Concerto da Banda 1º de Dezembro este sábado no Centro Cultural de Campo Maior

A Banda 1º de Dezembro volta ao Centro Cultural para um Concerto de Ano Novo, este sábado, 22 de janeiro, às 21.30 horas.

Trata-se de um concerto “com um reportório que é uma fusão entre o concerto que a banda tinha preparado para o aniversário, assim como o de ano novo, que não se realizaram anteriormente, devido à pandemia”, explica a vereadora na Câmara de Campo Maior São Silveirinha.

O espetáculo está marcado para as 21.30 horas e a entrada é gratuita, contudo é obrigatório o uso de máscara e a apresentação do Certificado de Vacinação válido.

Luís Rosinha: Centro de Artes e Ofícios é promessa, mas há outras prioridades

Após cem dias à frente dos destinos da Câmara Municipal de Campo Maior, o mandato de Luís Rosinha, fica, desde já, associado à elevação das Festas do Povo a Património Cultural e Imaterial da UNESCO, bem como à conquista de um financiamento de 15 milhões de euros, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para investimento na zona industrial da vila.

Para o presidente da Câmara, “é fundamental” que as festas do povo se realizem, assim que possível e que a pandemia o permita, apontando, já para o ano que vem, a próxima edição do evento. “Não podemos olhar para um evento como este, numa situação em que estamos hoje em dia ainda, e temos de perceber que este é um evento de união e comunhão entre as pessoas, que neste momento não podemos provocar”, assegura.

A elevação, a 15 de dezembro do ano passado, adianta Rosinha, aumentou a responsabilidade que já sentiam a autarquia, a Associação das Festas do Povo de Campo Maior e a própria população. “Nós já a sentíamos, porque percebíamos que é um evento que vai sendo feito pelos mais velhos, que tinha de existir aqui uma salvaguarda nos modelos de conceção e própria execução da flor, e aquilo que a câmara já está a preparar que tem muito que ver com um processo educativo”, revela.

Incorporar a tradição das Festas do Povo na comunidade escolar é, assim, uma das prioridades: “os nossos alunos terão que sentir a necessidade daquele trabalho voluntarioso, mas que é a nossa mostra ao mundo mais significativa, e agora com um selo de património da UNESCO, que nos trará, de certeza, muito mais a ganhar”.

Quanto aos fundos do PRR, que superam o valor do orçamento municipal para este ano, que é de 14 milhões e 800 mil euros, revela o autarca, começa-se já a tratar do procedimento de contratação. “Estamos praticamente a assinar o termo de aceitação com a CCDR e a perceber quais são as questões não ilegíveis”, revela Luís Rosinha.

O Centro de Artes e Ofícios, prometido em campanha eleitoral pelo PS, virá a ser uma realidade, garante ainda o autarca, mas que, por agora, as prioridades são outras. “Iremos fazer esse caminho, começamos a identificar o espaço para fazer esse centro, perceber quais as necessidades que vamos lá colocar, se será uma coisa mais direcionada para aquilo que é a Festa da Flor em si, mas também para outros atos, porque não nos podemos esquecer, que associadas às Festas do Povo, temos as Saias, a nossa cultura popular”, lembra.

Relativamente ao investimento, com base nos fundos do PRR, o presidente da Câmara de Campo Maior não tem dúvidas que irá resultar em mais fixação de empresas, mais empregos e mais investimento. “A fixação de jovens pode muito estar atrás de um projeto como este, porque falamos em questões muito em voga, que tem a ver com novas profissões, que tem a ver com a criação de uma zona totalmente coberta das redes 5G”, remata.

Estes foram apenas alguns dos temas abordados numa entrevista feita esta quinta-feira, pelo diretor da Rádio Campo Maior, António Ferreira Góis, a Luís Rosinha. Pode ver e ouvir a entrevista, na íntegra, aqui.

Portugal com novo máximo de casos nas últimas 24 horas

Portugal registou, nas últimas 24 horas, um novo recorde de novos casos de Covid-19: mais 56.426 casos e 34 óbitos associados à doença.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 28.301 casos de recuperação.

Esta quinta-feira, dia 20, em todo o território nacional, há 2004 doentes internados, mais 45, 152 em unidades de cuidados intensivos, menos um.

Alentejo com mais 1912 casos Covid

O Alentejo regista esta quinta-feira,20 de janeiro, 1912 novos casos de infeção por Covid-19, não havendo, nas últimas 24 horas, óbitos associados à doença.

Desde o início da pandemia, a região conta com 68.238 infetados e 1104 mortes.

Luís Rosinha em entrevista na Rádio Campo Maior (c/ vídeo)

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha esteve, esta quinta-feira, dia 20, em entrevista na Rádio Campo Maior e Rádio ELVAS ELVAS, para falar sobre os primeiros cem dias do seu atual mandato à frente da autarquia campomaiorense.

Veja, ou reveja, aqui o vídeo da entrevista, conduzida por António Ferreira Góis, diretor das rádios do grupo Alentejo em FM:

Iniciativa Jean Monnet financia escolas com 30 mil euros

A Comissão Europeia lançou a iniciativa Jean Monnet «Aprender sobre a UE», uma nova oportunidade de financiamento para melhorar o ensino sobre a União Europeia nas escolas, redes de escolas e formadores em ensino profissional.

As organizações interessadas podem candidatar-se “até 1 de março a uma bolsa de até 30 mil euros por um período de três anos”, segundo Ana Pereira (na foto), do Europe Direct Alto Alentejo. As atividades devem realizar-se ao longo do ano letivo e podem incluir semanas de projeto, visitas de estudo e outras atividades imersivas.

A iniciativa Jean Monnet «Aprender sobre a UE» está em destaque na edição desta semana do programa Espaço Europa, com Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo.

Mais 30 casos de Covid-19 identificados em Campo Maior

Campo Maior regista esta quinta-feira, 20 de janeiro, 30 novos casos de Covid-19 e 18 recuperações.

Encontram-se ativos, ao dia hoje, no concelho, 116 casos de infeção, mais 18 do que ontem.

Desde o início da pandemia, Campo Maior registou 1.434 casos positivos, 14 óbitos e 1.304 altas.

Junta da Extremadura afirma que a região está “em disputa” pela fábrica de baterias

É a primeira confirmação oficial que a Junta da Extremadura faz, relativamente à futura fábrica de baterias que a Volkswagen tem previsto instalar em Espanha: “Extremadura está em disputa”, declarou esta quarta-feira a Consejera para a Transição Ecológica e Sustentabilidade, Olga Garcia, destacando que, para além do tempo exigido pelas empresas para a tomada de decisões, o importante é que a comunidade esteja entre as candidatas para sediar este projeto.

“Somos sensíveis e respeitamos o tempo que as empresas exigem para tomar decisões”, insistiu; e defendeu que, em todo o caso, a Extremadura é um local “muito interessante” não só para a instalação da referida fábrica de baterias de lítio, mas para “muitos outros” projetos industriais. “Temos recursos suficientes para sermos competitivos: território, energia elétrica, recursos solares, água, estabilidade social, segurança jurídica, e por isso a Extremadura está em disputa”, reiterou.

A verdade é que o lítio se tornou o novo “ouro líquido” a nível europeu e a Extremadura está há vários anos na corrida para fazer parte do novo mercado dos veículos elétricos, cujas baterias precisam deste elemento. A região tem em Cañaveral um dos projetos de mineração mais avançados da península para iniciar a extração de lítio e outros dois projetos industriais, menores, para fabricar células de bateria.

No momento, a comunidade aparece como uma das possíveis candidatas ao projeto Volkswagen junto com Sagunto (em Valência) e Aragão, que não foi totalmente descartado.

A decisão dependerá, em última análise, das empresas, mas o parque empresarial Expacio Navalmoral está a preparar-se para acolher a eventual chegada de grandes projetos industriais, de acordo com os passos que a Junta de Extremadura tem vindo a dar no último ano. A mais recente é a que foi publicada este mês de janeiro na Plataforma de Contratação do Setor Público, destinada a transportar a água da albufeira de Valdecañas até ao parque empresarial, através de uma conduta de 12 quilómetros, que será licitada em 2023. E será executado com previsão no final de 2024. O que está a ser licitado agora é a elaboração do projeto.

Da Junta da Extremadura mencionam propostas concretas, mas avançam que “há projetos industriais que mostram interesse em colocar-se na Extremadura e uma das possíveis localizações em consideração é o Expacio Navalmoral”. A questão é que “as necessidades hídricas manifestadas por estes projetos exigem estas novas infraestruturas, e por isso já projetamos hoje a melhoria das dotações existentes”, especificam do Ministério da Transição Ecológica.

Há outro lote no mesmo concurso destinado a melhorar também os recursos do sistema de abastecimento do reservatório de Santa Lucía em Trujillo, que a Transição Ecológica também vincula ao interesse de algumas indústrias de se instalarem nessa área.

Barragem do Caia alvo de trabalhos de manutenção e conservação

A Associação de Beneficiários da Barragem do Caia está a proceder a trabalhos de manutenção e conservação da barragem e de alguns pontos do sistema de rega.

O gerente da Associação, Luís Rodrigues, refere que “durante a campanha de rega foram identificados alguns problemas para que agora, nesta fase de paragem, possam ser resolvidos”.

A associação está a proceder, entre outros, à reparação “de uma conduta na Herdade das Caldeiras e à substituição da tela, em Campo Maior. Por outro lado, está em análise uma candidatura, no valor de 600 mil euros, para revisão dos órgãos de segurança da barragem”.

A Barragem do Caia apresenta a maior albufeira de todo o distrito de Portalegre, servindo os concelhos de Elvas, Arronches e Campo Maior.

Suspeitas de tráfico humano em Campo Maior

Um grupo de 16 pessoas, de nacionalidade estrangeira, deslocou-se ao final do dia de ontem, terça-feira, dia 18, ao Posto Territorial de Campo Maior da GNR para pedir ajuda, alegando que se encontrava a ser explorado. Com fome e sem condições de alojamento, tudo apontou para crime de tráfico de seres humanos.

De acordo com o capitão Lourenço, comandante do Destacamento Territorial de Elvas da GNR, “perante todos os indícios, percebemos que se poderia tratar de uma situação de tráfico de seres humanos. Acolhemos estas pessoas, em coordenação com uma equipa multidisciplinar e especializada na prática de tráfico de seres humanos e com o Município de Campo Maior, e já encaminhámos oito destas pessoas. As outras oito foram acolhidas pelo Município de Campo Maior e, posteriormente seguirão também para estes centros”.

De acordo com o comandante, este grupo de indivíduos já estava sinalizado e a situação já tinha sido reportada ao Ministério Público: “em novembro, quando realizámos uma ação de fiscalização com o intuito de identificar situações de tráfico de seres humanos, estivemos no monte onde estes e outros indivíduos estavam. Por haver alguns indicios, reportámos o caso ao Ministério Público mas eles não se quiseram deslocar do local. Agora, por se encontrarem numa situação mais vulnerável, deslocaram-se ao posto da GNR de Campo Maior para pedirem ajuda”.

Já no posto da GNR de Campo Maior, foi necessário encontrar uma entidade que lhe servisse uma refeição digna. Esse foi o papel da Santa Casa de Campo Maior, como nos referiu Luís Machado, provedor da instituição campomaiorense: “fomos contactados pela Segurança Social no sentido de servirmos a refeição a estas pessoas. Conseguimos proporcionar-lhe o jantar e também o pequeno almoço de hoje. Ontem, quando passei pelo posto da GNR, ainda não se sabia onde eles iriam pernoitar. Nesse sentido, apoiámos também com a entrega de cobertores”.

Também a Câmara Municipal de Campo Maior tomou diligências para ajudar estas pessoas, principalmente na questão das refeições e da hospedagem. Luís Rosinha, presidente do município explica que tomou conhecimento da situação depois de ser contactado pela diretora distrital da Segurança Social e do Comandante do Posto Territorial de Campo Maior da GNR, sendo que a partir desse momento, se colocou “à disposição para minimizar o momento que estas pessoas estavam a viver”, uma delas relacionada com as refeições, enaltecendo o papel do provedor que “manifestou prontamente disponibilidade para confecionar as refeições, noturnas, e a Câmara disponibilizou o armazém municipal para que estas lá pudessem jantar”.

O município, em colaboração com a Junta de Freguesia de Degolados, para hospedar estas pessoas, decidiram disponibilizar o espaço do antigo lar de Degolados para que lá pudessem pernoitar. O presidente do município campomaiorense revela ainda que “como estes processos são geridos por uma ONG, foi acionada uma linha para a parte da hospedagem, mas tendo em conta a noite fria e o passar das horas, aquilo que de forma articulada as entidades agilizaram, foi disponibilizar o espaço do antigo lar de Degolados”, que tinha disponibilidade de camas que eram destinadas a doentes covid, caso fosse necessário, e foi onde estas pessoas pernoitaram.

Luís Rosinha acrescenta ainda que o apoio da Câmara foi de encontro “às necessidades notificadas pela GNR e Segurança Social, demonstrando apreço à junta de Degolados, na pessoa da Olga Madeira, que se prontificou de imediato a ajudar e preparar os quartos neste lar, para que estas pessoas tivessem uma noite tranquila e quente”.

O caso está em investigação para apurar todos os pormenores. As 16 pessoas, homens e mulheres, têm idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos e estariam a trabalhar na apanha da azeitona, em diversos olivais da região, estando alojados num monte no concelho de Campo Maior.