“Café Y Ropa Limpia”, por María Lama no Jardim de Campo Maior

O “Pés no Chão”, Festival Internacional de Dança de Campo Maior, prossegue neste domingo, 30 de abril, com um espetáculo, marcado para o mei-dia e 20 minutos, no Jardim Municipal, com o título “Café Y Límpia”, por María Lama.

Recordações carinhosas de roupas limpas, de algodão acabado de passar, de jogos entre roupas deitadas ao sol, de mãos limpas e de sonhos reconfortantes entre lençóis brancos macios. E café. Também bebe café? Também se reflecte no seu outono…

Ar, água, sol e café. O cheiro do café que nos traz lembranças do passado. O cheiro do café, o cheiro do calor, da ternura, da vida… Na mesa do café, a inquietação renasce… O desejo de viver emerge da alma. A que cheiram as memórias? Há cheiros que nos levam de volta à infância, que nos lembram um lugar, que nos fazem sentir melhor, que revivem momentos… Esta peça é uma viagem de emoções através destes dois cheiros: cheiro a café e roupa limpa… Nas palavras de María Lama – “Café e roupa limpa é também uma pequena homenagem a Campo Maior, a minha segunda casa… Quando entro na vila, estes dois cheiros intoxicam-me e transportam-me… cheiro da minha infância, da tarde de Outono e de conversas, do domingo de manhã na cama, amor e tempo parado, coração na calma…”.

Exposição com obras de Henrique Ruivo patente no Espaço.arte

“Mansas são as tardes” é o nome da exposição, do artista plástico Henrique Ruivo, que está patente no Espaço.arte, em Campo Maior.

A mostra conta “com 28 obras, acima de tudo, de pintura e colagem, deste artista, que teve uma forte ligação a Campo Maior”, revela a vereadora na Câmara São Silveirinha.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 17 horas, através de marcação ou de forma livre. São Silveirinha acrescenta que no âmbito desta mostra, irá decorrer no dia 17 de maio, “uma conversa de artista sobre esta exposição, com o professor de Belas Artes, Fernando Rosa Dias, dirigida principalmente ao público escolar da área de artes, mas o público em geral, também pode participar”.

“Mansas são as tardes”, a exposição com obras de Henrique Ruivo está patente no Espaço.arte, em Campo Maior, até dia 9 de julho.

Caminhada pelo património em São Brás e São Lourenço (Elvas)

As “Caminhadas pelo Património” estão de regresso a Elvas, numa organização da Câmara Municipal.

A primeira está marcada para amanhã, domingo, 30 de abril, às 10 horas, e pretende dar a conhecer a Paróquia de São Brás e São Lourenço. O presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, garante que esta iniciativa é importante para que “as pessoas possam viver o nosso património histórico, cultural e natural, para levar, por vários circuitos todos aqueles que se quiserem juntar, por locais que muitos até podem desconhecer”.

O ponto de encontro amanhã, nesta caminhada pelo património é junto à Igreja de São Brás.

“Dânsâi”, por Adrián Herrera, sábado à noite no CIFA

O “Pés no Chão”, Festival Internacional de Dança de Campo Maior, continua neste sábado, dia 29, com um espetáculo, com o título “Dânsâi”, por Adriám Herrera, marcado para as 21.30 horas, com uma duração de 30 minutos, no Centro Interpretativo das Fortificações Abaluartadas (CIFA).

Dânsâi é uma peça inspirada no encontro com uma das muitas espécies de árvores que o artista encontrou durante a sua visita a Cali, a Ficus Elástica (Dansai Ichijiku), que pertence à biodiversidade da Colômbia, e na própria investigação do artista e na sua percepção do movimento do artista, que, cheia de possibilidades, leva ao limite a abertura
articulada a partir da dança contemporânea e da acrobacia.
Esta peça trata das possibilidades da biomecânica e ergonomia das espécies marinhas invertebradas, como podem ser transferidas para o corpo humano e adoptar os seus tecidos musculares.

Dança e artes performativas na tarde de sábado no Jardim

O “Pés no Chão”, Festival Internacional de Dança de Campo Maior, prossegue neste sábado, dia 29, com o espetáculo “Hasta que oscurezca”, às 18 horas, no Jardim Municipal.

QueOscurezca (“Hasta que oscurezca” com pronúncia e sotaque extremenho) é um apelo a favor da dança e das artes performativas.

Queoscurezca é uma explosão de emoções e uma surpresa para os sentidos. Jesús Ortega, María Lama, Juan Carlo Guajardo e Cristina Rosa fundem os seus estilos para expressar o que experimentaram. Acompanhados pelos músicos Juan Manuel Moreno, José Gómez “Fefo”, Iván Sanjuán e Sylla Aboubacar, #Queoscurezca não deixa ninguém indiferente. Num trabalho sem precedentes de investigação musical aprofundada, esta proposta parte das raízes mais profundas do flamenco para ir ao encontro dos ritmos ancestrais da Guiné Conacri, destacando os laços que nos unem.

Quatro bailarinos, quatro olhares, quatro línguas, unidos por um grande desejo de se compreenderem mutuamente, quatro bailarinos de estilos diferentes que fundem os seus estilos e linguagens para falar da dança como uma única língua universal.

Cada um viveu a pandemia de diferentes maneiras e com diferentes fases; no fio que tece esta peça e que une os diferentes solos, pode-se ler a experiência de cada um deles, e por sua vez a experiência colectiva de criação de #QueOscurezca. Libertação, transformação, saudade, busca de identidade e medo da incerteza.

Trio de André Sarbib fecha Art Jazz Festival de Elvas

O trio de André Sarbib é o responsável por encerrar, na noite deste sábado, 29 de abril, a oitava edição do Art Jazz Festival de Elvas.

André Sarbib, explica Jorge Goes, o diretor artístico do evento, vem a Elvas “tocar temas dos seus álbuns, dos seus originais, e também alguns standards de jazz também”.

Neste espetáculo, André Sarbib apresentará também alguns temas do brasileiro Ivan Lins, “mas cantados em francês”.

O concerto tem início às 21h30, sendo que os bilhetes podem ser adquiridos, no cineteatro, meia hora antes.

Estágio nacional de Karaté este fim de semana em Elvas

Foto ilustrativa

O Estágio Nacional de Karaté, que será realizado em Elvas, tem como objetivo unir os atletas numa atividade física, conjugada com visitas culturais. Com organização da escola de Karaté do Motoclube Alentejano de Elvas, as atividades decorrem este fim de semana, dias 29 e 30 de abril.

Este sábado, o treino será feito no Pavilhão Desportivo Municipal de Elvas, e no domingo, no Forte da Graça. Paulo Ramalhete, coordenador desta iniciativa, refere que tentam sempre “fazer a parte técnica do karaté, mas também conhecer um pouco da história e da cultura de cada cidade que visitam”.

Desta forma, no sábado, após o estágio, a escola de Karaté de Elvas levará os alunos e as famílias, “que vêm da Zona do Porto, de Torres Vedras, Lisboa, Vila Nova de Gaia, e outras regiões”, a visitarem os monumentos da cidade. Paulo Ramalhete reforça que “os estágios são técnicos/práticos mas também tem um aspecto cultural e de convivência”.

No domingo, com apoio da Câmara Municipal de Elvas e da Junta de freguesia de Caia e São Pedro, a atividade será feita dentro do Forte da Graça, com mais uma visita cultural no final.

O estágio contará com seis treinadores, vindos da Associação de Karaté do Porto, que trabalha em conjunto com a escola de Karaté do Motoclube Alentejano de Elvas. As atividades serão feitas “no estilo Shotokan e os senseis (professores de karaté) trabalharão em 3 módulos”, refere o coordenador.

Workshop “O Contemporâneo do Flamenco” domingo no Centro Cultural

O “Pés no Chão”, Festival Internacional de Dança de Campo Maior, prossegue neste domingo, dia 30, com o workshop “O Contemporâneo do Flamenco”, por Álvaro Murillo, no Centro Cultural, às 10 horas.

Neste workshop, vamos partilhar, através da linguagem contemporânea e da dança flamenca. Trabalhamos o movimento orgânico sob o ritmo e as emoções do mundo flamenco, mas também fazemos o caminho contrário, partindo de movimentos e conceitos do flamenco para uma forma contemporânea de movimento e composição. O objetivo deste workshop é atingir um ponto de encontro, um espaço de criação individual e coletiva e de fruição.

Trabalharemos a partir da técnica criativa, através da improvisação estruturada, alcançando a nossa própria composição. As atividades serão desenvolvidas tendo por base dinâmicas, manipulações, coreografias, resolução de problemas motores, simbolizações, observações, interações, contacto, criação e reflexão.
Não é necessário ter um nível específico de dança para participar neste workshop; todas as atividades serão adaptadas às diferentes experiências de cada pessoa com o movimento.

“Eu vou-te dizer sem palavras debaixo da água” no Centro Cultural e no Jardim

O “Pés no Chão”, Festival Internacional de Dança de Campo Maior, prossegue nesta sexta-feira, dia 28, às 21.45 horas, no Centro Cultural, com o espetáculo “Eu Vou-te Dizer Sem Palavras Debaixo Da Água”, por CADAC. O mesmo espetáculo, com uma duração de meia hora, tem uma segunda apresentação no sábado, 29 de abril, ao meio-dia, no Jardim Municipal.

“Eu vou-te dizer sem palavras debaixo de água” é uma improvisação conjunta entre uma bailarina e um músico, que tem como ponto de partida um poema sobre o mar da poeta cubana Dulce Maria Loynaz.

É um diálogo entre a sonoridade das cordas da guitarra e o corpo feminino, que com a sua ação explora a qualidade do movimento quando afetado pela densidade da água, a forma como o corpo dançante e o elemento água criam a sua própria linguagem, sem palavras, mas com lugar de fala.

2º Festival Internacional de Dança “Pés no Chão” já decorre em Campo Maior

A programação do 2º Festival Internacional de Dança de Campo Maior – “Pés no Chão”, uma organização do Município de Campo Maior em parceria com a Axpress-Arte, Associação Cultural, apoiado pela Direção Regional de Cultura teve início ontem, quinta-feira, 27 de abril, com a coreografia “Palavras Que Voam”, momento que integrou a 1ª Bienal de Cultura e Educação do PNA e que aconteceu no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro.

Esta coreografia nasceu de um trabalho realizado no âmbito do projeto “Dança na Escola”, que decorre no CERN, sob orientação da professora Maria Lama.

Já a Escola Secundária de Campo Maior recebeu duas sessões do espetáculo “Antonius Adolfuns”, pela Companhia de Dança de Almada, um dueto que reflete sobre as várias possibilidades de escolha que cada ser tem e, de que modo, essas possibilidades e escolhas o influenciam.

O 2º Festival Internacional de Dança de Campo Maior – “Pés no Chão” continua até ao próximo dia 30 de abril e pode consultar toda a programação aqui.