Três novos casos Covid e 11 altas em Campo Maior

Campo Maior regista esta sexta-feira, 10 de dezembro, três novos casos de Covid-19, assim como 11 recuperações da doença.

No concelho, há agora 31 casos ativos de infeção, menos oito que ontem.

Desde o início da pandemia, Campo Maior registou 848 casos positivos, 12 óbitos e 805 altas.

Hotelaria na Extremadura pode fechar mais tarde durante 12 dias, neste Natal

Já é oficial que, a partir desta noite, os locais de hotelaria podem abrir durante mais tempo. No caso de hoje, a extensão é de duas horas dependendo da licença de cada estabelecimento.

De qualquer forma, as esplanadas devem ser recolhidas à 1.30 horas. Assim, está redigida a resolução publicada ontem no Diário da República da Estremadura (DOE) pela Direcção-Geral de Emergências, Proteção Civil e Interior (pertencente ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural, População e Território), que tem data de 3 de dezembro.

No total, nesta época de Natal os estabelecimentos de hotelaria podem estender o seu horário habitual, durante 12 dias. Assim, nos dias 10, 11, 17, 18, 23, 25, 30  de dezembro, 1 de janeiro e de 5 a 6 de janeiro, os bares podem fechar duas horas depois. Na quinta-feira, dia 16 de dezembro, a extensão é de apenas uma hora. E nas noites de 24 a 25 de dezembro e de 31 a 1 de janeiro há liberdade horária.

Isto significa que os estabelecimentos que estiverem licenciados a funcionar até à 1.30 horas, nos próximos fins-de-semana e dias designados poderão funcionar até às 03.30 horas (ou até às 14.30 horas, no caso da quinta-feira 16); nas discotecas e bares cujo horário normal é até às 4 horas, terá a opção de prolongar o horário até às 6 horas (ou até às 05 horas no caso da quinta-feira 16).

Na véspera de Natal e véspera de ano novo todos os locais podem eleger até que horas servem os clientes, sempre respeitando que o ambiente seja dentro e não, fora dos bares.

Este acordo foi alcançado após negociação do Conselho com a Creex (Confederação Regional de Negócios da Extremadura) e a referida Associação Contra o Ruído.

E foi possível estabelecer este calendário porque o Ministério da Saúde e Serviços Sociais decidiu não aplicar quaisquer restrições de tempo ou capacidade por conta do covid. Considerou-se que a incidência atual e a baixa pressão hospitalar não justificam a aplicação de medidas obrigatórias, além das recomendações de distanciamento social e apelo à responsabilidade individual. Nem o certificado digital será usado, sob o argumento do alto índice de população vacinada contra o vírus (mais de 95%) na região.

Especialista uruguaia promove ação de formação em Campo Maior

O auditório do Centro de Ciência do Café em Campo Maior recebe hoje a amanhã, dias 10 e 11,  uma ação de formação, a cargo da docente universitária uruguaia, Janine Hareau, e diretora do Curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina do Uruguai.

A iniciativa resulta de uma parceria entre o Clube de Saúde do Sporting Clube Campomaiorense, a Escola Superior de Saúde de Beja e a Associação Portuguesa de Terapia da Mão, como revela Ana Margarida Cabaço, coordenadora do clube de Saúde, adiantando que a formação incide em “patologias dermatológicas em crianças e adultos, e dar formação aos colaboradores do Clube de Saúde e surge no âmbito das aulas das aulas de Pós-Graduação em Terapia da Mão, do Instituto Politécnico de Beja”.

Para Ana Margarida Cabaço esta formação assume-se como um privilégio enorme, para os profissionais de saúde do Clube em Campo Maior, uma vez que são patologias com as quais lidam diariamente, “de forma a estarem mais bem preparados para a população de Campo Maior e arredores, de forma a servi-la cada vez melhor”.

Janine Hareau, para além de ser diretora do Curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina EUTM do Uruguai, dirige também a Clínica de Reabilitação da Mão, em Montevideu. A Professora Doutora Janine Hareau leciona o programa de Mestrado em Reabilitação na Universidade Católica de Montevideo, na Universidade Gran Rosario na Argentina, e o Programa de Reabilitação de Membros Superiores no Centro Aytona, em Espanha. Integra a International Federation of Hand, o comité do British Journal of Hand Therapy e o comité científico do Congresso Científico de Londres 2022.

Maioria dos casos de violência doméstica no tribunal de Elvas são de Campo Maior

A problemática da violência doméstica tem vindo a ganhar, nos últimos tempos, uma proporção ainda maior, sobretudo se forem analisados os dados relativos aos períodos de confinamento que o país atravessou, devido à pandemia.

Catarina Barros (na foto), Magistrada do Ministério Público do Juízo Local Criminal de Elvas, refere que em setembro, quando tomou pose, “estavam pendentes 75 casos de violência doméstica em fase de inquérito e outros tantos para julgamento, a maior parte provenientes do concelho de Campo Maior”.

No entanto, “nem todos os processos que chegam à barra dos tribunais são verdadeiros, uma vez que o crime de violência doméstica não permite que existam duas vítimas e dois agressores. Essas situações podem levar a crimes de ofensas à integridade física, ameaças ou injurias, mas não de violência doméstica”.

O Tribunal de Elvas, com jurisdição sobre os concelhos de Elvas e Campo Maior, regista um elevado número de casos de violência doméstica.

Em 2020, 32 pessoas morreram vítimas de violência doméstica, sendo 27 mulheres, três homens e duas crianças.

Município de Campo Maior reativa linha de apoio “Vamos Lá Por Si”

O Município de Campo Maior reativou a linha de apoio “Vamos Lá Por Si”, na sequência do aumento do número de casos de Covid-19, no concelho.

Esta foi uma medida implementada no início da pandemia e que é agora reativada e vai abranger não só os maiores de 65 anos, mas sim, “todos aqueles que se encontrem infetados ou em isolamento”, como explica o presidente da Câmara, Luís Rosinha, adiantando que qualquer pessoa que se encontre nestas situações pode solicitar compras de bens de primeira necessidade”; medicamentos; pagamentos de faturas pendentes; recolha do lixo doméstico, entre outros apoios.

Para usufruir de algum deste tipo de apoio pode contactar o município através do email gabinete.covid@cm-campo-maior.pt ou da linha de apoio 268 680 311, entre as 9 horas e o meio-dia, de segunda- a sexta-feira.

Cão resgatado de esgoto pela GNR em Portalegre

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Ponte de Sor, resgatou, no passado sábado, dia 4 de dezembro, um cão que se encontrava em perigo, em Portalegre.

“Na sequência de um alerta que um cão se encontrava em perigo num ramal de esgoto com cerca de dois metros de altura, os elementos do NPA deslocaram-se ao local, tendo sido possível resgatar o animal”, explica a GNR em comunicado de imprensa. Após o resgate, o animal foi entregue ao seu proprietário.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

Um óbito e cinco novos casos Covid em Elvas

Elvas regista esta quinta-feira, 9 de dezembro, um óbito e cinco novos casos de Covid-19.

Nas últimas 24 horas, foi ainda reportada uma recuperação.

No concelho, encontram-se agora 32 casos ativos de infeção.

Desde o início da pandemia, o concelho registou 1.833 casos positivos, 30 óbitos e 1.771 altas.

42 anos dedicados ao Ensino: reforma à porta não é motivo de satisfação para todos

Professora de Físico-Química há praticamente 42 anos, Fernanda Claro, atualmente na direção da Escola Secundária D. Sancho II, em Elvas, está a um ano de ir para a reforma.

“Eu sempre gostei muito de ensinar, senti-me realizada, toda a vida, nessa função. Quando vim para a direção, apesar das minhas tarefas não serem só lecionar – e continuo a ter uma turma – há muito trabalho aqui, de organização e gestão, pelo que tenho menos contacto com os alunos e a sala de aula, mas continuo a gostar muito dos alunos, da sala de aula, e acho que era essa a minha vocação desde o início”, começa por revelar a professora.

Agora, “nesta altura do campeonato”, depois de uma vida inteira dedicada ao ensino, Fernanda Claro diz não ter muita vontade “de ir embora para casa”, apesar dos momentos de maior desânimo, em que o seu trabalho e a postura, enquanto profissional, assim como de toda a classe, não são valorizados pelo Ministério da Educação.

Esta é apenas uma professora, entre um total de 18, do Agrupamento nº 3 de Elvas, que no decorrer dos próximos quatro anos irão deixar o Ensino, por entrarem na reforma. Sem uma aposta na formação inicial de professores, estas escolas, à semelhança do que irá acontecer em todo o país, irão, com estas saídas, enfrentar uma séria falta de docentes.

Para que esta situação esteja a verificar-se, Fernanda Claro garante que tem contribuído, sobretudo, as colocações de professores, em início de carreira: um dos maiores problemas na profissão, que, acaba por afastar os estudantes, depois do 12º ano concluído, das áreas do ensino. “São seres humanos, têm família, e é como se tivessem que montar uma outra casa, num outro sítio, para além da despesa que tudo isso acarreta”, explica.

No início de carreira, diz ainda, “trabalha-se quase para aquecer para que contem aquele tempo de serviço para ficar no quadro mais facilmente, porque há professores que andam anos e anos a contrato”. Há mesmo professores há 30 anos a contrato, conta Fernanda Claro. “Em quase nenhuma profissão isto existe”, assegura.

Relativamente à “solução” encontrada pelo Governo para colmatar a falta de professores – a contratação até 2030 de mais de 34 mil diplomados em áreas que não ao do Ensino – Fernanda Claro não tem dúvidas que será o própria Educação do país a sair prejudicada, acabando por perder qualidade.

Contratação de diplomados noutras áreas para o Ensino é “um retrocesso”

Duas mãos cheias não chegam para quantificar o número de professores que, no Agrupamento de Escolas nº3 de Elvas, no decorrer dos próximos quatro anos, irão reformar-se e, com isso, deixar a Secundária de Elvas e a Escola Básica de Vila Boim com falta de docentes: uma realidade que, por esta altura, já se verifica.

Ao todo, revela a diretora do agrupamento, Fátima Pinto, serão 18 os professores a entrar na reforma, sendo que, por outro lado, por esta altura, já faltam docentes nas áreas de Inglês, Mecânica e Eletricidade. “Temos grupos já muito carenciados, como o de Inglês, com o horário sem colocação desde outubro; noutros horários que tínhamos, como das Mecânicas e Eletricidade tivemos que distribuir por horas extraordinárias, para outros professores, porque não temos professores nessas áreas”, começa por explicar.

As lacunas dizem também respeito às áreas de Português e da Informática. “No grupo de Português, ainda tivemos colocação de professores, mas é um grupo muito carenciado, assim como o de Informática, porque é muito solicitado: são técnicos muito solicitados para empresas, em que a remuneração é muito competitiva relativamente à educação”, adianta Fátima Pinto.

No decorrer dos próximos quatro anos, um “número elevadíssimo de professores”, com idades entre os 60 e os 62 anos, irão reformar-se. “Só aqui no nosso agrupamento são 18 pessoas. É muito”, assegura.

Ao todo, na Secundária de Elvas, atualmente, falta apenas um professor de Inglês, sendo que não faltam mais, noutras áreas, dada a atribuição de mais turmas e horas extraordinárias a outros docentes.

Fátima Pinto assegura que o problema da falta de professores, que já se sente, resulta do desinvestimento, por parte do Ministério da Educação, na formação inicial de docentes. “É muito raro, num conjunto de alunos que terminem o 12º ano, ouvirmos um que diga que queira ir para a formação inicial de professores”, revela a diretora, lembrando as dificuldades que os docentes enfrentam nos primeiros anos de serviço: “isto tem a ver com o incentivo da classe profissional dos docentes, com as remunerações que são pagas, assim como com as colocações, porque os professores andam sempre com a casa às costas e, em quatro anos estão aqui, no ano de contratação, e depois vão para outro lado, que muitas vezes é do norte para o sul”.

Quanto à contratação que o Governo pretende fazer, ao nível de licenciados em áreas, que não as do ensino, para Fátima Pinto trata-se de “um retrocesso”, uma vez que estes profissionais não estão habilitados para a docência. “São pessoas que não têm o estágio, não tiraram a profissionalização, mas que vão entrar para colmatar falhas, que a educação e a contratação de professores têm”, diz ainda, lembrando que “quando se diz que qualquer é professor, não é bem assim”.

Com o final do primeiro período letivo à porta, a Fenprof estima que entre 20 a 30 mil alunos, no país, continuem sem aulas a pelo menos uma disciplina por falta de professores: um problema que está identificado e que levou já o Governo a anunciar a contratação de cerca de 34 mil profissionais, até 2030, para compensar reformas.  Com isto, o Ministério da Educação quer atrair diplomados de áreas que não a do ensino para serem formados dentro das próprias escolas e terem assim acesso à carreira docente.

Alentejo com mais 126 casos Covid e duas mortes

No Alentejo, são identificados, esta quinta-feira, 9 de dezembro, 126 novos casos de Covid-19 e reportadas duas mortes, associadas à doença.

Desde março do ano passado, na região foram reportados 43.331 casos de infeção e 1.069 óbitos.