Controlo de fronteiras vai exigir certificado digital de vacinas

No âmbito das medidas de combate à pandemia da doença COVID-19 aplicadas às fronteiras terrestres, que vão manter-se abertas, o Governo determinou que a partir das 00h00 de dia 1 de dezembro todos os cidadãos oriundos dos países exteriores à União Europeia (UE) e dos países considerados de nível de risco vermelho ou vermelho escuro, quando não tenham Certificado Digital Covid da UE (CDCUE) nas modalidades de teste ou de recuperação, devem apresentar ou um Comprovativo laboratorial de teste PCR negativo realizado nas últimas 72 horas ou um Comprovativo laboratorial de teste rápido de antigénio realizado nas últimas 48 horas e com resultado negativo.

2 – Os cidadãos oriundos dos países da UE considerados de risco baixo ou moderado devem ser portadores de CDCUE, nas modalidades de vacinação, teste ou recuperação.

3 – Os trabalhadores transfronteiriços – assim considerados por exercerem a sua atividade profissional até 30 quilómetros da fronteira – e os trabalhadores de serviços essenciais (como transportes de mercadorias e de passageiros, emergência e socorro, segurança e serviços de urgência) devem apresentar o Certificado Digital em qualquer das três modalidades.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) vão realizar operações de fiscalização aleatórias nos pontos de passagem fronteiriça. Quem não apresentar um dos certificados ou comprovativos atrás referidos é notificado para realizar um teste de despiste do vírus SARS-CoV-2 – a expensas próprias do cidadão – nos locais a indicar pelas autoridades de saúde, que devem situar-se num raio de 30 quilómetros do local da fiscalização e onde os cidadãos devem aguardar o respetivo resultado.

Quem não apresentar um comprovativo de teste à Covid-19 ou recuse fazer um dos testes referidos é sancionado com uma coima de 300 a 800 euros.

Iniciativa privada dá prendas a 2.500 crianças de Elvas

Na sequência da notícia que dava conta de que as crianças do concelho não teriam prenda de natal este ano oferecida pelo município, Tatiana de Oliveira, quando se apercebeu dessa situação arregaçou as mangas e lançou uma iniciativa solidária.

Assistente social, no Agrupamento de Escolas nº3 de Elvas, Tatiana de Oliveira, explica que a partir desse momento partilhou a informação com as suas colegas de trabalho e nas redes sociais, e verificou que “havia muitas pessoas que podiam ajudar a divulgar para conseguir arranjar uma lembrança para as crianças da pré e primeiro ciclo”, tendo pedido “um orçamento a uma empresa, em que com três mil euros é possível abranger 2.500 crianças e arranjar uma lembrança, para todas”.

Tatiana sente que “há muitas famílias com dificuldades económicas, que com a pandemia se agravaram, também o facto de estarmos a viver esta situação há muitas famílias que não merecem sentir-se culpadas por não poderem comprar presentes aos filhos, e se conseguirmos, para muitas, será a única prenda que irão abrir no Natal”.

Esta elvense acredita que é uma iniciativa arriscada, devido à limitação de tempo, mas acredita que a diretora do agrupamento vai conseguir disponibilizar uma sala para organizarem e distribuírem as prendas, sendo que serão abrangidos todos os agrupamentos do concelho.

Para esta iniciativa foi criada uma conta bancária para que todos aqueles que queiram contribuam, com aquilo que puderem, com vista a arranjar este três mil euros, para as prendas das crianças. “Se todos transferirem um euro, nós conseguimos levar esta iniciativa avante, e quando o dinheiro for conseguido a conta será encerrada, caso se exceda os três mil euros, o restante será entregue a uma instituição de apoio a crianças, no concelho de Elvas”.

Tatiana estima que “é injusto que só as crianças com subsídio recebessem prendas, uma vez que há muita pobreza escondida”, pelo que “esta lembrança simbólica fará a diferença para todos”.

Quem quiser contribuir e ajudar nesta iniciativa pode fazê-lo através do NIB: 0045 6160 4034 8760 4481 3, ou do IBAN: PT50 0045 6160 4034 8760 4481 3.

Rondão Almeida justifica ausência de prendas de Natal

Confrontado com a indignação dos elvenses, com o facto de não haver prendas para as crianças do concelho, por parte da autarquia, mas que havia 35 mil euros para iluminação de Natal, na cidade, o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, começa por dizer que “é muito natural”, tendo em conta que foi o impulsionador de “tudo aquilo que são os programas sociais, entre os quais, nesta época de natal de entregar uma prenda às crianças e uma refeição aos trabalhadores da Câmara, mais tarde o apoio prolongou-se e, em lugar do almoço de confraternização, passou-se a entregar um cabaz de natal a cada trabalhador”.

“Tudo isto foi, possível fazer no passado”, refere o presidente, e afirma que “neste momento também o seria, mas estaria a Câmara a tomar uma de duas posições: continuar a fazer este investimento social, entregando uma prenda a cada criança, e seria muito difícil fazer a distinção entre aquela que o agregado não tem dinheiro para comprar uma prenda, porque o que acontecia é que dava prendas a todas crianças, num investimento que rondaria os 30 mil euros, no entanto a Câmara, neste momento acaba por não ter dívidas no banco, mas tem uma situação mais grave, ou seja, tem encargos superiores a oito milhões de euros e tem que se arranjar verbas para pagar”.

As preocupações do presidente da Câmara de Elvas são “tentar com que todos os encargos assumidos sejam concretizados, para que as empresas possam receber e pagar aos seus trabalhadores, por outro lado, não se pode comparar a iluminação na cidade com dar uma prenda a crianças carenciadas”.

Rondão almeida afirma que só pode dizer uma coisa: “se existir alguém ou grupo de pessoas, que seja capaz de separar aqueles que necessitam efetivamente de uma prenda, a Câmara estará na disposição de colaborar com este grupo e ser a Câmara a pagar a essas entidades as prendas que vão dar, depois de terem feito essa seleção daqueles que são mesmo carenciados”.

“Se fizemos um esforço para termos uma iluminação de Natal, também seremos capazes de fazer um esforço para entregar prendas às crianças mais carenciadas”, acrescenta o presidente da Câmara de Elvas.

Rondão Almeida agradece as boas vontades que tem surgido para entregar prendas às crianças, por parte de algumas pessoas e diz que “essas entidades podem dirigir-se à Câmara Municipal como faz o MTA e nesse caso, através dessas instituições a Câmara pode providenciar as verbas para se pagar a prenda das crianças, que não tenham os pais recursos financeiros, para as poder comprar”.

“Este ano será assim, esperamos que com esta medida de gestão sejamos capazes de dar cumprimento aos cargos que assumi e não baixar os apoios sociais ao mais carenciados, remata Rondão Almeida.

Portugal regista mais 1635 casos Covid e 13 óbitos

Portugal regista hoje, segunda-feira, dia 29 de novembro, mais 1635 casos de Covid-19 e 13 óbitos associados à doença.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 971 casos de recuperação.

Em todo o território nacional, há 809 doentes internados, mais 45, 111 em unidades de cuidados intensivos, mais sete.

SES quer vacinar 85 mil crianças dentro de duas semanas

O Serviço Estremenho de Saúde (SES) prevê vacinar 85 mil crianças, com idades compreendidas entre os 5 e 11 anos, dentro de duas semanas.

As crianças vão receber duas doses da vacina da Pfizer, mas a quantidade administrada será três vezes menor.

De recordar que, a Agência Europeia do Medicamento autorizou, na semana passada, a administração da vacina desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNtech.

Elvenses indignados por município não dar prenda às crianças

À redação da Rádio Campo Maior chegou a indignação de vários elvenses, nomeadamente de Maria Teresa Samarra, depois da notícia que dava conta que este ano, o município de Elvas não iria fazer a entrega de prendas às crianças das escolas do concelho, no entanto investiu 35 mil euros na iluminação de Natal, na cidade.

Maria Teresa Samarra demonstra-se indignada pelo facto de a Câmara de Elvas gastar mais de 30 mil euros em iluminação de Natal e deixar as crianças do concelho sem a habitual prenda de natal, tecendo críticas a Rondão Almeida. “O senhor comendador Rondão Almeida criou um partido que se chama Movimento Cívico por Elvas e vai investir mais de 30 mil euros em iluminação na cidade, quando há crianças que vão ficar sem um único brinquedo porque são carentes, como é ele justifica à população que tem dinheiro para luzes e não para ajudar crianças?, questiona. Se não há dinheiro para prendas, também não há dinheiro para luzes”, refere esta elvense.

Enquanto cidadã elvense, Maria Teresa Samarra considera que “todas as pessoas que possam doar brinquedos ou roupa que as crianças não usam, que os pudessem dar, inclusive à Câmara, para fazer essa distribuição”, considerando que “a questão não é quem dá, mas sim, não deixar as crianças sem brinquedos, ou seja, sem um acolhimento da nossa parte, dos elvenses, e estejamos a aplaudir iluminação no centro de Elvas, com esta situação a decorrer”.

Esta elvense afirma ainda que lhe “custa, enquanto cidadã, que Rondão Almeida, que se diz tão amigo dos elvenses, é capaz de se esquecer das crianças, nesta altura do ano”.

De recordar que o município anunciou, recentemente, depois de dar conta que não iria distribuir a habitual prende de natal às crianças do concelho, que “uma dezena de ruas vai estar iluminada este Natal, num investimento na ordem dos 35 mil euros”.