A Praça da República, em Portalegre, será o palco de um grande concerto comemorativo dos 50 anos do SPZS (Sindicato dos Professores da Zona Sul) no próximo dia 18 de setembro, às 21h30. O evento assinala meio século de história, lutas e conquistas da organização sindical em defesa da escola pública e dos direitos dos docentes e educadores.
O espetáculo, de entrada livre, convida toda a população de Portalegre e da região a juntar-se à celebração numa noite que promete aliar a cultura à memória histórica e à intervenção social. O concerto insere-se num programa mais vasto de comemorações que o SPZS tem vindo a desenvolver para assinalar as suas cinco décadas de existência.
A IFEBA, em Badajoz, acolheu na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a inauguração oficial da 35.ª edição da FECIEX, Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 20 de setembro, volta a reunir profissionais, empresas, associações e aficionados ligados aos setores cinegético, piscícola e da natureza de Espanha e Portugal.
A cerimónia de abertura do certame contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera; do delegado do Governo na Extremadura, José Luis Quintana Álvarez; do secretário de Estado da Agricultura do Governo de Portugal, João Moura; do conselheiro da Agricultura, Pecuária e Meio Natural da Junta da Extremadura, Juan José García García; da vereadora responsável pela IFEBA, Elena Salgado; da duquesa de Cardona, Casilda Fernández de Córdoba; e da diretora da FECIEX, Pepa Dueñas, acompanhados por representantes institucionais, associações setoriais, expositores e profissionais ligados à caça, à pesca e à natureza ibérica.
Entre os presentes encontravam-se também várias personalidades de destaque, entre as quais a ex-ministra María Dolores de Cospedal; Carmen Lomana; Rodrigo Moreno de Borbón, duque de Cardona; Fernando Martínez de Irujo, marquês de San Vicente del Barco; e Luis Medina, marquês de Villalba, acompanhado pela sua esposa, Clara Caruana.
O ato de inauguração ficou marcado por uma das principais novidades desta edição: a abertura ao público, pela primeira vez, da “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, pertencente à Fundação Casa Ducal de Cardona. A mostra integra uma programação com mais de uma centena de atividades que, ao longo de quatro dias, combinará a vertente profissional da FECIEX com competições, exibições, formação, gastronomia, divulgação e propostas dirigidas ao público em geral.
Durante a sua intervenção, Elena Salgado destacou a evolução da FECIEX ao longo das suas 35 edições e o trabalho desenvolvido para manter o interesse de profissionais e aficionados. “O facto de a FECIEX continuar a crescer e a consolidar-se após 35 edições não é fruto da inércia, mas sim de um trabalho constante, de ouvir o setor, de procurar melhorar a cada edição e de nunca dar por garantido que o público estará presente simplesmente porque sempre esteve”, afirmou.
Caça, pesca, natureza, conhecimento, gastronomia e lazer confluem ao longo de quatro dias numa programação que combina a atividade profissional e comercial com competições, exibições, jornadas técnicas, formação e propostas dirigidas ao público em geral.
Uma coleção com 133 anos que se abre pela primeira vez ao público
As exposições temáticas fazem parte da identidade da FECIEX desde as suas primeiras edições e tornaram-se um dos conteúdos característicos do certame. Nesta edição, a protagonista é a “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, cedida temporariamente pela Fundação Casa Ducal de Cardona e apresentada pela primeira vez ao público.
A coleção conta com 133 anos de história e reúne o legado de três gerações, com 204 dioramas, 228 espécies diferentes e um total de 493 aves naturalizadas, na sua maioria por Luis Benedito. Durante a inauguração, a duquesa de Cardona e proprietária da exposição, Casilda Fernández de Córdoba, explicou que, ao longo de todo este tempo, a coleção apenas tinha «saído da sua localização em circunstâncias excecionais, primeiro durante a Guerra Civil e, posteriormente, para a sua transferência para Córdoba, mas nunca tinha sido exposta ao grande público».
O presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera, agradeceu à duquesa de Cardona a escolha da FECIEX para apresentar este património ao público. “Falamos de um património extraordinário, único e com um valor que vai muito além das próprias peças. Por detrás de cada uma delas há história, há conhecimento e uma forma de compreender e conservar um legado que passou de geração em geração”, afirmou.
Por sua vez, Elena Salgado referiu-se à importância da integração desta mostra na programação da feira: “Ter conseguido trazê-la para Badajoz e torná-la acessível ao público constitui um dos grandes marcos desta edição e, atrever-me-ia a dizer, da própria trajetória da feira”.
Com esta exposição, a FECIEX amplia a sua vertente cultural e de divulgação, aproximando o público de um património ligado à história, às ciências naturais e à conservação, a par dos conteúdos que tradicionalmente integram a programação do certame.
Mais de uma centena de atividades até domingo
A FECIEX desenvolverá, ao longo de quatro dias, uma programação dirigida tanto ao setor profissional como a aficionados e ao público em geral, com exibições, competições, jornadas técnicas, formação, atividades infantis e propostas relacionadas com a conservação e a divulgação do meio natural.
Entre os principais encontros profissionais destaca-se o III Fórum Hispano-Luso ‘A Peste Suína Africana e os desafios para o mundo rural’, que reúne representantes dos setores cinegético, pecuário, veterinário e científico, bem como da Administração, para analisar os desafios associados a esta doença numa perspetiva multidisciplinar. A agenda inclui também a Mesa da Caça da Lonja da Extremadura, o Conselho Extremenho de Caça, o Conselho de Pesca e Aquicultura e a Comissão de Homologação de Troféus de Caça.
A pesca voltará a levar a FECIEX até ao Guadiana com o XXIX Concurso Internacional de Pesca Desportiva FECIEX e o XV Troféu Ibérico Bass-FECIEX. No interior da IFEBA, o aquário gigante acolherá demonstrações técnicas, apresentações e atividades relacionadas com o setor.
A natureza terá também um papel de destaque com os safaris ornitológicos pela ZPE do rio Guadiana, enquanto a gastronomia cinegética estará presente através de Los Fogones de la Caza, com showcookings ao vivo, e da apresentação do novo Menu Gastronómico de Caça da Rede de Hospedarias da Extremadura.
A programação completa-se com competições e exibições cinegéticas, workshops, atividades de educação ambiental e propostas especialmente dirigidas a crianças e jovens, além do II Hunter Festival, que se realizará no sábado no terraço exterior noturno da IFEBA.
Portugal, parte da identidade da FECIEX
A dimensão ibérica volta a ser uma das marcas identitárias da FECIEX. Durante a sua intervenção, Ignacio Gragera destacou que “Portugal faz parte da nossa vida quotidiana, das nossas tradições e da forma como entendemos o nosso próprio espaço”, salientando ainda a capacidade da feira para reunir em Badajoz profissionais e aficionados de ambos os lados da fronteira.
Esta relação é reforçada este ano com a atribuição do Prémio Ibérico FECIEX 2026 à FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, um reconhecimento pela sua trajetória e pelo seu contributo para o reforço dos laços entre Espanha e Portugal no âmbito cinegético.
A FECIEX permanecerá aberta esta quinta-feira, 17 de setembro, até às 21h00; na sexta-feira, dia 18, e no sábado, dia 19, das 10h00 às 21h00; e no domingo, dia 20, das 10h00 às 16h00. O bilhete geral tem o preço de quatro euros, com uma tarifa reduzida de dois euros para pessoas desempregadas e famílias numerosas de categoria geral.
A entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos, inclusive, maiores de 65 anos, agentes comerciais abrangidos pelo acordo AFE e famílias numerosas de categoria especial.
Os bilhetes podem ser adquiridos tanto nas bilheteiras da IFEBA como através do seu site.
A Câmara Municipal de Arronches está a avançar com um projeto que pretende melhorar as condições de acesso e a prática desportiva no Centro Escolar Nossa Senhora da Luz. A intervenção contempla a criação de um novo percurso pedonal para os alunos e a construção de um pavilhão gimnodesportivo municipal destinado à comunidade escolar.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, o projeto encontra-se ainda em fase de execução e prevê a construção do novo equipamento desportivo num terreno anexo ao Agrupamento de Escolas.
O autarca explica que a atual infraestrutura desportiva da escola é insuficiente para responder às necessidades existentes. “O agrupamento de escolas não tem um pavilhão” com as condições necessárias, dispondo atualmente de “um espaço que é muito pequenito” e de uma área exterior descoberta, situação que, considera, já não corresponde às exigências atuais.
A construção do novo pavilhão pretende, assim, proporcionar melhores condições para a prática desportiva dos alunos, funcionando simultaneamente como equipamento municipal e escolar.
A intervenção inclui também a criação de um percurso pedonal que permitirá aos alunos deslocarem-se a pé até ao estabelecimento de ensino com maior segurança. A medida pretende ainda contribuir para reduzir o congestionamento automóvel que se verifica, sobretudo durante o período da manhã, quando os pais levam os filhos à escola.
“É muito por aí, permitir, acima de tudo, que os alunos cheguem em segurança ao agrupamento”, sublinha João Crespo.
O projeto procura, desta forma, conjugar duas áreas consideradas prioritárias pelo município: a melhoria da mobilidade pedonal e da segurança no acesso ao Centro Escolar Nossa Senhora da Luz e o reforço das condições para a prática desportiva.
A autarquia pretende que a nova ligação pedonal facilite a chegada dos alunos à escola e, simultaneamente, ajude a retirar algum trânsito da zona envolvente, contribuindo para uma circulação mais segura e fluida nos períodos de maior movimento.
Com a construção do pavilhão gimnodesportivo, o município espera também dotar o Agrupamento de Escolas de Arronches de uma infraestrutura adequada às atuais necessidades educativas e desportivas, criando melhores condições para a comunidade escolar e para a utilização municipal.
O Coliseu Comendador Rondão Almeida, em Elvas, recebe no próximo sábado, 19 de setembro, pelas 22 horas, a primeira grande corrida de toiros da Feira de São Mateus.
O cartel reúne seis cavaleiros e três grupos de forcados alentejanos, numa noite que João Ribeiro Telles espera que seja marcada pela competição e por uma forte afluência de público.
Em entrevista à Rádio Elvas, o cavaleiro, que integra o cartel juntamente com Luís Rouxinol, João Moura Caetano, Francisco Palha, Miguel Moura e Paco Velasquez, considera que estão reunidos todos os ingredientes para uma grande noite de tauromaquia. “Tourear no São Mateus é sempre um privilégio. É uma das feiras importantes da temporada, uma das feiras finais da temporada, das que marcam sempre”, assegura.
O cavaleiro destaca a composição do cartel, que junta nomes experientes a figuras mais jovens, considerando que se trata de uma corrida “bastante rematada” e com “nomes importantes”, que prometem uma “grande competição”.
A noite contará ainda com a participação dos Forcados Amadores Académicos de Elvas, Amadores de Arronches e Monsaraz, três grupos que, segundo João Ribeiro Telles, prometem também protagonizar uma forte disputa dentro da arena. “O forcado é uma figura fundamental na corrida e na nossa cultura. E também aí há uma grande competição do Alentejo. São três grupos que têm dado a cara e que têm vindo a subir a pulso nestes últimos anos”, comenta.
Pela frente, cavaleiros e forcados terão seis touros da ganadaria Lima Cabral, que João Ribeiro Telles diz estar “num bom momento”.
A poucos dias do final da temporada tauromáquica, João Ribeiro Telles faz um balanço positivo do seu ano, embora reconheça que os objetivos de um cavaleiro passam sempre por querer alcançar mais. O cavaleiro salienta a presença em “muitas corridas importantes” e nas principais feiras da temporada, destacando também a evolução da sua quadra. “A quadra está num grande momento. Criámos mais três cavalos este ano, que eu também acho que é sempre bom haver novidades”, acrescenta.
Apesar de reconhecer que houve atuações melhores do que outras, João Ribeiro Telles considera que o balanço geral é “bastante positivo” e que conseguiu manter a posição de destaque que tem vindo a ocupar nos últimos anos: “Consegue-se manter o lugar que temos vindo a ocupar nos últimos anos, que é estar à frente a nível das corridas boas”.
Com as atenções agora centradas na corrida de sábado, o cavaleiro deixa também um desejo: que o Coliseu Comendador Rondão Almeida se apresente cheio para aquela que será uma das grandes noites da Feira de São Mateus. “Acho que isso era o culminar de uma grande temporada: uma praça esgotada em Elvas. Acho que era bom para todos, que os toiros sirvam e que seja um grande ambiente”, remata.
A segunda e última corrida desta Feira Taurina de São Mateus está marcada para dia 25, sexta-feira, às 22 horas, com os cavaleiros João Salgueiro, Rui Fernandes e Marcos Bastinhas e os Forcados Amadores de Montemor e Académicos de Elvas.
A nova Casa Mortuária de Degolados foi inaugurada na tarde desta quarta-feira, dia 16 de setembro.
Este novo espaço, há muito aguardado pelos degoladenses, vem proporcionar um local digno para as famílias nos seus momentos mais difíceis.
A cerimónia de inauguração, para além da intervenção do presidente da Câmara, Luís Rosinha, contou ainda com a do presidente da Junta de Freguesia de Degolados, Florival Cirilo.
Seguiu-se o descerrar de uma placa de inauguração, momento ao qual se juntou Amélia Nabeiro, e a bênção do equipamento pelo padre Fernando Farinha.
Esta obra foi totalmente projetada por técnicos municipais e pressupõe um investimento de cerca de 360 mil euros, suportados na sua totalidade pelo Município de Campo Maior.
A Delta Coffee House Experience volta a desafiar a forma de descobrir e saborear o café com o novo Wonder Coffee #04, desta vez em parceria com Fernando Taipa, vencedor World Class e distinguido como Melhor Bartender Português 2025 pelo Lisbon Bar Show. Desta colaboração nasce “Double Dare”, uma experiência em dose dupla que cruza o universo do café com a criatividade da coquetelaria composta por Limbo e Limiar, um cocktail e um mocktail de autor inéditos que unem dois universos: o café e a sobremesa.
O conceito “Double Dare” nasce precisamente desta dupla dimensão: por um lado, duas bebidas distintas; por outro, o desafio e o atrevimento de reinterpretar sabores familiares e apresentá-los de uma forma inesperada. Uma proposta que junta técnica, criatividade e novas combinações e que convida quem as prova a questionar o que está no copo: será um café, um cocktail, uma sobremesa ou tudo isto ao mesmo tempo?
Nesta nova edição, o café é o ponto de partida para duas bebidas que exploram diferentes origens, aromas e combinações. Limbo, criado a partir do Impossible Coffee com origem na Tailândia, “O Café da Floresta do Toki”, é um cocktail com sabor a cheesecake de baunilha, textura sedosa e um perfil aromático surpreendente. Já Limiar, a proposta sem álcool, combina “O Café da Comunidade Indígena Nasa We’xs”, o Impossible Coffee com origem colombiana, com os sabores de uma sobremesa tradicional, numa criação inspirada nas memórias de infância de Fernando Taipa.
“Os Wonder Coffees nasceram para desafiar a forma como olhamos para o café. Nesta quarta edição quisemos ir ainda mais longe e aproximar dois universos que partilham criatividade, técnica e atenção ao detalhe: o café e a coquetelaria. Com o Fernando Taipa, criámos duas propostas inesperadas, capazes de transformar sabores que reconhecemos numa experiência surpreendente”, sublinha Clara Melícias, Diretora de B2C do Grupo Nabeiro.
Já para Fernando Taipa, “O ponto de partida foi o desafio de pensar no café para além da forma como habitualmente o consumimos. Com o Limbo e o Limiar, trabalhámos o café como ingrediente e como elemento central da experiência, cruzando-o com referências ao universo das sobremesas. São duas bebidas muito diferentes, mas com a mesma intenção de despertar a curiosidade e de surpreender desde o primeiro sabor.”
Depois de juntar o café à arte urbana numa colaboração com o artista português Add Fuel, com o “Double Dare”, a Delta Coffee House Experience dá continuidade à coleção Wonder Coffees, criando propostas que prometem surpreender os apreciadores de café através de ingredientes, combinações inesperadas e apresentações fora do comum.
O Município de Campo Maior volta a promover, no ano letivo 2026/2027, os Projetos de Formação Artística, uma iniciativa que há mais de uma década tem permitido a centenas de campomaiorenses, de diferentes idades, desenvolver competências em várias áreas das artes do palco.
As inscrições para a nova edição já se encontram abertas e são gratuitas. Os interessados podem inscrever-se online, através de formulário próprio (aqui), ou presencialmente no Centro Cultural de Campo Maior.
Para este novo ano letivo, a oferta formativa inclui quatro áreas: Ballet Clássico, Viola, Dança Oriental e Teatro (através do projeto ‘Entre Palcos’). A vereadora Paula Jangita confirma que se mantém, assim, a aposta nas áreas que têm integrado a programação dos últimos anos.
“Vamos continuar com o Ballet Clássico, com a Viola, a Dança Oriental e o Teatro. Essa é a oferta que nós temos disponível, tal como nos anos anteriores”, explica a autarca, acrescentando que a Dança Contemporânea continuará a ser lecionada no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro.
Com a iniciativa, a autarquia pretende continuar a aproximar a população das diferentes expressões artísticas, garantindo uma oferta diversificada e acessível. Segundo Paula Jangita, as diferentes formações procuram chegar a públicos distintos. A Dança Oriental, por exemplo, é dirigida a crianças, adultos e também seniores, enquanto o Teatro, a Viola e o Ballet Clássico “têm uma componente mais direcionada para crianças e jovens”.
As aulas ainda não têm uma data oficial de início. “Ainda se estão a definir os horários, mas será no início de outubro”, adianta a vereadora.
Apesar de as inscrições serem gratuitas, os participantes podem subscrever um seguro de acidentes pessoais, com um custo anual de cinco euros e uma franquia de 50 euros. A subscrição é opcional. Quem não optar pelo seguro terá, obrigatoriamente, de entregar um Termo de Responsabilidade, através do qual o próprio ou o respetivo encarregado de educação declara abdicar da cobertura.
Com mais de uma década de percurso, os Projetos de Formação Artística procuram, assim, manter o acesso da comunidade campomaiorense à formação artística, proporcionando oportunidades de aprendizagem e de contacto com diferentes disciplinas das artes do palco.
Tendo sempre presente o princípio de proporcionar as melhores condições aos munícipes, mas também a quem visita o concelho, além dos projetos estruturantes que se encontram a ser concretizados pelas empresas construtoras a quem foi adjudicada cada uma das empreitadas, os serviços operacionais do Município de Arronches encontram-se também no terreno a realizar algumas intervenções que irão melhorar algumas infraestruturas na área do concelho.
Se entre as maiores empreitadas se podem destacar, por exemplo, a requalificação de espaço público junto à Rua General Humberto Delgado, em Assunção, a construção do Parque Ecológico em Esperança ou a reabilitação do sistema de açudes de Mosteiros, outras obras têm vindo a ser efetuadas por administração direta.
Assim, foram recentemente concluídas a reconstrução e ampliação de uma passagem hidráulica nas Hortas de Baixo, em Esperança e o melhoramento do sistema de drenagem na Estrada Municipal 516 junto à Zona Desportiva, encontrando-se atualmente a decorrer o arranjo da junção entre a estrada e o estacionamento na Rua D. Afonso III, a reconstrução do telhado do Museu de (a) Brincar, ambas em Assunção e a recuperação de muros na Rua das Pratas, em Esperança.
Paralelamente, nas habitações que o Município disponibiliza para arrendamento acessível sitas no Loteamento das Pratas, em Esperança, foi instalado um sistema solar termossifão, uma empreitada realizada pela empresa ‘EFIMA – Eficiência, Instalações e Manutenção, S.A.’.
Os vereadores do movimento Somos Independentes – Movimento por Campo Maior (SIM) enviaram à nossa redação um comunicado onde referem que apresentaram na Câmara Municipal de Campo Maior uma recomendação para que sejam reforçados os trabalhos de prevenção tendo em vista o período de maior ocorrência de chuva. O documento propõe a limpeza dos sistemas de escoamento de águas pluviais, a preparação das zonas consideradas de risco e a revisão de caminhos de acesso a habitações situadas fora do perímetro urbano, de forma a prevenir inundações, obstrução de vias e situações de isolamento.
O SIM recorda ainda que, há cerca de um ano, alertou para a necessidade de rever o Plano de Segurança e Proteção Civil do concelho e questiona o executivo sobre o ponto de situação de uma intervenção prevista para uma das zonas consideradas mais vulneráveis, abrangendo a antiga escola do Bairro Novo, a Rua Dr. Afonso Costa e a Rua dos Combatentes da Grande Guerra. O movimento defende que a aposta na prevenção deve ser prioritária para reduzir os impactos de episódios de precipitação intensa.
Segue o comunicado na íntegra:
”RECOMENDAÇÃO AO EXECUTIVO MUNICIPAL
LIMPEZA E PREPARAÇÃO DOS SISTEMAS DE ESCOAMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS E PREPARAÇÃO DE ZONAS CONSIDERADAS DE RISCO NO CONCELHO DE CAMPO MAIOR PARA O PERÍODO DE INVERNO
Numa altura em que o verão começa a chegar ao fim, é importante preparar o período do ano onde ocorrem com mais frequência a ocorrência de chuvas, que cada vez mais, são mais intensas, não a nível do período de tempo que ocorre, mas sim na quantidade de água que cai num curto espaço de tempo, provocando inundações e outros constrangimentos na vida dos campomaiorenses.
Desta forma, os vereadores do movimento SIM, através deste documento, pretendem realizar esta recomendação ao executivo em funções, no sentido de que seja planificado um trabalho de prevenção para os próximos meses, nomeadamente na limpeza e na preparação de zonas consideradas de risco no concelho, para os próximos meses onde a ocorrência de precipitação é normal acontecer.
No entanto, cada ano que passa, somos confrontados com períodos mais curtos de precipitação, mas com uma quantidade muito maior num curto espaço de tempo, o que origina a cheias e obstrução de vias e inundações com maior frequência.
O movimento SIM, há praticamente um ano, alertou o executivo no sentido de rever o Plano de Segurança e Protecção Civil do Concelho, para que seja adaptado a estes novos períodos que estão a acontecer nesta época que vamos entrar e que cada vez vai ser mais acentuado. Tal como o fizemos há um ano atrás, a aposta na prevenção é a maior estratégia que pode ser utilizada para que seja minimizado o impacto desses períodos na vida da população.
A limpeza do sistema de escoamento de águas pluviais é uma prioridade, mas também deve ser considerada a revisão de alguns caminhos de acesso a habitações fora do perímetro urbano, de modo a que os moradores das mesmas possam circular de forma segura e evitar que fiquem isolados na sua própria habitação. Ao longo destes meses, foi-nos dada a informação da existência de um projecto para intervenção numa das zonas mais vulneráveis no perímetro urbano e desta forma gostaríamos de saber o ponto de situação, relativamente á intervenção prevista na zona da antiga escola do Bairro Novo, Rua Dr. Afonso Costa e Rua dos Combatentes da Grande Guerra.
Grupo de Cidadãos Eleitores
Somos Independentes – Movimento por Campo Maior”
simporcampomaior@gmail.com | 962778167 – 965450642O movimento SIM pretende desta forma, contribuir para que este assunto seja tido em
consideração pelo executivo em funções de modo a que seja possível a realização de um
trabalho preventivo que proteja todos os campomaiorenses, sobretudo aqueles que vivem em
O novo concurso público para a realização da obra de ampliação da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), da Universidade Politécnica de Portalegre, prevista para as antigas instalações da Escola Básica de 2.º e 3.º Ciclo de Santa Luzia, voltou a ficar deserto.
O procedimento, que tinha um preço base de 5.717.557 euros, acrescido de IVA, não recebeu qualquer proposta válida. A informação foi avançada à Rádio ELVAS por Luís Loures (na imagem), reitor da Universidade Politécnica de Portalegre, que explicou que a instituição está agora a analisar, junto do Tribunal de Contas e da tutela, quais os procedimentos que poderão ser adotados para desbloquear o processo.
“Tivemos no passado dia 24 a abertura das propostas, mas infelizmente não tivemos nenhuma proposta válida”, afirmou o reitor, acrescentando que a Universidade está a tentar evitar que seja necessário lançar novamente todo o procedimento nos mesmos moldes.
Segundo Luís Loures, a repetição do concurso poderá voltar a conduzir ao mesmo resultado, devido à subida dos custos da construção. O responsável considera que o atual modelo de contratação pública pode não estar a acompanhar a rapidez com que os preços do setor estão a aumentar. “Se nós formos fazer outra vez o processo, vamos ter o mesmo resultado que tívemos da primeira vez”, alertou, explicando que, mesmo que o valor da obra seja atualizado, o tempo necessário para obter autorizações e concluir o procedimento poderá fazer com que os preços voltem a subir antes do início da empreitada.
O reitor aponta para um aumento de cerca de dez por cento no valor da obra em apenas seis meses, sublinhando que o montante que anteriormente era considerado suficiente para atrair empresas deixou entretanto de ser competitivo. “Um valor que há um ano atrás era suficiente para três dos concorrentes. Agora já não é para ninguém”, afirmou.
Perante este cenário, a Universidade Politécnica de Portalegre está a procurar uma solução que permita acelerar o processo. “É por isso que estamos a tentar ver agora qual é o procedimento que podemos encontrar para dar resposta a isto, porque é muito importante fazer aquela obra. Ou melhor, eu diria que é fundamental fazer aquela obra”, frisou Luís Loures.
A intervenção nas antigas instalações da Escola Básica de Santa Luzia é considerada estratégica para o crescimento da Escola Superior de Biociências de Elvas, numa altura em que o número de estudantes da instituição continua a aumentar.
O reitor destacou que a Universidade Politécnica de Portalegre duplicou o número de alunos em cerca de oito anos, crescimento que também se tem refletido na Escola Superior de Biociências de Elvas.
“Os espaços são cada vez mais contidos para aquele que foi o crescimento que nós fizemos”, afirmou Luís Loures, defendendo que, embora não seja necessário duplicar a infraestrutura existente, é indispensável aumentar a capacidade instalada.
Para o responsável, a falta de instalações adequadas poderá colocar dificuldades à manutenção do modelo de ensino da instituição, caracterizado por uma forte componente prática e pela ligação às empresas e às indústrias.
“É importante que as pessoas percebam que nós duplicámos o número de alunos em dez anos. Nem foi dez, foi em oito”, salientou, acrescentando que a Universidade tem contado com o apoio dos municípios, mas necessita de “novas infraestruturas próprias” para responder às atuais exigências do ensino superior.
A Universidade Politécnica de Portalegre deverá agora avaliar, com o Tribunal de Contas e a tutela, quais as soluções legalmente possíveis para avançar com a obra, procurando evitar que um novo procedimento volte a ficar comprometido pela subida dos custos de construção e pelo tempo necessário para a sua concretização.