“Jardim de Natal”: em Campo Maior é possível encontrar o “presente ideal” para oferecer neste Natal

Para quem costuma deixar para a última hora a compra de um ou outro presente, para oferecer na noite da consoada, tem várias opções na feirinha que decorre, na Praça da República, em Campo Maior, no âmbito do evento “Jardim de Natal”.

Susana Grazina, por exemplo, garante ter no seu stand “a prenda perfeita” para qualquer homem que queira presentear a sua esposa, com todo o tipo de bijuteria e acessórios. “Todas as peças que temos é para tentar elevar ainda mais e dar a luz à mulher portuguesa”, assegura. No seu stand, esta artesã tem disponível, entre outros, “bijuteria em aço e uma coleção baseada na filigrana de Viana”.

Com uma nova marca, Flor de Esteva, adianta Susana Grazina, o seu negócio ainda surge nas redes sociais como a “Lojinha da Susana”. “Vamos mudar. Já estamos a apresentar a nova marca. Queremos renovar, tornar mais comercial a nossa página”, adianta.

Esta é a segunda vez que Susana Grazina participa numa Feira de Natal em Campo Maior. “Vamos participando durante o ano nas feirinhas que a Câmara faz. Estamos em todas e é para continuar”, acrescenta, dizendo ainda que este novo “Jardim de Natal” está “muito giro”. “É uma promoção também das nossas festas floridas em modo Natal. Fiquei encantada”, remata.

Já Cátia Cabeções, presente no certame com o projeto “Shiva”, garante que quem levar um dos seus minerais desta feira de Natal, sairá da Praça da República, certamente, mais equilibrado. “Shiva” é um “projeto de autocuidado, através da utilização de minerais”. No evento, Cátia tem disponíveis “minerais em bruto, minerais de coleção, pulseiras energéticas, colares e tudo o que se possa fazer com minerais”.  

Explicando que cada cristal atua numa área específico do corpo e que contribui para equilíbrio físico e psicológico, a jovem empresária não tem dúvidas de que tem, no seu stand, verdadeiras “prendas com significado” para oferecer neste Natal.  

Quanto a este “Jardim de Natal”, comparativamente às edições passadas da Feira de Natal na vila, Cátia Cabeções diz que está num “sitio mais acolhedor”. “A decoração também é alusiva às festas do povo e faz-nos recordar um bocadinho isso”, remata.

O projeto de Cátia, já com seis anos de existência, conta agora com um espaço físico em Campo Maior: na Rua D. João de Portugal, número 22D, junto à Escola Secundária da vila.

De recordar que esteMercado de Natal, que decorre até 4 de janeiro, vai estar de portas encerradas apenas no Dia de Natal e no Dia de Ano Novo.

Campo Maior: artesãs e comerciantes com papel de destaque no “Jardim de Natal” até 4 de janeiro

Em Campo Maior, esta quadra festiva tem vindo a ser celebrada, desde o passado dia 6 de dezembro, com o evento “Jardim de Natal”, promovido pela Câmara Municipal e a Associação de Empresários e Jovens Empreendedores (AEJE).

Um dos principais atrativos do evento é o mercadinho, na Praça da República, onde se reúnem, até 4 de janeiro, vários artesãos e comerciantes, que procuram dar a conhecer os seus produtos e, sempre que possível, fazer negócio. É o caso de Alexandra Guerra que, num dos stands desta feira, apresenta a recente marca “Hardcore Alentejano”, com produtos como tote bags, onde sobressaem algumas frases e expressões típicas de Campo Maior, como “Nã sejas garganêro”, “Vai-te amular” ou “És um trapacêro”. “Neste momento, o meu interesse, enquanto promotora de Campo Maior e das nossas raízes, é fazer um levantamento, e já o estamos a fazer, das frases e expressões típicas de Campo Maior e levá-las para o exterior”, diz a responsável, que assegura que é importante, para que as origens da vila não se percam no tempo, lembrar, sobretudo os mais novos, de que existe “toda esta forma de falar”.  

Por outro lado, Alexandra Guerra está também a desenvolver, neste momento, o projeto “Alentejo de Mãos e Alma”. “Vamos abraçar várias áreas dentro do artesanato, mas vamos começar com as pandeiretas. É o nosso destaque para o próximo ano, porque com o grande evento, as nossas Festas do Povo, queremos ter esta marca também a dar aqui o seu contributo”, justifica.

Alexandra Guerra, que para além de artesã, é também membro da Associação de Empresários e Jovens Empreendedores de Campo Maior, considera que o resultado do trabalho levado a cabo, na organização deste “Jardim de Natal”, “está à vista de todos”. “O nosso Natal está lindo. Há muitas situações que estão bem, mas vamo-nos esforçar para, no futuro, estejam ainda melhor. E sendo o primeiro ano em que fazemos este evento, acho que estamos todos de parabéns”, assegura.

Agradecendo ao Município de Campo Maior “todo o impulso” dado à AEJE, Alexandra Guerra garante que a associação está pronta para “novos projetos e novas parcerias”, até porque o seu objetivo é promover tudo o que de bom existe e se faz no concelho.

A artesã destaca ainda união de todos aqueles que se uniram à iniciativa, no decorrer da sua preparação, explicando que a opção pelas flores que dão vida e alma a este “Jardim de Natal”, não de papel, mas num outro material resistente à água, surgiu depois da associação ter ouvido a opinião de várias artesãs. “Ouvindo algumas pessoas e depois de alguns testes, realmente chegámos à conclusão que esta seria a melhor metodologia e o melhor material para termos uma festa durante um mês, para que o trabalho ficasse e que prevalecesse até ao final. E realmente estamos muito contentes porque conseguimos dar aqui a volta. Não fizemos as flores em papel, obviamente, mas fizemos numa goma Eva com brilhantes e resultou muito bem”, remata.

Crianças voltam a encher o Coliseu para “defender” tradição do Natal de Elvas: cantar ao Menino ao som da ronca

À semelhança do que aconteceu nos últimos anos, também esta terça-feira, 16 de dezembro, as crianças do pré-escolar, 1º e 2º ciclos de todo o concelho, encheram o Coliseu de Elvas, para tocar ronca e cantar ao Menino, no âmbito do projeto “Viver a Tradição”, promovido pela associação Arkus, em parceria com a Câmara Municipal e os estabelecimentos de ensino.

Depois de alcançado o recorde do maior número de pessoas a tocar ronca, no ano passado, o evento continua por vontade dos próprios responsáveis da área do ensino, explica o presidente da Arkus, o professor Carlos Beirão, que adianta que, uma vez mais, estiveram presentes “cerca de duas mil crianças”, para, acima de tudo, defender uma tradição natalícia muito própria de Elvas.

“É o terceiro ano que desenvolvemos esta iniciativa, que muito nos agrada e que muito trabalho dá. No ano passado as coisas correram muito bem e continuamos. São cerca de duas mil crianças que estão aqui a assistir, com vontade de participar, com vontade de animar e de defender, ao fim e ao cabo, uma tradição natalícia de Elvas, que é o nosso Natal e a ronca”, diz Carlos Beirão.

Recordando todo o trabalho que este projeto acarreta, o professor revela que em setembro, quando reuniu com os representantes dos vários estabelecimentos escolares, todos quiseram que a iniciativa tivesse continuidade. “Nós, depois de no ano passado termos atingido o recorde do Guinness, já estávamos descansados, mas quiseram e nós continuamos a manter esta tradição. É um trabalho que envolve muita logística, da parte da Câmara, da parte da Arkus, das pessoas que constroem e recuperam as roncas, mas vendo aqui esta massa humana, alegra-nos perceber que valeu a pena fazer e ter este esforço”, acrescenta.

Ainda que o momento mais especial do evento seja sempre quando as crianças se juntam ao grupo Roncas d’Elvas a tocar ronca e a cantar ao Menino, a iniciativa é feita também de muita animação, com momentos dinamizados pelas várias escolas.

Relativamente ao recorde do Guinness, atingindo no ano passado, a Arkus ainda aguarda a deliberação final. “Nós mandámos tudo para lá e eles disseram-nos que estava tudo certo. Agora é só uma questão de esperar. Mas disseram-nos que não há problema nenhum”, garante Carlos Beirão.

Alunas da Academia Sénior da CURPI dão asas à imaginação para um Natal mais feliz e colorido em Campo Maior

A CURPI de Campo Maior está, por esta altura, imbuída no espírito do Natal, com as alunas da Academia Sénior a preparem um conjunto de iniciativas para celebrar, da melhor forma possível, esta quadra festiva.

Para além de um almoço-convívio, que irá reunir todos à mesa, este Natal fica marcado por muitas outras atividades: desde logo, como refere a aluna Idaulina Borrega, com várias iniciativas na Feira de Natal e por uma exposição, com a qual dão a conhecer todas as disciplinas da Academia Sénior e que irá ficar disponível para visita no Continente da vila.

O trabalho em torno desta exposição, realizado no âmbito da disciplina de customização, lecionada por Cristina d’Almeida, servirá para que, garante Idaulina, “toda a gente se aperceba” o que é que têm “andado a fazer”. A exposição resulta de um trabalho minucioso, através da reciclagem de diversos materiais, como caixas de ovos.  

“Depois, na Feirinha de Natal, vamos mostrar às crianças como se faziam as tortilhas de antigamente. É um projeto engraçado e as crianças da escola vão ver como se faz. Depois temos também a Roda da Conversa, que é o conto de Natal, e também temos o presente ao Menino Jesus: vamos fazer a apresentação de uma dança, onde vamos dar um presente ao Menino Jesus. Isto tudo… na Feirinha de Natal”, adianta Idaulina Borrega.

Esta aluna diz ainda que, para si, sair de casa todos os dias para aprender com as professoras da Academia Sénior, tem sido, desde há 15 anos, uma verdadeira “terapia”. “Saímos de casa com o objetivo de chegarmos aqui e fazermos outras coisas e aprender com as nossas professoras”, assegura, apelando ainda a outras pessoas que se possam sentir sozinhas para se associem à CURPI: “quem quiser que venha, que chega aqui e tem sempre uma coisinha para fazer. Quando vai para casa, vai diferente”, remata.

Já Cristina d’Almeida, a professora responsável pelas aulas de customização e teatro, que está há relativamente pouco tempo a residir em Campo Maior, garante que na Academia Sénior encontrou verdadeiras artistas. “Não há ninguém com quem eu me tenha cruzado aqui na CURPI que não seja artista. E fazem as coisas com muito prazer, muito bem feitas, com muita atenção”, garante.

Para a professora, que diz que passar a colaborar com a CURPI foi “o melhor” que lhe aconteceu desde que chegou a Campo Maior, confessa “adorar aquilo que a CURPI representa”. “Elas falam muito dos anos todos, das pessoas que aqui vêm, das experiências que têm vivido aqui e isto é uma coisa assim imperdível. O país inteiro merecia CURPIs espalhadas por todo o lado”, comenta.

A Academia Sénior da CURPI continua a ser uma resposta importante para as muitas idosas de Campo Maior que, diariamente, encontram ali uma forma de se manterem ocupadas, com mais diversas disciplinas e atividades: nesta altura, quase todas elas associadas à celebração do Natal.

Alcáçovas é a capital da doçaria até segunda-feira (c/fotos)

Alcáçovas no concelho de Viana do Alentejo acolhe até segunda-feira, dia 8 de dezembro, a 24ª Mostra de Doçaria, um dos principais eventos do calendário de inverno da região. O certame que decorre no Largo da Gamita tem entrada livre.

Luís Metrogos, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, no decorrer da inauguração do evento, adiantou á RNA, que “tentámos fazer aqui dentro do tempo que nos foi possível algo que nos parece que privilegia a doçaria e os nossos doceiros, isso tem a ver com uma alteração estrutural aquilo que era a tenda anteriormente, nós privilegiámos uma entrada numa das pontas, para que quando as pessoas entram possam passar por todos os doceiros, todos os produtos e naturalmente possam comprar alguns e assim aumentar a dinâmica económica”.

“Nós tentámos também trazer artistas um pouco diferentes daqueles que são habituais. Destacaria, naturalmente, aquilo que é o nosso Cante Alentejano, exatamente porque são 11 anos da inscrição na Unesco, e por isso temos de destacar. E, para além disso, o nosso concurso de doçaria conventual e palaciana permite também divulgar aquilo que é a adoçaria tradicional que existe. Gostaríamos também de dar esse destaque em relação ao concurso”, acrescentou.

“Nós temos mais de 20 standards entre aquilo que são os doceiros, entre bebidas, tudo no mesmo âmbito. E o que nós tentámos fazer foi alargar o maior número de convites possíveis, pessoas novas, exatamente porque esforçámos nesse sentido, a própria divulgação ajudou que, à última da hora, tivéssemos novos inscritos. Isso deixou-nos, naturalmente, muito felizes, porque significa que fizemos um bom trabalho de divulgação e isso atraiu também os nossos doceiros”, sublinhou.

Luís Metrogos, adiantou ainda que “o evento precisa de alguma reformulação. Neste período fizemos pequenas alterações que nos parecem importantes, mas durante o próximo ano temos que avaliar como é que isto poderá ser realmente mais impactante e mais entusiasmante para as pessoas que nos visitam”, concluiu.

Campo Maior já tem “Jardim de Natal” com milhares de flores no centro da vila

Campo Maior começou este sábado a viver um Natal diferente, sob o tema “Natal em Flor”, com o comércio local no centro das atenções. A partir deste sábado e até 4 de janeiro, algumas das principais artérias da vila – as ruas Capitão Manuel António Vieira, Major Talaya e de Ramires, juntamente com a Praça da República – serão o palco de um evento com muita animação.

A iniciativa, denominada “Jardim de Natal”, é uma organização conjunta do Município e da Associação de Empresários e Jovens Empreendedores de Campo Maior. O conceito mistura as luzes de Natal com milhares de flores feitas à mão, numa ideia que surgiu no verão, baseada nas Festas do Povo de 2026, conforme explicou o presidente da Câmara, Luís Rosinha “em conjunto com a Associação Comercial e de Jovens Empreendedores, no verão passado, agosto, começámos a preparar um Natal diferente em que pudéssemos trazer as flores, tantos caracteriza, em véspera de ano de festas do povo, nessa altura previsível, e hoje confirmado, nós pensámos em poder ter aqui as ruas principais de Campo Maior com decoração de flores. Estabelecemos um protocolo e enfeitámos as ruas com estas flores num outro material que permitia a época do ano”.

Esta manhã um grupo de Motards, com roupas de Pai Natal passaram pelo Jardim da Avenida e pelas ruas decoradas do centro da vila. Ao longo de um mês Campo Maior vai ter o Jardim Municipal com um presépio e decorações de Natal, a rua comercial junto ao jardim também com alguns comerciantes que decoraram a rua e as mencionadas artérias engalanadas com flores e luzes, numa animação que vai atrair muitos visitantes à vila para conhecer esta novidade, do “Jardim de Natal”.

Mercadinho de Natal Anima Arronches de 6 a 8 de Dezembro

A Câmara de Arronches organiza, neste fim-de-semana alargado, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, o Mercadinho de Natal, no espaço do Mercado Municipal, entre as 10h00 e as 19h00.

O evento conta com a participação de 27 expositores, oferecendo uma variedade de produtos que incluem artesanato, doces, queijos e enchidos, vinhos, licores e cerveja artesanal, entre outros. A iniciativa visa dinamizar o comércio local e permitir que os visitantes façam as suas compras de Natal.

O programa de três dias está recheado de atividades para toda a família, incluindo espetáculos musicais, animação infantil e a tradicional visita do Pai Natal, que marca presença pelas 16h00 em todos os dias. A programação inclui ainda um espetáculo de magia, atuações de grupos de cantares e de flamenco. Adicionalmente, este fim de semana marca também a abertura da Pista de Gelo no Jardim do Fosso, que se manterá em funcionamento até 6 de janeiro.

João Crespo, presidente da autarquia de Arronches considera que “esta iniciativa visa sobretudo animar Arronches nesta altura do ano, com oportunidades para aquisição de prendas de Natal, apoiando o comercio local, pois muitos dos expositores são comerciantes locais que nesta altura também são apoiados com a nossa campanha de Natal. Os clientes comprar nesses estabelecimentos e tem direito a participar num sorteio que dá cabazes de Natal, com produtos totalmente adquiridos nos estabelecimentos aderentes “. Cada 20 euros de compras dão direito a um cupão para participar no sorteio de 20 cabazes de Natal.

Mas nesta altura, o jardim do Fosso tem também uma pista de gelo que João Crespo considera ser “uma boa aposta, pois tinham-nos pedido que tivéssemos um espaço como este que assim permite que os mais novos se divirtam e veem também visitantes que utilizam a pista de gelo, neste espírito de atrair visitantes à vila e assim dinamizar o concelho” .

Madalena Marchão trouxe para a sua banca, no Mercadinho de Natal de Arronches, as “Infusões e Temperos da Avó” e que este ano “tem como novidades, os cabazes de Natal, em parceria com o Mel Monte Novo. O Mel Monte Novo é também aqui da zona da Arronches, onde tem as colmeias, temos uma parceria e temos cabazes de Natal, com infusões e o Mel Monte Novo, em várias opções em termos de infusões. Temos optado sempre pela infusão Aroche, criada especificamente para Arronches, mas também com as bolachinhas de castanha, que são feitas com a farinha típica e que são boas sugestões de presente.

Quem quiser, como é que pode comprar? É a questão que Madalena explica de seguida: “podem nos seguir na página da “Avó Infusões e Temperos”, também vamos estar neste mercadinho aqui, vamos estar três dias em Arronches e também depois em Portalegre. E podem-nos sempre mandar uma mensagem para o Instagram ou para o Facebook. Teremos todo o gosto em partilhar e em enviar as nossas infusões. São infusões artesanais com propriedades medicinais”.

“Conversa de Artista”: curador Orlando Franco aproxima grupo de alunos de Campo Maior da arte contemporânea

Orlando Franco, curador da exposição coletiva “When The World Is Full Of Noise”, patente no espaço.arte, foi o protagonista de mais uma “Conversa de Artista”, promovida pela Câmara Municipal de Campo Maior, na manhã desta segunda-feira, 17 de novembro.

A exposição, formada por cerca de 60 obras, que vão desde o desenho à pintura, passando pela escultura, o vídeo e a fotografia, reúne trabalhos de 24 artistas plásticos: Ana Carolina Rodrigues, Ana João Romana, Beatriz Banha, Carlos Lérias, Cecília Corujo, Cristina Ferreira Szwarc, Diogo Nogueira, Duarte Amaral Netto, Jorge Lopes, Kamil Kucharzewski, Luís Silveirinha, Maria Peixoto Martins, Miguel Marquês, Nuno Gaivoto, Nuno Vicente, Orlando Franco, Ricardo Castro, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Sofia Aguiar, Susana Anágua, Tomás Colaço, Tomás Toste, Vítor Reis e Weronika Kocewiak.

Perante uma plateia formada por estudantes de uma turma da Escola Secundária da vila, Orlando Franco procurou, tal como explica, fazer “a mediação entre aquilo que é um projeto de arte contemporânea e o interesse dos jovens”. “Vou poder também ampliar um pouco alguns dos sentidos da exposição e, no fundo, partilhar também alguma da história que me trouxe a este tema, à exposição e ao próprio processo de montagem, com um conjunto de decisões mais técnicas, também mais ligadas ao processo criativo”, adianta.

Despertando os mais novos para o mundo da arte contemporânea, o curador e artista plástico procurou “estabelecer pontes” com os jovens estudantes, desmistificando os processos associados à montagem da exposição “e à própria ideia de alguns quererem ser criativos ou mesmo artistas”.

O curador explica ainda que o processo, desde a escolha de obras até à montagem da exposição, acabou por ser “muito orgânico”. “Existem várias coisas que vão acontecendo em simultâneo, nomeadamente o sentido do tema, o começar a pensar o espaço e o tipo de obras que gostaria de ter, também o tipo de artistas, que de alguma maneira são artistas que estão num raio de proximidade e essa proximidade faz com que também seja fácil chegar até aos ateliês, chegar à conversa, trocar ideias, partilhar histórias”, revela.

Feita a escolha das obras, iniciou-se o processo de montagem. “A montagem no espaço é muito importante, porque aqui há uma ressignificação de cada obra, mantendo o seu sentido original, mas há uma conversa entre obras e isso é que foi muito interessante neste processo de montar a exposição com cerca de 60 obras, criar uma relação de tensão, criar hipóteses, verificar várias possibilidades para que elas pudessem interagir entre si”, diz ainda.

Para participar nesta “Conversa de Artista” foi escolhida uma turma de 9º ano pelo facto de vários alunos manifestarem a intenção de vir a seguir a área de Artes Visuais no Ensino Secundário, explica a professora responsável, Anabela Alexandre. “Quisemos proporcionar-lhes algum contacto com obras de arte e com diferentes artistas, dado que esta exposição é uma exposição coletiva e tem várias vertentes”, acrescenta.

Por outro lado, de acordo com a docente, procurou-se “alargar os horizontes” dos mais novos, dado que, muitas vezes, os alunos só reconhecem a pintura como forma de arte. “Eles acham que instalação, fotografia e vídeo, por exemplo, não são também formas de arte e queremos despertá-los para essas situações”, explica ainda Anabela Alexandre. “Alguns deles até acham que há coisas que eles próprios conseguiriam fazer, pela simplicidade ou pelo aspecto que têm um bocadinho mais tosco, mas queremos também que percebam que a arte é, sobretudo, transmissão de ideias e isso às vezes também se faz daquela forma mais tosca”, remata.

A exposição “When The World Is Full Of Noise” pode ser visitada, no espaço.arte, até 7 de dezembro.

36ª Meia Maratona liga Elvas a Badajoz com quase 1.800 inscritos

A 36ª Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz está a decorrer este domingo, 16 de novembro de 2025, ligando as duas cidades raianas num percurso de 21,097 quilómetros que simboliza a amizade e cooperação transfronteiriça.

Elvas e Badajoz voltam a unir-se pela corrida. A manhã deste domingo ficou marcada pela realização da 36ª edição da Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz, que arrancou às 9h30 (hora portuguesa) no Parque da Piedade, em Elvas, e tem chegada prevista na Avenida de Huelva, em Badajoz, pouco depois das 10h30.

Com cerca de 1.800 atletas inscritos, vindos de Portugal, Espanha e outros países, a prova volta a afirmar-se como uma das mais importantes competições de atletismo da Península Ibérica. O evento é organizado pela Fundação Municipal de Desportos de Badajoz, em colaboração com a Câmara Municipal de Elvas e diversas entidades desportivas.

Além da vertente competitiva, esta edição tem também um caráter social, com mensagens de sensibilização contra a violência de género, reforçando o papel da corrida como espaço de união e cidadania.