APLEC 2022: Praça cheia com “encargos reduzidos”

Bailes de bastões, folclore, degustação de caracóis e espetáculos de fogo foram algumas das iniciativas desenvolvidas nos últimos dias, em Elvas, no decorrer do festival internacional APLEC.

A língua espanhola e a cultura catalã ecoaram pelo centro histórico e de acordo com Ivan Besora, presidente da Adifolk, “a receção por parte dos elvenses foi muito boa. Encerramos com um balanço muito positivo e é muito importante que o país que nos recebe, neste caso Portugal, desfrute na nossa cultura e das nossas tradições”.

Quanto ao local da próxima edição deste festival, o anúncio será feito “em Novembro, no decorrer da gala da cultura da região da Catalunha”.

Rondão Almeida, presidente da câmara de Elvas, só lamenta que “a cidade não possa receber um evento deste género todos os anos. Eu acho que este é um evento que nunca esperaríamos ter na nossa cidade. Tivemos aqui uma representação da Catalunha em várias vertentes da cultura e ter a Praça da República completamente cheia é muito bom”.

O presidente explica que “os únicos custos que a autarquia elvense teve foram com o aluguer do palco e um jantar servido no final do evento. Muitos podem achar que foi muito dispendioso mas este evento é uma aposta feita pelo poder central da Catalunha para promover a sua região”.

O APLEC Internacional consiste num festival que tem por objetivo promover, divulgar e dar a conhecer a cultura popular catalã pelo mundo. Danças catalãs, desfiles com cabeçudos, torres humanas, fogo de artificio, dragões e todo um imaginário que encheram o centro histórico de Elvas nos últimos três dias.

Adega Mayor de portas abertas até 18 de setembro para a Vindima Mayor

É tempo de vindima e a Adega Mayor volta a abrir portas para acolher todos aqueles que querem conhecer, de perto, como nascem e se transformam os vinhos.

Até 18 de setembro, a Adega Mayor conta com dois programas de enoturismo. Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor explica que um desses programas prevê  “um percurso pela vinha, com explicação técnica, onde os visitantes podem experienciar a vindima, seguindo-se uma visita pela Adega, segue-se a experiência de vinificação, e como é feito o vinho, terminando e um almoço na Herdade dos Adaens”.

A segunda experiência prevê, em vez do almoço na Herdade dos Adaens, um piquenique nas vinhas, que acaba por ser “uma experiência bem simpática, envolta na natureza e bastante relaxante”.

A CEO da Adega Mayor garante que este é já “um programa de sucesso e muito apreciado por todos”, que prevê mostrar todo o universo dos vinhos, em família ou entre amigos”.

Para Rita Nabeiro estas “são ótimas sugestões para passar um fim de semana ou uma boa manhã, de uma forma muito agradável e, certamente que cria boas memórias”.

Adega Mayor que está de portas abertas, até 18 de setembro para a Vindima Mayor, que contempla dois programas de enoturismo.

As reservas para a participação nestes programas, que podem ser consultados aqui, devem ser feitas através do e-mail: enoturismo@adegamayor.pt.

“Estou Aqui Crianças!” da PSP decorre ao longo do ano

O programa Estou Aqui! Crianças, da Polícia de Segurança Pública, já apoiou centenas de crianças que, por uma ou outra razão, se perdem dos pais. As candidaturas estão abertas o ano todo e podem ser feitas no site estouaqui.mai.gov.pt.

O programa Estou Aqui! Crianças (EAC) é uma iniciativa exclusiva e pioneira da PSP, criado em 2012, e que, sendo gratuita, pretende “contribuir para a segurança das famílias que têm crianças”, segundo o Intendente Nuno Carocha, Diretor do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas.

Estou Aqui! Crianças tem como principal objetivo agilizar o trabalho de sinalização de uma criança desaparecida e promover o seu rápido retorno à família. Caso a criança portadora da pulseira se perca, qualquer adulto que a encontre somente necessita contactar a PSP por intermédio do n.º de emergência nacional (112) e comunicar onde se encontra e qual o código da pulseira que a criança tem consigo. A Polícia de Segurança Pública tratará de informar a família e assegurar de imediato o reencontro familiar.

“Este é um programa de utilização muito simples, uma vez que não envolve nem tecnologias nem custos. Desde 2012, já foram entregues mais de 400 mil pulseiras, a nível nacional, o que nos tem dado muito gozo. Neste período, já resolvemos dez ocorrências de crianças que se perderam das suas famílias e, através deste programa, conseguimos promover o seu reencontro”.

As pulseiras destinam-se a crianças com idades compreendias entre os 2 e os 10 anos e possuem um código alfanumérico, único, sem qualquer relação com dados pessoais. São válidas em todo o território nacional e podem ser solicitadas tanto para crianças residentes em Portugal como não residentes.

Programa do APLEC em Elvas este domingo

Em Elvas, a grande oferta cultural do último fim de semana de agosto é dada pelo 34º APLEC Internacional. O programa para este domingo, dia 28, no centro histórico de Elvas, é o seguinte:

  • das 10 às 13 horas, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas, amostra de jogos tradicionais catalães;
  • às 10 horas, nas ruas da cidade, desfile das bandas de música e grupos de imagens festivas;
  • às 10.30 horas, na Praça da República, baile de sardanas, com exibição de grupos sardanistas;
  • ao meio-dia, na Praça da República, amostra de falcões, danças de procissão e baile de bastões;
  • das 12 às 14 horas, na Praça da República, L’Aplec del Caragol de Lleida, degustação da cozinha tradicional catalã: caracóis e caçarolas;
  • às 15.30 horas, na Sé, concerto coral;
  • às 18 horas, na Praça da República, amostra de danças portuguesas e catalãs: esbarts, jotas e danças de procissão;
  • às 19.45 horas, na Praça da República, concerto folclórico e havaneras;
  • por fim, às 21 horas, na Praça da República, sessão de encerramento oficial do 34º Aplec Internacional, com a participação de todos os grupos.

Portalegre investe 482 mil euros em acesso à zona industrial

O contrato para a empreitada de execução da rotunda da EN-246 para acesso à Zona Industrial de Portalegre foi assinado nesta quinta-feira, dia 25, entre a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Pombo Carvalho e a representante da Construções Pragosa, SA, Joana Edite Machado Pragosa.

Além de contribuir para melhorar a rede viária no parque empresarial, esta intervenção será mais um passo na concretização da construção do Centro de Formação da GNR, “uma reivindicação já antiga e com grande significado para todos os portalegrenses”, considera o município da capital de distrito.

A empreitada foi adjudicada por um valor de 482 mil euros e tem um prazo de execução de 180 dias. Este investimento é cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito da operação Áreas de Acolhimento Empresarial – Acessibilidades Rodoviárias, no montante global de 200 mil euros.

Casa das Flores mostra tradição que deverá regressar em 2023

Foi ao som das tradicionais saias de Campo Maior que abriu portas, este sábado, dia 27, a Casa das Flores. Este centro interpretativo das Festas do Povo está instalado no antigo edifício militar do Assento, requalificado com recurso a fundos comunitários, num investimento total de um milhão e duzentos mil euros, e que agora dá lugar a um espaço que permite compreender e interagir com a maior tradição da vila: as Festas do Povo

A cerimónia foi presidida pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que garantiu tratar-se de “um espaço que permite dar a conhecer aos visitantes o que são as Festas do Povo. Qualquer visitante pode sentir e ver o que são estas festas, desde o início ao fim. Por outro lado, ficou aqui bem assente a vontade de ter as Festas do Povo, em 2023. Quero muito passar cá a noite da enramação e sentir o que é esta vivência única e maravilhosa”.

Para Luís Rosinha, presidente da câmara de Campo Maior, “este dia é muito importante para todos e marca um antes e um depois do contacto com as Festas do Povo. Até agora, só podíamos contactar com este evento quando elas aconteciam. E agora não”.

“Festas do Povo 2023 são um comboio em andamento”, avança Luís Rosinha

Em dia de inauguração, em que não faltaram saias de Campo Maior e flores de papel, ficou bem definida a intenção do município de organizar as Festas do Povo em 2023. De acordo com Luís Rosinha, as Festas do Povo 2023 “são um comboio em andamento. No entanto, há a necessidade do povo querer. Da parte do município temos total disponibilidade e agora só falta o povo dizer de sua justiça”.

Para o Comendador Rui Nabeiro a inauguração deste centro interpretativo “é algo extraordinário. Ando nestas lides da câmara desde os anos 60 e foi sempre um sonho que tive. Se a câmara souber dar um passo importante e acompanhar o desenvolvimento é um espaço que se assume como uma mais-valia que toca no povo todo”.

Já a presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, Vanda Portela, considera que “este é um dia muito feliz para todos”.

“É um enorme orgulho”, diz presidente da CCDR-Alentejo

Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo, mostrou-se muito orgulhoso com esta inauguração, uma vez que fez parte do início da candidatura das Festas do Povo a património Mundial da UNESCO: “este centro interpretativo constava do plano da candidatura a património da UNESCO. São festas que não se realizam com uma periodicidade normal e para o turista quem vem a Campo Maior ter contacto com estas festas era necessário existir um museu. Aqui está ele”.

Na mesma cerimónia foi entregue o diploma da classificação das Festas do Povo como património imaterial da UNESCO. O embaixador José Filipe Moraes Cabral, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, refere que “esta consagração na lista do património é algo muito importante. Ao todo, temos mais de 500 manifestações culturais na lista do património cultural imaterial da humanidade, entre as quais Campo Maior. De modo que, é o reconhecimento internacional da importância destas festas”.

“É necessário fazer da região um destino turístico”, garante Rondão Almeida

Esta casa das flores acaba por ser mais um espaço turístico e de atracão ao território da Eurocidade Badajoz, Elvas Campo Maior (EUROBEC). Rondão Almeida, presidente da câmara de Elvas, considera que “é necessário fazer desta região um destino turístico e não turismo de passagem. Temos aqui mais um património da humanidade classificado, juntando ao de Elvas, Évora, Mérida e Cáceres. Por outro lado, dou os parabéns ao meu colega de Campo Maior, pela excelente requalificação deste espaço que o tornou num museu que não fica nada atrás dos outros museus a nível nacional”.

Para o alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, este espaço “é muito importante pois permite ao visitante conhecer a tradição das festas do povo. É um centro muito bonito e que mostra uma festa que não se realiza sempre. Por outro lado, estou muito feliz por ouvir que em 2023 vamos poder disfrutar das Festas do Povo”.

A Casa das Flores resulta de um investimento de cerca de um milhão e duzentos mil euros, totalmente financiados por fundos comunitários: um milhão de euros investido na requalificação do antigo edifício do assento e duzentos mil euros para o espaço em si da Casa das flores.

Com apoio do PRR, UÉ vai ter mais camas para estudantes

A falta de alojamento para os estudantes da Universidade de Évora (UÉ) tem sido um dos maiores problemas com que esta instituição de ensino superior se tem vindo a deparar ao longo dos últimos anos.

A juntar a isso, Évora, no primeiro semestre deste ano, de acordo com um barómetro da plataforma Imovirtual, foi das cidades do país onde o valor das rendas das casas mais subiu.

Sendo esta uma preocupação da reitoria, a Universidade de Évora, que viu aprovada a sua proposta ao Plano de Alojamento Escolar, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), terá disponíveis cerca de nove milhões de euros para requalificar as suas residências de estudantes. “Esperamos encetar este processo, rapidamente, o que nos permitirá aumentar o número de camas”, revela a reitora Hermínia Vilar.

À semelhança de todos os outros programas do PRR, recorda a reitora, também este tem “timings bastante apressados”, pelo que as obras terão que estar terminadas entre “meados de 2024 ou 2025”. “Vamos começar a avançar, no final deste ano, com estas obras, nomeadamente de requalificação das residências de estudantes que já temos e depois vamos tentar aumentar esse número de camas”, adianta Hermínia Vilar. “Vamos tentar aumentar, pelo menos, o que temos previsto, que são 105 camas”, acrescenta.

Com a noção que as obras a realizar nas residências não serão suficientes para resolver “todos os problemas que Évora coloca e à necessidade de alojar mais alunos”, estas intervenções, ainda assim, diz a reitoria, darão alguma ajuda nesse sentido, “no curto e médio prazo”. Por outro lado, a Universidade tem procurado estabelecer parcerias com o objetivo de fazer crescer o número de camas disponíveis para os alunos.

“Esta é uma das áreas em que esta reitoria está mais envolvida, que é responder aos problemas, que temos a perfeita noção, com que os estudantes se debatem, que é o elevado preço dos quartos e a necessidade de assegurar, a esses estudantes, condições de alojamento condignas”, remata a reitora.

A Universidade de Évora dispõe, atualmente, de sete residências, com capacidade de alojar cerca de 530 estudantes. Só para este novo ano letivo, esta instituição de ensino abriu cerca de 1.340 vagas para novos alunos, no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.

Casa das Flores em Campo Maior é inaugurada hoje

A Casa das Flores ou Centro Interpretativo das Festas do Povo, em Campo Maior tem a sua inauguração já hoje, sábado, 27 de agosto.

Este será um museu que proporciona experiências do ponto de vista das Flores de papel e daquilo que são as Festas do Povo, a quem o visitar, revela Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior. “Com um museu aberto, onde todos possamos ir, dará mais força para aquilo que possa vir a ser as Festas do Povo, no próximo ano. Será um Museu brilhante do ponto de vista tecnológico, também da experiência de quem nos visita, poder fazer uma flor de papel, e este é, claramente, um Museu de e para os campomaiorenses e que acrescentará valor e vontade popular, para o ano 2023”.

Nesse dia e, antes da inauguração haverá um desfile etnográfico, bem como a entrega do selo da Unesco por um representante desta entidade e também estará presente um membro do Governo, neste dia que Luís Rosinha considera ser “muito importante para Campo Maior”.

A Casa das Flores, em Campo Maior, instalada no antigo edifício militar do Assento, vai permitir permite a quem a visita experienciar o que são as Festas do Povo e retratam a arte de fazer flores de papel, características do povo campomaiorense.

Município de Alandroal com parceria solidária para reabilitar casas

O município de Alandroal, a Fundação Manuel António da Mota e a Associação “Just a Change” iniciaram, no terreno, a reabilitação de habitações das famílias mais necessitadas do concelho, pelo terceiro ano consecutivo. Estão em causa intervenções de melhoria da habitabilidade geral, renovação de coberturas, criação de instalações sanitárias ou cozinhas levadas a cabo por voluntários com o apoio de mestres locais.

Neste verão, serão realizadas quatro intervenções, que correspondem a outros tantos agregados familiares sinalizados em todo o concelho, num total de dez pessoas beneficiadas.

O investimento total, repartido em partes iguais entre o município e a fundação, ronda os 40 mil euros. A Associação “Just a Change” mobiliza apoio técnico e 25 voluntários para ajudarem na concretização das obras.

Nos dois anos anteriores, foram investidos 40 e 47 mil euros em moldes semelhantes, respetivamente, o que correspondeu a nove habitações intervencionadas e 15 pessoas beneficiadas, com 50 voluntários envolvidos.

Estas intervenções são efetuadas em complemento ao Programa de Melhoramentos Habitacionais para Estratos Sociais Desfavorecidos do município e a sua realização presente e futura está integrada na Estratégia Local de Habitação desenvolvida pelo município.

Graças a estas intervenções e à política de contínuo investimento em melhorias habitacionais para as famílias mais desfavorecidas, são já extremamente raras as situações limite no concelho e a autarquia estima que, excetuando situações muito particulares em que não é possível intervir por condicionalismos legais ou vontade dos proprietários, nos próximos dois anos serão eliminadas todas as situações de pobreza habitacional extrema no concelho.

Ferido grave em acidente de trabalho nas obras da ferrovia em Alandroal

Um homem ficou esta tarde de sexta-feira, 26 de agosto, ferido com gravidade na sequência de um acidente de trabalho, nas obras de construção da nova ferrovia, no troço de Alandroal.

Segundo o CDOS de Portalegre, o homem foi helitransportado para o Hospital de São José, em Lisboa, e ao que tudo indica, algumas estruturas ter-lhe-ão caído em cima.

O alerta para esta ocorrência foi dado às 13.11 horas e para o local foram mobilizados os Bombeiros de Alandroal, o INEM, a GNR, num total de 14 elementos, apoiados por quatro viaturas e o helicóptero.