Ambiente em FM: seca está a obrigar agricultores de sequeiro a vender animais

Vender animais para não perder tudo tem sido, nos últimos tempos, o dilema do Alentejo de sequeiro. Os agricultores de sequeiro, no Baixo Alentejo, sobretudo, enfrentam sérias dificuldades: a falta de pastagens e de alimentos para os animais, para além da escassez de água para abeberamento animal.

Na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, dá conta que um agricultor, da zona de Ourique, devido à seca, viu-se obrigado a reduzir substancialmente o número de animais que cria, incluindo vacas, ovelhas e porcos.

Este agricultor passou de 180 vacas reprodutoras para cem. A seguir vai vender ovelhas e os porcos seguem o mesmo caminho. Também teve que comprar rações para alimentar os seus animais, o que aumentou os custos e reduziu a qualidade dos porcos.

José Janela lembra ainda, e através das palavras do presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco, António Aires, que “a redução do efetivo de animais por parte dos agricultores pode levar ao abandono das atividades agrícolas e à desertificação e despovoamento do território”.

O “Ambiente em FM” desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

DECO: saiba como transportar os seus animais de estimação nas férias

Em altura de férias, e para quem quer levar os seus animais de estimação, há detalhes a ter em conta, como por exemplo o meio de transporte. Na edição desta semana da rubrica da Associação para a Defesa do Consumidor, a jurista da DECO Alentejo, Ana Sofia Rosa, explica como e sob que regras é possível levar o cão ou gato quando se vai de férias.

No carro, por exemplo, os animais devem viajar em caixa própria “para evitar que se movimentem”. “Podem viajar num porta-bagagens que não seja completamente fechado e com uma rede a separá-los dos bancos traseiros para não serem projetados em direção aos passageiros”. Para os cães “há ainda a alternativa de usarem um cinto de segurança específico”, explica a jurista.

Em termos de transportes públicos, o comboio é uma solução gratuita, que tem “regulamentação específica para o transporte de animais e, de acordo com a lei, os passageiros podem transportar gratuitamente apenas um animal de companhia, dentro de uma transportadora equivalente a bagagem de mão”. A exceção é feita a animais perigosos e potencialmente perigosos, que não podem ser transportados.

O transporte de animais de companhia em autocarro ou camioneta é igualmente permitido. As condições de transporte são similares às descritas para o comboio, ou seja, o animal tem de viajar acompanhado, devidamente acondicionado em caixa transportadora apropriada e apresentar-se em adequado estado de saúde e de higiene. Ainda assim, para transportar o companheiro de quatro patas, “o consumidor tem de pagar meio bilhete, sendo certo que os animais de companhia não podem, em caso algum, tomar lugar nos bancos dos veículos afetos ao transporte público”.

Levar o animal de estimação no avião é também possível. O animal pode viajar na cabine ou no porão, “segundo o peso, o tamanho e a espécie”. Na cabine, só animais cujo peso, com a caixa, não ultrapasse os oito quilos. Quanto ao transporte no porão, a caixa de transporte “tem de ser rígida” e o consumidor terá de fornecer comida e água para a viagem. “Animal e caixa, em conjunto, não podem pesar, regra geral, mais de 45 quilos”, remata Ana Sofia Rosa.

O programa desta semana para ouvir na íntegra no podcast abaixo:

Espaço Europa: abertas as candidaturas à iniciativa AgriJovem

Um grupo de 40 estudantes do ensino superior em Portugal terá oportunidade de participar, a 13 de outubro, na iniciativa AgriJovem, em Lisboa, promovida pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, com a colaboração da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGAR) – Rede Rural Nacional e o apoio do Instituto Superior de Agronomia.

Durante a iniciativa, exclusivamente dirigida a jovens estudantes com aspirações a desenvolverem uma atividade profissional no setor agrícola em Portugal, procura-se refletir sobre várias políticas europeias que têm um impacto direto na atividade agrícola no território nacional e europeu.

Para poderem participar neste dia de conversas, debates e sessões práticas, os estudantes devem fazer a sua inscrição, através do preenchimento do formulário de candidatura (aqui), que inclui uma nota de motivação do candidato para participar no evento.

As candidaturas estão abertas até às 23h59 de 31 de julho, sendo que a Representação da Comissão Europeia em Portugal assumirá os encargos financeiros associados à participação dos estudantes, incluindo deslocações e refeições incluídas no programa. No final da iniciativa, todos os participantes receberão um certificado de participação da Comissão Europeia em Portugal.

Este é o tema desta semana do programa “Espaço Europa”, com Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Papel dos insetos na luta biológica contra as pragas agrícolas no programa “ABC”

Com o compromisso de evitar o uso excessivo de pesticidas químicos, os investigadores têm sido desafiados a desenvolver métodos sustentáveis de controlo das pragas agrícolas. Um desses métodos passa por utilizar um determinado grupo de insetos que consegue desempenhar um papel importante na luta biológica contra essas pragas.

O controlo biológico, tal como o nome já indica, passa por utilizar organismos vivos auxiliares, como predadores, insetos parasitas ou até mesmo fungos e bactérias, que estão ao fim ao cabo presentes em todos os ecossistemas agrários, como agentes de controlo de pragas, que podem contribuir para a diminuição considerável da população das pragas das culturas.

Os parasitóides são um exemplo de insetos que são usados contra insetos nocivos nos sistemas agrícolas. Atualmente, os parasitóides são os inimigos naturais mais utilizados para o biocontrolo clássico em todo o mundo e têm sido relatados muitos casos de sucesso em muitos países.

Este é o tema desta semana do “ABC da Agricultura Circular e Biodiversidade”, com Com Hadi Sheikhnejad, investigador no departamento de Proteção de Culturas Específicas do InnovPlantProtect. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

“De Boa Saúde”: o que pode originar um desmaio?

Cansaço, perturbações emocionais, stress, febre alta, calor e ritmos cardíacos anormais estão, muitas vezes, na origem de um desmaio.

O desmaio, ou lipotimia, na verdade, explica o médico Pintão Antunes, é “um sintoma”, que leva à chamada “perda de conhecimento”, uma vez que o cérebro, por diversos motivos, como tensão baixa, não recebe sangue em quantidade suficiente.

Para além da sensação de que um desmaio é iminente, a lipotimia também pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas, como palidez, tontura, suor, enjoos, vista que “escurece” e zumbido nos ouvidos.

O desmaio é o tema em destaque, esta semana, no “De Boa Saúde”, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes. Para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

Transporte gratuito nas praias do Litoral Alentejano no “Ambiente em FM”

Cinco municípios do litoral alentejano – Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira – disponibilizam transportes públicos gratuitos para dez praias da região, nos meses de julho e agosto, no âmbito de um projeto-piloto, que tem como objetivo diminuir o tráfego automóvel nas zonas balneares.

José Janela, da Quercus, na edição desta semana do programa “Ambiente em FM” revela este projeto possibilita o acesso às praias por parte da população e visitantes, a título gratuito, tornando vantajoso economicamente o recurso aos transportes públicos, em detrimento do transporte individual.

A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral prevê, durante os dois meses, a realização de mais de quatro mil ligações, que totalizarão mais de 45 mil quilómetros percorridos pelos autocarros neste território.

Este projeto piloto é o tema em destaque no programa “Ambiente em FM”, que pode ouvir na emissão às 12.45 e às 16.30 horas ou no podcast abaixo:

Deco e os direitos dos passageiros em voos atrasados ou cancelados

Os passageiros afetados por voos atrasados têm direito a receber assistência por parte da companhia aérea, que deve disponibilizar chamadas telefónicas ou mensagens por correio eletrónico, bebidas, refeição, alojamento ou transporte para o local de alojamento.

Mas estas regras aplicam-se a atrasos de duas horas, caso se trate de viagens até 1500 quilómetros; três horas, se forem viagens com mais de 1500 quilómetros dentro do Espaço Económico Europeu ou viagens entre 1500 e 3500 quilómetros que envolvam um aeroporto fora desse espaço e; quatro horas, para viagens superiores a 3500 quilómetros que envolvam um aeroporto fora do Espaço Económico Europeu.

Se o voo se atrasar cinco horas ou mais e já não quiser seguir viagem, tem ainda direito ao reembolso do bilhete e a ser transportado de volta para o local de partida original.

A Deco a dar conta dos direitos dos passageiros em caso de atraso ou cancelamento do voo, na rubrica desta semana, com Ana Sofia Rosa, da Deco Alentejo, que pode ouvir na emissão às 12.45 e à 16.30 horas ou no podcast abaixo:

Comissão Europeia lança APP que analisa qualidade do ar em tempo real

A Comissão Europeia, em parceria com a Agência Europeia do Ambiente, lançaram uma APP, que possibilita aos cidadãos consultarem a qualidade do ar, em tempo real.

São cerca 3500 estações de monitorização que estão espalhadas por toda a Europa que fazem a análise da qualidade do ar, o que possibilita que as pessoas possam consultar esta informação, não só no local onde se encontram, mas também noutros países ou regiões da Europa.

Para além disso, esta aplicação dá conselhos de saúde, de acordo com o nível de qualidade do ar de cada local e está disponível em todas as línguas oficiais da União Europeia.

Este é o tema em destaque, esta semana, no programa “Espaço Europa”, com Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, que pode ouvir na emissão, às 12.45 e às 16.30 horas ou, no podcast abaixo:

Benefícios da bioenergia no “ABC da Agricultura Circular e Biodiversidade”

A bioenergia assume-se como a energia obtida a partir de fontes biológicas, como resíduos agrícolas, florestais, resíduos orgânicos, entre outros. Esta forma de energia é renovável, uma vez que utiliza materiais que podem ser regenerados ao longo do tempo.

Na agricultura, muitos resíduos são gerados, como restos de culturas, cascas de frutas, podas de árvores, entre outros. Estes resíduos, quando descartados de forma inadequada, podem causar impactos ambientais negativos. No entanto, ao serem direcionados para a produção de bioenergia, estes materiais podem ser transformados em combustíveis, como pellets, briquetes ou biogás, que têm potencial energético.

Os benefícios da bioenergia são o tema em destaque esta semana no programa “ABC da Agricultura Circular e Biodiversidade”, com a investigadora no departamento de Monitorização e Diagnóstico do InnovPlantProtect, Maysa Toledo, que pode ouvir na emissão às 12.45 e às 16.30 horas ou no podcast abaixo:

Causas da Doença Venosa Crónica no “De Boa Saúde”

Idade avançada, histórico familiar e género são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de Doença Venosa Crónica, sendo que as mulheres apresentam maior tendência, sobretudo nos últimos 14 dias do ciclo menstrual.

Assegurando que “são muitas” as causas que podem estar na origem desta patologia, e que é aí que deve entrar a intervenção do profissional de saúde e da medicina, o médico Pintão Antunes esclarece o que significa insuficiência venosa: “quer dizer que as veias estão insuficientes”. “Mas porque é que estão insuficientes? Aí é que entra a medicina”, garante o médico.

Esta doença corresponde a uma anomalia do funcionamento do sistema venoso causada por uma incompetência das válvulas que existem nas veias, associada ou não à obstrução do fluxo venoso.

Sensação de peso e dor nos membros inferiores, formigueiro, hiperpigmentação da pele, substituição progressiva da epiderme e do tecido subcutâneo por fibrose, inchaço, presença de veias varicosas e de sinais são alguns sintomas da doença

A frequência desta doença aumenta com a idade. Na Europa, dos adultos com idades entre 30 e 70 anos, 5% a 15% apresentam esta patologia, sendo que 1% apresenta já úlcera varicosa.

A Doença Venosa Crónica é o tema em destaque, esta semana, no “De Boa Saúde”. Para ouvir na íntegra no podcast abaixo.