Quercus contesta decisão sobre a Barragem do Pisão

O Conselho de Ministros aprovou este mês o decreto-lei que constitui o Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (barragem do Pisão) como empreendimento de interesse público nacional.

A Quercus contesta a Declaração de Impacto Ambiental favorável condicionada da barragem do Pisão, uma vez que “este projeto provocará grandes impactes ambientais. Também não está definida como vai ser feita a relocalização da aldeia do Pisão que vai ser inundada, assim como o realojamento das pessoas”, como nos referiu José Janela (na foto), da Quercus.

“Por outro lado, sabe-se agora que o número estimado de perda de azinheiras será 37.960, em 481 hectares, e de 1.843 sobreiros em povoamento, sem que o estudo tenha avaliado alternativas de localização ao projeto da barragem”, sublinha o ambientalista.

O projeto do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato contará com um investimento de 120 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Just a Change volta a requalificar casa em Alandroal

Pelo terceiro ano consecutivo, o projeto Just a Change passou pelo concelho de Alandroal onde tem vindo a desenvolver um trabalho de requalificação e melhoria de habitações e condições de vida das pessoas.

De acordo com o presidente da câmara de Alandroal, João Grilo, “são já poucos os casos sinalizados de falta de condições de habitabilidade, sendo objetivo da autarquia acabar com estas situações. Estamos já a projetar o próximo ano e são poucos os casos identificados”.

João Grilo garante que “os casos que ainda existem devem-se à falta de vontade dos proprietários em recuperar as suas habitações ou porque há dificuldades em identificar os mesmos”.

O Just a Change quer combater a Pobreza Habitacional reabilitando casas e vidas, sendo que, em 2021, os 1800 voluntários requalificaram 56 casas e 13 instituições.

Degolados inaugura nicho em honra de Nossa Senhora de Fátima

A Junta de Freguesia de Degolados, no concelho de Campo Maior, inaugura amanhã, terça-feira, 13 de setembro, ao meio-dia, o nicho em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Trata-se, de acordo com o presidente da junta, João Cirilo, de um projeto iniciado pelo executivo anterior, “em parceria com a paróquia e com o padre Fernando”, ao qual o atual decidiu dar continuidade, tendo ficado a cargo deste a sua construção. “Estava o projeto feito e estava a localização escolhida, dentro da povoação”, adianta.

Quanto à escolha da data para a inauguração, para além de se prender com disponibilidade do padre da paróquia, João Cirilo relembra que o número 13 é bastante simbólico para os crentes. “Foi uma escolha partilhada com o senhor padre que também achou pertinente esta data”, acrescenta.

O presidente convida toda a população a participar nesta inauguração, lembrando que será nesse momento que a imagem de Nossa Senhora de Fátima chegará ao nicho.

O nicho em honra de Nossa Senhora de Fátima está situado na Avenida Dr. Artur António Louro.

Companhia de Artilharia CART 6 escolhe Campo Maior para o seu convívio anual

A Companhia de Artilharia CART 6 escolheu Campo Maior para realizar o seu convívio anual, organizado pelo campomaiorense José Demétrico.

Para além de atividades culturais e do almoço, o programa incluiu uma cerimónia realizada junto ao Monumento aos Combatentes do concelho de Campo Maior, na qual participou também o Núcleo de Campo Maior da Liga dos Combatentes.

Este momento de homenagem aos combatentes do concelho de Campo Maior, que deram a vida em combate e aos elementos falecidos da CART 6, contou com a presença do presidente do Município, Luís Rosinha, dos vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, do presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, do presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes, José Joaquim Trindade, e do Comandante do Posto de Campo Maior da GNR, Sargento-Ajudante Hugo Tavares.

Câmara de Mora oferece cadernos escolares aos alunos do concelho

A Câmara Municipal de Mora volta, este ano, a implementar um conjunto de medidas no âmbito da educação. As medidas abrangem todas as famílias do concelho, com crianças em idade escolar.

Desta forma, o município vai oferecer a todos os alunos do concelho cadernos de fichas do 1º ciclo até ao ensino secundário.

A presidente do Município, Paula Chuço, revela também que o cartão jovem é outra das medidas implementadas para “alargar as valências do cartão jovem para ver se conseguimos ajudar os jovens não só na escola, mas também em outros aspetos”, e adianta que, brevemente irão existir mais novidades neste sentido.

Os cadernos de fichas para todos os alunos do 1º ciclo até ao ensino secundário estão disponíveis desde o dia 12 de agosto. Para usufruir da oferta, é necessário a matrícula no Agrupamento de Escolas do Concelho de Mora, entregar a fatura na tesouraria da Câmara Municipal ou juntas de Freguesia e quando entregarem a fatura devem indicar alguns dados pessoais do encarregado de educação e do aluno.

Exposição de Tapetes de Arraiolos para visitar até fevereiro de 2023

Está aberta ao público a exposição “Da Decoração dos Tapetes de Arraiolos dos Pessanhas a Maria José Mendonça”, em Arraiolos, até ao dia 12 de fevereiro de 2023.

O desafio de montar esta exposição surgiu no período da pandemia, altura em que as casas de tapetes produziram para o Município de Arraiolos vários tapetes que são réplicas do século XVII. O objetivo desta exposição é “tentar recriar a cor original do tapete, uma vez que foram realizados vários estudos que provam que os tapetes que chegaram até aos dias de hoje não têm a cor original”, revela a presidente da Câmara de Arraiolos, Sílvia Pinto.

“O que nós tentamos produzir nesta exposição, foram tapetes com a cor que supostamente seria a cor original. Quando nós entramos neste espaço de exposições temporárias é um boom de cores que nos surge e que nos surpreende”, diz ainda a autarca.

A exposição decorre no concelho de Arraiolos, na rua Nova, e conta com a colaboração das casas de tapetes aderentes ao evento “O tapete está na Rua 2022”.

Câmara de Alandroal oferece cadernos de fichas aos alunos do concelho

A Câmara Municipal de Alandroal volta, este ano, a oferecer os cadernos de fichas aos alunos do concelho até ao 9º ano. Com o objetivo de ajudar as famílias do concelho, o município de Alandroal oferece também refeições, transportes e o acesso gratuito à escola virtual.

O presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, refere que “há uma parceria muito importante com as juntas de freguesia do concelho que se articularam para complementar esta nossa oferta com a oferta de material escolar no arranque do ano letivo”.

Estas medidas são um pilar fundamental para as famílias do concelho e para a educação e formação dos jovens.

SCC homenageou Luís Cordeiro com torneio internacional de veteranos

O Estádio Capitão César Correia acolheu durante o dia de ontem, sábado, 10 de setembro, a primeira edição do Troféu Internacional Luís Cordeiro, uma organização do Sporting Clube Campomaiorense (SCC), que contou com o apoio do município.

Esta primeira edição do torneio, criado para homenagear Luís Cordeiro, antigo jogador do SCC e colaborador do Município de Campo Maior, contou com as participações das equipas de veteranos do Sporting Clube de Portugal, do Clube de Futebol Os Belenenses, da Seleção da Extremadura e do clube anfitrião, em cuja formação alinharam o presidente do Município, Luís Rosinha, e o presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Milton.

A Seleção da Extremadura venceu a primeira edição deste torneio, tendo o Belenenses ficado em segundo lugar, o Sporting em terceiro e o Campomaiorense em quarto.

Os troféus foram entregues pelo vice-presidente do Município Paulo Pinheiro, pelo presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, por Maria José Cordeiro, viúva de Luís Cordeiro, e pelo presidente do SCC, João Manuel Nabeiro.

Homem de 79 anos morre afogado na Barragem do Maranhão

Foto arquivo

Um homem de 79 anos morreu afogado ontem, sábado, 10 de setembro, na Barragem do Maranhão, no concelho de Avis.

Os Bombeiros de Avis foram chamados ao local, pelas 20.45 horas, “para uma situação de pré-afogamento”, para onde fizeram deslocar “uma ambulância de socorro e um jipe 4×4, uma vez que muitas vezes os carros não chegam a alguns locais”, revela o segundo comandante da corporação, Joaquim Garrinhas.

Em declarações à Rádio Campo Maior, Joaquim Garrinhas, afirma que “à chegada deparámo-nos com um homem de 79 anos em paragem cardiorrespiratória. Este homem veio com um grupo amigos e familiares, para uma zona mais plana e larga da barragem, tinha umas canas de pescas e, a certa altura, foi verificar essas canas. Os familiares, dizem eles, passados 20 ou 30 minutos deram por falta dele e foram procura-lo e quando o encontraram estava, efetivamente, a flutuar na barragem”, revela.

O segundo comandante da corporação, uma das pessoas que se encontrava com este homem, “tirou-o da água e iniciou manobras de reanimação, quando os bombeiros chegaram retomaram essas manobras e, entretanto chegou a VMER, ao local, e 40 minutos depois foi declarado o óbito no local”.

Questionado sobre a perigosidade da zona da Barragem e quais as causas deste afogamento, Joaquim Garrinhas revela que “era uma zona que tinha quatro metros de profundidade, a zona onde estavam à pesca era íngreme, mas fica a dúvida se, este homem, terá escorregado e caído ou terá tido algum problema de saúde antes de entrar na água”, acrescentando que “os familiares não tinham visibilidade para o local onde o senhor tinha as canas de pesca, daí não saberem exatamente o tempo que esteve dentro de água, até ser resgatado”.

O segundo comandante dos Bombeiros de Avis revelou ainda à Rádio Campo Maior que este homem, bem como os seus amigos e familiares, estavam a passar o fim de semana na região, sendo residentes da zona de Lisboa, mas naturais do norte do país.

Para o local forma mobilizados para além dos Bombeiros de Avis, a GNR e a VMER do Hospital de Portalegre, num total de oito operacionais, apoiados por quatro viaturas.

Nuno Garcia Lopes e o prémio literário Hugo Santos: “publicar poesia não é fácil”

Nuno d’Évora Brandão, pseudónimo de Nuno Garcia Lopes, é o vencedor da primeira edição do Prémio Literário Hugo Santos, instituído pelo Município de Campo Maior, com a obra de poesia “Uma Casa de Papel Onde Morar”.

O autor, natural do concelho de Tomar, revela ter tido “o privilégio” de ter conhecido e de se ter cruzado, por diversas vezes, com Hugo Santos, em diferentes eventos relacionados com literatura, uma vez que, embora natural de Campo Maior, Hugo Santos viveu os seus últimos anos de vida em Torres Novas. Tendo “alguma amizade” ao escritor campomaiorense, Nuno Garcia Lopes garante que, mais que o prémio monetário deste concurso, aquilo que o levou a concorrer foi a possibilidade de publicação da obra, até porque, hoje em dia, assegura, “publicar poesia não é propriamente fácil”.

Nuno Garcia Lopes revela que a obra, composta por quatro partes, gira em torno da temática da habitação, “da casa enquanto metáfora da própria poesia e do livro”. “Uma casa de papel onde morar é aquilo que ambicionam os poemas quando são escritos, ambicionam ter um livro que os faça seus”, revela.

Sendo que “da poesia não se podem ler as coisas de forma direta”, o escritor explica que a obra “fala do mundo, a partir da perspetiva de uma aldeia e num confronto entre o que é mais urbano, com os contrapontos que aí há, em relação ao mundo em que vivemos”. O autor destaca ainda dois poemas, um que abre e outro que fecha a obra, com reflexões mais diretas sobre, entre outros, o ser ou não sem-abrigo, ou, de uma forma mais metafórica, do poeta que não tem onde publicar.

Para além de livros de poesia, Nuno Garcia Lopes conta com uma vasta lista de obras publicadas, incluindo de contos e destinadas ao público infanto-juvenil.

Ao que tudo indica, “Uma Casa de Papel Onde Morar”, editada pelas Edições Filigrana, será lançado a 2 de outubro, um dia depois do aniversário de Hugo Santos. Para além da publicação da obra, Nuno Garcia Lopes ganha ainda um prémio monetário, no valor de 750 euros.

Segundo o Município de Campo Maior, a criação do Prémio Literário Hugo Santos “tem por objetivo fomentar o gosto pela leitura e pela escrita, defender e valorizar a língua portuguesa e promover e incentivar a criação literária, mas é também, e sobretudo, uma homenagem ao homem e ao escritor que lhe dá nome”.