“FIAPE é uma feira grande em qualquer ponto do país”, diz Carlos Miguel

A Feira Internacional Agropecuária de Estremoz (FIAPE) é, nas palavras do Secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Carlos Miguel, que presidiu à cerimónia de abertura do certame, na manhã desta quarta-feira, 27 de abril, “uma feira grande em qualquer ponto do país”.

A feira, que conta com cerca 450 expositores e mais de 130 artesãos, tem a “capacidade de se expandir”, no que diz respeito à área dedicada aos animais, que Carlos Miguel considera “muito atrativa”. “As pessoas gostam muito de os ver, embora dê um trabalho do arco da velha tê-los cá, que eu sei o que isso é, em termos sanitários, mas é importante acomodar o bem-estar dos animais”, acrescenta.

O setor da agricultura, central no evento, é, do ponto de vista de António Ceia da Silva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, “um dos mais importantes do território”, a par do turismo. “O facto de termos duas grandes feiras, a Ovibeja e a FIAPE, é para nós muito relevante e o facto de elas terem voltado a um formato presencial e darem possibilidade aos agentes comerciais de poderem estar aqui e, mais que vender, divulgar os seus produtos, é muito importante ”, assegura. Dois anos “terríveis”, sobretudo a nível económico, passados, com a pandemia, este “retomar tem um sabor muito especial”.

Relativamente ao facto de, desta feita, a Ovibeja e a FIAPE não terem coincido, em termos de datas, como aconteceu em outros anos, Ceia da Silva diz-se “muito feliz”. “Toda a região ganha em as duas associações estarem conciliadas, pelo menos, naquilo que são as datas dos certames”, remata.

A “melhor FIAPE de sempre” já arrancou em Estremoz

“Tudo se conjuga para que seja a melhor FIAPE de sempre”: é com estas palavras que o presidente da Câmara Municipal de Estremoz revela o seu entusiasmo com o regresso da Feira Internacional Agropecuária e da Feira de Artesanato ao Parque de Feiras e Exposições da cidade, passados dois anos.

“É uma grande satisfação podermos retomar a nossa FIAPE, após estes dois anos de suspensão, pelos motivos tristes que todos conhecemos”, garante o autarca, sem deixar de dirigir ao staff do município um agradecimento, por ter sido “inexcedível e incansável”, e sem o qual não seria possível a retoma do certame.

“Apostámos na essência da FIAPE, isto é, apostámos fortemente no artesanato, com mais expositores e mais espaço; apostámos fortemente na feira pecuária, também com mais expositores e mais espaço; criámos forma de tornar gratuita a entrada na feira; e temos também à noite, que é muito importante e complemente a FIAPE, grandes concertos, com grandes figuras”, revela José Sádio.

Com a entrada gratuita na feira, exceção feita para o acesso ao recinto dos espetáculos, localizado onde decorre, habitualmente, o mercado de levante, o presidente da Câmara de Estremoz está convicto que a afluência de público será muito superior à de edições passadas. “Este facto permitiu fazer aquilo que era reclamado há muito, que era separar as zonas de forma a que não se pagasse só para visitar e para consumir no recinto”, recorda ainda.

Numa cerimónia de abertura, na manhã desta quarta-feira, 27 de abril, presidida pelo Secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Carlos Miguel, foram muitos os presidentes de Câmara, quer do distrito de Évora, como do distrito de Portalegre, que marcaram presença. Um deles é Luís Rosinha, que revela que o Município de Campo Maior tem um stand na FIAPE, dedicado às flores de papel. “Fizemo-lo com todo o prazer e trazemos aquilo que mais nos caracteriza, que são as nossas flores de papel, e cá estamos numa presença de âmbito territorial”, assegura.

Já o presidente da Câmara de Monforte, Gonçalo Lagem, garante que toda a região pode “ganhar muito” se se souber aproveitar o potencial de Estremoz, sendo a FIAPE muito importante para o Alentejo, mas também para o país, numa “altura decisiva”: “quando continuamos a depender muito do exterior, daquilo que importamos, para a nossa consistência, a agricultura que fazemos é muito bem feita, porque há uma capacidade e um conhecimento que não existia há 30 anos”.

Eventos como este, garante o presidente da Câmara de Ponte de Sor, Hugo Hilário, “ajudam a unir” a população, depois da fase difícil por que se passou com a pandemia. “É com orgulho, com felicidade que estamos aqui hoje a registar este início da FIAPE, em 2022, que é também o assinalar da tentativa de retoma à nossa vida normal e todos aqueles que forem os eventos que possam ajudar a promover o nosso território”, comenta o autarca.

“O importante é que a região continue a afirmar-se como polo de atratividade de investimento, a todos os níveis, e a FIAPE é mais uma demonstração disso”, assegura, por sua vez, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo. Esperando que esta edição do evento, o “maior da zona dos mármores”, seja um sucesso, destacando o esforço da Câmara de Estremoz para dinamizar a região com o certame.

Também o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, não tem dúvidas que a FIAPE, ao nível agrícola, é o certame mais importante da região dos mármores. Com o evento, também a hotelaria de Vila Viçosa sai a ganhar, até porque lembra o autarca, a oferta, nestes concelhos, “ainda não é muita”.

Em termos económicos, garante o presidente da Câmara de Redondo, David Galego, a FIAPE acaba por ser uma “âncora” que faz os concelhos vizinhos de Estremoz trabalhar para que, em conjunto, entre todas autarquias, possam apresentar os seus produtos a nível nacional.

Também o presidente da Câmara de Montemor-o-Novo, Olímpio Galvão, esteve presente na cerimónia de abertura do evento, que assegura que existe, atualmente, e independentemente da cor política de cada um, uma grande união entre todos os municípios do Alentejo Central. “Esperamos que seja um grande evento, a dar força a este evento e a todos os que aconteçam no distrito de Évora. São 14 concelhos que merecem que estejamos todos juntos, a dar-lhes dimensão nacional”, assegura.

O certame tem como cabeças de cartaz The Lucky Duckies, Calema, António Zambujo e Diogo Piçarra. O programa contempla ainda os espetáculos de Los Romeros, Eddie Ferrer, André Amaro, Pedro Cazanova, Em Casa d’Amália e Karetus.

Novas unidades de cuidados continuados integrados prestes a abrir no Hospital São João de Deus

Duas novas unidades de cuidados continuados integrados vão entrar em funcionamento, brevemente, no Hospital São João de Deus, em Montemor-o-Novo.

Estas novas valências, uma de média duração e reabilitação, com dez camas, e outra de longa duração e manutenção, com 15 lugares, e que integram a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, vão funcionar num dos pisos do edifício do hospital, que tem vindo a ser requalificado.

Estas respostas, revela o diretor do hospital, David Padeiro, resultam de um investimento cerca de dois milhões e 300 mil euros, financiado a 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Estas duas unidades, ainda assim, revela David Padeiro, já se encontravam em funcionamento, mas em instalações provisórias. “Houve aqui um comprometimento, em 2016, por parte da Administração Regional de Saúde e o Instituto da Segurança Social de Évora, de realizar esta reformulação da instalação da estrutura física, para dar origem a estas novas instalações”, adianta.

As duas novas unidades de cuidados continuados integrados vão permitir ao Hospital São João de Deus dar uma melhor resposta ao nível dos cuidados aos doentes que necessitam deste tipo de internamento, para reabilitação física ou manutenção.

Estas novas valências juntam-se à residência de apoio moderado em saúde mental, com capacidade para dez doentes, e que entrou em funcionamento em novembro. “Até agora, éramos vocacionados para a reabilitação física e, neste momento, temos também estas valências para reabilitação psicossocial, sendo um projeto pioneiro no Alentejo”, remata o diretor.

CD Badajoz convida todos a marcar presença no jogo deste sábado frente ao Bilbao Athletic

O CD Badajoz joga este sábado, 30 de abril, frente Bilbao Athletic, marcado para as 17 horas (16 horas em Portugal), no Estádio Nuevo Vivero.

Com o objetivo de viver um ambiente que ajude a pontuar e que os mais jovens da cidade possam desfrutar do futebol profissional, o clube tem um novo local disponível para escolas, associações, equipas de futebol juvenil e a Universidade da Extremadura. Quem faz parte deste grupo e está interessado, pode contactar o clube através do seguinte email: info@clubdeportivobadajoz.es

No domingo, 1 de maio celebra-se o dia da Mãe, mas no sábado joga-se a mãe de todas as partidas, desta temporada, pelo que o CD Badajoz convida, de forma especial, todas as mães de todos os sócios do clube e dos jogadores e jogadoras, a marcar também presença. Para estas haverá convites que devem ser recolhidos na bilheteria 2 do estádio (ao lado do portão 14 da arquibancada).

A entrada no jogo não é gratuita, havendo convites para determinadas pessoas, que devem contactar o clube, para ter esse acesso. Para o encontro, todos os sócios podem aceder, sendo que para o acesso, é necessário cartão de sócio físico, ou através do telemóvel.

Os sócios que têm lugar marcado devem ocupar o lugar correspondente ao seu bilhete de temporada. Os funcionários do clube, bem como os responsáveis ​​pela segurança, podem solicitar aos sócios o cartão para verificar a localização correta.

O acesso ao estádio pode ser feito a partir das 15.30 horas, e as portas de acesso serão fechadas após decorridos os primeiros 30 minutos da partida, não sendo permitido o acesso após decorrido esse tempo.

FIAPE arranca hoje em Estremoz com os “The Lucky Duckies”

A FIAPE 2022 decorre a partir de hoje e até dia 1 de Maio, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz.

As vertentes agricultura, artesanato, pecuária e gastronomia são os pontos fortes deste certame que já se impôs em Estremoz, que conta também “com grandes nomes na vertente musical, de acordo com o presidente da câmara de Estremoz, José Sádio (na foto).

De acordo com o autarca, “vai ser um grande certame, como sempre. Vamos ter uma aposta muito forte na feira de artesanato, que vai contar com mais expositores. O acesso ao espaço expositivo vai ser gratuito e o único local que vai ser pago vai ser a zona de espetáculos. A FIAPE já vai sendo uma feira de grande sucesso e estamos a criar todas as condições para que Estremoz e o Alentejo se promovam”.

Esta é já a 34ª Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE) e a 36ª Feira de Artesanato. Esta quarta-feira, dia 27, pelas 21.30 horas, a FIAPE acolhe o concerto dos “The Lucky Duckies”.

Carlos Miguel preside cerimónia de inauguração da 34ª FIAPE

A 34ª Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz (FIAPE), que decorre em simultâneo com a 38ª Feira de Artesanato, tem início amanhã, 27 de abril, estando prevista a sua abertura oficial para as 11 horas, na presença do Secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Carlos Miguel.

Da programação do evento constam os espetáculos musicais de The  Lucky Duckies, Los Romeros, Calema, André Amaro, António Zambujo, Pedro Casanova, Diogo Piçarra e Karetus.

 

PROGRAMA:

27 abril

– 10:30 horas – Cerimónia de inauguração;

– 21:00 horas – Atuação do Grupo de Cavaquinhos de Estremoz – Palco Pavilhão B;

– 21:30 horas – Espetáculo com  Lucky Duckies – Palco Principal  – Zona de Espetáculos;

– 00:00 às 03:00 horas – Discotecas (DJ Santy)

 

28 abril 

– 11:00 horas – Abertura do certame;

– 11:00 às 14:00 horas – ESTUDIUM KIDS  –  Recinto da Feira;

– 21:30 horas –  Espetáculo com LOS Romeros – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 23:00 horas – Espetáculo com os Calema – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 00:30 horas – Eddie Ferrer – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 00:00 horas às 03:00 horas – Discotecas (DJ Santy)

 

29 abril

– 11:00 horas – Abertura do certame;

– 19:00 horas – VYBE – Palco do Pavilhão B;

– 21:00 horas – Banda da União – Recinto da Feira;

– 21:00 horas – Grupo de Dança Happy Life e Grupo de Revista da Academia Sénior de Estremoz;

– 22:00 horas – Espetáculo com André Amaro – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 23:30 horas – Espetáculo com António  Zambujo – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 01:00 horas – Pedro Casanova – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 00:00 horas às 06:00 horas – Discotecas (DJ CyerG)

 

30 abril

– 11:00 horas – Abertura do certame;

– 15:00 horas – Banda Luzitina –  Recinto da Feira;

– 15:00 horas – MASTERCLASS ESTUDIUM – Palco do Pavilhão B;

– 16:00 horas – Atuação dos grupos de dança GINARTE – Palco do Pavilhão B;

– Atuação do grupo de dança Oahna – Palco do Pavilhão B;

– Atuação Traquinas & All Stars – Palco do Pavilhão B;

– Atuação de ballet do Orfeão Tomáz Alcaide – Palco do Pavilhão B;

– It`s Dance e Classe de Balet do Ginásio Point Fit – Palco do Pavilhão B;

– 17:00 horas – Corridas de Touros (Praça de Touros – Ver programa próprio)

– 21:30 horas – Casa d’ Amália – Palco do Parque de Feiras;

– 23:30 horas – Espetáculo com Diogo Piçarra – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 01:00 horas – Karetus – Palco Principal – Zona de Espetáculos;

– 00:00 horas às 06:00 horas – Discotecas (DJ André Gaspar e DJ S-Silva)

 

1 maio

– 11:00 horas – Abertura do certame;

– 15:00 horas – Akido – Palco do Pavilhão B;

– 15:30 horas – Atuação da Banda de Veiros – Recinto da Feira;

– 16:00 horas – Tarde Alentejana; (Palco do Parque de Feiras):

– Atuação do Rancho Folclórico “As Azeitoneiras” de São Bento do Cortiço;

– Grupo de Cantares  “Vozes na Idade do Ouro”, Academia Sénior de Estremoz;

– Atuação do Rancho Folclórico “Cravos e Rosas do Alentejo”, de Orada;

– Grupo  de Cantares do Rancho Folclórico “Rosas de Maio”  de Veiros;

– Tuna da Misericórdia de Borba;

– 20:00 horas – Encerramento do certame

368 Guardas-provisórios iniciam 48.º Curso de Formação na Figueira da Foz

A incorporação do 48.º Curso de Formação de Guardas, composto por 368 Guardas-provisórios, decorre esta terça-feira, 26 de abril, no Centro de Formação da Figueira da Foz.

O curso terá a duração aproximada de oito meses, período em que serão ministradas, à distância e presencialmente, diversas matérias relativas quer à formação geral militar, quer à formação nas áreas jurídicas e técnico-profissionais.

A formação contemplará ainda uma vertente de caráter prático (formação em exercício), com o objetivo de proporcionar aos Guardas-provisórios as competências na prática de exercício das funções inerentes ao serviço operacional da GNR.

Jimmy P alerta jovens de Campo Maior para violência no namoro online

Depois de uma primeira obra – “Amar-te e Respeitar-te”, em que aborda a temática da violência no namoro, o rapper Jimmy P volta ao tema, com o livro “O Digital é Real”, com o objetivo de sensibilizar, sobretudo os jovens, para problemas como o cyberbullying e os relacionamentos abusivos online.

O projeto pedagógico foi apresentado esta terça-feira, 26 de abril, em primeira mão, aos alunos de 7º e 8º anos de Campo Maior, no Centro Cultural da vila, no âmbito do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, promovido pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), em parceria com o Município de Campo Maior. Mais que através do livro, a mensagem da obra é transmitida, pelo artista aos jovens, através daquilo que melhor sabe fazer: a música.

O rapper explica que “O Digital é Real” surge no seguimento da primeira obra, com o objetivo de se “repensar o conceito de privacidade” e de aprofundar temas relacionados com a violência no namorado, ao nível das redes sociais. Em “Amar-te e Respeitar-te”, Jimmy P e a Betweien, a empresa responsável  pelo projeto, procuraram “capacitar os jovens e prevenir comportamentos de risco, naquilo que são as relações amorosas”. Passados cinco anos, desde que foi lançado esse trabalho, “a sociedade evoluiu e as redes sociais têm uma importância muito maior nas nossas vidas”.

Com “O Digital é Real”, a violência no namoro, a partir das redes sociais, através de conceitos como Cyberbullying, Cyberstalking, Sexting, Grooming, Sextortion, Revenge Porn e Romance Scams, procura-se dar ferramentas aos jovens, para que possam combater estes problemas, ganhando uma “noção mais lúcida daquilo que pode acontecer nas redes”.

Estes foram problemas que, com a pandemia, acabaram por ganhar uma outra dimensão. “Há um estudo, que mencionamos no livro, que diz que, de todos os jovens inquiridos, pelos menos 70 por cento, sofreram alguma forma de bullying durante a pandemia”, adianta Jimmy P. Isto acontece, garante o artista, porque as redes sociais permitem “que o agressor não dê a cara, tendo a sensação de segurança e de anonimato”. Isto, adianta, “tem acontecido: em cada vinte jovens, pelos menos, 16 ou 17, já sofreram deste tipo de abuso”.

Interpretar canções, relacionadas com esta problemática, para jovens, com “alguma intimidade e profundidade”, garante ainda, é bem diferente de apresentar as suas músicas mais conhecidas em concerto. “Se eu fosse aluno, uma coisa era eu estar a ouvir um professor a falar disto todos os dias; outra é ouvir alguém que eu conheço, que vejo na televisão e ouço na rádio e acho que isso, obrigatoriamente, tem outro impacto e encurta essa distância entre o público e o artista”, remata.

Transmitir a mensagem que Jimmy P levou até Campo Maior, numa fase em que os jovens precisam de estar despertos para algumas problemáticas, dada a idade do público-alvo deste projeto pedagógico, garante a vereadora na Câmara Municipal, São Silveirinha, é de grande importância. “Estão numa idade complicada, pensam que já sabem tudo, não estão despertos para determinadas problemáticas e é nesse sentido que também temos de alertar, enquanto educadores, enquanto pais, para eles perceberem que o mundo não é aquele mar de rosas que se pinta”, assegura. São Silveirinha lembra ainda que, nas redes sociais, há, entre outros, perseguição, assédio e bullying, pelo que há que alertar e chamar a atenção dos mais novos.

Dar aos jovens a oportunidade de receber a mensagem, através de um artista, que muitos deles gostam e acompanham, garante a presidente da CPCJ de Campo Maior, Francisca Russo, foi o principal objetivo desta sessão. “Esta atividade vem no sentido de dar aos jovens a oportunidade de que a mensagem passe de uma outra forma, com uma interação diferente, para os focar naquilo que são hoje as temáticas atuais: a violência no namoro, o cyberbullying e esse tipo de questões”, revela.

Todos os alunos presentes na sessão receberam o livro “O Digital é Real”. As três histórias da obra, que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV),  narram experiências pessoais de relacionamentos abusivos online, de sexualidade e comportamentos de risco e de relacionamentos online seguros e saudáveis.

Hipertensão arterial em destaque no “De Boa Saúde”

A hipertensão é uma doença crónica, que não tem cura, embora possa ser controlada, principalmente quando diagnosticada de forma precoce.

É um fator de risco importante para doenças cardiovasculares, AVC e insuficiência renal, por exemplo, e, por isso, manter a pressão arterial controlada é de grande importância para a saúde geral do organismo.

Na edição desta semana do “De Boa Saúde”, o médico Pintão Antunes explica que a hipertensão arterial resulta de uma “resistência que as artérias fazem ao batimento cardíaco”. Para chegar a cada parte do organismo, o sangue bombeado exerce uma força natural contra as paredes internas das artérias. Os vasos, por sua vez, oferecem certa resistência a essa passagem

Uma pessoa é considerada hipertensa quando sua pressão é superior ou igual a 14 mmHg (milímetros de mercúrio) por 9 na maior parte do tempo. A partir desse limite, o risco de ocorrerem doenças cardiovasculares e renais, entre outros, é significativamente maior.

Já a hipertensão essencial, também chamada de hipertensão primária, resulta de uma pressão arterial elevada sem qualquer causa identificável. Apesar de não se conhecer a causa, sabe-se que algumas situações podem facilitar o aumento da pressão arterial, como o consumo excessivo de sal, a obesidade, o envelhecimento e o stress emocional.

Paula precisa de um dador de medula compatível: “hoje por mim, amanhã por um familiar vosso”

Bombeira voluntária em Elvas, Paula Remédios já salvou muitas vidas. Agora, é ela quem precisa de ajuda para se salvar.

Com um linfoma raro, esta mulher, de apenas 35 anos, quase a terminar o seu curso de Enfermagem, já esgotou, praticamente, todas as possibilidades de tratamento, sendo que a última reside num transplante de medula óssea. Mas para isso, precisa de um dador compatível e é nesse sentido, mas também para ajudar outras pessoas que passem pela mesma situação, que está a apelar à ajuda de todos.

Foi no IPO, em Lisboa, que lhe foi diagnosticado esse linfoma raro, do tipo Grey Zone, depois de, em janeiro do ano passado, ter dado entrada no hospital de Elvas, onde começou a ser acompanhada. “Fiquei internada, em Elvas, mas inicialmente não sabiam bem o que é que eu tinha. Sabiam que eu tinha um tumor no tórax, entre o coração e os pulmões, mas não sabiam que género de tumor é que era”, começa por contar. Internada durante um mês, é quando faz um exame PET (uma Tomografia por Emissões de Positrões) que lhe é detetado o linfoma. Após mais uma série de exames e biópsias, passa a ser seguida no IPO, onde se confirma o pior: um linfoma raro, “mais agressivo”. “Dentro do azar todo que tive, tinha de ter mais esse”, lamenta.

Doente há um ano e quatro meses, Paula já fez todo o tipo de quimioterapia que existe, mas nenhum que seja específico para o tipo de cancro que tem. “Tenho vindo a experimentar vários tipos de quimioterapia, para ver qual é faz efeito, mas é claro que surgem sempre complicações, porque é um tratamento muito agressivo, que mata as células cancerígenas, mas também mata o que é bom”, explica.

Com a única possibilidade de salvação com um transplante de medula óssea, esta mulher procura agora “sensibilizar as pessoas a irem aos bancos de sangue”, para que se tornem dadoras de medula. “E não peço só para mim, porque existem milhares e milhares de pessoas a passar pelo mesmo que eu. Se não conseguir para mim, pelo menos que ajude outras pessoas. Hoje é por mim, mas amanhã pode ser por um familiar ou um amigo”, assegura a bombeira.

A “doença da moda”, como lhe chama, surge na vida de Paula quando estava a estudar para se tornar enfermeira, o sonho de uma vida. “Estava no último ano de Enfermagem, a fazer os estágios – faltam-me dois para ser enfermeira – e sou bombeira. Eu considero-me ainda bombeira, apesar de não estar no ativo, devido à minha situação, mas trabalhava, tinha a minha independência, ajudava os outros, estava no meu estágio e a fazer, finalmente, o curso que eu queria – que era o meu sonho e que continua a ser”, revela, entre risos tímidos.

De um momento para outro, Paula viu-se “sem nada”. Sente que perdeu a sua independência. porque o cansaço e o facto de perder o cabelo, com os tratamentos, fizeram-na perder a sua essência, a sua identidade. Passou também a ter de depender de outros, como o namorado e os pais. “Têm sido super presentes e bastantes pessoas surpreenderam-me, pela positiva. Têm sido incansáveis e só tenho que agradecer do fundo do meu coração”, acrescenta.

As percentagens, indicadas pelos médicos, apesar de altas, a rondar os 80 por cento, no que diz respeito à possibilidade de se salvar com o transplante, Paula garante que “acabam por ser nada”, até porque, até lá, será preciso encontrar esse dador compatível.

Nestas situações, os familiares diretos são sempre os primeiros a serem testados. “Infelizmente, os meus pais e a minha irmã não são compatíveis comigo e é por isso que eu agora estou a tentar que as pessoas sejam dadoras. Até pode ser que me salvem a mim ou a mais alguém”, diz, Paula, com alguma esperança na voz.

Quanto ao transplante, e depois de encontrado um dador compatível, o mesmo, tendo em conta a sua condição, deve ser feito o mais rápido possível.

Para serem dadoras de medula óssea, as pessoas apenas têm de se deslocar ao serviço de dadores de sangue do seu hospital de residência e pedirem para serem dadores de medula óssea. Também o podem fazer pela internet, através do site do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (ver aqui), mediante o preenchimento de um inquérito disponibilizado online.

Aqueles que residem fora de Portugal também podem ajudar. Para isso basta consultar uma listagem, aqui disponibilizada. Ao procurar se o país em que residem atualmente pertence à lista, é só pesquisar pelas várias cidades com os centros de colheita, onde as pessoas se podem deslocar para se tornarem dadoras de medula óssea.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: