Assumar: deficiência intelectual em debate nas Jornadas do Centro Recuperação de Menores

Debater a intervenção interdisciplinar na Perturbação do Desenvolvimento Intelectual é o objetivo das VIII Jornadas do Assumar, que este ano são subordinadas ao tema “Articular Respostas em Saúde Mental”.

A iniciativa realiza-se nos dias 31 de março e 1 de abril, no Salão Multiusos do Centro de Recuperação de Menores, das Irmãs Hospitaleiras, em Assumar, no concelho de Monforte.

Esta VIII edição das Jornadas do Assumar é dedicada à articulação com outros intervenientes na saúde das pessoas com deficiência, sendo que o objetivo passa por criar um espaço de diálogo em que os profissionais de diferentes contextos partilham as suas dificuldades e obstáculos, mas também os sucessos, no esforço de trabalharem concertadamente.

As jornadas vão contar com profissionais do Serviço Nacional de Saúde, quer da Região do Alentejo quer de outros locais, assim como de outras áreas de intervenção como a psiquiatria, a cirurgia, a medicina dentária, ou a pediatria. Estarão ainda presentes representantes da rede de apoio à pessoa com deficiência: familiares, assistentes espirituais, professores, e as pessoas assistidas.

Paralelamente às jornadas vão ser proporcionadas workshops de dança e movimento, relaxação terapêutica e mindfullness.

“É muito importante debater esta questão da deficiência intelectual não só nos grandes centros urbanos, mas também no interior do país. Em primeiro porque no interior deparamo-nos com maiores dificuldades de acesso a nível de cuidados e de informação. Em segundo, esta é uma problemática que deve ser debatida e refletida a nível nacional com o objetivo de se desenvolverem respostas adequadas às pessoas com esta patologia”, afirma João Albuquerque, diretor clínico do Centro de Recuperação de Menores – Irmãs Hospitaleiras Assumar.

Estabelecimento comercial de Elvas integra utente da APPACDM

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Elvas assinou um protocolo de parceria com o Salão de Chá “Mimi”, na Rua de Alcamim, em Elvas, com o objetivo de integrar um dos seus utentes neste estabelecimento.

O protocolo, como revela Luís Mendes, presidente da direção da APPACDM, surge “no âmbito da Portaria 70/2021, que regula o funcionamento dos Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão onde, entre outros aspetos, está implícita a realização de protocolos de parceria entre a instituição, o utente e a comunidade, que visa a inclusão e capacitação profissional, bem como a integração no mercado de trabalho”.

Este é o terceiro protocolo assinado com uma empresa da região, o que para Luís Mendes “tem sido extremamente positivo, porque tem havido uma boa aceitação e as instituições têm-nos dado um bom feedback, por parte destas empresas que querem colaborar connosco”. O protocolo estabelecido com o Salão de Chá “Mimi” tem a duração de um ano.

Já a proprietária do salão de Chá Mimi, Michelle Massaneiro, revela que “é com muito gosto que vou acolher o André, ele vai-me ajudar em todas as funções que for capaz de fazer e trabalhar com ele acaba por ser divertido”, sendo o principal objetivo, apoiar a sua integração na sociedade”. Michelle Massaneiro acrescenta que o André irá trabalhar, no seu estabelecimento, “um dia por semana” e afirma que “está disponível para mais protocolos do género”, agradecendo a confiança por parte da APPACDM.

Já André Teixeira demonstra-se muito entusiasmado com este projeto. Para a função que vai desempenhar treinou, durante algum tempo, nas instalações da APPACDM.

De recordar que este é o terceiro protocolo firmado entre a instituição e empresas da região, sendo que a primeira foi a Delta Cafés e a segunda os Armazéns Marvanejo.

Arronches com atividades culturais e gastronómicas no último dia da BTL

Arronches é um dos muitos municípios da região que se encontra, desde a passada quarta-feira, 1 de março, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), a promover o seu concelho.

A presença do Município de Arronches no evento, que é já habitual, explica o presidente, João Crespo, desta vez, faz-se integrada num stand conjunto com as restantes três autarquias que integram o Parque Natural da Serra de São Mamede. “É uma ação de promoção conjunta deste território, que é um território natural de extrema importância para os quatro concelhos e estamos aqui juntos, com uma imagem idêntica, a promover aquilo que existe nos quatro territórios”, assegura o autarca.

Ainda assim, Arronches não deixar de aproveitar a ocasião para divulgar o que tem de melhor para oferecer, como é o caso dos “seus museus e as suas paisagens naturais”.

Este domingo, 5 de março, no último dia deste que é o maior evento do setor do turismo em Portugal, o Município de Arronches vai promover, a partir das 13 horas, por um lado, uma iniciativa cultural, com a atuação do grupo Verde Maio. Por outro lado, haverá uma degustação gastronómica, com o chef Luís Areia, acompanhada de uma prova de vinhos do concelho.

Mês do Teatro em Campo Maior com espetáculos para todos os gostos

Em Campo Maior, março é Mês do Teatro. Depois da estreia, este sábado à noite, da revista à portuguesa “Agora Damos a Segunda”, o evento prossegue esta segunda-feira, dia 6, com a apresentação da peça “Ao Crescer Quero Ser”.

Durante todo o mês não vão faltar propostas de espetáculos, para miúdos e graúdos, sendo que a vereadora no Município de Campo Maior, São Silveirinha (na imagem), destaca, por um lado, a peça “Monólogos da Vagina”, que servirá para assinalar o Dia Internacional da Mulher, bem como uma peça de comemoração dos 45 anos da carreira literária do escritor campomaiorense Fernando Fitas. A aposta da Câmara Municipal neste evento, diz ainda, volta a ser “muito forte”.

São Silveirinha revela ainda que é sempre um objetivo da autarquia, em colaboração com o Agrupamento de Escolas, aproximar os mais novos das artes. “Nós pensamos que, realmente, a educação pela arte é uma grande aposta, até porque nós estamos prestes a assinar o Protocolo do Plano Nacional das Artes. Que esta parceria, com o Agrupamento de Escolas, seja cada vez mais forte, para levarmos os nossos alunos a todas estas dinâmicas das artes, seja teatro, a música, a dança, seja o que for”, assegura.

A peça de teatro infantil “Ao Crescer Quero Ser”, da Animateatro, é apresentada esta segunda-feira, dia 6, no Centro Cultural de Campo Maior. Seguem-se, para o público escolar, “Gabi, o Mundo Precisa de Ti”, da Betweein, na terça-feira, dia 7; e “Na Língua de Camões”, na quinta e sexta-feiras, dias 9 e 10.

No sábado, dia 11, às 21h30, Teresa Guilherme, Marta Andrino e Melânia Gomes sobem ao palco com os “Monólogos da Vagina”. Até final do evento, há ainda para assistir “Uma História Lusitana”, no dia 17; “Sementeira”, no dia 18; “Egresso ao Passado”, no dia 19; e, por fim, “O Sítio do Picapau Amarelo”, a 26 de março.

“Agora Damos a Segunda” celebrou liberdade e cultura campomaiorense no Centro Cultural

A iniciativa “Março – Mês do Teatro” começou ontem, sábado, dia 4 de março, em Campo Maior, com a revista à portuguesa “Agora Damos a Segunda”, uma produção da Associação Agora Quer’Arte.

Com o tema da “Liberdade” sempre presente, esta foi “uma verdadeira celebração da liberdade e da cultura portuguesa e campomaiorense”. Para esta revista, a Associação Agora Quer’Arte convidou a Banda 1.º de Dezembro que tocou ao vivo os temas que compõem o espetáculo.

A iniciativa “Março – Mês do Teatro” continua durante o mês, com uma programação variada e pensada para todas as idades.

“Trilho” é a peça em destaque este mês no MAEE

“Trilho” é a peça em destaque este mês de março, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires.

Esta peça era utilizada para a debulha de cereais, com auxílio de uma parelha de muares ou equídeos, sob a direção de um condutor.

Granfondo EuroBEC com três passagens este domingo em Campo Maior

A primeira edição do EuroBEC Granfondo Lusiberia realiza-se este domingo, dia 5 de março, com a presença de 1500 participantes.

Badajoz será o local de partida e chegada das três distâncias deste Granfondo (146 km, 121 km e 64 km) que têm ainda passagem pelos concelhos de Elvas e Campo Maior.

No que diz respeito à passagem por Campo Maior, estará instalado um Ponto de Abastecimento no Jardim Municipal, junto à Creche “Cantinho dos Sonhos”.

As horas previstas de passagem as seguintes: às 9 horas, a passagem do Minifondo; às 10 horas, a passagem do Mediofondo; e às 10h30, a passagem do Granfondo (esta distância tem também passagem pela freguesia de Degolados, antes da chegada a Campo Maior)

No próximo ano, o EUROBEC Granfondo terá como ponto central a cidade de Elvas e, em 2025, Campo Maior.

Elvas: Jorge Gomes anima Baile da Pinha este sábado no CRP da Boa-Fé

O Centro Recreativo e Popular (CRP) da Boa-Fé, em Elvas, é este sábado, 4 de março, palco de um Baile da Pinha, que contará com a animação do músico Jorge Gomes.

Esta é uma tradição antiga, pelo que Eduardo Roldão, presidente da coletividade, revela que esta iniciativa “conta sempre com muitos participantes”. Eduardo Roldão explica que este baile decide “quem é o rei e rainha da festa, depois de encontrada a fita da pinha vencedora”.

A entrada no evento é livre, sendo que para participar no Baile da Pinha, é pago o valor de um euro. Também na coletividade haverá serviço de bar, com comida e bebida. O início do Baile da Pinha está marcado para as 18 horas.

Secretário de Estado acredita que Festival do Peixe do Rio deve ser “uma marca do território”

A abertura do Festival do Peixe do Rio já decorre no Fórum Cultural e Transfronteiriço de Alandroal, na manhã deste sábado, 4 de março.

Presente na sessão de abertura esteve o secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Carlos Miguel, no seu discurso destacou o cartaz do Festival do Peixe do Rio, considerando que tem um “excelente design e imagem moderna e pretende dar a conhecer algo diferente, pelo que a Câmara esteve muito bem nisso”.

Carlos Miguel acrescenta que “é no que temos de melhor que devemos apostar e, este festival, pretende ser uma marca e isso é bom, transformar um produto endógeno e de qualidade, como uma marca do território, que traga gente, para alargar o conhecimento e que este festival se vá replicando no dia-a-dia como uma imagem de marca que se vá desenvolvendo para dar apoio à economia local”.

“Transformar aquilo que é uma ideia da Câmara, naquilo que é uma ideia de todos”, é o que o secretário de Estado pretende que se torne este Festival do Peixe do Rio, em Alandroal.

Esta sessão inaugural contou ainda, entre outras entidades civis e militares, com a vice-presidente da CCDR Alentejo, Carmen Carvalheira.

Seguiu-se a esta sessão de abertura a inauguração da exposição“Chaminés do Alandroal”, de Víctor Rosa. Entre as 13 e as 17 horas vai decorrer, também no âmbito do Festival Peixe do Rio , uma feira de produtos regionais, na Praça da República, e um sunset, no Mercado Municipal, a partir as 16.30 horas.

“Agora Quer’Arte” estreia “Agora Damos a Segunda” em Campo Maior

A associação “Agora Quer’Arte” estreia, este sábado, 4 de março, a revista à portuguesa “Agora Damos a Segunda”, no Centro Cultural de Campo Maior, sendo o espetáculo também apresentado, amanhã, em duas sessões.

Trata-se, segundo o ator, cantor e encenador Duarte Silvério, de um espetáculo “diferente” e com “melhores cenários”, em que em palco se juntam a 18 pessoas, entre elenco e bailarinos, a Banda 1º de Dezembro. “É com um enorme orgulho que temos a banda agregada ao nosso espetáculo, que faz já parte do elenco, que é isso que nós queremos que sintam”, adianta.

Este promete ser um espetáculo “mais próximo das pessoas, em nome da liberdade”, sendo precisamente assim que começa a ser pensado. “Começámos a ter ideia de algumas cenas e pensámos por que não fazermos uma segunda revista à portuguesa”, adianta o encenador, assegurando que, inicialmente, não tinham em mente fazê-la. É daí também que surge o nome do espetáculo.

Comparativamente a “Agora É Que É”, a primeira revista produzida por este grupo de jovens, “Agora Damos a Segunda” tem “mais brilho”. “A luxúria do espetáculo é muito maior e tem um corpo de baile maior também”, acrescenta Duarte Silvério.

Com o objetivo de “acrescentar cultura” a Campo Maior, através dos vários espetáculos que tem vindo a realizar, a associação procura fazer sempre “mais e melhor”. “Queremos abranger mais pessoas, porque a verdade é que percebemos, com o outro espetáculo, que conseguíamos levar muitas pessoas ao Centro Cultural e é isso que já se verifica agora. Vão 600 pessoas ver este espetáculo. É um número que nós queremos ainda ultrapassar, estamos só ainda a tentar ver outras datas, para que possamos, também, ir a outros sítios”, diz ainda Duarte Silvério.

Sendo este um espetáculo através do qual se quer “quebrar tabus”, revela a atriz e cantora Leonor Alegria, não é recomendado a menores de 12 anos. Ainda assim, “fica ao critério de quem as quiser levar”. Apesar de diferente, este espetáculo, tem o mesmo registo “Agora É Que É”, juntando o teatro à dança e à música. “Mas é diferente porque temos uma mensagem a transmitir, uma mensagem que quebra tabus e fala em nome da liberdade. É isso que queremos transmitir”, garante Leonor Alegria.

“Desta vez tivemos uma preocupação em elevar os figurinos, os cenários e as próprias cenas e distanciarmo-nos daquilo que já foi feito”, revela, por sua vez, outro dos elementos do elenco, Miguel Henriques. Adiantando que o espetáculo contaa com uma pequena cena de homenagem ao fado, o artista revela ainda que o público vai poder esperar “muita dança, muitos ritmos de diferentes partes do mundo, muita alegria, muita cor e, essencialmente, liberdade”.

A verdade é que os bilhetes, no valor de oito euros, esgotaram no mesmo dia em que foram colocados à venda. Para isso, não tem dúvidas Duarte Silvério, contribui o facto da população de Campo Maior apoiar sempre muito os artistas da terra: “as pessoas querem-nos apoiar, querem mostrar que Campo Maior tem talento e que Campo Maior consegue avançar. É isto que faz sentido, é isto a essência também de uma comunidade”.

“Eu sinto muito, nestes momentos, o carinho das pessoas e que as pessoas querem muito vir nos ver. É assim que nos estamos a sentir nos últimos dias e é maravilhoso termos esgotado. Eu quero que muito mais pessoas vão”, diz ainda. Em conjunto da Câmara Municipal de Campo Maior, a associação está já a tratar de novas datas, porque, também para o município, garante o artista, deve ser um orgulho ter o Centro Cultural cheio.

Aqueles que foram a tempo de comprar bilhete, terão oportunidade de assistir a este “Agora Damos a Segunda”, este sábado, pelas 21 horas; ou amanhã, dia 5, em duas sessões: às 15 e às 19 horas.

De recordar que, depois de “Agora É Que É”, em março de 2022, a associação apresentou ao público, em Campo Maior, o espetáculo “Agora… Canta-se o Fado!”, em outubro.