Covid-19: taxa de ocupação em UCI na Extremadura é a mais baixa do país

Ainda que os contágios continuem a aumentar devido à nova variante da Covid-19, a Ómicron, a pressão hospitalar na Estremadura espanhola, mantém-se num nível baixo.

Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, a Extremadura regista a taxa de ocupação de camas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), por cada cem mil habitantes, mais baixa de todas as comunidades autónomas e situa-se em 1,69%, face a 4,33% da média nacional. Nos hospitais extremenhos estão neste momento 173 pessoas internadas, das quais 18 estão em UCI.

A Ministra da Saúde, Carolina Darias, revelou ontem que as pessoas dos 60 aos 79 anos não vacinadas, contra a Covid-19, têm 20 vezes mais probabilidade de morrer do que aquelas que já estão imunizadas, de acordo com relatório da última sexta-feira do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências de Saúde (CCAES) do Ministério da Saúde. Segundo este relatório, as pessoas não vacinadas, nestas faixas etárias têm 16 vezes mais probabilidade de ser internadas e as vacinadas 30 vez menos probabilidade de ser internadas em UCI.

Já o presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Vara destacou o papel da Extremadura na vacinação, que está entre as comunidades autónomas com mior taxa de vacinação, avançando que, 90% da população com mais de 60 anos tem já a vacinação completa, e 60% com mais de 50 já estão vacinados, e que quase metade da população entre os 40 e 49 anos também já recebeu as doses da vacina, contra a Covid-19.

Quanto à situação epidemiológica da Estremadura Espanhola, foram ontem notificados 3.423 novos casos de infeção por Covid-19, sendo que a cidade de Badajoz foi a que mais casos registou, com 521 novos casos, em 24 horas.

Falta de peças leva à escassez de viaturas novas para venda

A indústria automóvel mundial vê-se mais uma vez a braços com a falta de peças, o que leva à paralisação ou abrandamento da produção.

“O setor automóvel sofreu bastante com a questão da pandemia, uma vez que os confinamentos levaram a que as pessoas, por estarem mais tempo em casa, não sentissem necessidade de trocar de carro”, de acordo com Nuno Pires, diretor geral de vendas da A Matos Car. No entanto, de acordo com o responsável, “na fase em que nos encontramos, o impacto poderia ser menor se o cliente tivesse disponível o veículo desejado”.

Segundo Nuno Pires, há veículos que têm um tempo de espera para entrega que pode ir dos seis aos oito meses: “o cliente pode ir à internet e sondar, escolher um determinado veículo, que, de acordo com o site, estaria disponível ao fim de dois meses mas, com esta interrupção, há veículos que só são fornecidos ao fim de seis, sete ou oito meses, dependendo da tecnologia envolvida, da origem do produto ou do fabricante”.

Escassez de chips e semicondutores levou fábricas a parar produção de muitos modelos. Falta de viaturas novas está a inflacionar o preço dos carros em segunda mão. Há relatos de carros usados a custar mais do que os novos.

Campo Maior tem seis novos casos Covid e 62 altas

Campo Maior regista este domingo, 9 de janeiro, seis novos casos de Covid-19 e 62 recuperações da doença.

No concelho encontram-se ativos, ao dia de hoje, 100 casos de infeção, menos 56 do que ontem.

Desde o início da pandemia, Campo Maior registou 1.222 casos positivos, 14 óbitos e 1.108 altas.

Projeto de cerca de 48 mil euros quer dar vida e combater o despovoamento em Ouguela

“Ouguela ComVida” é o nome do projeto que está a ser desenvolvido com os habitantes daquela aldeia histórica Do concelho de Campo Maior, com o objetivo de inverter o processo de despovoamento.

O projeto insere-se no Programa Bairros Saudáveis, tendo sido um de dois projetos aprovados, neste âmbito, no Alto Alentejo, num valor a rondar os 48 mil euros.

O projeto é promovido pela Associação para a Educação Artística e as Literacias (AVOAR), em parceria com os habitantes da aldeia e a Câmara Municipal de Campo Maior, contando ainda com o envolvimento da Junta de Freguesia de São João Batista.

Miguel Tavares, presidente da Junta de Freguesia de São João Baptista revela que é objetivo “capacitar e envolver a população num projeto inédito, que seria sempre focado na própria população e nas suas capacidades para transmitir conhecimento para outras gerações e capacitá-la de temas atuais, para, no futuro, possam, posteriormente, desenvolver outras atividades em Ouguela”.

Este “é um projeto muito interessante”, diz Miguel Tavares, adiantando que “desde logo houve uma enorme aceitação por parte das pessoas, para que se envolvam em todas as atividades que Ouguela possa vir a ter”.

Sendo que o pedido de apoio institucional foi feito à UNESCO e à Entidade Regional de Turismo do Alentejo, havendo uma resposta positiva de ambas as entidades, tudo o que se produzir em Ouguela “será divulgado além-fronteiras”, revela o presidente da junta.

Tendo por hábito percorrer locais do Alto Alentejo, Rui Andrade, presidente da Associação AVOAR, promotora do projeto afirma que ao visitar Ouguela sentiu que tinha muito potencial, mas que precisava de vida. “ O Alto Alentejo, onde não tinha raízes, mas já começo a ter, é um sítio lindíssimo e que tenho percorrido diariamente, um dos sítios que descobri foi Ouguela e desde o início vi que tinha um potencial fabuloso e que tem o edificado preservado, porque a Câmara tem cuidado dele, mas também senti que era preciso vida lá, por exemplo, não tem nenhum sítio onde se possa beber uma água ou um café, o que impede que as pessoas regressem, foi a partir daí, juntando muitas peças, temos trabalhado com o município e a Junta e surgiu esta oportunidade”, de desenvolver um projeto.

O programa Bairros Saudáveis para si tem uma grande eficácia e importância, e transparente, “liderado pela arquiteta Helena Roseta sendo objetivo dar vida a Ouguela, revitalizando o tecido social de e levar pessoas para lá”.

O projeto teve início em novembro, sendo que irá decorrer até agosto. Inicialmente falou-se com as pessoas de Ouguela de forma a perceber a sua aceitação para integrar o projeto, assim como com as demais entidades, sendo que a aceitação foi positiva.

Apesar de o projeto estar ainda numa fase embrionária, neste momento estão a ser realizados “pequenos filmes e um livro para registar a história e cultura de Ouguela, assim como dos seus habitantes”, e depois, apesar de as atividades já estarem previstas, vão ser construídas à mexida que é desenvolvido o trabalho com as pessoas”, revela Rui Andrade.

A equipa conta com cerca de 12 pessoas da AVOAR, ligadas às artes, para “dar vida a aldeia, prepará-la para receber visitantes, podendo as pessoas depois, se formos bem sucedidos, usufruir do trabalho que formos fazendo com elas”.

A pandemia ainda condiciona as atividades do projeto, no entanto a Junta de Freguesia reabilitou um espaço para que a Associação possa desenvolver in loco, este projeto.

“Ouguela ComVida” o projeto que pretende dar uma nova vida esta aldeia histórica do concelho de Campo Maior, bem como aos seus cerca de 60 habitantes.

Extremadura é a região espanhola com maior taxa de consumo de álcool e drogas entre os jovens

Três em cada dez estudantes, da Extremadura, entre os 14 e 18 anos, admite que ficou bêbedo no último mês (29,6%) e cerca de 44,5% fê-lo pelo menos uma vez, no ano passado.

Estes são dados divulgados na última edição do Inquérito sobre o consumo de drogas no ensino secundário em Espanha, um estudo que o Ministério da Saúde, em colaboração com as comunidades autónomas, realiza de dois em dois anos, desde 1994, e deixa a região com uma incidência muito superior à média espanhola, no que diz respeito ao consumo de álcool, tabaco ou cigarros eletrónicos nesta faixa etária. Nessas três substâncias legais (embora seja proibida a venda a menores), a região aparece como uma das que apresenta maior prevalência em todo o país.

Assim, 43,2% dos estudantes da Extremadura admite ter fumado alguma vez; 34,5% no último ano; e 27,7% nos últimos 30 dias, permanecendo a Extremadura, sempre, entre as três regiões espanholas com os piores números.

No que diz respeito ao consumo de bebidas alcoólicas, os valores situam-se em 77,1%, 74,3% e 62,5%, respetivamente, sendo esta última a percentagem mais elevada de todos os territórios. Além da embriaguez, que no período de 30 dias aumentou quase nove pontos percentuais em relação à edição anterior do estudo, também é significativo que, nesse período, 38% dos adolescentes da Estremadura ​​espanhola praticassem binge drinking (o consumo de cinco ou mais bebidas alcoólicas na mesma ocasião) e 24,3% participaram num botellón. São números muito elevados e preocupantes. “Obviamente, há algo que não estamos a fazer bem”, resume o sociólogo Artemio Baigorri, que reconhece que “é difícil arriscar as possíveis causas com percentagens tão altas porque há muitos anos, desde o início do século, que na região, não há investigação sobre essas questões, com a dedicação que um problema como este exige. A única coisa que podemos fazer é verificar se é uma realidade”.

O Estudo do Ministério da Saúde põe em evidência que, em Espanha, o consumo de todas as drogas ilegais está mais alargado, entre o sexo masculino, que no feminino. Por outro lado, com o comércio legal (álcool, tabaco) ocorre o contrário, são mais consumidos pelas mulheres jovens. Na Extremadura esta evolução é nítida, pelo que o consumo de tabaco e álcool por menores é superior ao dos homens em praticamente todos os parâmetros analisados.

Por outro lado, a cannabis continua a ser a droga ilegal mais consumida entre os estudantes do Secundário. O estudo mostra um aumento do seu consumo entre os adolescentes espanhóis. São 17,8% os adolescentes que experimentaram essa substância no último ano, o maior número de sempre. Na estremadura espanhola, 29,6% dos jovens entre 14 e 18 anos, afirma ter consumido em algum momento da vida e 22,8%, nos últimos doze meses, em comparação com 25,2% e 19,8% obtidos em 2019.

Relativamente aos vícios comportamentais, para os quais o estudo apenas recolhe dados nacionais, destaca-se que o uso compulsivo da Internet aumentou em 2021 para 23,5%, contra 20% em 2019. Pela segunda vez, o inquérito analisa o uso de videojogos, em que 7,1% dos alunos de 14 a 18 anos têm um possível vício.

Elvas tem mais 105 casos Covid e 16 altas

Elvas regista este sábado, 8 de janeiro, 105 novos casos de Covid-19, assim como mais 16 recuperações da doença.

O valor registado nas últimas 24 horas é o mais elevado da pandemia, ultrapassando o máximo anterior, que era de 99 e foi registado na passada quinta-feira,6 de janeiro.

No concelho, encontram-se, agora, ativos 392 casos de infeção, mais 89 que ontem.

Desde o início da pandemia, Elvas registou 2735 casos positivos, 34 óbitos e 2309 altas.

Mais 35.643 novos casos Covid e 20 mortes em Portugal

Portugal regista este sábado, 8 de janeiro, mais 35.643 casos de Covid-19 e mais 20 óbitos associados à doença.

Também são hoje reportadas mais 31.541 recuperações da doença, no país.

Nos hospitais do país, encontram-se 1388 doentes internados, mais 35 do que ontem, 153 em unidades de cuidados intensivos, menos oito do que na véspera.

Existem agora 258.322 casos ativos da infeção em Portugal, mais 4.082 do que ontem.

Desde março de 2020, Portugal registou 1.613.427 casos de infeção, 19.091 óbitos e 1.336.014 recuperações.

Alentejo com mais 1.085 casos Covid este sábado

O Alentejo regista este sábado, 8 de janeiro, 1.085 novos casos de Covid-19, não havendo óbitos, associados à doença, nas últimas 24 horas.

Desde o início da pandemia, na região, foram identificados 55.209 casos positivos e 1092 mortes.

Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude chegam a Elvas na segunda-feira

Elvas recebe, na segunda-feira, dia 10 de janeiro, e Campo Maior na terça, dia 11, os dois símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude que, no próximo ano, na presença do Papa, decorrem em Portugal.

A Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora chegaram à Arquidiocese de Évora, a 31 de dezembro, entregues pela Diocese de Beja. Depois de percorrerem 29 paróquias de Évora, seguem para a Diocese de Portalegre e Castelo Branco, a 30 de janeiro.

Os símbolos, revela o padre Ricardo Lameira, chegam a Elvas vindos de Estremoz, seguindo, no dia seguinte, para Campo Maior, sendo o grande objetivo da iniciativa dá-los a conhecer ao maior número possível de jovens e anunciar a presença do Papa, no país, no próximo ano.

Durante o dia de segunda-feira, está previsto que os símbolos percorram todas as escolas de Elvas. “Também teremos um momento de oração comunitária, à noite e iremos transportá-los (os símbolos) para um momento de oração íntima, na comunidade dos Pequenos Filhos da Mãe de Deus. Se possível, gostaríamos muitos de os levar também até ao estabelecimento prisional de Elvas”, revela o pároco.

As Jornadas Mundiais da Juventude de 2023, aquele que é o maior encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, realizam-se de 1 a 6 de agosto, na zona do Parque Tejo, junto ao espaço que acolheu a Expo’98, em Lisboa.

Saiba mais sobre os dois símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude:

A Jornada Mundial da Juventude conta com dois símbolos que a acompanham e representam: a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani. Nos meses que antecedem cada Jornada Mundial da Juventude, os símbolos partem em peregrinação para serem anunciadores do Evangelho e acompanharem os jovens, de forma especial, nas realidades em que vivem. A receção e o acolhimento dos símbolos têm dado muitos frutos um pouco por todo o mundo.

Em África, estes dois símbolos instaram os jovens a converterem-se numa geração não-violenta, encabeçaram várias marchas pela paz e foram tocados por milhares, que os saudaram também com os trajes típicos dos seus países. Ajudaram ainda a levar reconciliação onde havia tensão, como em Timor-Leste.

A Cruz Peregrina

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

O ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani

Desde 2000 que a cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora Salus
Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.