Corta-Mato de Portalegre este domingo em novo circuito no Campus Politécnico

Este domingo, dia 8 de janeiro, é estreado o novo circuito de corta-mato de Portalegre, localizado no Campus Politécnico, com o Atletismo Clube de Portalegre e o Instituto Politécnico a promoverem uma prova que contempla todos os escalões oficiais, bem como uma Corrida e Caminhada da Família.

Este novo circuito de corta-mato tem 1600 metros de extensão, em terrenos do Politécnico de Portalegre, que circundam o lago e o olival. Comunidade académica e população são convidadas a participar neste evento desportivo inaugural ou apenas para assistir e aplaudir os atletas em prova.

O início da Corrida e da Caminhada da Família está marcado para as 10 horas. Segue-se, às 10h30, a prova masculina de corta-mato, de 6.400 metros; às 10h35, a feminina, de 4.800 metros; às 11h05, a competição de sub-18 (3.200 metros); às 11h25, a de sub-16 (2.400 metros); às 11h45, a de sub-14 (1.600 metros); às 11h55, a de sub-12 (800 metros); e, por fim, ao meio-dia, a de sub-10 (600 metros).

Arronches: FICAR organiza passeio micológico este domingo no Marco

Um passeio micológico, com vista a promover a preservação e a partilha de conhecimento sobre os cogumelos presentes na região, é a sugestão da associação FICAR, para a manhã deste domingo, dia 8 de janeiro, no Marco, em Esperança, no concelho de Arronches.

No decorrer de um passeio “descontraído, pela natureza, ar ao livre”, os participantes terão oportunidade de observar várias espécies de cogumelos da época e aprender mais sobre eles, revela o presidente da FICAR, Luís Garção.

“A associação sempre olhou para o património natural de uma forma especial e acreditamos que seja através deste tipo de iniciativas que conseguimos puxar a atenção das pessoas para os recursos que nós temos e, por isso, também quebrar alguns mitos e medos que as pessoas têm quando se fala de cogumelos”, adianta o responsável.

Com intenção de realizar mais saídas de campo, Luís Garção assegura que o importante, com estas atividades, é “explorar tudo aquilo que é o património natural, a micologia e a diversidade presente também” no Parque Natural da Serra de São Mamede.

A cada participantes, a organização recomenda estar “bem hidratado, trazer água extra, ter tido uma boa refeição pela manhã e sapatos apropriados”. “Caminhamos com chuva ou sol, então venha preparado para o clima húmido. O trilho pode estar lamacento”, alerta ainda.

O início do percurso, amanhã, está marcado para as 9h30, no Marco, terminando, por volta das 12h30, com a degustação e análise de várias espécies de cogumelos.

A FICAR, sediada em Portalegre, pretende desenvolver atividades de caráter cultural e recreativo pelos vários ramos artísticos e promover o contacto entre diversas gerações, estilos e aprendizagens. Consideram-se realizáveis pela associação atividades como workshops, música ao vivo, exposições, palestras, debates, sessões de cinema, dança, representação, fotografia, artesanato e arte urbana.

A FICAR encara 2023 como um ano de renovação tendo sido eleita, pela primeira vez desde a sua criação, em 2012, uma nova direção com o objetivo de angariar novos sócios e novas fontes de financiamento através da dinamização de atividades de carácter cultural e de outras ações geradoras de recursos indispensáveis ao seu funcionamento e à perenidade dos seus projetos.

Higino Maroto prepara novas obras para 2023

Higino Maroto (na foto), escritor natural de Barbacena, no concelho de Elvas, lançou recentemente o seu último livro, intitulado “Por detrás da fechadura”.

Trata-se de “um livro de poesia que pretende mostrar uma forma diferente de olha a realidade”, segundo Higino Maroto. Em 2023, o escritor pretende, pelo menos, lançar mais um livro.

“Por detrás da fechadura” é a nona obra lançada por Higino Maroto, tendo já escrito três romances e seis livros de poesia.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Orfeão de Portalegre em Concerto de Ano Novo este domingo em Campo Maior

A Igreja Matriz de Campo Maior será, na tarde deste domingo, 8 de janeiro, palco de um concerto de Ano Novo, pelo Orfeão de Portalegre.

Este é um espetáculo que estava inicialmente prevista para 18 de dezembro, mas que foi adiado, devido às cheias, que, no dia 13, devastaram as casas e os bens de várias famílias campomaiorenses.

Ainda que seja um concerto de ano novo, explica um dos elementos do órfão, José Ceia, serão apresentados vários temas de natal, com o objetivo de confortar todas as pessoas que sofreram na pele esta catástrofe. “Nós somos compreensíveis ao que se passou em Campo Maior, falámos com a Câmara e adiámos o concerto”, explica.

Para confortar “um pouco as pessoas que sofreram tanto em Campo Maior”, José Ceia garante que o Orfeão vai dar o seu “melhor”. Esta promete ser uma tarte “muito especial”, onde não faltarão temas como o Natal de Elvas. “Serão basicamente músicas portugueses, feitas há muitos anos, de vários natais que fomos descobrindo e que vamos mostrando aquilo que, realmente, se faz de bom em Portugal”, remata.

O início do concerto está marcado para as 16 horas.

Tradição de cantar as Janeiras em Campo Maior reúne várias gerações (c/fotos e vídeos)

A população de Campo Maior saiu esta sexta-feira, 6 de janeiro, em massa, à rua para cumprir a tradição de cantar as Janeiras.

Esta iniciativa promovida pelo município, acabou por resultar num convívio de gerações, contando, entre outros, com o Grupo “Despertar Alentejano”, os alunos da Academia Sénior da CURPI e do Centro Educativo Alice Nabeiro, que pelas ruas cantaram as Janeiras, e onde não faltaram as pandeiretas e as castanholas.

Para o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, este momento assume-se como uma forma de levar alegria às ruas da vila, deixando alguns momentos menos bons para trás, e abraçando o novo ano com otimismo. “Este é um início de ano com muita esperança e muita fé, numa iniciativa com muitas crianças e pessoas mais velhas associadas, e este sair à rua e cantar, depois de uma quadra natalícia que não foi a esperada, é também deixar as mágoas para trás e pensar que este é um ano, com mais otimismo para os campomaiorenses”, refere o autarca.

Já Carlos Clemente, presidente do Grupo “O Despertar Alentejano”, que colaborou esta iniciativa, “para trazer de novo a tradição a Campo Maior” enaltece a presença das gerações mais novas.

Foram cerca de 120 as crianças do Centro Educativo Alice Nabeiro que se associaram ao Cantar as Janeiras. Carlos Pepê, coordenador pedagógico da instituição de ensino, revela que estas iniciativas “são sempre muito importantes”, até porque estão a trabalhar com as crianças, “os anos 80, num projeto que se chama “conta-me como foi” e cantar as janeiras faz parte desses anos, e por isso, essas iniciativas são muito importantes e estaremos sempre ao lado dos nossos parceiros, como eles estão para nós, esta é uma tradição em Campo Maior e assim somos uma comunidade mais forte”.

Falámos ainda com algumas pessoas que saíram à rua para cantar as Janeiras. Marcelina Pingo considera que este é “um convívio muito bonito”.

Nas palavras de Céu Militão esta iniciativa “é maravilhosa, e isso nota-se pela presença de todas as gerações”, para si, esta é uma forma de começar o ano “em grande, de forma divertida, em paz e com muita saúde”.

Campomaiorenses que saíram esta tarde à rua para Cantar as Janeiras, como manda a tradição, juntando várias gerações e percorrendo as ruas da vila.


Abertas candidaturas para o Prémio Fluviário 2022 – Jovem Cientista do Ano

Estão abertas as candidaturas para ao Prémio Fluviário 2022- Jovem Cientista do ano, até dia 15 deste mês. A presente edição premiará o investigador com o valor monetário de mil euros.

O Fluviário de Mora abre novamente portas a um jovem cientista de mostrar o seu trabalho, através do Prémio Fluviário 2022. Esta distinção pretende destacar um aluno (PhD, MSc, Lic.), que tenha publicado, como primeiro autor, um artigo (revista SCI), no ano a que se refere o concurso, na temática conservação e biodiversidade de recursos aquáticos continentais (Estuários e Rios).

As candidaturas deverão ser submetidas até ao dia 15 deste mês e poderão ser feitas pelos orientadores, co-autores dos artigos ou pelos próprios alunos. Cada candidato só poderá submeter um artigo a concurso.

Regulamento e ficha de inscrição disponível aqui.

Município de Arronches vai concluir recuperação de edifício na Rua do Arco

Depois de ter sido iniciada, por administração direta, a empreitada de reabilitação dos edifícios com os números 11 e 13 da Rua do Arco, em Arronches, foi agora adjudicada a um empresário do ramo de construção civil, que irá realizar os acabamentos para deixar os referidos fogos prontos a ser habitados.

O contrato de adjudicação da obra foi assinado na tarde de terça-feira, dia 3 de janeiro, tendo estado presente, nos Paços do Concelho de Arronches, o empresário que irá avançar com a empreitada, Luís Gonçalves, que foi recebido pelo presidente da autarquia, João Crespo, acompanhado pelo chefe da Divisão Administrativa e Financeira, Paulo Trindade e pela técnica da Divisão de Obras e Serviços Urbanos da Câmara Municipal, Dulce Bigares.

Esta empreitada de recuperação de mais uma casa devoluta, na qual o Município de Arronches vai investir a importância de 102.810 euros, vem dar continuidade àquilo que é o compromisso assumido pelo executivo para com a população de revitalizar o centro histórico da vila, valorizando-o não só a nível estético, como também através da disponibilização das habitações reabilitadas para arrendamento a famílias jovens.

De relembrar que a autarquia já se encontra a recuperar outra moradia na Rua do Arco, esperando iniciar em breve as obras para reabilitação das habitações adquiridas anteriormente e que se situam na Rua Almirante Cândido dos Reis, popularmente conhecida como Rua do Paço.

Prova mundial de trail running pode ser em Portalegre

Portalegre pode vir a acolher uma prova mundial de trail running. A informação é avançada pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Portalegre, António Casa Nova.

Para além de lembrar que a região tem “propriedades propícias” à realização de grandes competições da modalidade, António Casa Nova revela que a autarquia esteve, recentemente, reunida com uma marca mundial, que esteve a fazer uma “breve prospecção” à Serra de São Mamede, com vista à organização dessa prova de âmbito mundial.

Sem desvendar muito sobre o assunto, António Casa Nova assegura que, a seu tempo, a marca em questão fará a divulgação desse “grande evento mundial” na capital de distrito.

O vice-presidente da Câmara de Portalegre lembra ainda que o trail running é uma modalidade que tem tido “um grande desenvolvimento” em todo o distrito, com provas em localidades como Portalegre, Elvas, Avis, Marvão, Castelo de Vide, Alter do Chão e Arronches, sendo que o Atletismo Clube de Portalegre já foi campeão nacional, estando, novamente, e depois da pandemia, “a desenvolver agora uma grande atividade”, a nível deste desporto.

De recordar que Portalegre conta com duas competições importantes, a nível nacional, no que diz respeito ao trail running: o Ultra Trail da Serra de São Mamede e os Trilhos dos Reis.

Banda 1º Dezembro apresenta Concerto de Ano Novo em Degolados

A Banda 1.º de Dezembro, de Campo Maior, promove, este sábado à tarde, dia 7 de janeiro, um Concerto de Ano Novo, na Igreja de Nossa Senhora da Graça dos Degolados.

Independentemente do espaço que acolhe um concerto de uma filarmónica, como esta – “seja na rua, numa procissão, numa tourada” – garante o maestro da banda, a música tem de transmitir sempre “uma mensagem clara”, para que o público “sinta aquilo que os músicos fazem”, sendo que, para Francisco Pinto a música acaba mesmo por ser “uma terapia”. “Não há uma explicação possível, nem uma definição. A música tem de se sentir. Se não for assim, não tem lógica andarmos aqui a fazer o que quer que seja”, assegura.

Sendo a música é uma arte que implica “muito sacrifício”, o maestro, a cada ensaio da banda, aos sábados, tem procurado passar essa mensagem aos seus músicos. “Tem de se fazer sacrifícios, temos de estar sempre ligados à música. O instrumento tem de ser o nosso companheiro principal. Há tempo para tudo, mas a música precisa de muito de trabalho, temos de dedicar muito tempo a isto”, assegura.

Entre os cerca de 30 elementos que, atualmente, compõem a banda, encontram-se pessoas com idades compreendidas entre os dez e os 72 anos. “O mais antigo é muito conhecido, que é o senhor João Varela, que é pianista, mas agora está a tocar viola baixo”, revela Francisco Pinto, assegurando que, na filarmónica, e procurando sempre evoluir-se, mais que os instrumentos de sopro, vão se introduzindo, aos poucos, “a corda, o teclado”. “Temos um leque vastíssimo, por exemplo, de instrumentos de percussão”, adianta o maestro, assegurando que, atualmente, já contam com instrumentos como tímpanos, bombo de concerto, lâminas, viola baixo e teclado.

O concerto de amanhã, da Banda 1º de Dezembro, na Igreja Matriz de Degolados, está marcado para as 16 horas. As entradas são gratuitas.

Dois anos depois, São Vicente volta a cantar aos Reis

A tradição de se cantar aos Reis, dois anos de pandemia passados, voltou a cumprir-se, ontem à noite, 5 de janeiro, na freguesia de São Vicente e Ventosa, em Elvas, com cerca de 20 pessoas, incluindo quatro crianças, a entoarem, pelas ruas da aldeia, e de porta em porta, vários cânticos, de forma a desejar um feliz novo ano a todos.

“Faz sensivelmente 17 anos que começámos esta tradição, transmitida por elementos de maior idade”, começa por dizer o responsável pelo grupo, Manuel Anastácio. Surpreendido com o número de pessoas que se quiseram associar à iniciativa, Manuel Anastácio não tem dúvidas que é através dos mais novos que se vai conseguindo “transmitir o espírito” desta tradição.

A noite começou no lar de idosos, para que também os mais velhos pudessem recordar esta tradição, em que “muitos deles” também participaram, em outros tempos, lembra o presidente da Junta de Freguesia e membro do grupo, João Charruadas. Depois, “correram-se” as ruas, parando o grupo em alguns locais onde as pessoas aguardavam a sua chegada, com “uma garrafinha de vinho, um doce ou um bolo-rei”.

Numa última paragem, e como tem sido sempre tradição, foi servida ao grupo uma açorda, por volta da meia-noite.