“De Boa Saúde”: o que pode estar na origem de um desmaio?

Cansaço, perturbações emocionais, stress, febre alta, calor e ritmos cardíacos anormais estão, muitas vezes, na origem de um desmaio.

O desmaio, ou lipotimia, na verdade, explica o médico Pintão Antunes, é “um sintoma”, que leva à chamada “perda de conhecimento”, uma vez que o cérebro, por diversos motivos, como tensão baixa, não recebe sangue em quantidade suficiente.

Para além da sensação de que um desmaio é iminente, a lipotimia também pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas, como palidez, tontura, suor, enjoos, vista que “escurece” e zumbido nos ouvidos.

O desmaio é o tema em destaque, esta semana, no “De Boa Saúde”, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

“Ambiente em FM”: CIMBAL em projeto de adaptação às alterações climáticas

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) integra o projeto europeu RESIST – “Regiões para Resiliência às Alterações Climáticas por meio da Inovação, Ciência e Tecnologia”, para demonstração de soluções inovadoras de adaptação às alterações climáticas e que envolve 56 parceiros de 15 países.

No edição desta semana do “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, explica que o RESIST “é um projeto de cinco anos, que surgiu da necessidade de tornar as regiões mais resilientes às alterações climáticas”. O projeto, adianta, “adotará uma nova estrutura prática na qual os caminhos de adaptação ao clima serão testados em regiões da UE com diferentes perfis socioeconómicos: Sudoeste da Finlândia, Dinamarca Central, Catalunha e Portugal Central e Baixo Alentejo”.

No projeto cada região “testará soluções de adaptação para cinco principais desafios climáticos: inundações, secas, ondas de calor, incêndios florestais e erosão do solo, e reunirá a sociedade civil, empresas, formuladores de políticas e a comunidade de investigadores para trabalhar em prol de sua resiliência futura”.

A edição desta semana do “Ambiente em FM” para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

Juros remuneratórios em destaque na rubrica da DECO

Quando alguém vai pedir um empréstimo para compra de casa e lhe é concedido um crédito à habitação, o valor pedido terá de ser reembolsado num determinado prazo, em prestações mensais que incluem capital e juros.

Na edição desta semana da rubrica da DECO, a jurista Ana Sofia Baptista explica que “o capital que o banco concede está sujeito ao juro remuneratório, isto é, o consumidor terá que devolver não só o montante do capital que pediu, mas pagar também um juro ao banco que constitui o preço a pagar por aquele crédito. Estes juros servem então como forma de remunerar o banco pelo capital concedido em empréstimo num determinado período de tempo”.

Quando o consumidor acabar de pagar o empréstimo “terá pago o montante solicitado para a compra da casa acrescido dos juros remuneratórios, que são os juros que incidem sobre o capital em dívida, dentro de uma taxa de juro acordada, ou seja, a TAM”, clarifica Ana Sofia Baptista

Caso o consumidor entre em incumprimento ou a demore a pagar no prazo estipulado “entrará em mora ficando sujeito a juros moratórios”, elucida a jurista da DECO Alentejo.

Os juros remuneratórios estão em destaque, esta semana, na rubrica da DECO. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

Summer CEmp 2023 com inscrições abertas até 31 de março

A sexta edição do Summer CEmp, promovida pela Comissão Europeia, acontece de 30 de agosto a 2 de setembro, em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, sendo que as inscrições, para os jovens a frequentar o Ensino Superior, interessados em participar, encontram-se abertas até dia 31 deste mês de março.

Nesta escola de verão, ao longo de quatro dias, explica Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, os participantes terão oportunidade de dialogar “com diversos protagonistas da atualidade nacional e europeia”, como políticos, jornalistas e empresários, entre outros, para “debater os desafios que a Europa tem pela frente”.

Os interessados devem preencher o formulário de candidatura (disponível aqui), que inclui o envio de um vídeo ou de uma carta que exprima a motivação para participar no evento, até dia 31 de março. Este prazo, ainda assim, pode ser antecipado, quando recebidas 120 candidaturas.

De todas as candidaturas válidas, serão selecionadas até 40 para participar, tendo em conta o perfil, motivação e contribuição para a diversidade no grupo. Os jovens selecionados terão assegurados todos os custos relacionados com alojamento e alimentação.

O edição desta semana do programa “Espaço Europa” para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

Agricultura, biodiversidade e economia circular em projeto do Innov Plant Protect

O InnovPlantProtect foi premiado com um novo projeto, chamado de ABC, onde A significa Agricultura, B significa Biodiversidade e C significa circular, de Economia Circular.

Ilaria Marengo, diretora do departamento de diagnóstico e monitorização do InnovPlantProtect, explica que este projeto conta com duas escolas parcerias em Elvas, a Secundária D. Sancho II e a ESAE, uma vez que tem uma forte componente educacional”.

A entidade financiadora é o Fundo Ambiental e o projeto foi enquadrado no âmbito da Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2022, que promove uma educação ambiental Transversal, Aberta e Participativa. Por isso, revela Ilaria Marengo, “os professores e os estudantes vão desempenhar um papel ativo neste projeto, que decorrerá durante todo o ano de 2023. Também para darmos a conhecer o projeto, estamos a organizar um evento de abertura no InPP nos próximos meses, onde os estudantes e os professores serão convidados a visitar as nossas instalações na estação do INIAV”.

No total são duas as turmas de 11º da Escola Secundária D. Sancho II e uma da ESAE, inseridas no projeto, “além disso, dois alunos desta escola irão realizar o seu projeto final nos laboratórios do InPP, sob a supervisão de investigadores experientes do InPP. As professoras Ana Cordeiro e Paula Grilo mostraram-se muito recetivas às nossas ideias e trabalharemos com elas para fazer deste programa ambiental, onde a ciência, a agricultura e a educação se fundem, uma experiência educativa bem-sucedida, interessante e agradável para todos”.

Ilaria Marengo adianta ainda que o projeto tem como base três temas base: “agricultura, biodiversidade e economia circular aplicada à agricultura e, com a ajuda dos professores tentaremos despertar o interesse para o meio ambiente e para todas as formas de vida, e concentrar-nos-emos naqueles organismos mais pequenos, tais como insetos e microrganismos, que vivem nas plantas, cujo papel é de extrema importância na produção de alimentos e para a saúde das culturas”.

Os estudantes acrescenta a diretora do departamento de diagnóstico e monitorização do InnovPlantProtect, “aprenderão e verão em ação, o significado da economia circular e, como esta pode ser aplicada à agricultura, evidenciando como este modelo agrícola, baseado numa economia circular, é benéfico não só para a economia da exploração agrícola, mas também para o ambiente”.

O projeto ABC é o tema em destaque esta semana na rubrica do InnovPlantprotect, que pode ouvir no podcast abaixo:

 

 

A função e as doenças dos rins em destaque no “De Boa Saúde”

Os rins, responsáveis por eliminar o excesso de líquido e sal do corpo, impedem a elevação da pressão sanguínea e também filtram o sangue, eliminando as toxinas por meio da urina. Têm, por isso, um papel fundamental na manutenção do equilíbrio de cálcio, sódio e potássio.

Segundo o médico Pintão Antunes, na edição desta semana do programa “De Boa Saúde”, os rins são, à semelhança do fígado, verdadeiros “laboratórios” do corpo humano, uma vez que limpam tudo aquilo que se encontra a mais no sangue.

Quando os rins deixam de funcionar, os doentes têm de se submeter a tratamentos de hemodiálise, em que se realiza a filtragem das substâncias indesejáveis do sangue através de uma máquina.

O tratamento de hemodiálise é um dos três tipos de terapias renais substitutivas, sendo também conhecida como diálise. As demais terapias são o transplante e a diálise peritoneal.

O “De Boa Saúde”, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes, desta semana, para ouvir na íntegra, no podcast abaixo.

 

Grupo cívico contesta instalação de central fotovoltaica no concelho de Santiago do Cacém

O grupo cívico “Proteger Alentejo 1260 hectares” foi criado para proteger o total de hectares que um projeto de instalação de uma central fotovoltaica no concelho de Santiago do Cacém vai abranger.

Na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, José Janela da Quercus revela que este grupo cívico “contesta a emissão da Declaração de Impacte Ambiental favorável ao projeto fotovoltaico que a Iberdrola e a Prosolia Energy vão desenvolver na freguesia de São Domingos e Vale de Água, pelo que terá como consequência o abate de um milhão e meio de árvores para plantar dois milhões de painéis solares e que 80% da área está localizada em Reserva Ecológica Nacional e pode haver impactos na biodiversidade”.

“O projeto em causa teve anteriormente e por duas vezes parecer negativo por parte da Comissão de Avaliação devido aos impactes negativos previstos”, acrescenta José Janela.

A contestação do projeto de instalação de uma central fotovoltaica no concelho de Santiago do Cacém, por parte de um grupo cívico, é o tema em destaque esta semana no programa “Ambiente em FM”, que pode ouvir no podcast abaixo:

DECO explica o que são intermediários de crédito

O intermediário de crédito é uma pessoa singular ou coletiva que “participa ativamente no processo de concessão do crédito e por tal serviço, é e deve ser remunerado”, explica Ana Sofia Baptista, jurista da DECO.

Os intermediários de crédito devem de estar registados e reconhecidos pelo Banco de Portugal. “Contudo, não estão autorizados a conceder crédito, podendo apresentar ou propor contratos de crédito a consumidores, apoiando na perspetiva da preparação, mesmo que tenham sido apresentados ou propostos por outras identidades”, acrescenta a jurista.

Outra característica destes intermediários, segundo Ana Sofia Baptista, é que “podem celebrar contratos de créditos com outros consumidores, mas somente em nome de uma instituição de crédito ou banco, podendo também prestar serviços de consultadoria e solicitar até recomendações personalizadas sobre contratos de créditos”,

No entanto, o consumidor “é importante saber” que “o crédito só pode ser concedido por uma instituição de crédito que está autorizada pelo Banco de Portugal”, como revela a jurista. Assim sendo, são três as categorias de intermediários de crédito: o intermediário de crédito vinculado; o intermediário de crédito a título acessório e o intermediário de crédito não vinculado.

Estes três tipos de intermediário de crédito “obedecem a regras muito específicas da regulação. No caso dos intermediários de crédito vinculado ou a título acessório, são remunerados pela instituição de crédito com quem têm um contrato. Ao passo que os não vinculados podem ser remunerados pelos consumidores a quem prestam serviço”, afirma Ana Sofia Baptista.

As expressões associadas ao nome intermediário de crédito “são de uso exclusivo dos intermediários de créditos autorizados”, completa a jurista da DECO.

Nesta altura que a palavra crédito faz cada vez mais parte do dia a dia do cidadão, é importante o consumidor, segundo Ana Sofia Baptista, ter atenção à questão dos intermediários de crédito: “porque podemos ter entidades que se apresentam como tal sem o serem, daí ser sempre necessário confirmar o registo junto do Banco de Portugal e a autorização também junto desta entidade (Banco de Portugal)”.

Intermediário de crédito, o que são e como atuam, é o tema da edição desta semana da rubrica da DECO, que pode ouvir no podcast abaixo:

Prémio Inovação para mulheres agricultoras com candidaturas abertas até dia 31

O Prémio Inovação para mulheres agricultoras, promovido pelas associações europeias dos agricultores e cooperativas europeias, tem candidaturas abertas até dia 31 deste mês.

Este prémio pretende “reconhecer o papel da mulher na agricultura e no desenvolvimento rural, bem como o impacto que têm tido na promoção da sustentabilidade na agricultura”, como revela Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, adiantando que se destina a uma mulher agricultora ou empresária que seja dirigente de uma empresa agrícola.

As candidaturas a este prémio podem ser feitas aqui.

Os resultados do Prémio Inovação Mulheres agricultoras são conhecidos em julho e o prémio é de dez mil euros. Este prémio é o tema em destaque esta semana no programa Espaço Europa, para ouvir no podcast abaixo:

 

InnovPlantProtect investiga insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa

O InnovPlantProtect vai realizar novos estudos de investigação, no campo, sobre insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa, nos concelhos de Elvas, Arronches e Estremoz, com o objetivo de compreender melhor o ciclo biológico das cigarrinhas-das-espumas.

Segundo Nuno Faria, investigador no laboratório colaborativo elvense, será feito “um trabalho de campo específico para compreender o efeito dos parâmetros meteorológicos na ocorrência de picos de abundância, tanto das ninfas, como dos adultos destes insetos”. Os trabalhos vão ser realizados em olivais tradicionais.

A Xyllela, lembra Nuno Faria, é originária da América, onde é conhecida por provocar grandes estragos em cultivos como a vinha ou o amendoal. Em Portugal, a sua chegada aconteceu há cerca de seis anos, ajudada “pelo transporte entre continentes de plantas de viveiro”. Apesar de ainda não ter sido detetada no Alentejo, “a sua ação é particularmente preocupante porque pode infetar um elevado número de espécies de plantas, incluindo alguns cultivos de elevado valor para a nossa região, como é o caso do olival, o amendoal e, até o montado”.

Não existe, até ao momento, qualquer tratamento para combater esta bactéria, pelo que as árvores afetadas são habitualmente arrancadas. Outra forma para controlar a transmissão desta bactéria é através do controle dos insetos vetores.

A bactéria Xylella fastidiosa é “transmitida por insetos da família das cigarrinhas, que estão presentes por todo o nosso país”. Estes insetos vetores que, apesar de não provocarem diretamente danos nos cultivos, “transportam doenças de planta em planta, provocando perdas económicas avultadas”.

A edição desta semana da rubrica do InnovPlantProtect para ouvir no podcast abaixo.