Carnalentejana comemora 30 anos com os olhos postos no futuro

A Carnalentejana comemora hoje 30 anos. Para assinalar a data, decorreu esta manhã de quarta-feira, 26 de outubro, em Monforte, um colóquio subordinado ao passado, presente e futuro da marca.

Estes, “são 30 anos de luta e de grande satisfação por termos recuperado o efetivo pecuário da raça alentejana, que esteve praticamente reduzido a oito vacadas em linha pura, e hoje termos cerca de 70 produtores exclusivamente em linha pura”, revela o presidente do Conselho de Administração da Carnalentejana, Luís Miguel Bagulho, destacando que este “é um caminho árduo” para transformar “uma raça de trabalho numa raça produtora de carne de qualidade, e o sistema, em que criamos os animais, também ajuda porque fornece muitas características pelas quais os consumidores, atualmente, se interessam”.

Para esta qualidade contribuem diversos fatores, que levam a que a Carnalentejana seja comercializada por todo o país, entre eles “o sistema de baixo carbono, de aproveitamento de alimentos fibrosos, em que os bovinos comem sobretudo pastos, palha e bolotas e temos outras preocupações com o bem-estar animal, somos Denominação de Origem Protegida e estamos representados na maior parte das cidades do país e restauração”, acrescenta Luís Bagulho.

Quanto a desafios futuros o presidente do Conselho de Administração da Carnalentejana afirma que “são grandes”, tendo em conta a conjuntura atual, com a seca no país e a guerra na Ucrânia, mas “há uma oportunidade de nos aproximarmos da economia circular, aproveitando os produtos endógenos da região e cadeias económicas mais curtas”.

Já Fernando Carpinteiro Albino presidente Assembleia Geral da Carnalentejana, revela que “é bom comemorarmos 30 anos com um produto nosso, 100% alentejano e constatamos que o consumidor está devidamente informado, cada vez há mais pessoas a comprar este tipo de produtos e sabe distinguir, no rótulo, os tipos de carne”.

O futuro da Carnalentejana passa por “andar para a frente e inovar o mais possível”, garante Fernando Carpinteiro Albino, adiantando que os custos de produção, consequência da guerra na Ucrânia, é um dos principais desafios que a marca enfrenta, algo que “tem uma sequela de tal maneira importante nos custos de produção, e com a qual temos mesmo que nos preocupar, porque não conseguimos ter lucros e aumentar os preços”.

O presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, “vê com muita satisfação” o facto de a Carnalentejana comemorar 30 anos, destacando que “tem agora maturidade suficiente para abraçar o futuro e é este tipo de organizações que os agricultores têm que fomentar, seja na carne ou outros produtos”.

“Este é um projeto ganhador, com condições para crescer e para abraçar outros produtores de outras raças, para se juntarem num projeto conjunto e tirar benefícios de uma experiência de 30 anos, para que o futuro mantenha à tona da água e com ênfase a palavra Alentejo e os produtos do Alentejo”, acrescenta o presidente da CAP.

Já Gonçalo Lagem, presidente da Câmara de Monforte demonstra-se “grato” pelo facto de as comemorações destes 30 anos decorrerem na vila, e destaca que esta “é uma marca identitária, que representa e reflete bem o que é a alma alentejana, e que está projetada no país inteiro e no mundo, sendo uma marca diferenciadora e garantia de segurança e qualidade alimentar, que homenageia todos os criadores que estiveram por detrás destes PRIMEIROS 30 anos, em condições particularmente difíceis, porque é preciso muita resiliência”.

Para o presidente da Câmara de Monforte esta é uma marca que orgulha todos e que estes 30 anos servem para “abraçar o futuro com a qualidade a que sempre nos habituaram”.

Fermelinda Carvalho, presidente da Associação de Agricultores do distrito de Portalegre marcou presença nestas comemorações e revela que a Carnalentejana é, para a Associação, “um orgulho e obviamente que é do melhor que temos na nossa região”.

As comemorações dos 30 anos da Carnalentejana decorreram esta manhã, no Agrupamento de Escolas de Monforte, seguindo-se um almoço na sede da Associação de Bovinos da Raça Alentejana no Assumar.

Empada de Arraiolos com alargada participação na Mostra Gastronómica

A edição deste ano da Mostra Gastronómica, Feira do Tapete de Arraiolos e Festival da Empada, decorre entre sexta-feira, 28 de outubro, e o próximo dia 6 de novembro, no Arraiolos Multiusos.

Recordando que nos dois últimos anos não foi possível realizar o evento, a presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto, garante que, no decorrer desta semana, “o melhor do concelho”, em torno de empresários e produtores locais, volta a ganhar o seu destaque.  Esta é já “uma marca que distingue Arraiolos de outras iniciativas que acontecem pelo país, a nível de gastronomia”. O evento acaba por ir de encontro a um dos grandes objetivos do município: “implementar a economia local e demostrar, a quem visita o concelho, aquilo que há de melhor em Arraiolos”.

No decorrer do evento, a Câmara procura promover o fabrico de produtos próprios de Arraiolos. Nesse sentido, para a edição deste ano, foi preparada uma nova iniciativa, “Conversas à Mesa”. Os temas a abordar serão variados, sendo que Sílvia Pinto destaca “a importância da valorização dos produtos locais, dos registos de marca, da alimentação saudável na gastronomia alentejana”, para além de uma conversa sobre os vinhos de Arraiolos e aquilo os distingue dos restantes, com uma degustação associada.

Quando questionada relativamente ao número de expositores em relação às edições anteriores, a presidente da Câmara adianta que “em termos de produtos locais são sensivelmente os mesmos”, ainda que haja uma redução a nível, apenas, da participação do número de restaurantes. Por outro lado, os produtores da empada de Arraiolos terão uma elevada participação no certame.

O evento, que é inaugurado pelas 19 horas, na sexta-feira, contará com a participação de várias pastelarias, adegas, produtores de Tapetes de Arraiolos e artesãos. Haverá ainda um espaço dedicado aos mais novos e muita animação com Cante Alentejano e vários artistas.

Colheita de sangue em Vale de Cavalos com 16 voluntários

A aproximar-se o final da programação deste ano da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre (ADBSP), foi levada a cabo mais uma brigada, em articulação com a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo (ULSNA).

Nesta última brigada, no passado sábado, 22 de outubro, a sede do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos, em Alegrete, abriu as suas portas as 16 voluntários: 13 homens e três mulheres.

Depois de avaliados, todos puderam concretizar a dádiva, pelo que se angariaram 16 unidades de sangue. O Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos apoiou a realização de um almoço convívio, servido na coletividade.

A próxima recolha de sangue está marcada para 19 de novembro, no Centro de Saúde do Crato. A 26 de novembro, a recolha é feita na Casa do Povo de Santo António das Areias, em Marvão. As colheitas decorrem entre as 9 e as 13 horas.

Realização de queimas e queimadas nas mãos das câmaras municipais

Sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural “muito elevado” ou “máximo”, a realização de queimas e queimadas está sujeita a autorização por parte das Câmaras Municipais.

Por esta altura, e na região Alentejo, há autarquias, como a de Estremoz, em que estas práticas, no concelho, estiveram interditas até à passada segunda-feira, ou a de Montemor-o-Novo, que estendeu essa proibição até dia 31.

De acordo com o comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, Rui Conchinha, estas proibições, por parte dos municípios, têm por base a avaliação diária de risco de incêndio. “Os municípios, através dos seus gabinetes técnicos florestais, e perante aquilo que é a avaliação de risco de incêndio diária, emanada pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), por concelho, decidem e definem se, na área territorial do seu concelho, se podem fazer práticas de queimas ou queimadas, permitindo assim, ou não, a inscrição dessas mesmas práticas na respetiva plataforma”, explica.

Para a Proteção Civil, o importante é, sobretudo, “sensibilizar o cidadão, que convive e vive no mundo rural e que sempre esteve muito dependente e habituado à necessidade de realizar queimas de sobrantes ou queimadas extensivas, para se manter atualizado com aquilo que a respetiva lei emana”. Rui Conchinha lembra que, em caso de dúvidas, as pessoas devem dirigir-se aos gabinetes técnicos florestais dos municípios ou às juntas de freguesia, uma vez que os técnicos estão “perfeitamente atualizados e em condições de ajudar naquilo que são também os processos de inscrição na respetiva plataforma”.

A proibição da realização de queimas e queimadas, por esta altura, deve-se, sobretudo, ao facto desta ser uma época de preparação e limpeza de terrenos agrícolas e florestais. Contudo, e devido às previsões das condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de incêndios, há municípios que estendem esse período de proibição destas práticas para garantir a segurança e evitar prejuízos.

Conectividade digital de todo o território em fase de nova consulta pública

Desde ontem, dia 25 de outubro, e durante os próximos 30 dias úteis, irá decorrer uma consulta pública sobre a cobertura das redes fixas de capacidade muito elevada existentes no território nacional e sobre as peças do concurso para a instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de capacidade muito elevada nas zonas sem cobertura.

Todos os cidadãos, organizações, entidades, municípios, entre outros, podem assim apresentar sugestões, que o Governo terá em conta aquando do lançamento, nos próximos meses, de um concurso público internacional para a instalação, gestão, exploração e manutenção de redes de capacidade muito elevada nas zonas sem cobertura de rede.

O Governo incumbiu a ANACOM de proceder a um novo levantamento da cobertura de redes públicas de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada existentes no território nacional, com um maior nível de granularidade, designadamente a sua compatibilidade com as regras definidas pela Comissão Europeia para os financiamentos públicos destes investimentos, como o mapeamento casa a casa e a inclusão dos planos de investimento abrangendo todo o período da medida (três anos).

Com base na informação recolhida na anterior consulta pública sobre a matéria, o Governo definiu os parâmetros que irão nortear o procedimento concursal. Esta nova auscultação vai permitir ponderar ainda melhor os critérios a considerar no concurso público internacional, que possibilitem assegurar o acesso de toda a população a redes públicas de comunicações eletrónicas de elevada capacidade, em alinhamento com as metas da Comissão Europeia.

Para o Governo este é um compromisso fundamental com as pessoas e com o território, indispensável para promover o desenvolvimento económico e tecnológico em todo o território nacional, e, assim, garantir um país mais homogéneo, digital, e territorialmente mais coeso. Na sequência desta consulta pública, o Governo irá lançar um concurso público internacional para escolha dos operadores grossistas responsáveis pela instalação, gestão, exploração e manutenção das redes de capacidade muito elevada em todo o país.

Santa Casa de Campo Maior recebe kits de desporto sénior

Foto arquivo

A prática desportiva é uma atividade importante para todos e pode ser bastante benéfica, para os mais idosos, ajudando a prevenir o surgimento de algumas doenças, contribuindo para o bem-estar físico e psicológico.

Nesse sentido, a delegação regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) voltou a entregar os kits de desporto aos seniores de 20 ipss’s da região, entre as quais a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior.

Miguel Rasquinho, diretor regional do IPDJ, refere que esta iniciativa “pretende incentivar à prática desportiva. Normalmente, associamos a prática desportiva aos mais novos, mas aquilo que queremos fazer é tornar Portugal com o um dos países da Europa onde se pratica mais desporto. Este kit é composto por variadíssimos equipamentos, direcionados para os seniores, e com uma pena que conta com exercícios e dicas de utilização”.

Delegação regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude voltou a entregar os kit’s de desporto aos seniores da região.

O desafio é “elevar o ensino superior do país”, diz Joaquim Mourato

Joaquim Mourato (na foto) vai ser o novo responsável pela Direção-geral do Ensino Superior (DGES).

Em declarações à Rádio Campo Maior, o novo diretor-geral do Ensino Superior, refere que “esta é uma área do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e que pretende a conceção e implementação das políticas, trabalhando de uma forma muito próxima com o ministério e as instituições, sendo esse o principal desafio, o de aproximar mais a DGES das instituições”.

Com estas novas funções, Joaquim Mourato pretende “elevar o ensino superior do país, sem distinção entre o interior e o litoral ou se é pública ou privada. Eu costumo dizer que o ensino superior é um corpo e se algum dos membros está frágil, todo o sistema se sente. E é isso que nós não queremos. Precisamos perceber. no dia a dia., as fragilidades de cada instituição e encontrar respostas à medida”.

O antigo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses começa a exercer funções no início de novembro.

Campo Maior caminha no sábado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro

Outubro é o mês rosa, o mês da prevenção do cancro da mama. Nesse sentido, no próximo sábado, dia 29, haverá caminhada solidária, em Campo Maior, cujas verbas angariadas revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Esta caminhada, que conta com o apoio da Câmara Municipal, é organizada pelo grupo Campo Maior Trail Runners, sendo que, de acordo com o responsável, Carlos Pepê, é uma iniciativa que já é levada a cabo há alguns anos na vila, e que não deixou de acontecer, ainda que em moldes diferentes, mesmo em tempos de pandemia.

“Esperamos que esta edição seja muito participada. No ano passado tivemos 200 pessoas a participar e este ano queremos atingir esse objetivo e até superar”, adianta Carlos Pepê. Uma vez que tem havido “muitas caminhadas” na vila, o Campo Maior Trail Runners quer, desta feita, “inovar”, promovendo com um percurso diferente, para também surpreender os participantes, diz ainda o responsável.

Os interessados em participar devem fazer a compra da tshirt rosa, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, no Centro Comunitário de Campo Maior e fazer a inscrição através de um formulário que está disponível online (aqui).

Esta caminhada solidária arranca, no sábado, às 16 horas, do Jardim Municipal de Campo Maior.

Escultura de homenagem a José Megre inaugurada no dia 27 em Portalegre

A Câmara Municipal de Portalegre inaugura na próxima quinta-feira, 27 de outubro, a escultura de homenagem ao antigo piloto todo-o-terreno José Megre, responsável pelo aparecimento da Baja Portalegre, em 1987.

A inauguração da escultura, que ficará instalada na Rotunda José Megre, na Estrada Nacional 246, está marcada para as 17h30.

José Megre, que morreu em fevereiro de 2009, foi o primeiro português a organizar uma equipa para participar no Paris-Dakar, em jipes UMM.

GNR detém seis indivíduos em flagrante delito

O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, para além da sua atividade diária, levou a efeito um conjunto de operações, no distrito de Portalegre, na semana de 17 a 23 de outubro, que visaram a prevenção e o combate à criminalidade violenta, fiscalização rodoviária.

A força de segurança efetuou seis detenções em flagrante delito, quatro por condução sem habilitação legal; uma por condução sob o efeito do álcool e uma por furto em interior residência.

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No que diz respeito à fiscalização rodoviária, detetaram-se 202 infrações, destacando-se 17 por falta de inspeção periódica; 12 por falta de seguro de responsabilidade civil; 12 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização e dez por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças.

No mesmo período ocorreram 16 acidentes, dos quais resultaram três feridos leves.

Foram ainda elaborados 15 autos de contraordenação relativos à proteção da natureza e do ambiente; 229 ações de sensibilização no âmbito do programa “Idosos em Segurança”, tendo sido sensibilizados 441 idosos; 103 no âmbito do programa “Escola Segura”, tendo sido sensibilizadas 770 pessoas da comunidade escolar e 78 ações no âmbito do programa “Comércio Seguro”, tendo sido sensibilizados 110 comerciantes.

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