Luís Pedras defende a certificação das Roncas de Elvas e a sua classificação como património imaterial

As Roncas de Elvas são um instrumento musical de fricção, icónico da identidade cultural de Elvas, especialmente durante a quadra natalícia. Este instrumento é o elemento central dos cânticos tradicionais que ecoam pelas ruas da cidade durante o mês de dezembro, distinguindo o Natal elvense de qualquer outra celebração no país.

O ceramista Luís Pedras desde sempre se dedicou a produzir roncas e a estudar o instrumento, defendendo a sua certificação e classificação como património imaterial. “Após este ter concluído a minha formação em cerâmica, há 30 anos, quis abraçar este projeto com muito carinho porque sentia que faltava algo em Elvas e era realmente este instrumento. Nós temos a Rua dos Oleiros, o que diz bem da atividade intensa da cerâmica, da olaria que existia em Elvas”, revela. Desde essa data que Luís Pedras abraçou o projeto de recuperação da tradição do uso de roncas: “fiz exposições, já ganhei prémios nacionais, já ganhei prémios regionais. Luto há 30 anos para que este instrumento, da nossa cultura, seja mais valorizado, mais potenciado, realizando a sua certificação, classificação como património imaterial, regional e, quiçá, depois nacional”.

Já no que diz respeito ao cancioneiro de Natal, Pedras defende que deve haver ainda mais rigor na manutenção e preservação das letras do cancioneiro de Natal de Elvas. “Há seis ou sete anos para cá, já vemos esses grupos a tocar com muita paixão, com muito virtuosismo, mas tem que se respeitar a tradição, não se pode banalizar o cancioneiro de Elvas. Deve-se cantar aquilo que é efetivamente o Natal de Elvas, ou então temos qualquer dia cânticos de Natal com músicas introduzidas do Quim Barreiros, porque as coisas têm que ser tratadas com mais carinho, com mais humildade, com mais responsabilidade, porque de facto este instrumento (ronca) faz jus às nossas tradições e valoriza muito o nosso património”, remata.

Degolados: nova casa mortuária de Degolados prestes a abrir e obra em avenida a começar

A inauguração da nova casa mortuária de Degolados, no concelho de Campo Maior, deverá acontecer no início de 2026. A garantia é dada pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, que revela que, muito recentemente, esteve reunido com o executivo da Junta de Freguesia, para tratar das questões em torno do mobiliário e da decoração do espaço.

“É um investimento que vinha em curso e que, no início do ano de 2026, pretendemos disponibilizar à comunidade. É um investimento também grande por parte da Câmara Municipal, que o assumiu única e exclusivamente com verbas próprias, porque não havia capacidade de financiamento do mesmo”, recorda o autarca.

Por outro lado, e num investimento também considerável, o Município prepara-se para iniciar, naquela freguesia, a obra de requalificação da Avenida Dr. Artur António Louro. “É a nossa primeira candidatura do ponto de vista da regeneração urbana, ao abrigo das candidaturas da Comunidade Intermunicipal, também num investimento significativo para uma avenida que precisava efetivamente de alguma modulação”, comenta Luís Rosinha.

“Havia dificuldades, do ponto de vista da regulação dos estacionamentos e do próprio acesso. Vamos criar passeios que respeitem claramente aquilo que é a lei, vamos ordenar o estacionamento, vamos dotar aquela avenida – que se calhar é uma das avenidas maiores da freguesia de Degolados – de umas condições que serão as condições para a data e não aquelas que efetivamente lá estão. “Portanto, também continuamos nesta ligação a Degolados e a Ouguela, nunca falamos só em Campo Maior e na sede de concelho”, remata.

De recordar que, muito recentemente, a Câmara Municipal de Campo Maior assinou ainda um protocolo para a cedência de uma carrinha de nove lugares à Junta de Freguesia de Degolados.

Badajoz: cavalgada dos Reis Magos com mais de oito toneladas de rebuçados e 14 carros alegóricos

É já na próxima segunda-feira, 5 de janeiro, que Badajoz cumpre a tradição do Cavalgada dos Reis Magos, com o desfile, durante a tarde, com saída junto à estação de comboios da cidade.

Mas antes, durante a manhã, o Município de Badajoz volta a distribuir o Roscón de Reis no mercado de Natal, no Paseo de San Francisco. A expectiva, segundo o vereador da Cultura, Feiras e Festas, José Antonio Casablanca, é que a afluência de público volte a ser “massiva”.

Serão distribuídas “seis mil porções” deste bolo tradicional, que se apresenta em diferentes variedades: com creme e sem creme, havendo ainda opções adequadas para celíacos (sem glúten) ou diabéticos (sem açúcar). Não faltarão também atividades para os mais pequenos no mercado de Natal.

Durante a tarde, e após a chegada dos reis à estação de comboios, inicia-se a Cavalgada, com a participação de um total de 25 unidades de animação, incluindo 14 carros alegóricos: do presépio, dos reis, da Fedexcaza e dos grupos infantis.  

A animação musical ficará a cargo da Banda Caribe Santa, havendo também “Confeti show” e apresentação dos espetáculos “Bosque Encantado” e “Grinch e os Seus Amigos Travessos”. Unem-se ainda ao desfile, entre outros, o embaixador postal, que recolheu as cartas das crianças em São Francisco, assim como diferentes unidades da Polícia Local, Polícia Nacional e Guardia Civil.  

Durante o percurso da Cavalgada, que conta com um troço sem ruído (entre a Porta de Palmas e a entrada da Avenida Santa Marina), a pensar sobretudo nas pessoas com autismo, serão atirados mais de oito toneladas de rebuçados. Ao todo, participam no desfile cerca de 300 crianças, que serão acompanhadas por 30 monitores.

Municípios portugueses distinguidos na terceira edição dos prémios DECO

Os Prémios DECO regressam para a sua terceira edição. Com candidaturas abertas até 31 de março, os vencedores serão anunciados em abril de 2026.

A iniciativa da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor pretende distinguir Municípios e Juntas de Freguesia que desenvolvem programas e estratégias de apoio aos munícipes, valorizando políticas locais inovadoras e de proximidade. Para esta edição, os prémios apresentam uma imagem renovada e oito categorias: Habitação e Espaço Público, Bem-estar e Saúde Mental, Turismo, Políticas Verdes e Energia, Tecnologia e Inovação, Educação e Juventude, Imigração, Inclusão e Diversidade, e Cultura e Lazer.

As distinções variam consoante a avaliação dos projetos, com Menção Honrosa para freguesias que atinjam mais de 75 pontos e Prémio para aquelas que ultrapassem os 90. Os projetos serão analisados por um painel de especialistas e os vencedores recebem um troféu, um selo digital e a oportunidade de integrar a rede de boas práticas da DECO. O objetivo é reconhecer autarquias que colocam os cidadãos no centro da ação, promovendo políticas públicas sustentáveis e partilha de experiências que reforçam a qualidade de vida nas comunidades.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Município de Campo Maior volta a investir 75 mil euros em bolsas de estudo

A Câmara Municipal de Campo Maior volta a investir 75 mil euros, num apoio direto aos estudantes do concelho, que frequentam o Ensino Superior.

Dando conta que as candidaturas dos alunos que concorreram à bolsa do município têm vindo a ser avaliadas, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, revela que, tal como no ano passado, serão cem as bolsas de estudo atribuídas.  “Nós, no ano de transato, deliberámos aumentar o número de verbas que eram atribuídas no Município de Campo Maior. Passámos para as cem, deliberámos atribuir cem, num montante de 75 mil euros, que dará aproximadamente 750 euros para cada estudante apoiado, e mantivemos esse mesmo critério”, explica o presidente.  

Luís Rosinha diz ainda que esta, do seu ponto de vista, é uma “medida muito importante”, tendo em conta os custos que os estudantes vão tendo quando saem de Campo Maior, “sobretudo do ponto de vista da habitação”.

“Parece-me a mim que este valor de 750 euros é um valor muito justo, que é até superior àquilo que é o valor da propina e nós cá continuamos a tentar apoiar os nossos jovens, aqueles que têm mais dificuldade e que cumprem com o regulamento específico, que possam ter acesso a estas verbas, claro, no usofruto dos mesmos para o seu futuro”, remata..

Estas bolsas de estudo são atribuídas a estudantes, não só de Licenciaturas e Mestrados, mas também de Cursos Técnicos Superiores Profissionais e Cursos de Especialização Tecnológica.

Projeto Maternidade +Próxima medalhado pela Ordem dos Enfermeiros

O projeto Maternidade +Próxima, uma iniciativa que nasceu para aproximar cuidados, promover segurança e humanização no acompanhamento das grávidas e recém-nascidos pelos Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia da ULS Alto Alentejo, recebeu a Medalha de Mérito da Ordem dos Enfermeiros.

Este reconhecimento, atribuído na Convenção da Ordem dos Enfermeiros 2025, reforça a importância da inovação e da colaboração multidisciplinar na saúde materna e neonatal.

O projeto Maternidade +Próxima é um exemplo de como a dedicação das equipas e a aposta em soluções centradas na pessoa podem transformar experiências, acesso e resultados.

Custo de vida continua a subir em 2026 apesar do aumento de salários e pensões

O ano de 2026 será marcado por aumentos generalizados no custo de vida, apesar da subida dos rendimentos. O salário mínimo deverá fixar-se nos 920 euros brutos, mais 50 euros do que em 2025, e as pensões serão atualizadas acima da inflação nos escalões mais baixos. Ainda assim, estes aumentos não anulam a pressão exercida pela subida dos preços em bens e serviços essenciais.

A alimentação continuará a pesar no orçamento das famílias. O cabaz alimentar deverá encarecer entre 6% e 7%, com destaque para o aumento do preço do peixe, da carne de vaca, do pão e dos produtos de pastelaria. Desde 2022, produtos como ovos, carne de novilho e fruta registaram subidas acumuladas muito expressivas, segundo dados da DECO PROteste.

Também a habitação ficará mais cara. As rendas poderão subir até 2,24%, as prestações do crédito à habitação deverão aumentar com a evolução da Euribor e regressam as comissões bancárias nas amortizações antecipadas. O IMI das casas novas ou reabilitadas sobe igualmente, refletindo o aumento do custo de construção.

Na energia e água, os aumentos serão mais moderados. A eletricidade no mercado regulado sobe em média 1%, com manutenção dos descontos da tarifa social, enquanto a água deverá aumentar perto de 1,8% em muitos municípios. Já nas telecomunicações e nos correios, as operadoras e os CTT confirmaram atualizações de preços, tornando estes serviços mais caros.

Os transportes também registam subidas nos bilhetes ocasionais, embora os passes mensais se mantenham congelados. As portagens aumentam acima de 2% e viajar de avião poderá tornar-se ligeiramente mais caro devido ao aumento das taxas aeroportuárias.

Os seguros destacam-se entre os aumentos mais significativos: os seguros de saúde poderão subir até 10%, enquanto os seguros automóvel deverão aumentar entre 6% e 10%. Na área da saúde, os medicamentos essenciais mantêm os preços congelados e as taxas moderadoras do SNS sobem apenas cerca de 2%.

Em síntese, 2026 será um ano de inflação provavelmente mais baixa, mas de vida mais cara, com subidas em várias frentes do dia a dia. Mesmo com rendimentos a crescer, as famílias portuguesas terão de continuar a gerir o orçamento com atenção redobrada.

Montemor-o-Novo: educação e habitação entre as prioridades de Carlos Pinto de Sá para este mandato

Educação e habitação são duas das áreas prioritárias para Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, para este mandato que se estende até 2029.

Relativamente ao setor do ensino, o autarca refere que há problemas a resolver ao nível “da resposta às questões da educação pública”: “temos de pôr a funcionar a EB1, em Montemor, por exemplo; e garantir a requalificação de um conjunto de escolas por todo o concelho”. Com duas obras em curso, ambas iniciadas no mandato anterior, Carlos Pinto Sá adianta que a intervenção na escola do Ciborro está “praticamente terminada”. Já a de Cortiçadas de Lavre apresenta “problemas complicados”. “A área de educação é uma área importante e tem a ver com a cidade e com as freguesias”, acrescenta.

No que toca à habitação, o presidente da Câmara Municipal diz que a solução dos problemas não depende apenas da autarquia que, inclusivamente, “não tem recursos, nem capacidade suficiente” para dar resposta a esse problema. “O problema da habitação, na nossa visão, é um problema de acesso à habitação, não é um problema de falta de habitação. Eram necessárias políticas nacionais que respondessem a este problema. Os governos não têm respondido às causas fundamentais do problema, que é a especulação imobiliária, através dos fundos imobiliários internacionais e das questões ligadas à especulação turística, também, em termos de alojamentos locais”, alega. Carlos Pinto de Sá diz que tem de existir “coragem política, ao nível do Governo, para atacar estas causas, porque hoje o preço do mercado em Montemor ou em Évora, não é definido em Montemor ou em Évora, é definido em termos nacionais e até internacionais. E, portanto, é aqui que se tem que atacar as causas”, assegura

Para o autarca, por outro lado, é “absolutamente fundamental” que venham a ser feitos investimentos em Montemor com vista à criação de emprego, “para fixar pessoas”. “Temos um estrangulamento grande, que é conhecido, porque não temos, neste momento, terreno suficiente para oferecer, para implantar novas empresas, atividades económicas. Portanto, é uma das questões que temos que procurar encontrar soluções rapidamente, e não são fáceis, porque estas questões exigem negociações com outros proprietários e, portanto, é um processo que prevejo complexo, difícil, eventualmente demorado, mas durante o próximo ano temos que tomar decisões”, remata.

Campo Maior acolhe Campeonato Zonal de Juniores de Judo em janeiro

A Associação Distrital de Judo de Portalegre (ADJP) anunciou a realização do Campeonato Zonal de Juniores para o dia 31 de janeiro de 2026. A competição, que abrange os escalões masculino e feminino, terá lugar no Pavilhão Rui Nabeiro, em Campo Maior, com o início dos combates agendado para as 10:00 horas.

Para além das provas individuais por categorias de peso, está prevista a realização de um treino conjunto a partir das 11:30 horas, sob a direção da ADJP, com o objetivo de potenciar o intercâmbio entre os atletas participantes.

Esta iniciativa conta com o apoio do Sporting Clube Campomaiorense, da Delta Cafés e da Câmara Municipal de Campo Maior. As associações que participem na prova devem também enviar uma listagem com os nomes dos árbitros que irão colaborar no evento, os quais deverão apresentar-se com o equipamento oficial.