No âmbito dos “Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo”, iniciou-se a implementação do sistema de sinalética e informação do “Caminho de Santiago Valência de Alcântara – Marvão”, que ao longo de 24km de itinerário, ligará a fronteira entre Espanha a Portugal.
Brevemente disponível, em data a anunciar, esta nova aposta de caminho transfronteiriço, permitirá ao peregrino percorrer uma das mais antigas e silenciosas memórias da Península Ibérica, onde a fronteira sempre foi mais promessa do que obstáculo.
Promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em estreita parceria com o Município de Marvão e de Valência de Alcântara, e cofinanciado pela União Europeia através do Programa Interreg VI-A, Espanha-Portugal (POCTEP) 2021- 2027, o “Caminho de Santiago Valência de Alcântara – Marvão” terá ligação ao Caminho Nascente por Alpalhão (Nisa) e será integrado na oferta da rede de Caminhos de Santiago no Mapa Europa.
O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, esteve recentemente no Parlamento para esclarecer dúvidas sobre a aplicação de fundos comunitários. Em causa estão cerca de 700 milhões de euros que a região arriscava perder, mas que o rigor técnico e científico da instituição permitiu salvaguardar.
O Alentejo atravessa um momento decisivo na definição das suas políticas públicas e na captação de investimento externo. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que o trabalho de proximidade com o Ministério da Coesão tem sido fundamental para garantir que o território não saia prejudicado nos próximos quadros de apoio financeiro.
A defesa de 700 milhões de euros na Assembleia da República
Um dos momentos mais críticos ocorreu recentemente na Assembleia da República, onde o autarca regional foi chamado a intervir. “Há três dias estive no Parlamento por causa de uma dúvida em relação à forma como o Alentejo poderia perder 700 milhões de euros. O trabalho que fizemos de demonstração foi absolutamente enorme”, explicou Ricardo Pinheiro.
O presidente da CCDR esclareceu que, apesar de alguns indicadores sugerirem um crescimento, a realidade do terreno exige uma análise mais fina. “As taxas médias de crescimento anual do Alentejo continuam abaixo das nacionais. O país cresce a 2% e o Alentejo, após a saída da Lezíria, está a crescer a 1,6%. No método de cálculo atual, continuamos a ser considerados um território de baixa densidade, o que é vital para a manutenção dos apoios”, sublinhou.
Apoio às famílias de agricultores: O “olhar atento” da política pública
Para além dos grandes investimentos industriais, como o hidrogénio verde em Sines, Ricardo Pinheiro não esquece a base da economia regional: a agricultura familiar. O presidente defende que, embora os grandes modelos financeiros de atividade agrícola devam ser apoiados, é necessário um foco especial nas famílias que mantêm o território vivo.
“O Alentejo faz parte das oportunidades e da captação de investimento externo, mas as famílias de agricultores devem continuar a ter um olhar atento por parte da política pública planeada a partir do Alentejo”, defendeu, reforçando a importância da colaboração estreita com a Secretaria de Estado da Coesão Territorial.
Rigor científico para captar investimento
Para Ricardo Pinheiro, o futuro do Alentejo depende da capacidade da região em produzir dados rigorosos para justificar as suas opções políticas e atrair empresas. “Precisamos de ter muito bons dados para estarmos permanentemente preparados, tanto para os setores primários como para a indústria. Temos de justificar a captação de investimento de forma rigorosa e científica”, afirmou.
O líder da CCDR concluiu reforçando que a “unidade de desenvolvimento regional” é a ferramenta essencial para garantir que o Alentejo mantém a sua competitividade e capacidade de aplicação de fundos comunitários, protegendo os interesses dos alentejanos perante as instituições nacionais e europeias.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) intensificou a sua resposta operacional ao fenómeno de furtos no interior de veículos, registando um aumento expressivo de 160% no número de detenções ao longo do último ano. O balanço estatístico oficial revela que as autoridades efetuaram 68 detenções, um acréscimo significativo face às 26 registadas no período homólogo. Em paralelo, a atividade proativa da Guarda levou à identificação de 1523 suspeitos, mais 142 do que no ciclo anterior. No Alentejo, Portalegre e Évora registam números baixo e uma pequena diminuição, já Beja verifica uma efetiva redução de 20% de 103 para 82 ocorrências
Esta resposta policial surge em contracorrente com a tendência geral da criminalidade associada a este ilícito. No cômputo geral, verificou-se uma diminuição de 7,6% no número de crimes reportados. A GNR contabilizou um total de 5667 ocorrências, o que representa menos 470 crimes face aos dados registados no ano transato.
Porto lidera perdas e Faro regista descida acentuada
A análise geográfica dos dados demonstra que este tipo de crime ocorre prioritariamente em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira. Os autores concentram a sua atuação em parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus, aproveitando a forte afluência de turismo sazonal.
A nível distrital, o Porto posiciona-se no topo da tabela criminal com 1440 crimes registados, fixando-se como o distrito com a maior subida homóloga do país. Seguem-se Setúbal, com 722 ocorrências, e Lisboa, com 691. Em sentido inverso, o distrito de Faro apresentou uma trajetória de descida acentuada, recuando de 900 crimes para 629.
O panorama completo das ocorrências por distrito evidencia assimetrias regionais acentuadas entre os dois períodos em análise:
Em 2025, a GNR registou um total de 5 667 crimes, menos 470 do que em 2024, sendo os distritos com maior volume de ocorrências:
· Porto: 1 440 crimes (distrito com maior subida homóloga);
· Setúbal: 722 crimes;
· Lisboa: 691 crimes;
· Faro: 629 crimes.
Distritos
2024
2025
Açores
1
1
Aveiro
547
573
Beja
103
82
Braga
559
522
Bragança
22
14
Castelo Branco
42
39
Coimbra
202
129
Évora
56
52
Faro
900
629
Guarda
35
28
Leiria
274
230
Lisboa
761
691
Madeira
0
2
Portalegre
27
25
Porto
1138
1440
Santarém
166
146
Setúbal
915
722
Viana do Castelo
225
178
Vila Real
76
56
Viseu
88
108
Total
6137
5667
Meteorologia e lazer ditam os picos de criminalidade
Os dados estatísticos confirmam que a evolução mensal deste crime acompanha os períodos de lazer e férias. O período compreendido entre a segunda quinzena de junho e o mês de setembro concentra o maior volume de criminalidade associada à época estival. Contudo, os picos de ocorrências oscilam consoante o calendário festivo e as condições climatéricas.
Anteriormente, verificaram-se picos invulgares em épocas como o Carnaval e, muito em particular, durante o mês de outubro, que registou 576 crimes num período marcado por temperaturas excecionalmente elevadas a nível europeu e global, segundo dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
No período mais recente, os meses de janeiro e dezembro destacaram-se devido às festividades de Natal e Ano Novo. Já o mês de maio, considerado o segundo mais quente de que há registo em Portugal Continental pelo IPMA, impulsionou uma antecipação da época balnear e das atividades ao ar livre, traduzindo-se num aumento imediato dos registos criminais.
Prevenção e comportamento dos condutores são determinantes
A GNR reforça que muitos destes furtos ocorrem por pura oportunidade, potenciados pelo esquecimento de bens visíveis a partir do exterior. Com a aproximação da época de maior calor, as autoridades aconselham os condutores a trancar sempre as viaturas e a verificar janelas, vidros ou tetos de abrir, mesmo durante ausências curtas.
Caso seja necessário guardar objetos na bagageira, o procedimento deve ser efetuado antes de chegar ao local de estacionamento, de forma a evitar a exposição dos bens perante potenciais assaltantes. A escolha de locais iluminados, movimentados ou com sistemas de vigilância ativa é igualmente recomendada, assim como a ativação de alarmes e ferramentas digitais de localização em equipamentos eletrónicos.
Em caso de arrombamento, a GNR aconselha que os lesados a não devem tocar ou contaminar o veículo, de modo a preservar os vestígios para a investigação criminal. A situação deve ser comunicada de imediato às forças de segurança, acompanhada de descrições detalhadas e, idealmente, registos fotográficos dos bens furtados para salvaguardar uma eventual recuperação.
Num investimento global a rondar os 14 milhões de euros, o Município de Elvas tem previstas cerca de 40 obras para este ano, algumas já em execução e outras em fase de preparação. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Rondão Almeida, que destacou o esforço financeiro da autarquia em diversas áreas, sobretudo na componente social, empresarial, desportiva e patrimonial.
Na área social, o autarca sublinhou a forte aposta do Município na requalificação e ampliação de estruturas de apoio à população idosa, assegurando que todas as intervenções estão a ser suportadas exclusivamente pelo orçamento municipal, sem apoios da Segurança Social.
Entre as obras em curso, São Vicente está a ser alvo de uma “requalificação total” do lar de idosos, num investimento que ronda os “400 mil euros”. Já em Santa Eulália, a ampliação do lar “aguarda apenas o visto do Tribunal de Contas” para avançar, representando um investimento de “cerca de 1,6 milhões de euros”.
Também em Vila Fernando está prevista a ampliação do lar de idosos, com um investimento próximo de um milhão de euros, permitindo a criação de mais camas. Por sua vez, na freguesia de São Brás e São Lourenço, o Município pretende avançar com a construção de um centro de convívio, depois de dois concursos públicos terem ficado desertos. O presidente da Câmara garantiu ainda novos investimentos em Vila Boim para aumentar a capacidade de resposta na área sénior.
Na componente empresarial, Rondão Almeida destacou o projeto de expansão da zona industrial de Elvas. O Município já adquiriu “cerca de 150 mil metros quadrados de terreno” e prepara agora a concretização da primeira fase da ampliação, cujo investimento “poderá atingir os 10 milhões de euros”. Segundo o autarca, o objetivo passa por criar condições para o crescimento económico e atração de investimento, estando a obra preparada para avançar de forma faseada.
Também o desporto integra as prioridades do executivo municipal. Entre os investimentos previstos está a construção de um novo balneário no campo de “Os Elvenses”, numa intervenção superior a meio milhão de euros. O Município pretende ainda substituir relvados e renovar infraestruturas desportivas construídas há cerca de duas décadas.
No que diz respeito ao património, o presidente da Câmara destacou a continuidade dos projetos de recuperação patrimonial da cidade, nomeadamente a intervenção em mais de dois quilómetros de muralhas, a requalificação do Paiol de Santa Bárbara e os trabalhos relacionados com o Aqueduto da Amoreira.
O autarca reforçou que muitos destes projetos continuam sem financiamento comunitário aprovado, sendo suportados através da gestão financeira do Município.
Relativamente à habitação, Rondão Almeida adiantou ainda que a Câmara Municipal já investiu cerca de cinco milhões de euros de fundos próprios, apesar dos apoios previstos através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da autarquia concluiu afirmando que os investimentos refletem uma estratégia “pensada com cabeça, tronco e membros”, sustentada pelo equilíbrio financeiro e pelos sucessivos resultados positivos das contas municipais.
Durante o passado fim de semana, Campo Maior esteve representado na 24.º edição dos Jogos do Alto Alentejo (JAA).
Em Marvão, no Campo de Jogos de Santo António das Areias, os Veteranos do Sporting Clube Campomaiorense, em representação do Município de Campo Maior, participaram no Torneio de Futebol 7, ficando em 2.º lugar na competição.
Já em Portalegre decorreu o Torneio de Malha,que contou com dez participantes do União Futebol de Degolados, a representarem o Município de Campo Maior.
Os Jogos do Alto Alentejo são uma organização da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e têm como principal objetivo promover a prática desportiva, estilos de vida saudáveis e o convívio entre os participantes dos vários concelhos do distrito.
O sorteio de ontem, 19 de maio, do Euromilhões não teve totalistas, pelo que o “jackpot” sobe para 105 milhões de euros na sexta-feira, dia 22.
O segundo prémio, no valor de 195.442,26 euros, saiu a três apostadores, todos eles no estrangeiro. O terceiro prémio, de 15.226,02 euros, saiu a novo jogadores, todos com aposta registada fora de Portugal.
Já o quarto prémio contemplou dois apostadores em Portugal, que vão receber 1.855,77 euros cada.
A chave vencedora do sorteio de ontem era composta pelos números 2, 12, 20, 38 e 45 e pelas estrelas 2 e 5.