A partir deste ano letivo (2025/26) o Instituto Politécnico de Portalegre, através da sua Escola Superior de Biociências de Elvas, irá disponibilizar a licenciatura de Desporto. O distrito de Portalegre passará a dispor a partir de setembro desta oferta formativa para todos aqueles que pretendem prosseguir estudos na área do Desporto.
A Licenciatura em Desporto foi estruturada para oferecer aos estudantes uma formação completa, combinando uma base comum sólida nos primeiros dois anos com a possibilidade de especialização em um dos dois ramos disponíveis no 3º Ano: Treino Desportivo (ideal para quem quer trabalhar com o desempenho desportivo, seja na preparação de atletas de alto rendimento, no treino de jovens talentos ou no desenvolvimento de metodologias inovadoras) e Atividade Física e Bem-Estar (para aqueles que desejam atuar no setor do fitness, da saúde e da promoção do bem-estar, ajudando diferentes populações a melhorarem a sua qualidade de vida através do exercício físico).
Atualmente está em curso o processo de reconhecimento e certificação da Licenciatura em Desporto pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude para acesso ao Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), Título Profissional de Técnico de Exercício Físico (TPTEF), Título Profissional de Diretor Técnico (TPDT).
A coordenação da licenciatura em Desporto estará a cargo de Luís Branquinho, doutorado em Ciências do Desporto. Atualmente conta com mais de 100 publicações científicas distribuídas entre artigos, livros e capítulos de livros na área das ciências do desporto, sendo a sua área de especialização o treino desportivo. É editor e revisor em algumas das mais prestigiadas Revistas Científicas internacionais na área das ciências do desporto, tendo recebido uma bolsa de investigação e ganho dois prémios pela sua tese de doutoramento. Coordena atualmente o Polo de Gestão do Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV) no Instituto Politécnico de Portalegre e é consultor técnico e científico do São Paulo Futebol Clube (Brasil).
A Câmara Municipal de Elvas deu início, na manhã da passada segunda-feira, 10 de março, à obra da Rua da Feira, no centro histórico da cidade que, dentro de três meses, estará transformada, à semelhança da Rua de Alcamim, numa artéria pedonal.
Com isto, a circulação de veículos e o estacionamento na Rua da Feira deixam de ser possíveis, sendo que alguns dos comerciantes desta rua contactaram a Rádio ELVAS com intenção de dar a sua opinião sobre a intervenção que está a ser levada a cabo.
Elvira Santos, da loja Zoo Shop, relata que foi avisada do início da obra “dois ou três dias” antes do arranque dos trabalhos. A sua maior preocupação recai sobre a impossibilidade dos clientes poderem carregar, à porta da loja, as rações dos animais, como até aqui. “Estamos a ver a vida complicada com estas obras e com a rua ficar pedonal, porque as pessoas vêm aqui, normalmente, carregar sacas de farinha, com os carros à porta, o que vai deixar de ser possível. Não estou a ver melhorias para mim”, garante.
Por considerar que esta é uma rua que “não é muito movimentada”, Alzira Rente, da Funerária Rente, não concorda com a realização desta obra: “acho mal, porque há poucas lojas aqui e ficámos surpreendidos quando fomos notificados, só com o papelinho da Câmara, a dizer que iam começar as obras na segunda-feira”. Alzira Rente garante ainda que os comerciantes não foram sequer questionados, pela autarquia, se estavam ou não de acordo com esta intervenção.
Embora diga que, de futuro, será “uma boa opção a Rua da Feira não ter trânsito”, concordando com a sua transformação numa artéria pedonal, Rosália Oliveira, da Casa Sarapico, garante que a obra, neste momento, acaba por ser “um incómodo”, sobretudo para os clientes. Quanto ao início da intervenção, Rosália Oliveira revela que não foi avisada. “Não houve uma palavra aos comerciantes. Acho que não custava nada uma pessoa da Câmara deslocar-se até aqui, à Rua da Feira, e dar umas palavrinhas aos comerciantes, também para dizer quais serão as alternativas futuras, porque anda aqui uma grande confusão na cabeça das pessoas”, acrescenta.
Considerando que foi “enganada”, relativamente ao início da obra, e apelando à Câmara Municipal para que informe as pessoas que podem, mesmo com as intervenções a decorrerem, aceder aos estabelecimentos da Rua da Feira, Luísa Gago, que tem ali o seu salão de cabeleireiro, diz que o comércio local desta artéria da cidade poderá vir mesmo “a morrer”: “o comércio local está cada vez mais a piorar e está a olhos visto que, com esta obra, as pessoas não vão passar para este lado”.
Com o Tapas & Drinks aberto ao púbico desde outubro, Alzira Tairocas investiu as suas economias num negócio que estava, até agora, a ser “rentável”, pelo que estava “feliz e contente”. Ainda assim, pondera “vir a fechar portas, tendo em conta falta de clientela, que já se nota, desde o início das obras”.
Sara Cardon, da Associação Religiosa “Casa da Paz e da Caridade”, por sua vez, embora considere que o negócio vai sair “prejudicado” durante o período da obra, diz entender que esta rua mereça “algumas melhorias”. “Somos os primeiros a querer que as coisas melhorem, queremos ter mais afluência de público, mas o pouco público que temos nesta rua, neste momento, vai ficar diminuído, durante três meses, porque o princípio e o fim da rua está fechado”, comenta.
Garantindo que o seu estabelecimento, o Snack-Bar Pedras, já sente os efeitos desta obra, o proprietário, José Batista, garante que já perdeu “cerca de 30%” da habitual clientela. Ainda assim, e dizendo-se expectante em relação aos efeitos desta intervenção, “para ver se isto será positivo ou negativo”, o empresário lamenta que a autarquia só tenha alertado os comerciantes para o início das obras dias antes do seu início. “Se me têm dito isso há mais tempo, eu já tinha cá a mercadoria dentro e não me ia causar tanto transtorno, nem às empresas fornecedoras das mercadorias”, assegura.
Francisco Capote, da Mercearia Papo Cheio, é outro dos comerciantes que se revela descontente com a realização desta obra. Falando numa “cidade fantasma”, este empresário não tem dúvidas de que a intervenção não se vai traduzir em melhorias para o negócio. “O comércio já é tão pouco e as poucas lojas que ainda aqui existem vão sair muito prejudicadas. Acho que isto ainda vai é tirar muita gente do centro histórico, porque as poucas pessoas que cá vinham vão deixar de vir”, alega. “Quem é que acarreta com os prejuízos todos?”, questiona-se, lembrando que a obra vai durar três meses. “Não vai ser nada fácil. Não sei se o comércio se vai aguentar”, acrescenta.
Para além dos comerciantes, também quem passa habitualmente por esta rua quis falar e dar a sua opinião à Rádio ELVAS. Se António Farrapa vê vantagens na transformação desta numa rua pedonal, dado que, sem trânsito, “mais pessoas vão passar” nesta artéria do centro histórico, deixando também de haver carros estacionados em cima dos passeios, para José Moriano, esta obra “é completamente descabida. Não se faz isto à população de Elvas, porque isto é uma afronta. Tinham quatro anos ou mais para fazerem as obras. Se ele (presidente da Câmara) pensa que está a fazer bem, está a fazer mal”, diz ainda.
A reportagem para ouvir na íntegra no podcast abaixo:
O Grupo Motard de Campo Maior celebra o seu 24º aniversário a 31 de maio. Neste dia de festa, por norma, juntam-se à associação motards de outros grupos da região e do país, que deslocam até Campo Maior para assinalar a data.
Nelson Santos, presidente do Grupo Motard de Campo Maior, explica que este aniversário vai ser celebrado, à semelhança de anos anteriores, com a realização de dois passeios, durante a manhã: “um para motos antigas e outro para motos de maior cilindrada”.
Depois do habitual almoço, “durante a tarde, haverá convívio”. Por volta das 18 horas, será partido o bolo de aniversário, seguindo a festa, pela noite dentro, com animação musical.
O Município de Campo Maior volta a estar representado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), o maior certame nacional dedicado ao setor do turismo, onde ontem, 13 de março, o presidente Luís Rosinha, juntamente com o Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, fez a apresentação da Feira Nacional de Olivicultura.
A decorrer de 22 a 25 de maio, a Feira Nacional da Olivicultura que, passados 16 anos está de regresso à vila, será um importante espaço de debate e reflexão acerca do setor, algo que se irá refletir na realização das Jornadas Técnicas e na edição deste ano do Congresso Nacional do Azeite
Com o seu stand integrado na área da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo – destinado nacional convidado da edição deste ano do certame –, o Município de Campo Maior procura dar a conhecer aquilo que de melhor tem para oferecer, até domingo, 16 de março, em termos patrimoniais, culturais e gastronómicos.
Na apresentação da Feira Nacional da Olivicultura no evento, Luís Rosinha esteve acompanhado da vereadora São Silveirinha.
Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, na noite de ontem, 13 de março, a dissolução da Assembleia da República e a marcação de eleições legislativas para o dia 18 de maio.
Após reunir o Conselho de Estado, o Presidente da República falou ao país, começando por dizer que fez “de tudo para salvaguardar a estabilidade e a dispensa de novas eleições”.
Considerando que não havia “meio caminho”, tendo em conta que o acordo “não era possível entre todas as posições”, Marcelo garante que foi o “choque de juízo ético e moral sobre uma pessoa e a sua confiabilidade, o primeiro-ministro”, que determinou a convocação de eleições.
Marcelo Rebelo de Sousa apelou a uma campanha eleitoral com um debate que “dê força à democracia” e “não à ditadura”, esperando que esse debate venha a ser “digno e esclarecedor”.
A cidade de Elvas acolhe, esta sexta-feira, 14 de março, a partida da primeira etapa da Vuelta Ciclista a Extremadura 2025.
A partida será dada, ao meio-dia (hora portuguesa), junto ao Aqueduto da Amoreira, sendo que esta primeira etapa ligará Elvas a Badajoz, terminando na Avenida Entrepuentes, por volta das 15h30.
Esta será a primeira vez que Elvas acolhe uma partida da Volta à Extremadura, com a presença de centenas de atletas. O público poderá à prova assistir nos locais estabelecidos para o efeito.
O grupo dos Pioneiros – jovens dos 14 aos 18 anos – do Agrupamento 158 de Elvas do Corpo Nacional de Escutas promove, no sábado, 15 de março, mais uma edição do Festival das Sopas, no Mercado Municipal da Casa das Barcas.
Para além das sopas, “patrocinadas pelos restaurantes da cidade”, a par de outras confecionadas por alguns pais, explica o chefe dos escuteiros, João Favita, haverá também “bifanas, alguns doces, bolos caseiros” e música ao vivo, num evento que já vai na sua sétima edição e em que os lucros revertem para as atividades da secção.
Desta vez, a animação musical do festival vai estar a cargo de alguns dos jovens escuteiros que gostam e saber cantar e tocar. “É uma inovação, porque estamos a tentar apostar na prata casa. Como temos alguns jovens artistas no agrupamento, a quererem-se a começar a lançar, vamos metê-los a eles a animar a noite”, adianta João Favita, que diz ainda que, saindo mais “barato”, acaba por, desta forma, se “juntar o útil ao agradável”. A par disso, haverá ainda espaço para uma sessão de karaoke, para a qual todos os participantes são convidados a participar.
A entrada no evento tem um custo de cinco euros. “Vamos ter uma pulseira, com direito a uma tigela e quatro sopas. Depois teremos também aberto um bar, para quem quiser comer alguma bifana ou algum enchido”, revela ainda o responsável.
A Casa das Barcas, no sábado, abre as suas portas, para este 7º Festival das Sopas, às 18 horas.
“Invisible”, de María Lama, é uma obra de dança-teatro que conta a história de Clara, uma bailarina que luta contra o esquecimento, acompanhada por Margot, uma marioneta que reflete a sua alma. Integrado na programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal de Campo Maior, o espetáculço vai ser apresentada ao público este sábado, dia 15 de março, às 21h30, no Centro Cultural da vila.
Segundo a intérprete, esta é uma obra que “fala sobre a perda da memória de uma mulher (Clara), neste caso, de uma artista reformada”. No entanto, no meio da sua solidão, Clara “tem uma cúmplice muito especial, chama-se Margot e é uma marioneta que é o seu alter ego. Através de Margot, Clara consegue recuperar as suas lembras de vida”, acrescenta.
A peça vai levar aos espectadores uma mistura de emoções, por ser “uma obra muito sensível”. “Podemos rir, ficar zangados e mesmo emocionados, porque é a vida retratada. Temos a necessidade de deixar a nossa identidade e memória em algum lugar”, reforça María Lama. “Invisible”, refere ainda a intérprete, vai ser também uma homenagem “a doenças que afetam a memória como o alzheimer e demência”.
Convidando todos a assistirem a esta peça “surpreendente”, a artista garante que este é um espetáculo que existe em “poucas companhias de teatro”, dado que para além da temática e da linguagem utilizada, mistura a marioneta com o teatro e a dança.
“Este é um espetáculo para toda a família, porque embora seja um tema para um público mais adulto, os pequenos podem perceber o que é a magia da linguagem da Margot e da dança, sendo esta uma forma de expressão diferente”, refere ainda María Lama.
Nesta obra, a personagem principal, Clara, usa a dança como um ato de resistência para preservar a sua identidade. Entre desafios e consolo, é explorada a fragilidade da memória e a força da arte contra a solidão. A peça combina dança e teatro de objetos para mostrar como o amor e a memória mantêm viva a essência de cada um, mesmo na escuridão.
“E se de repente tudo fosse ao contrário”, da companhia de teatro Estórias com Asas, peça inserida na programação da iniciativa Março – Mês do Teatro, esteve em cena no Centro Cultural, esta quarta-feira, dia 12 de março, com duas sessões dirigidas ao ensino pré-escolar.
Baseada em “Estranhões & Bizarrocos: estórias para adormecer anjos”, de José Eduardo Agualusa, esta peça permitiu aos mais pequenos fazerem uma viagem ao mundo das histórias e da memória, em que um peixe destemido, um gato-boi com nome de artista e muitos pirilampos são os protagonistas.
Devido às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias, a Taça de Portugal 2025 e o Open Ibérico de Paramotor, que se iriam realizar em Campo Maior, entre amanhã e domingo, de 13 a 16 de março, foi adiada.
A nova data, de acordo com a organização, será anunciada brevemente.