Entidade Regional de Turismo de Lisboa leva a diversidade da região às Festas do Povo de Campo Maior

A Entidade Regional de Turismo (ERT) de Lisboa tem estado representada nas Festas do Povo de Campo Maior, com vista a reforçar a ligação entre diferentes regiões do país e dar a conhecer uma Lisboa para além dos seus monumentos mais emblemáticos.

A presidente da ERT de Lisboa, Carla Salsinha, destaca a importância desta participação, considerando as Festas do Povo de Campo Maior uma referência nacional e uma oportunidade privilegiada para promover o turismo português. “As Festas do Povo de Campo Maior são uma referência a nível nacional, mas, acima de tudo, para o turismo. São efetivamente uma grande mostra do que se faz de excelência no turismo em Portugal”, afirma.

Segundo Carla Salsinha, o caráter comunitário das festas é um dos aspetos que mais valoriza o evento. A mobilização da população de Campo Maior em torno do evento constitui, para a responsável, um exemplo da forma como as comunidades podem contribuir para a valorização e promoção dos seus territórios.

A participação da região de Lisboa no evento surge na sequência de um desafio lançado pelo Município de Campo Maior, permitindo criar uma relação de proximidade entre dois territórios com características distintas. “Foi-nos dada a honra de trazermos a região de Lisboa até ao Alentejo, até às Festas do Povo”, adianta a responsável.

Ao longo da semana, em Campo Maior, a ERT de Lisboa tem vindo a apresentar também algumas das experiências e tradições dos 18 municípios que integram a região. Entre os exemplos apontados estão a Feira Medieval de Canha, o Mercado do Caramelo de Pinhal Novo, o EVOA – Espaço de Visitação e Observação de Aves, as salinas do Samouco e diferentes áreas de interesse natural e cultural. A oferta inclui ainda as festas tradicionais do Montijo e de Mafra, a Ericeira e as procissões marítimas e fluviais realizadas em diferentes pontos da região, em particular em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Carla Salsinha defende que é necessário contrariar a ideia de que o turismo em Lisboa se resume a uma visita à Torre de Belém, ao Mosteiro dos Jerónimos ou aos tradicionais pastéis de Belém. “Lisboa, a região de Lisboa, não é só a Torre de Belém, não são só os Jerónimos. É importante, mas tem todo um património, uma envolvência, uma cultura e uma gastronomia”, sublinha.

A responsável destaca ainda a diversidade gastronómica e cultural existente em municípios como Seixal e Moita, as tradições taurinas de Vila Franca de Xira e o património de Cascais e Oeiras, onde se encontra um importante legado associado à antiga propriedade agrícola do Marquês de Pombal.

Para Carla Salsinha, a proximidade geográfica entre os 18 municípios permite encontrar uma grande diversidade de experiências num território relativamente compacto. “Em 50 quilómetros, estando em Lisboa, estamos de extremo a extremo da região. E, em cada município que passamos, temos coisas completamente diferentes”, afirma.

A presidente da ERT de Lisboa considera, por isso, que a promoção turística deve dirigir-se não apenas aos visitantes internacionais, mas também aos próprios portugueses. “É importante que nós, os portugueses, saibamos que, tal como vimos aqui e damos valor a esta fantástica tradição das Festas de Campo Maior, também possamos ir a Lisboa reconhecer o que a região tem de tão diferente para dar e oferecer”, conclui.

A participação nas Festas do Povo reforça, assim, a aposta na promoção cruzada entre territórios e na valorização das tradições, do património, da gastronomia e das comunidades que dão identidade às diferentes regiões portuguesas.

Xabier Isasa vence ao sprint a sexta etapa da Volta a Portugal. Guérin mantém liderança

O espanhol Xabier Isasa, da Euskaltel-Euskadi, venceu esta quarta-feira ao sprint a sexta etapa da Volta a Portugal, que ligou o Europarque, em Santa Maria da Feira, ao Peso da Régua, num percurso de 132,6 quilómetros.

Isasa foi o mais rápido na chegada, cumprindo a etapa em 3:01.23 horas. Rui Oliveira, da UAE Emirates, terminou na segunda posição, enquanto Francisco Campos, da Tavira/Crédito Agrícola, foi terceiro, ambos com o mesmo tempo do vencedor.

Apesar de ter terminado a etapa na 26.ª posição, o francês Alexis Guérin, da Anicolor-Campicarn, conservou a liderança da classificação geral. No entanto, viu a vantagem sobre o principal perseguidor diminuir.

O russo Artem Nych, seu colega de equipa e vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal, é agora segundo, a 49 segundos de Guérin. Tiago Antunes, da Efapel, ocupa a terceira posição, a 1 minuto e 28 segundos do líder.

A sétima etapa disputa-se esta quinta-feira, 13 de agosto, com partida em Vieira do Minho e chegada às Termas do Gerês.

PJ realiza buscas em duas habitações em Elvas no âmbito de investigação por burlas

A Polícia Judiciária realizou buscas em duas habitações em Elvas, uma no Bairro da Boa Fé e outra no Bairro de São Pedro, no âmbito de vários processos relacionados com alegadas burlas. Várias pessoas estão a ser investigadas no âmbito destas diligências.

A PSP de Elvas prestou apoio aos inspetores da Polícia Judiciária durante a operação, sem qualquer intervenção na investigação, de acordo com o superintendente Pedro Velho. As diligências decorreram no âmbito das investigações que estão a ser conduzidas pela Polícia Judiciária.

Município de Monforte realiza trabalhos de conservação na Praça de Touros

No âmbito da estratégia de conservação e valorização do património municipal, foram recentemente realizadas pinturas no interior da Praça de Touros de Monforte.

Esta intervenção integra o conjunto de ações de manutenção promovidas pelo Município, com o objetivo de preservar os edifícios culturais do concelho, garantindo melhores condições para todos os que os utilizam e valorizando um espaço de grande significado para a nossa identidade.

Hugo Milton e as Festas do Povo: “penso que dentro de quatro ou cinco anos estaremos cá novamente”

Dizendo que aquilo que se tem vivido nestas Festas do Povo, em Campo Maior, tem sido “extraordinário”, o presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, Hugo Milton, assegura que foram superadas todas as expectativas dos campomaiorenses.

“Esperamos sempre um lado positivo, mas acho que ultrapassou essa fasquia. Ninguém estava à espera de como isto está, com toda a gente a ser bem recebida, porque nós somos uma terra acolhedora”, assegura o autarca.

Dizendo que passados estes 11 anos, desde a última edição das Festas do Povo, as “pessoas amarraram-se como uma âncora”, trabalharam durante largos meses e o resultado desse esforço e união está agora à vista de todos.

Apontado para uma nova edição do evento dentro de “quatro ou cinco anos”, Hugo Milton garante que só “vivendo o dia a dia” das festas é que se entende o sentimento que invade os corações dos campomaiorenses.

Hugo Milton diz ainda que a tradicional noite da enramação acaba sempre por marcar todos aqueles que se associaram, de alguma forma, à ornamentação das ruas, e cativa a população para se fazer sempre “mais e melhor”.

Vítor Kley, Emanuel, Badoxa e Chaito & Palosanto na Festa dos Capuchos

As Festas dos Capuchos estão de regresso a Vila Viçosa entre os dias 10 e 15 de setembro, com um programa musical que reúne nomes de diferentes estilos e promete animar a vila ao longo de vários dias.

O cartaz de espetáculos arranca na quinta-feira, dia 10, com a atuação de Zé Pedro Sousa, seguindo-se, na sexta-feira, dia 11, o espetáculo de Chaito & Palosanto.

No sábado, 12 de setembro, a animação fica a cargo de Badoxa, enquanto no domingo, dia 13, sobe ao palco o cantor brasileiro Vítor Kley.

Na segunda-feira, dia 14, será Emanuel, nome incontornável da música popular portuguesa, o responsável por animar o público.

De acordo com informação já divulgada pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, a inauguração do evento está marcada, no dia 11 de setembro, para as 19h30, no Largo dos Capuchos.

A magia das Festas do Povo em imagens

A vila de Campo Maior está transformada, até domingo, 16 de agosto, num verdadeiro jardim de flores.

Percorra a galeria de fotos da Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior e conheça alguns dos elementos decorativos das ruas que tornam as Festas do Povo numa celebração tão especial.

Bombeiros Voluntários de Fronteira reforçam frota com novo veículo de combate a incêndios

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fronteira recebeu de uma nova viatura operacional pesada destinada à linha da frente do combate aos fogos florestais. O Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI), modelo Renault D14 CCR, assinala um marco histórico para a corporação alentejana, que não via esta tipologia de viatura pesada de combate a incêndios ser renovada na sua frota há mais de duas décadas.

A nova viatura representa um reforço estrutural indispensável para a melhoria da capacidade operacional dos soldados da paz locais. O seu raio de ação incidirá diretamente na proteção e salvaguarda das populações e do património natural do concelho de Fronteira e da região envolvente.

A modernização dos recursos e a aquisição do veículo foram totalmente concretizadas ao abrigo de uma candidatura submetida com sucesso ao Aviso ALT2030-2024-43 (Programa Regional Alentejo 2030). A operação totaliza um investimento global de 240.500,00 €.

Rui Miguel Nabeiro: “Tem sido muito satisfatório ver que às Festas do Povo tem chegado gente de todo o país e não só”

Para ver, ao vivo e a cores, o maior jardim de flores de papel do mundo, têm chegado a Campo Maior pessoas de todo o país e do estrangeiro.

Para o CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, tem sido o “volume de gente que Campo Maior tem recebido” aquilo que mais o tem impactado. “Penso que tem sido muito satisfatório para todos ver que às festas tem chegado muita gente de todo o país e não só, pois já ouvi falar todas as línguas”, acrescenta.

Esperando que, até domingo, todos desfrutem das festas, Rui Miguel Nabeiro assegura que, “para já”, o balanço é “muito positivo”. “Ver os campomaiorenses todos felizes acho que é o que nos pode deixar mais satisfeitos”, assegura.

Feliz por ver Campo Maior, durante esta semana, “abrir as suas portas ao mundo”, e comparando os valores da Delta com os dos próprios campomaiorenses, o neto do Comendador Rui Nabeiro recorda as memórias da última edição das Festas do Povo. “As memórias eram muito boas, hoje com uma responsabilidade diferente da que tinha há 11 anos, mas é muito bom termos esta semana e Campo Maior mostrar algo que não é muito comum, em que uma comunidade se junta, sem ter um benefício propriamente dito que não seja partilhar e estarmos felizes, e esses também são os valores que a Delta tem”, assegura.

Quanto à presença da Delta nas Festas do Povo, e porque está “a jogar em casa”, diz Rui Miguel Nabeiro, o espaço da empresa tem, para além de dimensão, “muita dignidade”. “Acho que o espaço que temos é de uma empresa com uma estrutura muito bem organizada. Pensámos em fazer algo muito fora da caixa e temos um espetáculo de drones noturno, que eu acho que está muito bem conseguido, e depois temos aquilo que são as marcas que hoje o grupo já tem e poder proporcionar experiências a todos os que nos estão a visitar”, remata.

Ensemble Milhões viveu concerto “único” nas Festas do Povo de Campo Maior

A banda Ensemble Milhões atuou no passado sábado, dia 8 de agosto, nas Festas do Povo de Campo Maior, num concerto vivido de forma particularmente especial por dois dos seus elementos, João Batuca e João Alcaravela, naturais da vila. Em entrevista à Rádio Campo Maior/Rádio ELVAS, os músicos falaram sobre a origem do projeto, a experiência de tocar “em casa”, a importância da amizade dentro do grupo e os sonhos para o futuro.

O Ensemble Milhões nasceu de uma ideia entre amigos. João Alcaravela recorda que João Batuca lhe ligou um dia com a proposta de juntarem alguns amigos “e fazerem uma brincadeira”. O encontro acabou por dar origem a um projeto que foi crescendo à medida que surgiram novas oportunidades e concertos.

Atualmente, o grupo é composto por João Batuca, João Alcaravela, Diogo Rêgo e Afonso Abrantes. Para o concerto em Campo Maior, juntou-se ainda o baterista João Carriço, numa participação que os elementos da banda consideram ter sido muito positiva. A experiência deverá repetir-se nas Festas da Boa-Fé, em Elvas, estando também em aberto uma futura integração mais regular do músico no grupo.

Tocar em casa teve um significado especial

Para João Alcaravela, viver as Festas do Povo deste ano tem sido uma experiência particularmente marcante. O músico recorda que tinha apenas sete ou oito anos quando participou nas festas de 2015 e admite que esta é a primeira grande edição que vive já com outra maturidade.

“Estou muito feliz, estou muito contente”, afirmou, destacando a oportunidade de finalmente experienciar plenamente uma tradição que ouviu falar durante toda a vida.

Também João Batuca destacou a força comunitária das Festas do Povo. A noite da enramação, no dia 7 de agosto, véspera do concerto, foi um dos momentos que mais o marcou.

“Passar pelas ruas e ver um espírito comunitário, até uma força de sacrifício conjunta, foi uma coisa que me disse muito”, afirmou, considerando que não se recorda de ter assistido a uma experiência humana semelhante.

Para o músico, o trabalho desenvolvido pela população ao longo de meses merece reconhecimento e orgulho por parte dos campomaiorenses.

Um concerto com “responsabilidade acrescida”

A atuação do Ensemble Milhões teve ainda um significado especial por acontecer perante familiares, amigos e muitos conhecidos dos músicos.

João Batuca considera que tocar na terra natal trouxe “uma responsabilidade acrescida”, mas também tornou os aplausos particularmente especiais.

“A maior parte da plateia era pessoas que nos são queridas. Isso dá uma responsabilidade acrescida, claro que sim, mas também os aplausos têm um outro valor”, explicou.

João Alcaravela partilhou a mesma opinião e descreveu a experiência como “muito fixe”, destacando a quantidade de público presente e o apoio recebido por parte das pessoas que lhes são próximas.

Durante o concerto, o grupo apresentou, entre outros temas, “Quinta-feira da Ascensão”, “Amanhã é Melhor” e “Quem Me Vê”. Esta última canção assumiu um significado particular, uma vez que foi utilizada como homenagem às famílias dos músicos, num concerto realizado precisamente na terra natal de dois dos elementos do grupo.

A amizade como elemento central do projeto

Apesar da ambição de crescer e alcançar novos palcos, o Ensemble Milhões pretende fazê-lo de forma sustentada. João Batuca explica que a banda prefere “dar um passo com segurança, mesmo que seja um passo de bebé, do que um passo de elefante mal dado”.

A consistência do projeto é, por isso, uma das prioridades do grupo, sem esquecer aquilo que consideram ser uma das suas principais características: a amizade entre os elementos.

“Este projeto (…) é caracterizado pela amizade que temos todos uns com os outros”, sublinhou.

Para o futuro, a ambição não tem limites. Embora prefiram avançar gradualmente, os músicos admitem sonhar com grandes palcos e não colocam limites às possibilidades do Ensemble Milhões.

Entre os sonhos está, naturalmente, a possibilidade de chegar a grandes festivais e até de encher um estádio. Na entrevista, ficou lançada, em tom descontraído, a ideia de um futuro concerto no Estádio da Luz.

Por agora, o objetivo passa por continuar a crescer, manter a ligação entre os músicos e aproveitar cada oportunidade. E, depois de uma atuação especial nas Festas do Povo de Campo Maior, o Ensemble Milhões leva consigo uma experiência que João Batuca resume numa palavra: “único”.