido por César Mourão.

Considerando que esta gravação ao vivo do programa da SIC representa uma oportunidade importante para a promoção do concelho e para dinamizar a vida social da população, o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, defende ser fundamental apostar em iniciativas culturais e de lazer que aproximem as pessoas.

“Nem só de pão vive o homem. Estamos numa fase de muito investimento, muitas candidaturas e muita obra física em todas as freguesias, mas temos também de pensar na satisfação das populações. Precisamos de trazer as pessoas para a rua e de lhes dar mais alguma coisa para além da obra física”, afirma.

Miguel Rasquinho sublinha ainda o impacto mediático associado ao programa da SIC, destacando a sua popularidade junto do público e a capacidade de divulgação do território. “O programa Terra Nossa tem uma audiência enorme e uma grande aceitação por parte do público. Para além da satisfação de recebermos a televisão, é também uma forma de divulgar e promover o concelho de Monforte, a nossa cultura e as pessoas que fazem a marca do concelho”, acrescenta.

A gravação do programa está marcada para as 21h00, sendo dirigida a maiores de 16 anos. A autarquia alerta, contudo, que por motivos de logística da produção televisiva, não será permitida a entrada no recinto, a todos quantos se inscreveram para participar, após as 20h30. Durante o espetáculo será também proibido fotografar ou filmar.

IPP avança para concurso de ampliação da ESBE em Santa Luzia após luz verde do Governo

O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) vai reabilitar a antiga Escola Básica 2,3 de Santa Luzia, em Elvas, para aí instalar as novas e ampliadas valências da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE). A garantia surge após o Conselho de
Ministros ter aprovado uma resolução que autoriza a instituição a assumir encargos até 5,7 milhões de euros.

A decisão do Governo vai permitir ao IPP avançar com a requalificação total do edifício, cedido em 2024 pela Câmara Municipal de Elvas através de um contrato de comodato válido por 50 anos. O objetivo passa por converter o espaço num campus
moderno, expandindo a oferta formativa nas áreas das biociências, ciências veterinárias e desporto, promovendo a fixação de jovens qualificados no Alentejo.

Em declarações exclusivas à Rádio Elvas, o presidente do IPP, Luís Loures, confirmou que o processo entra agora numa nova fase. “Vamos avançar seguramente. Estamos a lançar o procedimento. Estávamos a aguardar a autorização do Conselho de Ministros. O projeto estava financiado, tem um financiamento de cerca de 60% e o resto são receitas próprias do Instituto. Mas a verdade é que demorou um bocadinho até ter essa autorização. Agora com a autorização é lançar o procedimento”, congratulou-se o responsável.

O investimento de 5,7 milhões de euros será assegurado em 40% por receitas próprias da instituição e a restante verba por fundos comunitários. O próximo passo burocrático será o crivo do regulador: “Esperemos também que o Tribunal de Contas seja rápido a emitir o visto prévio e a partir daí é avançar para a obra.”

Falta de espaço trava crescimento da ESBE

A urgência da obra justifica-se pelo crescimento acentuado da população estudantil em Elvas. Atualmente, o edifício original da ESBE (antigo Quartel do Trem) acolhe mais de 600 alunos, apesar de ter sido projetado para apenas 250. Esta limitação física tem
travado a expansão da instituição.

“Nós queremos muito que 2027/2028 marque o arranque destas novas instalações da ESBE, que é fundamental”, aponta Luís Loures, acrescentando que o espaço é a chave para o desenvolvimento do interior. “Falamos muito da capacidade de atrair pessoas para o interior, falamos muito na necessidade de atração de talento e fixação de talento, e nós estamos numa situação em que temos potencial de crescer e não estamos a crescer porque não temos espaço.”

O presidente do Politécnico de Portalegre defende que a região não pode perder os seus quadros por falta de condições logísticas nas instituições de ensino. “É muito importante que os nossos jovens não tenham que sair da região porque nós não conseguimos abrir a oferta formativa em quantidade e diversidade necessárias para que eles possam cá ficar. Por isso nós estamos a trabalhar nesse sentido e estou certo que teremos o contributo de todos para que isso seja uma realidade”, concluiu.

CIMAA garante investimento de 381 mil euros para qualificar trabalhadores da Administração Pública

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) viu aprovada a candidatura “Formação e Capacitação da Administração Pública no Alto Alentejo”, no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030, cofinanciado pela União Europeia. A operação representa um investimento global de cerca de 381 mil euros e permitirá implementar um abrangente Plano de Formação Intermunicipal, dirigido aos trabalhadores da Administração Pública Local dos 15 municípios do Alto Alentejo, reforçando a qualificação dos recursos humanos, a modernização administrativa e a melhoria dos serviços prestados às populações.

O projeto contempla a realização de 151 ações de formação, distribuídas por 58 cursos e 9 áreas temáticas estratégicas, abrangendo matérias fundamentais para os desafios atuais da Administração Pública, como competências digitais, inteligência artificial, cibersegurança, sustentabilidade ambiental, liderança, contratação pública, proteção de dados, saúde ocupacional e primeiros socorros. A candidatura prevê envolver cerca de 1195 trabalhadores da Administração Pública Local, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas e transversais essenciais para responder às exigências da transformação digital, da inovação organizacional e da prestação de serviços públicos mais eficientes, acessíveis e próximos dos cidadãos.

A operação abrange os municípios de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel, consolidando a cooperação intermunicipal e valorizando os
recursos humanos enquanto fator estratégico para o desenvolvimento do território.

Com este investimento, a CIMAA reforça a sua aposta na capacitação das entidades públicas locais, contribuindo para uma Administração Pública mais preparada, inovadora, sustentável e orientada para as necessidades das comunidades do Alto Alentejo.