Ondas de calor marcam o verão de 2026. Saímos à rua para saber como enfrentam o calor os nossos ouvintes

As sucessivas ondas de calor e os avisos amarelos, laranjas e vermelhos emitidos para Elvas têm marcado o verão de 2026, com temperaturas muito elevadas a fazerem-se sentir em toda a região. Perante este cenário adverso, a Rádio ELVAS saiu à rua para perceber de que forma os elvenses se protegem do calor e que cuidados adotam no seu dia a dia. Hidratação constante, evitar a exposição solar direta nas horas críticas e procurar locais mais frescos foram as principais estratégias apontadas pela população local para enfrentar as elevadas temperaturas.

Entre os testemunhos recolhidos, os nossos ouvintes reforçam a importância de pequenos hábitos diários para combater o sufoco das ruas. Uma das residentes partilhou a sua rotina para fintar as temperaturas extremas: “Eu e toda a gente deve de ter: beber muita água, hidratar-se, proteger-se do sol com o chapéu, sair de manhã para o fresquinho e na hora do calor dormir a sesta”. Para além disso, há quem recorra a soluções em casa e a momentos de lazer para aliviar o mal-estar. “Na minha casa tenho ar condicionado, mas pronto muita gente também não pode ter, pois há a ventoinha. Também vou à piscina e agora na quinta-feira também fui à praia fluvial e hei de ir agora para o próximo fim de semana”, acrescentou a mesma ouvinte.

A preocupação com os grupos mais vulneráveis, nomeadamente os mais velhos, é outra das notas dominantes entre os cidadãos, que olham para a situação com uma perspetiva global. “Principalmente água, mas principalmente a parte idosa tem que se beber muita água e tem que se ter cuidado porque isto é, acho que a nível geral, em todos os países está a acontecer o mesmo”, alertou um elvense que, por trabalhar no setor da restauração, confessa não ter tempo para ir à praia ou à piscina, mantendo-se “sempre hidratado” no posto de trabalho. Outra elvense resumiu os seus cuidados essenciais: “Beber muita água, nunca sair sem o protetor solar e não sair à rua nas horas de maior calor”, aproveitando ainda para sugerir que a cidade “precisa de mais espaços verdes e mais postos de água onde as pessoas possam aceder”.

O consenso geral foi reforçado por outro ouvinte que resumiu a estratégia partilhada por quase todos: “Basicamente é nas horas de maior calor não andar muito exposto na rua e tentar hidratar o máximo possível”.

Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora é inaugurada esta terça-feira

A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora (AHX) é inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que  decorrerá em Campo Maior e contará com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.

O programa tem início às 10h00, no Centro Cultural de Campo Maior, seguindo-se uma visita ao perímetro de rega do empreendimento. A cerimónia inclui ainda as intervenções protocolares e o descerramento da placa que assinala a conclusão da obra.

Considerado um projeto estruturante para o concelho, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange uma área de 1.560 hectares e é alimentado pela barragem do Abrilongo, inserida na bacia hidrográfica do rio Guadiana. A nova infraestrutura pretende reforçar a capacidade de regadio da região, promovendo a valorização da atividade agrícola, o desenvolvimento económico e contribuindo para contrariar o despovoamento do território.

A empreitada agora concluída inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, concebido para funcionar de forma energeticamente eficiente, recorrendo maioritariamente à gravidade. Numa fase posterior será construída uma estação elevatória, destinada a aumentar a eficiência energética e a segurança do sistema, bem como concretizadas as medidas de compensação ambiental previstas na Declaração de Impacte Ambiental.

O projeto foi reformulado na sequência da emissão da Declaração de Impacte Ambiental Favorável Condicionada, em maio de 2022, compatibilizando as necessidades do regadio com a proteção ambiental e após consulta às autoridades espanholas.

A concretização do empreendimento decorreu por fases. A primeira correspondeu à construção da barragem do Abrilongo, concluída em 2000. A segunda fase, agora finalizada, consistiu na execução da rede de rega, cuja empreitada foi adjudicada em agosto de 2024 e consignada em janeiro de 2025. A terceira fase prevê a construção da estação elevatória e a implementação das restantes medidas ambientais.

A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020. A empreitada foi promovida pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e executada pela Pragosa, S.A. No total, o financiamento previsto para o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora ascende aos 25 milhões de euros.

Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, será possível aproveitar plenamente a disponibilidade de água proporcionada pela barragem do Abrilongo, assegurando um abastecimento mais fiável aos agricultores, reforçando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos no Alto Alentejo.

A conclusão desta infraestrutura permitirá aproveitar plenamente uma origem de água existente desde 2000, assegurando um abastecimento de água fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização sustentável dos recursos hídricos. O Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora representa, assim, um investimento público estratégico para o desenvolvimento agrícola e socioeconómico do concelho de Campo Maior e de toda a região do Alto Alentejo.

Comerciantes de Campo Maior esperam forte impacto económico com o regresso das Festas do Povo

Onze anos depois da última edição, as Festas do Povo estão de regresso a Campo Maior e a expectativa faz-se sentir não só entre os visitantes, mas também junto dos comerciantes da vila. Entre os preparativos, as ruas que começam a transformar-se e a chegada dos primeiros visitantes, o sentimento é de entusiasmo e esperança num forte impacto na economia local.

Para Susana Guerra, proprietária de um estabelecimento comercial em Campo Maior, o regresso das Festas do Povo representa um momento há muito aguardado. A empresária revela que as expectativas são positivas, sublinhando que, após 11 anos sem a realização do evento, “anda tudo num grande rebuliço”, mas considera que esse ambiente “faz parte”, uma vez que permite preparar a vila para receber da melhor forma todos os visitantes.

À medida que se aproxima a realização das festas, Susana Guerra considera que Campo Maior já começa a viver o espírito do evento. A comerciante refere que “a vila está toda em alvoroço”, com a colocação dos paus nas ruas e os primeiros preparativos em curso, garantindo que “já se nota o bichinho em Campo Maior”.

Além da dimensão cultural e identitária das Festas do Povo, a empresária acredita que o evento terá um impacto muito positivo na economia local. “É bom para a restauração, é bom para o comércio, é bom para o alojamento local. É bom para todos”, afirma, acrescentando que a iniciativa “dá uma dinâmica completamente diferente à vila”, sobretudo com a chegada dos milhares de visitantes esperados.

Também Elsa Muacho, proprietária de uma ótica em Campo Maior, começa a notar um maior movimento nas ruas. Apesar de admitir que, na sua área de atividade, o impacto ainda seja reduzido, considera que já há visitantes a chegar à vila e acredita que essa diferença é mais visível noutros setores. “Agora está-se a começar a notar o movimento nas ruas” e “já há pessoas de fora a vir”, refere, apontando as pastelarias e os cafés como alguns dos estabelecimentos onde essa afluência já se faz sentir.

À medida que os preparativos para as Festas do Povo vão ganhando forma, cresce também a expectativa entre os comerciantes, que esperam que o regresso daquele que é um dos maiores acontecimentos do concelho se traduza num reforço da atividade económica e numa maior dinâmica para a vila.

Luís Moreira Testa questiona Governo sobre transferência do TAC de Portalegre para Ponte de Sor

O deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, questionou a Ministra da Saúde sobre o futuro do aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC) atualmente instalada no Hospitar Dr. José Maria Grande, em Portalegre, defendendo que o equipamento seja transferido para o Centro de Saúde de Ponte de Sor após a sua substitução.

Numa pergunta dirigida ao Governo, o parlamentar recorda que a aquisição de um novo TAC para o Hospital Dr. José Maria Grande foi decidida pelo anterior Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo o deputado, essa decisão previa também a reafetação do equipamento atualmente em funcionamento para Ponte de Sor, com o objetivo de reforçar a capacidade de realização de exames de diagnóstico naquele concelho.

Citado em comunicado, Luís Moreira Testa considera que a transferência do equipamento permitiria aproximar os cuidados de saúde da população, reduzir deslocações para outras unidades de saúde e prolongar a vida útil de um aparelho que, apesar de já não responder às exigências de um contexto hospitalar, continua apto para prestar serviço em cuidados de saúde primários.

Na iniciativa entregue na Assembleia da República, o Grupo Parlamentar do PS pretende saber se o Governo mantém a decisão anteriormente definida pela administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo. Caso a resposta seja afirmativa, os deputados pedem ainda esclarecimentos sobre o calendário previsto para a instalação e entrada em funcionamento do TAC no Centro de Saúde de Ponte de Sor.

Caso essa decisão tenha sido alterada, o PS questiona quais os motivos da mudança, qual será o destino do equipamento atualmente instalado em Portalegre e que medidas estão previstas para reforçar a capacidade de realização de exames de diagnóstico por imagem no concelho de Ponte de Sor.

Para Luís Moreira Testa, a concretização desta medida representaria um reforço da resposta do Serviço Nacional de Saúde no Alto Alentejo, contribuindo para melhorar o acesso da população a exames de diagnóstico por imagem.

Elvas descobre a biodiversidade das suas muralhas com projeto de voluntariado

O Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), através do programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, uniu esforços com a Associação 7350 para lançar o projeto “Os fossos também têm vida”. Esta iniciativa inovadora convida os jovens a documentar e valorizar os ecossistemas presentes nos fossos das históricas muralhas abaluartadas de Elvas, um património único que passa agora a aliar a expressão artística à conservação ambiental. Com o foco na preservação da natureza e na monitorização da biodiversidade entre os núcleos urbanos, o projeto pretende transformar este levantamento ecológico em roteiros pedestres de sensibilização e em exposições fotográficas, devolvendo este ponto histórico à comunidade sob uma nova perspetiva de sustentabilidade.

O papel dos participantes será dinâmico, envolvendo tarefas que vão desde a recolha de imagens e a identificação visual da fauna e flora locais até ao mapeamento de trilhos, definição de pontos de interesse naturais virtuais e sinalização de áreas que necessitem de intervenção ou limpeza.

Ao longo do projeto, o IPDJ pretende que os jovens adquiram competências em áreas transversais como a comunicação na língua materna, a capacidade de aprender e a sensibilidade cultural e criatividade. 

Alinhado com as normas gerais estabelecidas pelo IPDJ para este programa nacional, o projeto destina-se a jovens residentes em Portugal com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos. Como forma de apoiar a participação, todos os voluntários têm direito a usufruir de um ressarcimento diário para despesas de alimentação e transporte no valor de 13,00 €, além de estarem cobertos por um seguro de acidentes pessoais e responsabilidade civil.

Para os jovens entusiastas da fotografia e da natureza que queiram transformar o património histórico de Elvas num exemplo vivo de sustentabilidade ambiental, as inscrições e mais informações detalhadas estão disponíveis através do portal oficial do IPDJ, no endereço https://bdu.ipdj.gov.pt/.

Presidente de Odemira apela à CCDR Alentejo para reforçar cooperação no concelho

O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, aproveitou a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, na inauguração da FACECO para apelar ao reforço da colaboração entre as duas entidades, considerando essencial o apoio da CCDR na resposta aos principais desafios que o concelho enfrenta.

O autarca destacou a importância da parceria com a CCDR Alentejo na articulação de políticas públicas com impacto regional e local, defendendo uma atuação concertada para garantir o desenvolvimento sustentável do território e a qualidade de vida da população.

Segundo Hélder Guerreiro, a recente integração de novos serviços na CCDR Alentejo reforça a sua capacidade de apoiar os municípios em áreas estratégicas. “Foram pedidos de ajuda ao senhor presidente para que enfrentemos os desafios que Odemira tem pela frente nos próximos anos, de uma forma articulada e que garanta, de facto, a qualidade de vida do nosso território”, afirmou.

Hélder Guerreiro identificou como prioridades a educação, a habitação, a saúde e a gestão sustentável da água, considerando que estas áreas são determinantes para o futuro do concelho. “As questões associadas à educação, à habitação e à saúde são absolutamente centrais, tal e qual como é a boa gestão do recurso água no nosso concelho. São dimensões que se cruzam e que nos permitem acreditar que temos um futuro em que se viva e que se goste de viver em Odemira”, referiu.

O presidente da Câmara recordou ainda o papel desempenhado pela CCDR Alentejo no processo de revisão do Plano Diretor Municipal, defendendo que a entidade deve continuar a assumir uma função agregadora entre as políticas nacionais e a sua concretização à escala regional e local.

Relativamente ao novo edifício da CCDR Alentejo, Hélder Guerreiro manifestou a expectativa de que o espaço se afirme como um centro de proximidade, cooperação institucional e apoio aos municípios, contribuindo para uma resposta mais eficaz aos desafios do território e para o desenvolvimento sustentável da região.

Fórum Empresarial Local quer reforçar cooperação entre empresas de Vendas Novas  

O Município de Vendas Novas apresentou o Fórum Empresarial Local – Vendas Novas Competitiva, uma iniciativa que pretende fortalecer a ligação entre o tecido empresarial e o território, promovendo a cooperação entre empresas de diferentes dimensões e setores de atividade. A apresentação decorreu na manhã de 23 de junho e assinalou o início de um programa permanente de dinamização empresarial.

A iniciativa tem como objetivos fomentar a partilha de conhecimento, criar uma bolsa de fornecedores locais, incentivar visitas entre empresas, promover conferências e aproximar o tecido empresarial da comunidade, valorizando simultaneamente os produtos e os talentos do concelho.

Na apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Ricardo Videira, destacou a importância de envolver todas as empresas na estratégia de desenvolvimento do concelho. “Vendas Novas tem-se desenvolvido ao longo do tempo com base nos setores da indústria, dos serviços e do comércio. Hoje temos empresas de grande dimensão, com mais de 500 trabalhadores, e empresas muito pequenas, com uma, duas ou três pessoas. Todas fazem parte do nosso ecossistema e todas são importantes para a nossa identidade e para o nosso desenvolvimento económico.”

O autarca explicou que o objetivo passa por criar uma rede empresarial mais colaborativa, onde as empresas possam crescer em conjunto. “Gostaríamos de ter um ecossistema em que todas convivessem, em que todas se ajudassem e pudessem ter estratégias de desenvolvimento e crescimento em conjunto, fazendo naturalmente do município parte desse processo. Criámos este Fórum Empresarial para que as empresas se encontrem, partilhem as suas necessidades e interajam entre si, criando uma rede em que os serviços possam ser prestados de umas para as outras dentro da nossa rede local.”

Ricardo Videira anunciou ainda que esta iniciativa será complementada pelo projeto “Vendas Novas Mais Competitiva”, desenvolvido no âmbito de uma candidatura a fundos europeus. “Apresentámos este projeto recentemente e acrescentámos-lhe, com base numa candidatura a fundos europeus, o ‘Vendas Novas Mais Competitiva’, que inclui um conjunto de iniciativas destinadas a promover a atualização tecnológica, a inovação e a informatização de muitas pequenas e médias empresas do concelho. O projeto arrancará imediatamente após o verão, com o objetivo de começarmos rapidamente a sentir os efeitos práticos destes novos investimentos e destas novas dinâmicas económicas.”

A sessão serviu também para distinguir as empresas do concelho que obtiveram o estatuto PME Líder 2025, atribuído às organizações que se destacam pela sua solidez financeira, desempenho económico e qualidade da gestão. Ao todo, foram reconhecidas 20 empresas de Vendas Novas.

Para o presidente da Câmara, esta distinção representa mais do que um reconhecimento empresarial, evidenciando também o compromisso destas empresas com a comunidade local. “Quisemos aproveitar este primeiro momento do Fórum Empresarial Local para homenagear as empresas distinguidas com o estatuto PME Líder 2025, que honram muito o concelho pelas suas performances económicas, mas sobretudo pela sua ligação à nossa comunidade. São parceiras da Câmara Municipal, das instituições particulares de solidariedade social, das associações culturais e desportivas, contribuindo para as dinâmicas que se vivem ao longo do ano e alimentando a alma de Vendas Novas.”

Ricardo Videira deixou ainda uma mensagem de agradecimento ao tecido empresarial do concelho. “Somos muito gratos por aquilo que fazem pela nossa economia, mas somos sobretudo muito gratos por sentir que estas empresas são parte integrante daquilo que é o concelho de Vendas Novas.”

A apresentação do Fórum Empresarial Local incluiu ainda um momento musical protagonizado por Francisco Zagalo e João Laranjo, bem como uma degustação de produtos locais, proporcionando um espaço informal de convívio, contacto e partilha de experiências entre empresários e restantes participantes.

“Bordado Livre em Fotografia” foi tema de workshop no MAE

Teve lugar neste sábado 18 de julho, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires (MAEE), o workshop “Bordado Livre em Fotografia”, dinamizado pela formadora Joana Calhau, de Évora, licenciada em Teatro e com formação na área da Fotografia.

Durante a iniciativa, os participantes tiveram a oportunidade de aprender e experimentar esta técnica artística, que alia a fotografia ao bordado, explorando novas formas de expressão criativa através da intervenção manual sobre imagens.

A realização deste workshop vai ao encontro da missão do MAEE de preservar, valorizar e transmitir conhecimentos e saberes, contribuindo para que técnicas e práticas artesanais não se percam e continuem a ser transmitidas às gerações futuras.

A atividade foi organizada pelo Serviço Educativo do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, com o apoio do Município de Elvas, integrando a programação de iniciativas de valorização do património cultural e de promoção da aprendizagem ao longo da vida.

Elvas acolhe 34.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas com destaque para a gastronomia e música mediterrânica

A 34.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas está prestes a regressar a Elvas, trazendo o património cultural do Mediterrâneo à cidade de 18 a 25 de julho.

A grande atração deste ano assenta em quatro laboratórios de gastronomia gratuitos: os dois primeiros realizam-se nos dias 18 e 19 de julho, orientados pelo prestigiado chef tunisino Ameur Bouchmel, em locais inéditos como o Mercado Municipal da Casa das Barcas e o Museu de Arqueologia e Etnografia.

Posteriormente, nos dias 24 e 25, será a vez de a chef croata Svetlana liderar as oficinas de culinária, culminando com uma sessão de degustação aberta a todos os interessados no encerramento, a realizar-se no período noturno na Praça da República.

No plano das artes performativas, o festival assegura dois espetáculos musicais internacionais de entrada livre, provenientes da Tunísia e da Sicília (Itália). O concerto tunisino sobe ao palco no dia 19 de julho no Pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia, ao passo que a atuação siciliana está marcada para dia 25 na Praça da República, ambas com início agendado para as 21 horas.

Embora a participação em todas as iniciativas gastronómicas seja totalmente gratuita, os interessados devem garantir o seu lugar através de inscrição obrigatória para o endereço eletrónico do museu: mae@cm-elvas.pt.

Clubes de Verão animam as férias das crianças em Campo Maior

Até 31 de agosto, as crianças de Campo Maior voltam a ter motivos de sobra para sorrir com mais uma edição dos Clubes de Verão, num programa promovido pela Câmara de Campo Maior que inclui um plano de atividades onde se destacam as habituais idas à piscina municipal e visitas aos vários espaços museológicos da vila, complementadas por jogos e oficinas pedagógicas.

Segundo a vereadora Paula Jangita, o foco do executivo é duplo: “Procuramos apoiar as famílias numa altura em que os mais novos estão de férias e os pais continuam a trabalhar, ao mesmo tempo que proporcionamos às crianças um conjunto diversificado de atividades lúdico-desportivas”.

A iniciativa é direcionada para crianças com idades compreendidas entre os cinco e os dez anos, estando o número de participantes limitado a um máximo de cem inscrições.

Novidades logísticas e pausa para as Festas do Povo

A edição deste ano traz uma alteração importante no funcionamento diário do projeto. Ao contrário do que acontecia nas edições anteriores, os Clubes de Verão não tem o seu quartel-general sediado no Centro Comunitário da vila, sendo as atividades centralizadas noutro espaço municipal adaptado para o efeito.

Outro detalhe a ter em conta no calendário deste ano é a interrupção temporária das atividades que vai ocorrer entre os dias 8 e 16 de agosto. Trata-se de uma pausa necessária para que toda a comunidade, incluindo as equipas de apoio e as próprias famílias, se possa envolver e desfrutar das emblemáticas Festas do Povo de Campo Maior.