Setor da hotelaria é um dos mais afetados com falta de trabalhadores

A falta de mão de obra no setor da hotelaria é uma questão se arrasta há vários meses, sendo que segundo a Associação da Hotelaria e Restauração (AHRESP) faltam mais de 40 mil trabalhadores no setor, dos quais cerca de 15 mil nos hotéis.

São diversos os fatores que podem estar na origem desta falta de trabalhadores. Para Arnaldo Frade, delegado regional do Alentejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional as razões baseiam-se nos “horários praticados, o sistema de transportes ou ausência dele e remuneração, porque na hotelaria praticam-se horários que não são, muitas vezes, compatíveis com os próprios e escassos meios de transporte público que temos, o que obriga a que as pessoas tenham viatura própria, muitas vezes para percorrer distâncias longas e, nem sempre o vencimento que auferem sugere ou provoca atração a esta área de atividade”.

Arnaldo Frade afirma que tem que haver “um ajuste que tem que ver com vários setores, uma vez que esta questão é transversal a outras áreas, não só por causa da questão remuneratória porque até há áreas em que esta questão não se coloca e é significativa, mas aí pesa um pouco a depreciação social das qualificações, em que muitas pessoas não querem trabalhar em determinadas áreas de atividade independentemente do que possam ganhar”.

Relativamente à hotelaria, os três fatores mencionados anteriormente, muitas vezes, também “não permitem a organização da vida familiar, de uma forma normal, as questões dos transportes e remuneratória e as instituições para acautelar familiares a cargo são fatores importantes nesta questão da empregabilidade”.

O delegado regional do Alentejo do IEFP adianta ainda que “alguém que trabalhe num hotel ou restaurante que saia às 22 ou 23 horas, numa localidade onde os transportes são escassos é complicado, e esta questão tem de ser analisada, olhando várias vertentes, para que as pessoas estejam disponíveis para fazerem carreira e trabalhar neste setor”.

Falta de trabalhadores que, à semelhança, de outros setores, são cada vez menos também nas áreas relacionadas com a hotelaria.

“Casa aberta eleitoral” para as legislativas

O Governo está a ponderar que uma ou duas horas do dia 30 de Janeiro sejam reservadas para as pessoas em isolamento. O Parlamento foi dissolvido e não antecipou que podia haver muitos eleitores confinados. Em Outubro, vivíamos sob a aura do “País da Europa com maior taxa de vacinação” e os casos eram poucos, não foi previsto nenhum cenário de grande incidência Covid.

A nova variante mudou tudo, os epidemiologistas vaticinaram até 1 milhão de isolados e aqui “d’el rei” que vamos ter a maior abstenção de sempre, pondo em causa quiçá a legitimidade de uma Assembleia eleita por tão poucos.

Reduziu rapidamente o número de dias de isolamento, sem discussão, os testes já não são prioridade e o Governo como escrevi, pondera levantar o isolamento no dia das eleições.

Esquece-se o sofrimento de todos aqueles que não puderam por exemplo ir ao funeral de entes queridos, porque estavam em isolamento, para além de todas as outras limitações da sua vida. Todos os que nas duas eleições não votaram, etc

Também deve ser tomada em linha de conta, a dificuldade de ter pessoas nas mesas de voto, sabendo que vão ter pessoas com maior probabilidade de estarem infetadas.

Ao fim de dois anos de Covid e não se evoluiu nada no voto eletrónico, quando por essa via, já temos transações bancárias, impostos e segurança social, cartão de cidadão, receitas médicas, certificados digitais Covid e tantas outras documentos e atividades importantes da nossa vida.

Agora uma perspetiva em números, nas últimas eleições legislativas de 2019 houve 51.43% de abstenção. Se estiverem 225 mil pessoas em isolamento, admitindo a mesma taxa de abstenção, teremos um universo potencial de votantes de 109.282 eleitores.

Se por causa do medo de haver pessoas isoladas a votar, outros não votem, também em números, basta dizer que se 1.17% sofrerem desse receio, aplicados aos 9.323.688 eleitores nas listas das últimas eleições, teremos menos 109.282 eleitores a não votar. Logo anula-se o efeito pretendido.

Será que vale a pena?

António Ferreira Góis

Diretor da Rádio Campo Maior

Preocupações dos agricultores do Alto Alentejo debatidas em Elvas

Eduardo Oliveira e Sousa. Foto: CAP

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) retomou na segunda-feira, 10 de janeiro, os habituais Conselhos Consultivos Regionais, uma ronda de reuniões anuais com as suas estruturas regionais, em diferentes pontos do país, tendo o périplo deste ano começado em Elvas, com a reunião do Alto Alentejo.

Estas reuniões, segundo revela o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, voltaram agora a realizar-se de forma presencial, depois de, no ano passado, terem sido feitas online, dada a situação epidemiológica do país e as restrições impostas pela pandemia. “Este ano, a região do Alto Alentejo coincidiu com a escolha da cidade de Elvas para termos esta primeira conversa”, adianta o dirigente, dando conta de uma forte adesão das organizações do Alto Alentejo, a esta reunião, onde foram trocadas impressões sobre “as questões que mais preocupam os agricultores”.

“Tivemos 25 organizações de agricultores filiadas na CAP, da região do Alto Alentejo, que se deslocaram a Elvas, para trocarmos impressões sobre os diferentes assuntos que preocupam os agricultores, nesta fase de transição da Política Agrícola Comum (PAC), que está numa fase de passagem do quatro anterior para o próximo, fruto da aprovação da revisão da PAC, no passado mesmo de junho, em Bruxelas”, explica Oliveira e Sousa.

Neste momento, a PAC está a ser objeto de análise perante o Programa Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal, que esteve em discussão pública “apenas uma meia dúzia de dias”, tendo sido, de acordo com o dirigente, “já enviado, pelo Governo, para Bruxelas” e que a CAP contestou, “de alguma maneira, pela forma como o processo foi conduzido”.

Nesta reunião, em Elvas, os dirigentes locais tiveram também oportunidade de identificar os maiores problemas para, posteriormente, serem abordados, pela CAP, durante o ano, junto do novo Governo, eleito no próximo dia 30. “Não sabemos ainda com base em que partido será formado esse novo Governo, o que nos leva também a discutir matérias mais de caráter político, sobre a forma como os agricultores devem atender, nas suas organizações e associados, em função das respostas que os diferentes partidos políticos venham a dar às perguntas que venham a ser feitas, porque nem todos os partidos têm a mesma visão para a agricultura portuguesa”, adianta o presidente da CAP.

Já hoje, a CAP promove um debate, na sua sede, em Lisboa, e com transmissão online, com os candidatos a deputados com assento no Parlamento da República, à exceção de dois partidos, para responderem a “meia dúzia” de questões identificadas, por esta, como prioritárias. Os candidatos do PAN e Bloco de Esquerda acabaram por não ser convidados a participar: “são partidos que nós, reconhecidamente, negamos em termos de filosofias que defendem para o setor e não vale a pena os trazemos à discussão”.

Em Elvas, revela ainda Eduardo Oliveira e Sousa, foram abordados os problemas relacionados com a pecuária, a falta de apoio aos cereais e a falta de mão de obra, assim como questões que, do ponto de vista da confederação, “não foram devidamente enquadradas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”. Entre estas, o presidente da CAP destaca “as questões da evolução tecnológica, apoiada na banda larga, os 5G, por exemplo, que permitirá, no futuro, avançar tecnologicamente nos processos do cultivo, seja nos mais avançados, seja naqueles que, ainda hoje, são praticados de forma mais tradicional”.

Depois de Elvas, na segunda-feira, com o Conselho Consultivo do Alto Alentejo, seguem-se amanhã, quinta-feira, dia 13, o Conselho do Baixo Alentejo e Algarve, em Mértola; na sexta-feira, dia 14, o do Oeste, em Sobral de Monte Agraço; e no dia 17, o do Ribatejo, em Torres Novas. A 26 de janeiro, a CAP promove, na Póvoa do Varzim, o Conselho Consultivo de Entre Douro e Minho; no dia 27, no Vimioso, o de Trás-os-Montes; e, por fim, no dia 28, o do Centro, em Almeida.

Os encontros contam, para além da presença do presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, com a participação do Secretário-Geral da Confederação, Luís Mira, assim como de todo o Departamento Técnico da Confederação, de modo virtual.

Segundo prémio do Euromilhões sai em Portugal

O próximo concurso do Euromilhões prevê um jackpot no valor de 54 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou ontem na chave sorteada.

Para Portugal, veio um segundo prémio, no valor de 140 mil euros, num total de quatro totalistas. O terceiro prémio, de 18 mil euros saiu sete apostadores, todos no estrangeiro

O quarto prémio de 1.704 euros saiu a 24 apostadores, também todos com aposta registada fora do território nacional.

A chave sorteada ontem é composta pelos números: 04 – 23 – 32 – 33 – 44 e pelas estrelas 09 e 12.

Esta notícia não dispensa a consulta dos números através do portal dos Jogos Santa Casa.

Comício do Chega na quinta-feira em Arronches

André Ventura, o líder do Chega, vai estar na quinta-feira, dia 13 de janeiro, em Arronches, num jantar/comício, no âmbito da campanha eleitoral para as próximas eleições legislativas.

Para além do programa nacional do partido, apresentado por André Ventura, os candidatos pelo círculo eleitoral de Portalegre, terão oportunidade de apresentar um conjunto de medidas que consideram necessárias para desenvolver e dinamizar o distrito.

Em nota de imprensa, o mandatário distrital, Ricardo Cordeiro, para além de um apelo à participação “de todos os militantes, simpatizantes e amigos”, neste comício de apoio a André Ventura, que Portalegre e o interior “não podem ficar mais tempo esquecidos pela classe política predominante em Portugal”.

“Temos como principal prioridade a defesa do distrito. Chega de desvalorização e esquecimento, por quem nos têm representado na Assembleia da República (deputados do PS ou PSD)”, lê-se ainda na referida nota de imprensa.

“Apoiar e fomentar o mundo rural, promover o turismo, criar condições para desenvolver infraestruturas, atrair investimento e empresas, criar empregos, fixar jovens qualificados e não qualificados, melhorar e terminar as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, e reforçar as medidas de apoio à deslocalização de famílias e empresas para o interior, para além da redução fiscal” são algumas das propostas do partido.

Elvas regista 34 novos casos Covid e 97 altas

Elvas regista esta terça-feira, 11 de janeiro, mais 34 casos de Covid-19, assim como 97 recuperações.

Encontram-se ativos, ao dia de hoje, no concelho, 307 casos de infeção, menos 63 do que ontem.

Desde o início da pandemia, Elvas registou 2.868 casos positivos, 34 óbitos e 2.527 altas.

Mais um óbito e 725 novos casos Covid no Alentejo

O Alentejo regista esta terça-feira, 11 de janeiro, 725 novos casos de Covid-19 e mais um óbito associado à doença, revela a Direção-Geral da Saúde, no mais recente boletim epidemiológico.

Desde março de 2020, na região, já foram reportados 57.271 casos de infeção e 1.097 mortes.

Portugal regista diminuição de internamentos e casos ativos

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 33.340 infetados por Covid-19 e 28 óbitos associados à doença.

Nas últimas 24 horas, registaram-se 43.513 casos de recuperação.

Esta terça-feira, dia 11, em todo o território nacional, há 1564 doentes internados, menos 24, 153 em unidades de cuidados intensivos, menos oito.

GNR detém dois condutores por condução sem habilitação legal

O Comando Territorial de Portalegre, para além da sua atividade diária, levou a efeito um conjunto de operações, no distrito de Portalegre, na semana de 3 a 9 de janeiro, que visaram a prevenção e o combate à criminalidade violenta, fiscalização rodoviária, entre outras.

Na sequência destas ações, foram detidos dois condutores por condução sem habilitação legal.

Foram detetadas 227 infrações de trânsito, sendo 12 relacionadas com tacógrafos, nove por falta de inspeção periódica obrigatória, oito por falta de seguro e cinco por falta ou uso incorreto do cinto de segurança.

Dos 12 acidentes de viação verificados resultaram quatro feridos leves.

A GNR efetuou ainda 192 ações de sensibilização no âmbito do programa “Idosos em Segurança”, tendo sido sensibilizados 408 idosos e 109 ações no âmbito do programa “Comércio Seguro”, tendo sido sensibilizados 139 comerciantes.

Cancro da próstata no “De Boa Saúde” desta semana

O cancro da próstata é o mais frequente nos homens, em Portugal, sendo que o seu diagnóstico precoce pode ser decisivo para ultrapassar a doença.

Só no país, os dados apontam para existam mais de seis mil novos casos por ano, tratando-se do tumor com maior prevalência no sexo masculino, inclusivamente acima do cancro do cólon e reto e do pulmão. Segundo Pintão Antunes, na edição desta semana do “De Boa Saúde”, este, como qualquer outro, é um cancro curável, se detetado a tempo.

Há dois exames essenciais ao diagnóstico: toque rectal (palpação da próstata para detetar a existência de nódulos ou áreas irregulares, com consistência dura); e análise do PSA (antígeno específico da próstata). Depois, podem ser necessários métodos de diagnóstico complementares, como Ecografia da Próstata Transrectal, Ressonância Magnética Nuclear (RMN) ou Tomografia Computorizada (TAC). A confirmação do diagnóstico depende sempre dos resultados da biópsia prostática.

Este tipo de cancro tem a particularidade de evoluir de forma silenciosa. Os doentes, em muitos casos, não apresentam qualquer sintoma durante a progressão do tumor, sendo que as queixas já só surgem em estados avançados da doença.

O cancro, explica ainda Pintão Antunes, surge devido a uma anomalia nas células glandulares. Em situações normais, as células crescem e dividem-se para formar novas células. Umas morrem e são substituídas por novas. É assim o ciclo de vida celular considerado normal. No cancro, este mecanismo sofre alterações.

Em determinada altura, e por razões desconhecidas, as células tornam-se mais agressivas devido a alterações ou mutações no seu ADN. Começam a multiplicar-se de forma descontrolada e a um ritmo mais elevado do que as restantes células da próstata. Por outro lado, as células velhas e doentes não morrem, acumulando-se no órgão e dando, assim, origem ao tumor.