Futuro das aves estepárias em debate no Festival dos Grous

O segundo dia do V Festival dos Grous decorreu ontem, dia 21 de janeiro, na aldeia histórica de Ouguela, tendo começado com a observação de aves estepárias, onde os participantes puderam ver a riquíssima biodiversidade que o concelho de Campo Maior tem para oferecer.

Seguiu-se a conferência “Aves Estepárias – Que Futuro?”, que contou com a participação do presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, na sessão de abertura e que teve lugar na destilaria Atalaya.

Seguiram-se várias comunicações de vários especialistas na área, vindos de Portugal e Espanha, que deixaram uma perspectiva sobre as dificuldades que as aves estepárias enfrentam nos dias de hoje. O presidente da Junta de Freguesia de S. João Baptista, Miguel Tavares, também marcou presença no evento.

O V Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SEPNA, E-Redes, Centro Educativo Alice Nabeiro e Gin Atalaya.

Fonte: Município de Campo Maior

Festival dos Grous: alunos de Campo Maior participam na montagem de caixas ninho

A segunda parte do V Festival dos Grous teve início ontem, dia 20 de janeiro, com um conjunto de atividades dirigidas à comunidade escolar.

Durante a manhã, os alunos do terceiro ano do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro estiveram no Centro Ambiental do Xévora (CAX) onde puderam ver uma exposição sobre a avifauna local e ficar a saber mais sobre o trabalho do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR. A partir do CAX seguiu-se uma caminhada até à aldeia histórica de Ouguela, onde decorreu uma observação de aves.

Paralelamente, no Centro Cultural, foi projetado o filme “O Montado – O Bosque do Lince Ibérico”, dirigido às turmas do 9.º ano e cursos profissionais.

Já no período da tarde, os alunos do Clube de Ciência Viva – Ciência na Raia, do Agrupamento de Escolas, participaram na montagem de caixas ninho, atividade que contou com a participação da E-Redes, parceiros do festival.

As atividades foram acompanhadas pela turma do curso profissional de turismo da Escola Secundária de Campo Maior.

O V Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SEPNA, E-Redes, Centro Educativo Alice Nabeiro e Gin Atalaya.

Fonte: Município de Campo Maior

Troço da EN 373 entre Campo Maior e Elvas reabre ao trânsito esta sexta-feira

É já esta sexta-feira, 20 de janeiro, por volta das 18 horas, que é reaberto o troço da Estrada Nacional (EN) 373, entre Campo Maior e Elvas que, desde o passado dia 13 de dezembro, se encontra fechado ao trânsito, depois dos estragos provocados pelo mau tempo, que resultou no colapso do muro de suporte ao Pontão dos Saberes.

Os trabalhos foram concluídos esta manhã e, após a vistoria ao local pelo presidente da Câmara e responsável pela Proteção Civil Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, este troço será reaberto à circulação automóvel em totais condições de segurança.

O autarca assegura que foi feito, por parte das Infraestruturas de Portugal, um “esforço grande” para que os trabalhos acontecessem no menor tempo possível, tendo em conta os prejuízos para os residentes das duas localidades e as preocupações com as questões de socorro.

Rosinha explica ainda que, inicialmente, a previsão é que a intervenção a realizar, ao contrário do que acabou por se comprovar, era de dez a 20 metros de comprimento. “Aquilo que se vê aqui hoje é um muro, em pedra argamassada, que levou centenas de metros cúbicos de betão e pedra e que, efetivamente, teve aqui uma atitude muito ágil, por parte das Infraestruturas de Portugal, que quase de imediato, se colocou no terreno, com os meios que tinha”, assegura.

Passado este mês de trabalho, chega hoje o dia de se reabrir esta estrada, sabendo Luís Rosinha “todos prejuízos que foram causados, sobretudo aos residentes de Campo Maior e Elvas”. “Na altura, eu também tinha uma preocupação com as questões de socorro, porque o nosso hospital de referência é o de Elvas”, acrescenta. “As entidades articularam-se, o trabalho aparece feito e, passado um mês, eu acho que as pessoas depois de passarem nas estrada, vão perceber o que aqui foi feito”, diz ainda.

“Felizmente e finalmente” volta-se a poder circular nesta estrada, sendo que, durante mais de um mês, foram muitos os prejuízos causados também, no que toca ao transporte de mercadorias, por mais que, para evitar males maiores, o Município de Campo Maior tivesse reativado o trânsito na Estrada do Retiro. “Quem sofreu mais foram as empresas da região, que não puderam fazer este trajeto, como faziam todos os dias, os residentes e os trabalhadores, porque há um fluxo de trabalhadores grande, entre o concelho de Elvas e todos os concelhos no pós-Elvas, e que viram as suas vidas mudadas neste mês”.

As obras, para além de terem servido para recuperar o muro de suporte ao Pontão dos Saberes, serviram também para a recuperação de uma passagem hidráulica, que acabou por desaparecer, com as cheias.

Exposição “Do Outro Lado do Espelho” patente no Espaço.arte

A exposição coletiva “Do Outro Lado do Espelho”, foi inaugurada ontem, 14 de janeiro, no Espaço.arte, em Campo Maior.

Trata-se de uma mostra de pintura e desenho que junta os trabalhos de Luís Almeida, Rodrigo Canhão e Run Jiang em que os três artistas plásticos, através do uso de diferentes linguagens visuais, exploram o tema dos “Sonhos”.

Esta mostra inaugura a programação para 2023 do espaço.arte que este ano terá como temática “Da Universalidade à Individualidade”.

Marcaram presença na ocasião, para além de Luís Almeida e Rodrigo Canhão, o presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, o presidente da Junta de Freguesia de Degolados, João Cirilo, e Vanda Portela e José Leão, em representação das Juntas de Freguesia de S. João Baptista e de Nossa Senhora da Expectação, respetivamente.

Barragem do Caia volta a efetuar descargas dez anos depois

Depois de ter atingido esta terça-feira, 10 de janeiro, os 98,22% da sua capacidade de armazenamento de água, a Barragem do Caia iniciou, hoje, pelas 10 horas, descargas de superfície.

As últimas descargas tinham acontecido há praticamente dez anos, mais precisamente em fevereiro de 2013.

Estas descargas de superfície servem para controlar o volume da barragem, que foi construída em 1963 e que tem capacidade para armazenar 190 milhões de metros cúbicos de água. Abastece, para além dos concelhos de Elvas e Campo Maior, os de Arronches e Monforte.

De recordar que ontem, a Associação de Beneficiários do Caia tinha informado a população dos concelhos de Elvas e Campo Maior que iria proceder a descargas, depois de, dias antes, já o ter feito junto de residentes e agricultores que vivem e trabalham nas margens do rio Caia.

Depois das descargas, a água segue o seu trajeto pelo rio Caia, entra no curso do rio Guadiana, culminando na Barragem do Alqueva.

Banda 1º de Dezembro em concerto de Ano Novo em Degolados

A Banda 1.º de Dezembro apresentou-se em concerto de Ano Novo, no passado sábado, dia 7 de janeiro, na Igreja de Degolados, no concelho de Campo Maior.

Perante uma igreja cheia, os músicos presentearam a assistência com um repertório repleto de qualidade.

O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, João Cirilo e Olga Madeira, da Junta de Freguesia de Degolados, marcaram presença.

Fonte: Município de Campo Maior

Tradição de cantar as Janeiras em Campo Maior reúne várias gerações (c/fotos e vídeos)

A população de Campo Maior saiu esta sexta-feira, 6 de janeiro, em massa, à rua para cumprir a tradição de cantar as Janeiras.

Esta iniciativa promovida pelo município, acabou por resultar num convívio de gerações, contando, entre outros, com o Grupo “Despertar Alentejano”, os alunos da Academia Sénior da CURPI e do Centro Educativo Alice Nabeiro, que pelas ruas cantaram as Janeiras, e onde não faltaram as pandeiretas e as castanholas.

Para o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, este momento assume-se como uma forma de levar alegria às ruas da vila, deixando alguns momentos menos bons para trás, e abraçando o novo ano com otimismo. “Este é um início de ano com muita esperança e muita fé, numa iniciativa com muitas crianças e pessoas mais velhas associadas, e este sair à rua e cantar, depois de uma quadra natalícia que não foi a esperada, é também deixar as mágoas para trás e pensar que este é um ano, com mais otimismo para os campomaiorenses”, refere o autarca.

Já Carlos Clemente, presidente do Grupo “O Despertar Alentejano”, que colaborou esta iniciativa, “para trazer de novo a tradição a Campo Maior” enaltece a presença das gerações mais novas.

Foram cerca de 120 as crianças do Centro Educativo Alice Nabeiro que se associaram ao Cantar as Janeiras. Carlos Pepê, coordenador pedagógico da instituição de ensino, revela que estas iniciativas “são sempre muito importantes”, até porque estão a trabalhar com as crianças, “os anos 80, num projeto que se chama “conta-me como foi” e cantar as janeiras faz parte desses anos, e por isso, essas iniciativas são muito importantes e estaremos sempre ao lado dos nossos parceiros, como eles estão para nós, esta é uma tradição em Campo Maior e assim somos uma comunidade mais forte”.

Falámos ainda com algumas pessoas que saíram à rua para cantar as Janeiras. Marcelina Pingo considera que este é “um convívio muito bonito”.

Nas palavras de Céu Militão esta iniciativa “é maravilhosa, e isso nota-se pela presença de todas as gerações”, para si, esta é uma forma de começar o ano “em grande, de forma divertida, em paz e com muita saúde”.

Campomaiorenses que saíram esta tarde à rua para Cantar as Janeiras, como manda a tradição, juntando várias gerações e percorrendo as ruas da vila.


Dois anos depois, São Vicente volta a cantar aos Reis

A tradição de se cantar aos Reis, dois anos de pandemia passados, voltou a cumprir-se, ontem à noite, 5 de janeiro, na freguesia de São Vicente e Ventosa, em Elvas, com cerca de 20 pessoas, incluindo quatro crianças, a entoarem, pelas ruas da aldeia, e de porta em porta, vários cânticos, de forma a desejar um feliz novo ano a todos.

“Faz sensivelmente 17 anos que começámos esta tradição, transmitida por elementos de maior idade”, começa por dizer o responsável pelo grupo, Manuel Anastácio. Surpreendido com o número de pessoas que se quiseram associar à iniciativa, Manuel Anastácio não tem dúvidas que é através dos mais novos que se vai conseguindo “transmitir o espírito” desta tradição.

A noite começou no lar de idosos, para que também os mais velhos pudessem recordar esta tradição, em que “muitos deles” também participaram, em outros tempos, lembra o presidente da Junta de Freguesia e membro do grupo, João Charruadas. Depois, “correram-se” as ruas, parando o grupo em alguns locais onde as pessoas aguardavam a sua chegada, com “uma garrafinha de vinho, um doce ou um bolo-rei”.

Numa última paragem, e como tem sido sempre tradição, foi servida ao grupo uma açorda, por volta da meia-noite.

Centenas de crianças na chegada dos Reis Magos a Badajoz (c/fotos e vídeos)

Passava pouco depois das 15.30 horas desta quinta-feira, 5 de janeiro, quando Baltasar, Belchior e Gaspar chegaram à Estação de Comboios de Badajoz, vindos do Oriente, para cumprir mais uma vez a tradição da Cavalgata dos Reis Magos, na cidade pacense.

À sua chegada, os reis magos cumprimentaram as centenas de crianças presentes, que os aclamavam com muito entusiasmo e fizeram questão de entregar os seus pedidos.

Baltasar, Belchior e Gaspar, em declarações à Rádio Campo Maior expressaram a sua felicidade, por ver os sorrisos das crianças, neste dia, desejando o melhor para todas elas. “Muito felizes por ver a quantidade de pessoas e queremos ver o sorriso das crianças que é o melhor que há, é uma alegria poder voltar a estar aqui e esperamos que as crianças desfrutem, já que nos últimos dois anos não puderam e desejo saúde amor e felicidade para todos”.

O alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, considera que é uma “alegria voltar a celebrar este dia de Reis, de forma totalmente tradicional”, tendo em conta que nos últimos dois anos, tal não foi possível devido à pandemia, mas também ver “a felicidade das crianças”, esperando que desfrutem, porque segundo diz, “este dia é para eles”.

No total foram mais de mil crianças que participaram na Cavalgata, nos carros alegóricos, alusivos a temas como A Bela e Monstro, o livro da Selva ou mesmo as princesas da Disney.

Falámos também com algumas crianças, que demonstraram a sua felicidade ao ver os reis Magos e a quem pediram, entre animais de estimação, brinquedos, telemóveis, entre outros.

Ângela, uma das pessoas que aguardava a chegada dos reis magos, na Estação, revela que este “é um dia muito especial, principalmente para as crianças”, adiantando que uma das suas filhas desfilou num dos carros alegóricos, pelo que é um dia “muito feliz para todos”.

Esta é uma tradição que tem passado de geração em geração, e Fátima é o exemplo disso, uma vez que sempre aguardou, enquanto criança, a chegada dos Reis Magos e agora, junto à Estação de comboios, passa “a alegria e emoção” ao seu filho de dois anos.

Cavalgata dos Reis Magos que voltou a cumpriu-se em Badajoz, com a chegada dos três reis magos à Estação de comboios, seguindo-se o desfile, onde as crianças, atiraram às centenas de pessoas presentes os tradicionais rebuçados.

 

 

Eurodeputada Sandra Pereira: apoio aos lesados das cheias “devia ser imediato e ainda não chegou”

Aqueles que perderam todos os seus bens, com as cheias, como aquelas que afetaram Campo Maior, no passado dia 13 de dezembro, precisavam de “um apoio imediato que ainda não chegou”. Estas são palavras da eurodeputada Sandra Pereira, que esteve esta terça-feira, 3 de janeiro, em Campo Maior, no âmbito das quintas “Jornadas de Trabalho dos deputados do Partido Comunista Português (PCP) no Parlamento Europeu”.

A eurodeputada assegura que os apoios “até podem vir”, sendo que eles eram “necessários no dia seguinte, porque as pessoas ficaram sem máquinas, sem fogões, sem camas, sem tudo isso”, lembrou, depois de ter estado, esta manhã, num contacto direto com a população da vila. “O que nos foi dito é que houve uma onda de solidariedade e que algumas dessas coisas já chegaram às pessoas, mas muitas outras ainda faltam chegar e para um novo recomeço era necessário que esse apoio chegasse no dia seguinte e ainda não chegou”, acrescenta.

Lembrando o “cenário totalmente devastador”, provocado pelas cheias, a deputada europeia não tem dúvidas que “estas pessoas precisam de apoios para reconstruir e recomeçar uma vida”. Quanto aos apoios, que podem ser disponibilizados pela Comissão Europeia, Sandra Pereira explica que dependem “muito da ajuda que o próprio Governo pedir para ser mobilizada”.

De visita também à Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI) de Campo Maior, Sandra Pereira explica que é necessário continuar a apoiar este tipo de instituições, para que possam continuar a desenvolver o seu trabalho diário: “estas instituições abrem as portas, onde as pessoas vêm jogar às cartas, vêm tomar uma refeição quente, vêm conviver e também estas instituições precisam de apoio, para continuar a fazer este papel”.

Por outro lado, a área dos idosos tem sido uma das prioridades do PCP: “temos defendido o aumento das reformas, também perceber como é que o aumento do custo de vida impacta os reformados e pensionistas, que têm as suas contas para pagar, mas a inflação aumentou imenso, sendo que a sua reforma não aumentou de acordo com a inflação”.

Estas quintas “Jornadas de Trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu” decorrem até sexta-feira, 6 de janeiro, sendo que hoje, para além de Sandra Pereira, que esteve em Campo Maior, João Pimenta Lopes visitou o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, seguindo para Nisa, para visitar o Centro de Saúde, o comércio local e os estaleiros da Câmara Municipal.