Elvas dá a conhecer as suas potencialidades turísticas na BTL

A Câmara Municipal de Elvas volta a estar presente, com um espaço integrado no stand institucional da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), entre hoje, 12 de março, e domingo, dia 16.

O Município de Elvas está assim representado naquela que é a mais importante feira nacional do setor, que este ano tem como destino convidado o Alentejo, com o objetivo de divulgar as potencialidades turísticas do concelho e, em simultâneo, dar a conhecer o destino Elvas a potenciais clientes do certame, que conta com a presença de 35 destinos.

Cerca de um milhar e meio de expositores estão presentes nesta edição da BTL, que decorre nos pavilhões da FIL, no Parque das Nações.

A BTL espera mais de 70 mil visitantes, entre profissionais do setor e público em geral e que podem comprovar o destino de excelência que é o Alentejo e seus produtos estratégicos, nomeadamente o turismo ativo, de natureza, enogastronómico, cultural e atividades de sol e praia.

Neste espaço de promoção turística, encontram-se expositores de organismos nacionais e estrangeiros de promoção turística, alojamento, operadores turísticos, agentes de viagens, animação turística e cultural, transportes, BTL rural, equipamentos e serviços.

Agenda do Município de Elvas na BTL:

12 de Março

13h00 às 14h00 – Apresentação da revista “Alentejo Vista do Ar” do Plano de Fuga, seguida de uma degustação vínica da Herdade Aldeias de Juromenha | Stand da Entidade Regional de Turismo, Alentejo e Ribatejo

16h00 às 17h00 – Prova gastronómica da Sericaia da Fábrica D’ Bolos do Canhão | Stand do Município de Elvas

18h00 – Apresentação da novela “A Protegida” com a presença de atores e produtora | Stand da Entidade regional de turismo, Alentejo e Ribatejo e Stand do Município de Elvas

13 de Março

11h00 às 20h00 – Degustação vínica da Herdade da Amada | Stand do Município de Elvas

14 de Março

11h00 às 13h00 – Apresentação do evento “Miss Portugal” | Stand do Município de Elvas

14h00 às 20h00 – Prova de Azeites da Herdade da Ventosa | Stand do Município de Elvas

15 de Março

12h00 – Presença do Grupo Roncas de Elvas | Stand do Município de Elvas

12h00 às 20h00 – Degustação vínica da Herdade da Amada | Stand do Município de Elvas

16 de Março

12h00 às 18h00 – Prova de Azeites da Herdade da Ventosa | Stand do Município de Elvas

Elvense Bruna Grave acaba de lançar o seu primeiro livro: “Recomeços”

“Recomeços” é o primeiro livro de Bruna Grave. A obra desta jovem elvense é um romance que ilustra os sentimentos de perda e luto, que acabam por ser curados pelo amor.

Apesar da sua paixão pela escrita, o processo até chegar a este “Recomeços” foi longo. “Tentei inúmeras vezes (escrever um livro), mas nunca chegava a completar: não sei se por causa do tema que não me agradava, se da história, em que eu me acabava por perder um pouco, mas depois consegui completar este livro”, relata a autora.

Este romance “fala de uma rapariga que vai numa viagem com os familiares e acaba por perder os pais e a irmã, num acidente de carro, e vê-se obrigada a ir viver com os tios maternos”. Nesta história, a personagem principal terá que construir “uma nova vida” e lidar, ao mesmo tempo, com “paixões, medos que ficam e inseguranças, e sobretudo, com aquilo que o luto que acarreta”.

O gosto pela escrita e pela leitura cresceu com Bruna

Para Bruna Grave, a escrita sempre foi um refúgio para cada etapa da sua vida, assim como a leitura. Mesmo nos programas de trabalho temporário, da Câmara Municipal de Elvas, nas férias de verão, Bruna escolhia sempre a Biblioteca Municipal para, mesmo nessas alturas, poder ler.

A importância da escrita na sua vida começou a ficar ainda mais vincada “numa fase conturbada”, com a morte do seu avô. Acabou por criar um blog, onde “tinha muito público”. “Acredito que escrever seja uma forma de libertar certas dores que acarreto”, assegura.

Com o apoio da família e dos amigos, que sempre a incentivaram a seguir o caminho da escrita, Bruna lá avançou com a ideia de escrever o seu primeiro livro. “Eu sempre fui tentando, mas nunca encontrei um tema que me tocasse o suficiente, até que fui desenvolvendo uma linha de escrita que gostava mais e então consegui este livro”, explica. “Eu revejo-me muito nas personagens que crio”, garante. Por isso, para a escritora, este “foi um livro relativamente fácil de escrever”, até porque era como “se estivesse na história”.

Depois de “um processo de um ano, com várias etapas até o livro estar concluído”, Bruna Grave enviou o “Recomeços” para as editoras. “Foi um espanto quando fui contactada pela Cordel D´Prata, que é uma editoria que sempre gostei bastante e era muito conhecida por mim. Assim que eles me contactaram, tomei a decisão de assinar contrato com a editora para esta produção”, revela.

O lançamento do livro

O lançamento oficial do livro está previsto para o próximo dia 19 de março. Contudo, “o pré-lançamento já está disponível em algumas plataformas online para ser adquirido”. Após o lançamento oficial, o livro “vai estar à venda nas livrarias físicas, como a Bertrand, Fnac e Continente”.

Como a obra aborda temas como o luto e a perda, Bruna acredita que, “provavelmente, há certas idades que não estão preparadas para a dor que a personagem principal muitas das vezes fala”. No entanto, “não há assim nada que não seja indicado para todas as faixas etárias”.

Aluna de Campo Maior vítima de bullying. Diretor diz que situação está “devidamente identificada”

Uma aluna de 14 anos da Escola Secundária de Campo Maior tem vindo, alegadamente, a ser vítima de bullying, por parte de algumas colegas.

Os episódios de violência verbal, contudo, segundo a mãe desta estudante, não são de agora, uma vez que começaram “há quase dez anos”, quando a família se mudou para a vila. “Querem-lhe bater, fazem-lhe esperas à porta, gozam com ela e chegou a um ponto em que não quer ir às aulas”, relata. “Por enquanto são só agressões verbais; físicas são só ameaças. Ainda não lhe tocaram”, acrescenta.

Perante a situação, esta mãe apresentou já queixa, quer ao diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, quer à GNR: “o senhor diretor falou com as raparigas em questão, mas isto tem vindo a continuar sempre e fiz já queixa de duas miúdas na GNR”.

“Ela anda em baixo, anda triste, não quer ir à escola e come pouco. Elas têm que parar com isto. É esta a educação que lhes dão em casa?”, questiona-se esta mãe, que explica ainda que, caso estes episódios não tenham um fim, irá mesmo mudar a filha de escola. “Só quero que ela volte a ser feliz e uma criança normal”, diz ainda, dando conta que filha tem vindo a ser acompanhada psicologicamente fora da escola.

A Rádio ELVAS entrou em contacto com o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, que explicou que a direção se mantém “atenta” e que as situações estão “devidamente identificadas”, tendo sido, desde logo, reportadas à equipa da Escola Segura e à GNR. O diretor, que já reuniu com os encarregados da aluna em causa, garantiu ainda que tem tentado “fazer tudo” aquilo que lhe compete, sempre “com recurso às entidades competentes”.

Moção de Confiança chumbada no Parlamento e Governo de Montenegro cai

Parlamento chumbou a moção de confiança ao Governo. Executivo de Luís Montenegro é o segundo na história a cair nestas circunstâncias. PSD e PS trocam acusações sobre responsabilidade pela crise.

Depois de um debate tenso na Assembleia da República, o primeiro ministro, Luis Montenegro, perdeu a moção de confiança devido aos votos contra de socialistas e Chega.

O Governo apresentou esta moção de confiança após a crise desencadeada por uma empresa fundada por Montenegro quando estava fora da política activa, Spinumviva, detida pela mulher e filhos.

Montenegro deverá apresentar a demissão nos próximos dias.

“O Tesouro” leva alunos de 3º Ciclo de Campo Maior ao teatro

A companhia “A Bruxa Teatro” apresentou, na manhã desta terça-feira, 11 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, aos alunos de 3º Ciclo da vila, o espetáculo “O Tesouro”, integrado na programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal.

Esta peça de teatro, a segunda a ser apresentada ao público escolar, depois do arranque da iniciativa, ontem, com “Hamelin”, da “Teatro do Botão”, é inspirada no conto homónimo de Manuel António Pina e remonta ao período do Estado Novo.

“O Tesouro”, tal como explica o ator Apollo Neiva, que dá vida a Artur, a personagem principal da peça, tem por base a procura pelo significado da palavra “liberdade”, por uma criança. “É uma palavra que, durante todo o Estado Novo, deixou de existir, que as pessoas não faziam ideia do que é que significava e (o espetáculo) é exatamente a busca, por esta criança, pelo significado dessa palavra, para tentar mantê-la e partilhá-la com todas as pessoas, para que nunca mais se volte a perder”, adianta.  

Em palco, só Artur é uma personagem humana. Todas as outras são marionetas, representando o poder que o Estado teve na “manipulação das pessoas e os órgãos sociais”, no período antes do 25 de Abril, “de forma a corresponderem às expectativas daquilo que o regime pretenda”.

Através de diferentes técnicas de manipulação de marionetas, “O Tesouro” é um espetáculo “especial e diferente, também na sua própria construção”, com “diferentes texturas, importâncias e valores”.

Apollo Neiva revela-se ainda muito satisfeito pelo Município de Campo Maior continuar a fazer esta aposta no teatro, com um mês inteiro de espetáculos, para diferentes públicos. “É importantíssimo e é uma iniciativa louvável. Infelizmente, não são todas as autarquias que têm todo esse carinho e que fazem por receber, por mostrar e por integrar as próprias crianças das escolas, a ver espetáculos e a refletir sobre elas”, remata.

O Mês do Teatro, em Campo Maior, prossegue amanhã, quarta-feira, dia 12, com a peça “E Se De Repente Tudo Fosse Ao Contrário?”, destinada ao ensino pré-escolar.

Descarga de fundo da Barragem do Caia “não tem qualquer avaria”. Opção pela descarga de superfície é “técnica”

Depois de ter atingido ontem, 10 de março, a sua capacidade máxima de armazenamento de água, a Barragem do Caia iniciou descargas de superfície, na manhã desta terça-feira, dia 11, com a abertura das comportas.

Com as campanhas de rega até 2027 asseguradas, o objetivo da Associação de Beneficiários do Caia, revela o gestor Luís Rodrigues, é “manter a situação com algum controlo”, depois de se ter atingido 99,99% do volume aconselhado para descargas. “Com as chuvas que se têm verificado nos últimos dias, e o incremento no volume na Barragem do Caia, temos de proceder a descargas”, começa por dizer.

“Para a Associação de Beneficiários do Caia é uma situação que nos traz alguma tranquilidade, e conforto para os regantes, além de proporcionar aos concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte água com quantidade e qualidade, nos próximos anos”, adianta.

Quando questionado sobre o porquê da realização de descargas de superfície, Luís Rodrigues assegura, desde logo, que a “descarga de fundo não tem qualquer avaria”. “A opção pela descarga de superfície é meramente técnica, porque o volume da descarga de fundo tem um débito de 60 mil litros por segundo. Ao controlarmos o débito da comporta do descarregador de superfície, nós conseguimos injetar metade desse valor”, explica. Com isto, permite-se que as duas pontes que se encontram dentro do aproveitamento hidroagrícola do Caia se mantenham transitáveis, “porque são pontes que dão apoio a toda uma atividade agrícola de regadio, entre os concelhos de Elvas e Campo Maior”.

Por outro lado, explica o gestor, convém à Associação de Beneficiários do Caia proceder “a descargas controladas, porque o leito do Rio Caia, a jusante da Barragem do Caia, está completamente obstruído, com árvores e uma vegetação muito densa, o que obriga, nesta situação, a que alguma água vá por dentro do leito, mas a grande maioria vá por fora das margens”, remata.

De recordar que, há cerca de 15 dias, os agricultores, dos concelhos de Elvas e Campo Maior, e proprietários de prédios rústicos junto ao Rio Caia, tinham já sido alertados para a possibilidade da realização destas descargas.

As descargas, que permitem a libertação de cerca de 30 mil litros de água por segundo, vão manter-se até que se atinjam, aproximadamente, os 175 milhões de metros cúbicos. O limite máximo de armazenamento é de 190 milhões.

Mostra de Cinema de Elvas: fado e cinema de mãos dadas na segunda edição da Ronca

O fado e o cinema português vão andar de mãos dadas, de 14 a 30 de março, no decorrer da segunda edição da Ronca, a Mostra de Cinema de Elvas, promovida pelo Coletivo Artístico 7350.

O evento, que se começa a assemelhar a um festival de cinema, embora sem competição, conta, este ano, com o alto patrocínio do Parlamento Europeu, revela o diretor artístico da mostra e do Coletivo Artístico 7350, Luís Eduardo Graça. “Este patrocínio dá-nos um grande apoio moral e um selo, quase de qualidade, desta mostra de cinema, que é bastante diferente das outras que existem a nível nacional, porque não abrangemos só o cinema, mas abrangemos a música, as exposições e as conversas”, adianta.

Para esta segunda edição da mostra, a organização recebeu um total de 350 submissões de filmes e documentários, mais 300 que as recebidas no ano passado. “Foi um trabalhão ver 350 curtas-metragens, que chegaram de todo o Portugal, de estudantes, de profissionais. Temos aqui seis sessões de curtas-metragens, muito bem compostas, com bastante diversidade de documentários, ficções, tudo o que as pessoas possam esperar”, explica o responsável.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, a mostra volta a contar com um total de quatro secções de filmes: “a secção dos estudantes; a secção Ronca, com filmes mais profissionais; depois temos a secção da curtas alentejanas, para valorizar os artistas e os cineastas alentejanos; e temos uma secção especial, que este ano é dedicada ao fado, em que fazemos uma retrospetiva sobre o que o fado foi no cinema”.

Ao todo, a Ronca, nesta sua segunda edição, promete mais de 50 horas dedicadas ao cinema e à música nacional. Para além da exibição de curtas-metragens e filmes, o evento contempla exposições, festas e várias sessões de conversa. A programação completa para consultar abaixo:

Mês do Teatro em Campo Maior também se faz com “a prata da casa”

Já teve início, no Centro Cultural de Campo Maior, mais uma edição do Mês do Teatro, numa organização da Câmara Municipal. Até final do mês, são muitos os espetáculos para todos os públicos, incluindo de dois grupos da “casa”.

Das nove peças que dão vida a esta programação, três são destinadas ao público em geral, com todas as outras direcionadas ao público escolar, explica a vereadora São Silveirinha. “Muitas (peças) são para o público-escolar, como tem vindo a ser norma do município, que faz aqui uma ponte com o Agrupamento de Escolas e com as restantes escolas do concelho, desde o pré-escolar ao ensino secundário. E porque temos o protocolo com o Plano Nacional das Artes (PNA), faz todo o sentido contarmos com os nossos alunos”, adianta.

Voltam a participar neste Mês do Teatro, para além de diversas companhias nacionais e regionais, os grupos de teatro do Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN), com o espetáculo “Era Uma Vez Portugal”, e do projeto de formação artística do município “EntrePalcos”, com “Ricos Falidos”. “Temos que dar destaque a estas duas peças, porque são os nossos grupos e sentimos um enorme carinho pelo trabalho que eles desenvolvem”, garante a vereadora.

“Invisible”, de Maria Lama, no sábado, 15 de março, pelas 21h30; “Cama Para 4”, de Carlos Cunha, no dia 21, à mesma hora; e “Ricos Falidos”, da “EntrePalcos”, no dia 23, às 16 horas, são as propostas deste Mês do Teatro para o público em geral. A apresentação da peça “Era Uma Vez Portugal”, do CEAN, inicialmente prevista para domingo, dia 16, foi adiada para data ainda a anunciar.

Já fora da programação deste Mês do Teatro, “mas que também acaba por esta acoplada a esta iniciativa”, está a peça “Amigas e Rivais”, com Rosa do Canto e Noémia Costa, na noite de 12 de abril.

Toda a programação, com acesso à Tickeline, para a compra dos bilhetes, disponível aqui.

Três menores acusados de matarem assistente social com um cinto em Badajoz

Uma assistente social, de 35 anos, que terá sido violentamente agredida por três jovens, em Badajoz, acabou por morrer no hospital.

Esta mulher, natural de Castuera, que terá sido asfixiada com um cinto, na madrugada desta segunda-feira, sofreu várias agressões num apartamento destinado a jovens menores que estão a cumprir medidas judiciais, no bairro residencial do Guadiana.

Depois das agressões, os três jovens – dois rapazes de 14 e 15 anos e uma rapariga de 17 – terão fugido do local no carro da assistente social, mas acabaram por ser detidos em Mérida.

A investigação do caso está agora nas mãos da Polícia Judiciária de Badajoz.