Vertigens e tonturas: as diferenças no “De Boa Saúde” desta semana

As vertigens, que se definem como uma distorção do movimento do corpo no espaço, e que não consideradas uma doença, são um sintoma que pode ocorrer em diversas patologias.

Na edição desta semana do programa “De Boa Saúde”, o médico Pintão Antunes explica a vertigem que é “uma sensação de desequilíbrio”, que pode estar relacionado com “problemas de ordem circulatória, a nível do cérebro”.

A sensação de vertigem mais comum é a rotatória, mas a vertigem pode também ser uma sensação de “balançar” ou de “queda” dependendo do doente e do síndrome vertiginoso. A vertigem é muitas vezes confundida com tontura. A tontura, contudo, sendo um termo menos específico, engloba diversos sintomas, tais como fraqueza ou desfalecimento. A vertigem acaba por ser considerada uma forma particular de tontura. Quem sofre de tonturas, com regularidade, revela Pintão Antunes, “deve consultar o seu médico”.

Quando se tem vertigens, isto é, o chamado medo das alturas, o médico não tem dúvidas tratar-se “mais de uma questão psicológica, que propriamente física”.

O programa desta semana, na íntegra, para ouvir no podcast abaixo:

João Baião e “Monólogos da Vacina” levam a enchente no Centro Cultural de Arronches

A comédia de revista é um dos espetáculos culturais mais apreciados pelo público de Arronches e se a isso, se juntar um elenco de grandes nomes dos palcos portugueses, estão reunidas as condições para uma inolvidável noite de entretenimento, o que aconteceu mesmo no passado sábado, dia 15 de outubro, com a apresentação do espetáculo ‘Monólogos da Vacina’, no Centro Cultural da vila.

Pouco passava das 21 horas, quando, por uma das portas laterais do auditório, entrou um disfarçado João Baião, surpreendendo todo o público, que aguardava pelos artistas no palco do espaço, com imediata interação com alguns dos espectadores presentes para gáudio de toda a assistência.

Daí para a frente foi encenado um rol de situações fictícias, sempre com a pandemia como pano de fundo, no qual o conhecido apresentador televisivo contracenou com os conceituados atores Cristina Oliveira, Mané Ribeiro, Susana Cacela e Telmo Miranda, proporcionando momentos de enorme diversão ao público que terá dado como bem empregado o tempo que despendeu no serão, a julgar pelas sonoras gargalhadas que ecoavam pelas bancadas do auditório ao longo das cerca de duas horas de espetáculo.

A acompanhar os atores, esteve em palco um talentoso grupo de bailarinos (Catarina David, David Bernardino, Donald Milne, Inês Corte-Real, Inês Fortuna, João Lopes, João Pataco e Marta Nagy), que desenvolveu notáveis coreografias, abrilhantando ainda mais esta noite.

No final, a companhia não esqueceu o Município de Arronches, que lhes proporcionou um excelente dia de sábado num concelho cuja beleza, capacidade de bem receber dos anfitriões e excelente gastronomia, ficou na retina dos seus integrantes, que expressaram um especial agradecimento a todos os presentes, representados nas pessoas do presidente, do vice-presidente e vereadora da autarquia, respetivamente João Crespo, Paulo Furtado e Maria João Fernandes.

Pela sua parte, foi com agrado que o Município de Arronches constatou, através da lotação esgotada do auditório do Centro Cultural e da animação que reinou durante a sessão, que este espetáculo foi de encontro ao tipo de entretenimento procurado pela população, sendo também para mais noites como esta que a autarquia trabalha, sempre em prol da satisfação e do bem-estar das pessoas.

Sara Viera Lozano apresenta livro “Tigre de Fuego” em Badajoz

Sara Viera Lozano apresenta na quinta-feira, 20 de outubro, o seu livro intitulado de “Tigre de Fuego”, em Badajoz.

A obra começa nas catacumbas de Paris, onde três mulheres protagonistas ocultam segredos tão antigos como os faraós e como algumas diferenças, deixam de o ser quando descobrimos as pessoas, as suas histórias, os seus sonhos e a sua vida.

A apresentação está marcada para as 19 horas (hora portuguesa) no edifício histórico/Bar El Silencio, na Calle Moreno Zancudo, 21, em Badajoz.

Projeto Argiopeople em destaque no “Ambiente em FM”

Uma equipa de investigadores, que quer identificar as populações, em Portugal e Espanha, de aranhas do género Argiope, criou o projeto Argiopeople, para o qual pede a colaboração dos cidadãos dos dois países.

José Janela, da Quercus, na edição desta semana do “Ambiente em FM”, explica, em primeiro lugar, que aranhas são estas: “as aranhas do género Araneus são conhecidas como aranhas-de-cruz por causa do desenho deste símbolo no dorso. Têm o abdómen arredondado e alaranjado e vivem em hortas e jardins, deslocando-se sobre grandes teias orbiculares. São também conhecidas como aranhas-vespa por causa das suas cores amarela, preta e branca”.

O projeto torna-se relevante no sentido em que “falta informação e investigação” sobre estas aranhas. “Para muitas regiões ainda são escassos os registos e falta ainda investigação sobre estes animais. As aranhas são imprescindíveis para o ecossistema como predadoras essenciais e controladoras de pragas. Todas as aranhas do mundo comem, em 365 dias, uma quantidade de presas equivalente a 15 vezes o peso da população da Europa, o que supõe cerca de 800 milhões de toneladas de insetos”, adianta José Janela.

Os cientistas pedem a ajuda dos cidadãos, para que lhes enviem fotografias destas aranhas. Daí o nome do projeto, que junta o nome de um dos géneros de aranhas (Argiope) a “people” (“pessoas”, em inglês). Os interessados em participar, devem enviar as fotografias destas espécies, com a data e local onde foram tiradas, para o email argiopeople@gmail.com. Estes dados serão depois inseridos numa base de dados.

O programa desta semana do “Ambiente em FM”, na íntegra, para ouvir no podcast abaixo:

Roteiro Literário “Levantado do Chão” com três percursos distintos

O roteiro literário “Levantado do Chão” decorre entre as cidades de Lisboa, Évora e Montemor-o-Novo e conta com três percursos distintos.

O primeiro percurso liga a cidade de Lisboa à de Montemor-o-Novo. “Em Lisboa, falamos do período mais violento da obra, onde estão as estruturas e os assassinatos. Em Montemor-o-Novo falamos do Germano Vidigal e de José Adelino dos Santos, dois personagens bastante conhecidos e que José Saramago manteve o nome histórico na obra”, explica o coordenador do roteiro literário, Nuno Cacilhas.

“Resistência” é o nome dado ao segundo percurso, que segundo o coordenador do projeto “aborda cronologicamente a obra de uma maneira mais completa: começa no início da obra em São Cristóvão e depois vai prosseguindo com os vários episódios, seguindo para Santiago do Escoural, Ciborro, São Geraldo e Évora”.

O terceiro percurso é sobre José Saramago em Lavre, o “período onde José Saramago esteve, onde comeu, onde dormia, com quem falava e depois vamos à procura das referências históricas da obra”.

Os interessados podem fazer o percurso, de forma autónoma, através do website roteirolevantadodochao.pt, APP ou guia impresso. Para além disso, acrescenta Nuno Cacilhas, este percurso “não se preocupa apenas com pontos literários, podendo os interessados personalizar os percursos, associando o que desejarem, desde o património ao desporto”.

Através dos três municípios (Lisboa, Évora e Montemor-o-Novo) este roteiro realiza-se três vezes por ano. Já as instituições com fins não lucrativos podem contactar o município de Montemor para receber apoio técnico para fazer os percursos.

Concurso “História Militar e Juventude” com candidaturas abertas

O concurso “História Militar e Juventude”, promovido pela Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM) e pela Associação de Professores de História (APH) em parceria com a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, tem as candidaturas abertas para crianças e jovens entre os dez e 19 anos que frequentem o 2.º ciclo, 3.º ciclo e secundário (regular e profissional).

A terceira edição do concurso, subordinada ao tema “A Guerra Colonial na minha terra”, decorre até 28 de maio de 2023 e pretende despertar a curiosidade e gosto pela História Militar de Portugal entre os mais jovens, bem como fomentar o desenvolvimento de competências de pesquisa histórica, compreensão crítica e comunicação do conhecimento histórico através de trabalhos inter pares e em diálogo intergeracional.

Todas as informações sobre este concurso disponíveis aqui.

Ministra da Ciência na abertura do ano académico do IPP

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior visita o Politécnico de Portalegre, amanhã, segunda-feira dia 17, para participar na sessão solene de abertura do ano académico 2022/2023.

O evento, que marca o início do ano letivo, tem lugar no Campus Politécnico. Estão previstas as intervenções da ministra Elvira Fortunato; do presidente do Politécnico de Portalegre, Luís Loures; da presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, e da aluna representante da Associação Académica, Carolina Henriques.

As atividades de integração dos novos alunos prolongam-se ao longo da semana, com momentos de convívio e de ligação à cidade, para apresentação da cultura local (tradições e património), em especial aos estudantes deslocados.

O evento “Welcome Week’22” é uma iniciativa do Politécnico de Portalegre, que conta com a participação da Associação Académica, a qual tem programadas várias ações de integração, nomeadamente, uma praxe solidária – “Portalegre, cidade branca” – a decorrer no dia 20, que consiste na pintura de paredes de prédios devolutos.

As atividades de boas-vindas terminam, na quinta-feira, com uma sunset party e o anúncio/entrega do prémio para a “Melhor Atividade de Integração” promovida pelos Núcleos da Associação Académica.

No início do ano letivo, as quatro escolas do Politécnico de Portalegre realizaram as atividades preliminares de integração dos novos alunos, a cargo da Direção de cada escola e das coordenações de curso, focadas no contexto académico. Com o programa agora anunciado, à semelhança do que já aconteceu, em Elvas, os estudantes saem “fora de portas” para conhecer e interagir com a cidade que os recebe.

Inscrições no concurso para jovens tradutores abertas até quinta-feira

O Concurso Jovens Tradutores, da Comissão Europeia, decorre desde 2007 e é dirigido às escolas secundárias, com o objetivo de estimular o gosto pelas línguas e a tradução e promover a diversidade linguística.

As inscrições estão abertas até quinta-feira, dia 20 de outubro, revela Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, adiantando que depois “há uma seleção aleatória de escolas, sendo que em Portugal podem ser selecionadas 21 escolas”. Depois, adianta, “as escolas devem indicar entre dois a cinco alunos, que tenham nascido em 2005, para fazerem uma prova de tradução”.

Os alunos devem traduzir um texto, que é igual para todos, alusivo à temática da juventude, sendo que o aluno pode escolher em que língua pretende fazer a tradução. No dia 24 de novembro, os alunos fazem esta prova online, em todos os países da União Europeia.

Ana Pereira adianta ainda quais os critérios para a escolha do vencedor: em que um júri “analisa a fidelidade da tradução, bem como estilo, gramática do tradutor e originalidade para encontrar as melhores palavras”.

Mais informações sobre este concurso disponíveis em europedirect.ipportalegre.pt.

CETE faz 40 anos este mês e vai a eleições até final do ano

O Clube Escola de Ténis de Elvas (CETE), a celebrar os seus 40 anos de existência, vai festejar, juntamente com os sócios, esta importante data, retomando a realização do torneio das chamadas “Velhas Glórias”.

Esta festa de aniversário, revela o presidente da Direção do clube, Miguel Abreu, está marcada para o próximo dia 22 (um sábado). “Queremos juntar todos os sócios, queremos juntar os sócios fundadores e fazer algumas surpresas. Temos também previsto reativar um torneio que junta os primeiros alunos do clube, onde eu era dos mais novos, e também vem o primeiro professor, Adolfo Oliveira, que mora no Porto e disse logo que sim”, explica.

Entre novembro e dezembro, o CETE vai a eleições, para que os novos órgãos sociais tomem posse a 1 de janeiro. Miguel Abreu revela que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido, pelo que, ao que tudo indica, irá recandidatar-se ao cargo. “Pode haver alguma alteração, na lista, mas em princípio estamos a contar em continuar com este projeto”, assegura.

Ainda antes de ter assumido os destinos da direção, juntamente com a sua equipa, mesmo sem saber “o ponto de situação” em que iam encontrar o clube, recorda Miguel Abreu, quiseram, desde logo, procurar manter o CETE “independente de apoios camarários”. A atual direção tomou posse a 1 de janeiro de 2021, sendo que, com a pandemia, começou a trabalhar, sempre tendo em vista essa “independência” da Câmara Municipal: “tivemos um elemento da direção que tirou o curso de treinador, ou seja, além do professor que já lá estava, o professor Gonçalo Lopes, também temos o professor João Pedro Sereno; portanto, mais professores, mais horários e mais alunos”.

“Quando, no ano passado, a Câmara faz uma reunião com as associações, no Auditório São Mateus, em que diz que vai haver cortes, vi algumas caras de pânico, mas eu fiquei tranquilo, porque sabia que isso podia acontecer e já estávamos preparados para isso”, adianta Miguel Abreu. Desta forma, o clube não entregou sequer, este ano, qualquer pedido de subsídio à autarquia, para a sua atividade regular, exceção feita quando se trata da organização de eventos, como foi, recentemente, o Torneio de São Mateus.

Mesmo sem este apoio da Câmara Municipal de Elvas, Miguel Abreu revela que o clube tem conseguido angariar novos patrocinadores e novos sócios. “As pessoas acreditaram no nosso projeto e isso, para nós, é uma grande alegria. As pessoas contam connosco e que nós não lhes falhamos”, remata.

Alunas de Portalegre distinguidas com prémio José Régio

O Rotary Clube de Portalegre e o Rotary Clube de Vila do Conde instituíram o Prémio “José Régio”, que vai na sua XVI edição. É um prémio atribuído anualmente ao melhor aluno de Português do 12º ano de cada cidade.

Trata-se de homenagear a figura ímpar da cultura, José Régio, que nasceu em Vila do Conde e viveu, grande parte da sua vida, em Portalegre, onde fora colocado, como professor, no então Liceu Nacional de Portalegre.

Este prémio visa também contribuir para o estreitamento dos laços que unem as duas cidades e os dois clubes rotários.

Este ano após o interregno que o contexto de pandemia obrigou, com a impossibilidade de realização das habituais cerimónias, a sessão foi realizada na cidade de Vila do Conde, tendo sido distinguidos os alunos Inês Ribeiro de Oliveira Peixe, de Portalegre, e Beatriz Mesquita da Silva, de Vila do Conde.

O momento foi assinalado com a entrega de um diploma e o prémio no valor de 250 euros, para além de algumas lembranças alusivas a José Régio.