No passado dia 26 de agosto, realizou-se, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, uma reunião formativa promovida pela Equipa Local de Vacinação da ULS Alto Alentejo, sob coordenação do Dr. André Arraia Gomes.
O encontro constituiu um importante momento de partilha, atualização e articulação entre os diferentes intervenientes envolvidos na vacinação, contribuindo para uma maior proximidade entre as equipas e para o reforço de uma atuação concertada em todo o território do Alto Alentejo.
Ao longo da reunião foram abordados temas fundamentais para a atividade das equipas, nomeadamente a avaliação do Programa Nacional de Vacinação de 2025, o circuito logístico das vacinas e as estratégias associadas às campanhas de vacinação contra o HPV, Tuberculose e a hepatite A.
A elevada participação e a troca de experiências entre os profissionais tornaram esta iniciativa particularmente positiva, reforçando o compromisso comum de aumentar a cobertura vacinal, facilitar o acesso à vacinação e promover a proteção da saúde da população do distrito de Portalegre.
O projeto “Meet Elvas” é uma das 14 propostas submetidas à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A iniciativa pretende criar uma plataforma digital interativa associada a um passaporte colecionável, com o objetivo de transformar a descoberta do património elvense numa experiência mais dinâmica, acessível e adaptada aos novos hábitos dos visitantes.
Um dos responsáveis pelo projeto é Cláudio Belo, informático de profissão, que integra uma equipa multidisciplinar composta por profissionais ligados a diferentes áreas.
Um guia turístico no telemóvel
Em traços gerais, o “Meet Elvas” pretende funcionar através de uma aplicação móvel e de um passaporte que os visitantes poderão adquirir em diferentes pontos da cidade. Ao longo do percurso, será possível visitar monumentos, recolher carimbos, responder a questionários e acumular pontos.
Através da aplicação, os utilizadores poderão “ver os monumentos em 3D, ter alguma informação visual e gráfica sobre os monumentos” e conhecer a sua história de uma forma mais interativa, explica Cláudio Belo.
A ideia passa também por responder a uma realidade cada vez mais comum no turismo: nem todos os visitantes têm disponibilidade ou vontade para ler grandes quantidades de informação durante uma visita. Com o “Meet Elvas”, “o guia seria o telemóvel”, resume o responsável.
História contada através de encenações
Uma das componentes diferenciadoras do projeto será a utilização de atores e conteúdos audiovisuais para recriar episódios e ambientes históricos associados aos monumentos. Os visitantes poderão assistir a “encenações históricas feitas por atores” e conhecer, através de personagens fictícias, “como era antigamente esse monumento”.
A componente de gamificação será igualmente importante. Cada monumento poderá representar uma etapa do percurso, com questionários associados e atribuição de pontos. A equipa pretende ainda criar prémios e estabelecer parcerias com entidades locais, permitindo eventualmente trocar pontos por descontos ou outras vantagens.
O objetivo é que o circuito não se limite aos locais mais conhecidos da cidade. “Queremos dinamizar todos os monumentos e não só o castelo ou só os fortes”, sublinha Cláudio Belo, defendendo uma maior divulgação do património existente nas diferentes freguesias do concelho.
Um projeto criado por elvenses que regressaram à cidade
A equipa responsável pelo “Meet Elvas” reúne profissionais de diferentes áreas, muitos deles com uma ligação pessoal à cidade. “Somos retornados a Elvas. Tivemos todos fora e voltámos para Elvas”, explica Cláudio Belo. Foi desse reencontro e da vontade de aplicar na cidade conhecimentos adquiridos noutras áreas que nasceu a ideia.
“Pensámos: por que não fazer algo que já existe fora de Elvas, mas cá em Elvas?”, conta. A intenção é juntar competências de informática, tecnologia, teatro, cinema, artes gráficas e 3D para criar um produto desenvolvido localmente e pensado especificamente para o património e a realidade elvense.
Uma experiência acessível e em vários idiomas
O projeto prevê que a aplicação possa ser disponibilizada em vários idiomas, entre os quais português, espanhol, inglês e francês, estando a equipa a considerar a inclusão de seis ou sete línguas.
A preocupação é tornar a experiência acessível ao maior número possível de visitantes, evitando que a barreira linguística prejudique a compreensão do património.
A aplicação deverá também adaptar-se a diferentes públicos. “O nosso objetivo é termos uma interface que seja adaptável para idosos, para mais novos, para todos conseguirem aproveitar a aplicação e desfrutar da experiência”, explica Cláudio Belo.
Atrair os mais jovens para o património
Outro dos objetivos passa por aproximar os públicos mais jovens da história e da cultura de Elvas, recorrendo a mecanismos de jogo e a uma componente social integrada na própria plataforma.
A equipa pretende criar uma experiência que incentive os utilizadores a explorar a cidade, completar desafios e partilhar os conteúdos nas redes sociais. “Vamos tentar atrair também o público mais jovem com esse joguito”, afirma o informático.
A estratégia poderá permitir que os próprios visitantes funcionem como promotores da cidade, através da partilha das experiências proporcionadas pela aplicação móvel nas redes sociais.
25 mil euros para desenvolver o projeto
A candidatura apresenta um orçamento de 25 mil euros, o valor máximo disponível no âmbito do Orçamento Participativo. A verba seria utilizada sobretudo no desenvolvimento da aplicação e da infraestrutura tecnológica, incluindo alojamento, servidores e outros recursos necessários.
Parte do investimento seria igualmente destinada à produção dos conteúdos, contratação de atores, figurinos, gravações e outros materiais. A equipa estima que o desenvolvimento envolva inicialmente cerca de quatro a cinco profissionais, entre programadores, designer, elementos ligados ao teatro e profissionais de cinema.
Cláudio Belo reconhece que a concretização do projeto exigirá vários meses de trabalho, incluindo uma fase de testes e aperfeiçoamento. A manutenção da plataforma deverá também ser contínua, permitindo corrigir erros e acrescentar novos conteúdos à medida que o património e a oferta cultural do concelho evoluem.
Apesar de considerar o financiamento essencial para concretizar a proposta na sua dimensão prevista, a equipa admite avançar com uma versão mais económica caso o projeto não seja o escolhido no Orçamento Participativo.
Para já, a decisão está nas mãos dos elvenses. Cláudio Belo apela à participação da população na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, esperando que o “Meet Elvas” consiga conquistar o apoio necessário para transformar a ideia numa nova forma de descobrir o património, a cultura e as histórias do concelho.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior realizaram um exercício de sensibilização e preparação para situações de sismo no Centro Educativo Alice Nabeiro, dirigido à comunidade educativa, maioritariamente composta por crianças.
A iniciativa teve como objetivo reforçar os conhecimentos da comunidade educativa sobre os procedimentos a adotar perante um sismo, com destaque para três gestos fundamentais de proteção: baixar, proteger e aguardar.
Durante o exercício, as crianças foram sensibilizados para a importância de baixar-se sobre os joelhos, proteger a cabeça e o pescoço, procurando abrigo junto de uma estrutura resistente, e aguardar nessa posição até ao fim do abalo.
A ação pretendeu reforçar, de forma prática, a importância da prevenção e do treino na resposta a situações de emergência, contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.
A Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior, C.R.L. assinalou esta segunda-feira, 31 de agosto, o seu 50.º aniversário, numa sessão comemorativa realizada no Centro Cultural de Campo Maior. Constituída formalmente a 31 de agosto de 1976, num período em que Portugal, após a Revolução, procurava respostas solidárias para a escassez de habitação digna, a cooperativa nasceu da iniciativa de um grupo de cidadãos do concelho. O arranque efetivo da construção deu-se em 1979, com o apoio técnico do Gabinete de Apoio Técnico (GAT) de Elvas na elaboração dos projetos de infraestruturas.
Em 1980 foi aprovado o projeto final, que previa a conclusão de 212 moradias inseridas num plano global desenhado para acolher cerca de 350 habitações em banda. A cooperativa manteve depois o seu trabalho em prol da comunidade, construindo mais 225 fogos entre 1988 e 2006, com financiamentos do Estado, da Caixa Geral de Depósitos e de fundos próprios.
Ao longo destas cinco décadas, o Bairro da Cooperativa consolidou-se como uma área residencial de referência em Campo Maior. As moradias em banda, concebidas com respeito pelas linhas simples e pela escala da arquitetura tradicional alentejana, permitiram fixar famílias no concelho e proporcionar habitação estável a custos controlados.
A sessão comemorativa incluiu um historial da cooperativa, uma mensagem de continuidade para que as novas gerações possam continuar a aceder a lar e habitação, um registo fotográfico do parque habitacional ao longo dos 50 anos, e com vários depoimentos e temas de reflexão sobre o cooperativismo. Foi prestada homenagem ao Comendador Rui Nabeiro. O fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés que era o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior à data da constituição da cooperativa e revelou-se o grande impulsionador da sua criação.
A efeméride ficou marcada pelas reflexões sobre o impacto histórico da instituição no concelho, bem como pelos desafios atuais que o setor habitacional enfrenta a nível nacional.
Em representação da família, João Manuel Nabeiro recordou o legado e o impacto humano e social da instituição, sublinhando que a celebração dos 50 anos condensa “muita coisa que aconteceu” ao longo das décadas. O empresário felicitou os cooperantes e destacou a dedicação de Manuel Pedro Saragoça na condução dos destinos da cooperativa. “A necessidade de habitação é fixar as pessoas no território e, obviamente, Campo Maior tem essas mesmas necessidades nos dias de hoje, como têm todas as vilas e cidades do nosso país. Ter uma habitação digna para o conforto pessoal diário e de toda a família é uma necessidade completamente básica. Por isso, celebrar 50 anos da vida desta cooperativa, com um trabalho enorme realizado em Campo Maior, agrada-me de sobremaneira”, afirmou, visivelmente emocionado com a homenagem prestada ao seu pai.
Por seu lado, Manuel Pedro Saragoça, dirigente da Cooperativa de Habitação Popular de Campo Maior, fez um balanço altamente positivo do caminho percorrido desde meados da década de 70. “Para Campo Maior isto foi extremamente importante. Quem conheceu no ano de 74, 75 e 76 o que era Campo Maior em termos do parque habitacional, percebe que a cooperativa veio resolver, e de que maneira, todo um problema da habitação. Além disso, ajudou a que os jovens se fixassem na terra, a que fosse criado emprego e a que toda a zona económica se desenvolvesse, precisamente porque contou com habitação para os seus trabalhadores”, sublinhou.
Manuel Pedro Saragoça destacou ainda que a visão inicial permitiu a cedência de terrenos para diversos equipamentos sociais e educativos fundamentais para a vila, como a escola secundária, o Centro Cultural, o Centro de Saúde e um infantário. Apesar de a atividade de construção estar atualmente parada, a cooperativa mantém-se ativa e dispõe de um terreno de 23 mil metros quadrados pronto a ser infraestruturado.
Para retoma da construção a custos controlados, o responsável apela a uma mudança nas políticas de apoio estatal: “É apenas necessária uma alteração na política a nível nacional. Enquanto o nosso Governo não apostar mais nas cooperativas e em possibilitar melhores financiamentos, as cooperativas não vão conseguir construir. O preço da habitação está extremamente elevado, as infraestruturas e os créditos também. É necessário haver um apoio estatal para reduzir estes custos e suprir uma dificuldade enorme, que é a falta de habitação para os jovens.”
Também presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, expressou o orgulho do concelho no percurso da instituição, salientando as centenas de habitações erguidas ao longo de meio século. “Foram 50 anos em que esta cooperativa participou de uma solução para o nosso concelho, ajudando muitos campomaiorenses que não conseguiriam de outra forma ter a sua própria habitação”, referiu o autarca.
Luís Rosinha manifestou a expectativa de que o tema da habitação, central na agenda nacional, traga medidas direcionadas para o setor cooperativo, assegurando que o município está pronto para apoiar novos projetos. “Aguardamos com muito impasse que haja aqui uma medida eventualmente dirigida à cooperativa de habitação, onde a Câmara também tem tentado acompanhar conjuntamente com a direção, para que possamos continuar a construir mais habitação no âmbito cooperativo. A cooperativa a chegar aqui aos 50 anos não vai ficar por aqui, ainda vão surgir mais projetos”, concluiu o presidente do município.
A Fundação Eugénio de Almeida criou, para o ano letivo 2026/2027 um Programa de Bolsas de Estudo para Cursos de Mestrado. O objetivo passa por apoiar financeiramente a frequência de cursos de mestrado por estudantes de nacionalidade portuguesa com elevado mérito académico, com residência permanente no território da Arquidiocese de Évora.
O Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) quer conhecer os critérios que vão determinar a localização das seis grandes áreas empresariais estratégicas anunciadas pelo Governo para acolher grandes investimentos e questiona a ausência do Algarve do projeto.
Numa pergunta dirigida ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, os deputados socialistas consideram que a definição destas áreas terá um impacto relevante na competitividade da economia portuguesa, na atração de investimento e na coesão territorial. Contudo, manifestam preocupação pelo facto de o Governo ter anunciado a criação das infraestruturas sem ter divulgado, até ao momento, os critérios que estarão na base da escolha dos territórios.
Segundo o anúncio do Executivo, serão criadas duas áreas empresariais no Norte, duas no Centro, uma na Área Metropolitana de Lisboa e uma no interior do Alentejo. Perante esta distribuição, o PS questiona qual a razão objetiva para o Algarve não estar contemplado nesta iniciativa.
Os deputados querem ainda saber quais serão os critérios utilizados para selecionar as seis localizações e que requisitos técnicos, territoriais, ambientais, logísticos e infraestruturais terão de ser cumpridos pelos territórios candidatos.
Outra das questões colocadas prende-se com o papel das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) no processo e com as entidades que terão efetivamente competência para avaliar e selecionar as localizações.
O PS pretende também esclarecer qual será a participação dos municípios e das comunidades intermunicipais, nomeadamente se poderão apresentar candidaturas e em que moldes. Os socialistas questionam ainda qual será o calendário previsto para o procedimento e que mecanismos serão adotados para garantir transparência, igualdade entre territórios e decisões assentes em critérios públicos e previamente definidos.
O financiamento das novas áreas empresariais é igualmente alvo de dúvidas. O grupo parlamentar quer conhecer o modelo de financiamento previsto, o montante global de investimento estimado e a forma como serão distribuídos os encargos associados à criação das infraestruturas.
Para o PS, é fundamental esclarecer quanto será investido, qual a origem dos recursos financeiros e quais serão as responsabilidades do Estado, das autarquias e das restantes entidades envolvidas.
Os socialistas defendem que a decisão deverá ser tomada com base em critérios objetivos e transparentes e tendo em conta uma verdadeira preocupação com a coesão territorial, considerando que a distribuição das novas áreas empresariais poderá ter consequências significativas na capacidade de diferentes regiões atraírem investimento e criarem emprego.
A bifana volta a ser uma das grandes protagonistas das Festas do Concelho de Vendas Novas, que decorrem de 4 a 7 de setembro, com o desafio de superar o recorde alcançado em 2024 e preparar uma bifana com 20 metros de comprimento e queijo.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Ricardo Videira, que destaca a iniciativa como um desafio de superação e uma forma de promover aquele que é um dos produtos gastronómicos mais associados ao concelho. “Se em 2024 tínhamos feito uma bifana com 15 metros, em 2026 o desafio é chegar aos 20 e uma bifana com queijo”, afirmou o autarca.
A iniciativa conta com o apoio da Castões e envolve seis casas de bifanas do concelho, que vão colaborar na concretização do desafio. Também a Panificadora Central de Vendas Novas assume um papel importante na preparação do pão com as características necessárias para alcançar os 20 metros de comprimento.
Para Ricardo Videira, a iniciativa representa “um desafio de superação dos nossos próprios objetivos e dos nossos próprios desafios e de crescimento contínuo” do trabalho desenvolvido pelo município na promoção da bifana.
O presidente da Câmara Municipal sublinha ainda a importância económica deste produto para o concelho, considerando que a bifana “leva o nome da nossa terra um pouco por todo o país”.
A programação dedicada à bifana vai além do desafio dos 20 metros. Entre as iniciativas previstas encontram-se as Mil Bifanas Solidárias, de cariz social, e momentos mais lúdicos, como as Bifanas à Martelada e o concurso Rei e Rainha da Bifana, que já teve edições anteriores. “Queremos que a bifana faça parte das festas do concelho porque hoje integra Vendas Novas naquilo que de melhor temos para oferecer”, afirmou Ricardo Videira, defendendo a integração deste elemento gastronómico na programação geral das festas, a par das áreas da cultura, ação social e desporto.
As Festas do Concelho de Vendas Novas realizam-se de 4 a 7 de setembro, com a bifana a assumir novamente um lugar de destaque na celebração da identidade e da dinâmica económica do concelho.
O programa Ambiente em FM desta semana aborda o impacto do aumento das temperaturas na região alentejana e analisa as estratégias locais para enfrentar os cenários de calor extremo. Descubra de que forma as alterações climáticas estão a tornar os verões mais rigorosos e o que várias autarquias estão já a fazer para adaptar as cidades a esta nova realidade.
O Alentejo figura entre as áreas mais vulneráveis do país devido à multiplicação, intensidade e maior duração das ondas de calor — caracterizadas por períodos de pelo menos seis dias consecutivos com temperaturas anormalmente elevadas. Para mitigar estes efeitos no meio urbano, torna-se essencial desimpermeabilizar solos, aumentar as zonas de sombra, escolher materiais com menor absorção térmica e expandir os espaços verdes.
Como resposta a este desafio, alguns municípios da região estão a implementar medidas concretas de planeamento urbano, destacando-se a meta de aplicar a regra “3-30-300”. Esta diretiva prevê que cada cidadão consiga avistar pelo menos três árvores a partir de casa, que a cobertura de copa do bairro atinja os 30% e que existam parques verdes a menos de 300 metros de distância de todas as habitações.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
Com a chegada de setembro aproxima-se do fim mais uma edição do tradicional ATL de Verão da Arkus, em Elvas. Desde o início de julho, a iniciativa tem sido uma importante resposta para os pais que, durante a pausa letiva, continuam a trabalhar e procuram um espaço seguro e dinâmico para os filhos.
Ao longo destes dois meses, crianças dos três aos 12 anos têm participado num vasto conjunto de atividades, entre mergulhos na piscina, sessões de cinema, passeios, visitas a museus e outras iniciativas ao ar livre. Um dos momentos especiais deste verão foi a visita aos estúdios da Rádio ELVAS, onde os mais pequenos tiveram oportunidade de participar no programa “Discos Pedidos”.
Para Cíntia Almeida, uma das animadoras e monitoras do ATL, o crescimento da procura é evidente de ano para ano. “Temos cada vez mais crianças, temos mais procura e é gratificante ver que as crianças gostam de estar connosco”, afirma.
Entre as várias atividades preparadas, a ida à piscina é, segundo a monitora, a preferida da maioria das crianças. Para quem acompanha os participantes diariamente, a experiência vai, contudo, muito além da ocupação dos tempos livres.
“É mesmo a nossa frase: as crianças são o nosso futuro. A ligação com que nós ficamos com eles é gratificante”, explica Cíntia Almeida, que admite já sentir alguma saudade com a aproximação do final do ATL. Questionada sobre um eventual regresso no próximo verão, a resposta é imediata: “Sempre, sempre pronta”.
Entre os participantes está Cristiana, de sete anos, que frequenta o ATL pelo segundo ano consecutivo. Para a menina, uma das melhores partes do verão são as novas amizades e as atividades preparadas pelas monitoras.
“Temos novos amigos, muitas atividades novas e eu gosto muito de estar aqui no verão”, conta.
A atividade preferida de Cristiana é quando tem oportunidade de se “transformar” numa modelo, desfilando com as roupas que as próprias monitoras escolhem para que ela e outras crianças possam vestir. As sessões de cinema e a oportunidade de experimentar atividades diferentes também estão entre os momentos de que mais gosta.
Para a jovem participante, o ATL é ainda uma alternativa ao tempo passado em casa, nomeadamente ao uso do telemóvel.
Também Gabriel, de oito anos, faz um balanço positivo da experiência. Entre todas as atividades, há duas que se destacam: futebol e piscina. “É boa a experiência e o que eu gosto mais é o futebol”, afirma.
Apesar de reconhecer que existem regras a cumprir, Gabriel garante que a relação com as monitoras é boa. O menino já tinha frequentado a Arkus durante o ano, nas explicações, e decidiu agora prolongar a experiência durante o verão.
Com o início do novo ano letivo cada vez mais próximo, termina, a 11 de setembro, mais uma edição do ATL de Verão da Arkus, marcada por atividades, brincadeiras, novas amizades e pela ligação criada entre crianças e monitoras ao longo de todo o ver
Termina esta segunda-feira, 31 de agosto, o prazo para cumprir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o Governo a assegurar que o programa será concluído com 100% de execução.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, classifica o PRR como “o maior projeto, alguma vez, desenvolvido pela Administração Pública Portuguesa”, representando um investimento de 22 mil milhões de euros. “E vamos dá-lo por concluído, com sucesso, com 100% de execução”, afirmou o ministro este domingo à noite, enquanto participativa na cerimónia comemorativa dos cem anos da elevação de Estremoz a cidade.
Ao longo da sua implementação, o PRR aprovou “403 mil projetos”. Entre os investimentos mais visíveis estão diversas obras promovidas pelos municípios, nomeadamente escolas, centros de saúde, unidades de cuidados continuados e outras infraestruturas públicas.Castro Almeida destacou, por isso, o papel das autarquias na concretização do programa. “Eu sinto o dever de reconhecer aqui o papel determinante, decisivo, que tiveram os municípios na conclusão do PRR”, afirmou.
Apesar de ainda existirem obras em curso em vários concelhos, o ministro garante que estas situações não comprometem o cumprimento das metas do PRR. Segundo Castro Almeida, o Governo contratualizou 101% da execução prevista, criando uma margem para fazer face a eventuais atrasos.
“Eu bem sei que vocês conseguem identificar aqui e acolá, em muitos concelhos, obras que ainda não estão concluídas. Mas não se alarmem, porque são obras para além do PRR”, explicou.
O ministro deu como exemplo o investimento na habitação. A meta estabelecida pelo PRR era a construção de 26 mil casas, objetivo que, segundo Castro Almeida, já foi ultrapassado, com mais de 30 mil habitações construídas.
No entanto, existem ainda “milhares” de casas em construção. A explicação, segundo o Governo, está no facto de terem sido lançados concursos para quase 50 mil habitações, acima da meta inicialmente estabelecida pelo PRR. “Algumas delas vão estar ainda em construção, mas estão para além das metas do PRR”, esclareceu Castro Almeida.
Com o encerramento do prazo de execução, o Governo considera assim cumpridas as obrigações associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência, enquanto alguns dos investimentos contratualizados acima das metas definidas continuarão a ser executados para além da data-limite do programa.