El Revellín em Badajoz vai acolher refugiados ucranianos

O Ayuntamiento de Badajoz junta-se à onda de solidariedade com a Ucrânia e cedeu a pousada da juventude de El Revellín, à Cruz Vermelha da Extremadura, para acolher refugiados ucranianos. Este não será um lugar dedicado à permanência intemporal destas pessoas, mas funcionará da mesma forma que o centro que a Junta da Extremadura preparou em Olivença: um primeiro abrigo, onde podem passar uma ou várias noites, quantas precisarem, antes de continuarem o seu caminho para o seu destino final.

O consejal Antonio Cavacasillas recebeu na noite de sábado um telefonema de Jesús Palo Tiburcio, presidente da Cruz Vermelha da Extremadura, solicitando um espaço na capital pacense. Como chefe das duas áreas envolvidas neste caso, Serviço Social e Juventude, ele imediatamente começou a trabalhar em coordenação com a Polícia Local, Proteção Civil e o alcaide, Ignacio Gragera, que também foi informado por Palo Tiburcio.

“O Ayuntamiento pacense e o povo de Badajoz sempre se destacaram pela solidariedade em qualquer tipo de situação, desde as cheias de 1997, ao confinamento devido ao coronavírus, pelo que não podíamos fazer outra coisa senão procurar um local onde famílias que vêm da Ucrânia se sintam como em casa”, diz o consejal. Cavacasillas destaca que o prédio está em boas condições porque foi disponibilizado à polícia e aos bombeiros locais durante a pandemia. “Como está fechado há algum tempo, precisaria de uma limpeza e pouco mais. Seria para abrir imediatamente”, diz.

Neste momento, ainda não se sabe qual o número de refugiados que serão acolhidos, uma vez que irá depender do que o Governo central comunicar à Cruz Vermelha, e também do número de ucranianos que precise, algo que pode variar de dia para dia.

A pousada tem 11 quartos com uma média de seis camas em cada, mas, dada a amplitude dos quartos, nem o Ayuntamiento nem a Cruz Vermelha descartam a instalação de mais beliches se as circunstâncias o exigirem.

Paralelamente, como anunciou o ministro da Saúde e Serviços Sociais na sexta-feira passada, será realizado um programa de acolhimento para as famílias que desejam abrigar ucranianos.

Campo Maior: homenagem ao povo da Ucrânia no arranque do Festival das Leituras Floridas

As bibliotecas de Campo Maior acolhem, até final deste mês de março, aquele que é o primeiro Festival das Leituras Floridas, que teve hoje, dia 7, o seu arranque no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, com uma apresentação oficial, tendo contado ainda com alguns momentos de leitura, música e dança, por parte dos mais pequenos.

Este, garante o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, é mais um passo para incentivar a leitura, até porque os livros são um “mundo infindável de sonhos, alegrias e de tristezas, que também temos de lidar com elas”. Defendendo sempre a leitura “até ao limite”, o diretor revela ainda que este novo evento, que vem na sequência daquela que era a antiga Semana da Leitura, resulta numa “sinergia” entre as várias instituições de ensino do concelho: o Agrupamento de Escolas, o próprio Município de Campo Maior, o Centro Educativo Alice Nabeiro e o jardim de infância “O Despertar”.

Neste festival, assegura, por sua vez o presidente da Câmara, Luís Rosinha, cultura e educação, de mãos dadas, incentivam à leitura, num mês de março com uma programação ao nível educacional “muito forte”. “Ler é fantástico, pode transportar-nos para todos os lados que nós queiramos, e a leitura vai ser, com certeza, um fator decisivo naquilo que é o sucesso escolar dos alunos”, garante o autarca.

Já o coordenador pedagógico do Centro Educativo Alice Nabeiro, Joaquim Mourato, destaca, com este arranque do festival, o regresso ao convívio e ao reencontro dos vários parceiros desta rede de bibliotecas de Campo Maior, assim como a importância da leitura como “um bem e uma ferramenta” para um “crescimento integral”. O festival, garante ainda, conta com um programa “riquíssimo”, esperando que, com isto, “o hábito da leitura se instale em cada uma das crianças”.

A sessão terminou com um momento de homenagem ao povo ucraniano, com a formação de um cordão humano, com as crianças a segurarem balões com as cores da bandeira daquele país em guerra. Para Jaime Carmona, conflitos como este que se vive na Ucrânia “deviam ficar apenas nos livros de História”. Também Luís Rosinha diz ser importante alertar os mais pequenos para situações como esta, lembrando que a guerra “nunca será solução” para nada.

Campo Maior ou Elvas podem vir a acolher iniciativa alusiva ao Ano Europeu da Juventude

O Parlamento Europeu e o Conselho decidiram que, 2022 seria o Ano Europeu da Juventude. Em Portugal, é o Instituto Português do Desporto e da Juventude que vai coordenar as iniciativas relativas ao Ano Europeu da Juventude, junto dos jovens.

Miguel Rasquinho, diretor regional no Alentejo do IPDJ revela que este ano Europeu da Juventude tem quatro objetivos específicos: a forma como jovens olham para as transições ecológicas e digitais, que lhes podem proporcionar oportunidades; ajudar os jovens a tornarem-se cidadãos ativos, empenhados e participativos na construção da União Europeia, promover a captação de oportunidades no âmbito da União Europeia, e integrá-los nas políticas de juventude” da mesma.

Relativamente ao Alentejo serão feitas iniciativas um pouco por toda a região de forma a destacar e marcar este ano europeu da juventude, com iniciativas culturais e lúdicas, exposições, entre outros, mas também três momentos marcantes pelos três distritos do Alentejo”, revela Miguel Rasquinho.

Estes eventos ainda não têm uma calendarização definida, no entanto, o diretor regional do Alentejo do Instituto, destaca a iniciativa que vai decorrer em Beja, onde irão fazer um encontro das três associações académicas do Alentejo, que vai decorre no IPDJ, desta capital de distrito”.

Em Évora, haverá “um evento ligado à juventude e a visão dos jovens da europa, integrada candidatura da cidade a capital europeia da cultura em 2027”, sendo também objetivo “promover essa candidatura”.

Em Portalegre, Miguel Rasquinho considera que é um “momento muito importante para o distrito” e para Elvas, Campo Maior e Badajoz, onde pretendem fazer um encontro de jovens transfronteiriço, mas revela “ainda não sabemos o local exato, mas teremos jovens e associações juvenis a discutir as políticas da juventude e melhorar a realidade da União Europeia, dando oportunidade aos jovens de Portugal e Espanha para dizerem aquilo que pensam da União Europeia”.

Instituto Português do Desporto e da Juventude que vai coordenar as iniciativas relativas ao Ano Europeu da Juventude, junto dos jovens.

Exposição sobre “Comité Olímpico” na Secundária de Campo Maior

A Escola Secundária de Campo Maior tem disponível para visita, até dia 11 deste mês, uma exposição sobre o “Comité Olímpico”.

A mostra conta com diversos materiais alusivos ao movimento Olímpico, e como revela Jaime Carmona, diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, é objetivo “dar a conhecer aos alunos e à comunidade o que é movimento e espírito olímpico”.

Há também vídeos sobre este movimento, diz Jaime Carmona, “para que as pessoas entendam o que são, verdadeiramente, os jogos olímpicos, desde a Grécia antiga, passando pelo grande papel do barão Pierre de Coubertin, e da era moderna, havendo ainda diversas vitrinas com material, por exemplo do maratonista Francisco lazaro, complementado com materiais que os alunos produziram e dão à exposição outra dimensão”.

Jaime Carmona garante ainda que este “é um movimento que se queria e continua a querer de paz, apesar de os últimos tempos contrariarem os princípios deste comité olímpico”.

A exposição “Comité Olímpico” está patente até dia 11 deste mês, na Secundária de Campo Maior e conta com a colaboração do Comité Olímpico de Portugal.

Miguel Antunes promove património de Elvas com vários tours pela cidade

Para celebrar os 400 anos da inauguração do Aqueduto da Amoreira, o guia certificado Miguel Antunes está a promover, em todos os meses deste ano, uma visita guiada especial, que tem por base a história deste monumento, bem como as fontes, as cisternas e os poços, que confirmam o passado de Elvas em torno da água.

A partir de abril, e até setembro, Miguel Antunes retoma o Elvas Sunset Walls Tour, um roteiro que tem, para além das muralhas, dos fossos, do castelo, do Aqueduto da Amoreira e da cisterna militar, o por de sol como pano de fundo. “É um tour que, normalmente, tem muita adesão de quem nos visita e que, este ano, vai ter um suplemento, que é a possibilidade de brindarmos, ao por do sol, sobre as muralhas, num ponto estratégico, que é uma torre medieval da nossa cidade”, revela o guia.

“Além de receber grupos de visitantes de todas as partes do país e do mundo, aqui em Elvas, diariamente, temos um tour aberto, para todos aqueles que pretendam descobrir um bocadinho da história da cidade”, adianta o guia. Esta visita guiada, com saída da Praça da República, decorre normalmente durante a manhã, e dá a conhecer “o básico” da história do centro histórico da cidade.

Estas visitas diárias pelo centro histórico incluem passagens pelas muralhas islâmicas, medievais e abaluartadas, torre medieval, castelo, Alcáçova, Pelourinho, Igreja das Domínicas, Miradouros, Aqueduto da Amoreira, Judiaria Velha, Sinagoga, Cemitério dos Ingleses e Antiga Sé.

Todas as informações sobre estas visitas guiadas em VisitElvas.

nio de Elvas com vários tours pela cidade

Teatro levou miúdos e graúdos ao Cineteatro Municipal de Elvas

A peça de teatro “O cão que vem de tão tão longe”, da associação elvense Um Coletivo, esteve em palco este domingo, dia 6, no Cineteatro da cidade, no âmbito do mês do teatro.

O espetáculo juntou pais e filhos para uma manhã diferente e, no final, todos aplaudiram este género de iniciativas. Joaquim Santos marcou presença com a filha Francisca, felicitou a organização e referiu-nos que “deviam acontecer mais iniciativas destas. Poder participar em iniciativas culturais, a um domingo de manhã, com a minha filha é muito bom”. Sandra Sousa e Mariana também apreciam este tipo de iniciativas: “nós, apesar de sermos de Elvas, vivemos muito tempo em Montemor-o-Novo onde havia um grupo de marionetas que desenvolvia muitas atividades e eram sempre bons momentos. Agora, em Elvas, vou aproveitar para ver que espetáculos há para podermos participar”.

Cátia Terrinca, do Um Coletivo, refere que o público de Elvas “é muito bom. É um público que, quando comparece, já nos habituou a estar atente e entusiasmado. Este mês do teatro tem uma aposta muito grande na programação familiar e tomámos a decisão de andar por todo o concelho para podermos chegar a toda a gente”.

Cátia Sá foi a responsável pela parte musical deste espetáculo e conta-nos como foi trabalhar para um “público muito especial. Foi ouvir muito do que é a obra do Moondog, que inspirou esta peça, ler muitos poemas e conversas muito sobre o caminho que queríamos seguir. Albergar todas as idades também nos fez pensar em como é que a música pode chegar às pessoas”.

O Mês do Teatro prossegue na próxima sexta-feira, dia 11, com a apresentação de “As mãos das Águias”, para toda a família, pelas 18 horas, no Pavilhão Comendador Rondão Almeida, em Vila Boim; no sábado, à mesma hora, com “Lusíadas para Miúdos: A Epopeida”, por Paulo Roque, no Pavilhão Multiusos de Santa Eulália; e no domingo, com “Quarto-Império”, do Um Coletivo, no Cineteatro Municipal de Elvas, também a partir das 18 horas.

Virgílio Castelo na abertura do mês do teatro em Campo Maior

A iniciativa “Março – Mês do Teatro” começou na noite do dia 5 de março com “O Homem da Amália”, uma peça escrita e interpretada por Virgílio Castelo que conta a história do amor mais profundo, mais estranho e mais secreto que alguém teve com Amália Rodrigues. A história de um homem que existiu e deixou de existir, por se ter apaixonado por uma estrela que não se podia alcançar.

A noite começou com o Grupo de Teatro EntrePalcos, do Projeto de Formação Artística do Município de Campo Maior que inaugurou, com um espetáculo no foyer do Centro Cultural.

Teatro à Solta apresenta duas peças em Campo Maior no Mês do Teatro

“A Gata Borralheira”. Foto: Teatro à Solta

A companhia Teatro à Solta, da Marinha Grande, apresenta dois espetáculos, na terça e quarta-feira, dias 8 e 9 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, inseridos na programação do Mês do Teatro, promovida pela autarquia local.

Os dois espetáculos em questão, “A Gata Borralheira” e “Gaitas, Mantas e Chouriças” têm a comunidade escolar como público-alvo.

No caso de “A Gata Borralheira”, a história é contada por duas atrizes, que se desdobram nas diversas personagens do conto, segundo revela o encenador Cristóvão Carvalheiro. Trata-se de uma criação coletiva, a partir do conto de Perrault, com o mesmo nome, com “pequenas alterações” à história. “Fala dos valores de como devemos acreditar em nós próprios e devemos querer o melhor para nós”, adianta o encenador.

“Gaitas, Mantas e Chouriças”. Foto: Teatro à Solta

Já em “Gaitas, Mantas e Chouriças”, em que Cristóvão Carvalheiro, para além de assumir a encenação, integra o elenco, a Teatro à Solta reúne três lendas: “A Gaita Milagrosa”, “Os Três Irmãos” e “Chovem Chouriças”. Neste espetáculo, as gargalhadas estão garantidas,  quer dos mais novos, quer dos mais crescidos.

“A Gata Borralheira” é apresentada aos alunos de Campo Maior em duas sessões, na terça-feira: uma às 10.30 horas e outra às 14.30 horas. Já “Gaitas, Mantas e Chouriças”, também em duas sessões, sobe ao palco do Centro Cultural de Campo Maior pelas 10 e pelas 14.30 horas.

Arronches envia 1620 quilos de bens para a Ucrânia

Arronches enviou mantimentos para a Ucrânia, numa angariação de material que decorreu durante três dias, tendo sido enviados 1620 quilos de bens de primeira necessidade para o povo ucraniano. Segundo a Câmara Municipal, “no que toca a ajudar o próximo, o povo de Arronches é sempre dos primeiros a prontificarem-se e, perante a situação de conflito entre os países de leste da Europa, voltou a não desiludir, tendo-se mobilizado para angariar bens de primeira necessidade para o povo ucraniano”.

Ao longo de três dias, foi entregue, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Arronches e nas instalações das Juntas de Freguesia de Assunção, Esperança e Mosteiros, um total de 1620 quilos de kits de primeiros socorros, medicamentos, conjuntos de cama, roupas de adulto e para criança e bens alimentares não perecíveis, entre outros. O material angariado foi depois levado para Évora, em transporte da Câmara Municipal de Arronches, que se associou a esta iniciativa, sendo posteriormente enviado para leste pela empresa WinDoor, que cedeu as suas viaturas para o efeito.

Os arronchenses demonstraram, mais uma vez, a sua “solidariedade e compaixão para com quem precisa de apoio”, ficando o agradecimento do Município de Arronches “a toda a comunidade por um gesto que é certamente uma enorme ajuda para o povo da Ucrânia neste complicado momento”.

A autarquia agradece ainda a quem organizou, acondicionou e transportou os bens doados pela população: técnicos da autarquia (Acácio Semedo, Elisabete Pereira, Joel Casimiro, Óscar Vaz, Paulo Fonseca e Vital Pacheco), da Junta de Freguesia de Assunção (Gonçalo Grilo), dos Bombeiros Voluntários (Ana Lopes, Luís Velez e Diogo Vieira) e dos voluntários (Ana Moriano, Daniela Muralhas, Lúcia Costa, Patrícia Flores, Tânia Pereira e Tânia Vaz).