Alandroal junta fé, tradição e juventude em cinco dias de festa

Fé, tradição e juventude voltam a encontrar-se no Alandroal, que entre hoje e segunda-feira, 7 de setembro, recebe as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição e o Festival da Juventude.

Durante cinco dias, a Praça da República e o Castelo tornam-se os principais palcos de uma programação que cruza a tradição religiosa com a música e o entretenimento, procurando atrair diferentes gerações e visitantes ao concelho.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Alandroal, João Grilo, esta conjugação de eventos permite oferecer uma programação diversificada e atrativa, aproveitando a proximidade entre a Praça da República e o Castelo. “É de facto um modelo que temos vindo a afinar ao longo dos anos e que, de alguma forma, já transmite confiança a quem nos visita e a quem vive no concelho”, afirma o autarca, destacando a “dualidade” entre as festas tradicionais e religiosas e o Festival da Juventude.

João Grilo sublinha que a proximidade entre o Castelo e a Praça permite que o público acompanhe os diferentes momentos da programação ao longo da noite. “Há muito que as pessoas se habituaram a viver a festa até a uma determinada hora na Praça e depois a viver o Festival da Juventude no Castelo. E este modelo tem funcionado e vamos continuar a apostar nele”, assegura.

The Gift, Carolina de Deus e Nena são cabeças de cartaz

Esta quinta-feira, 3 de setembro, no primeiro dia das festas, é Carolina de Deus quem sobe ao palco. Amanhã, sexta-feira, dia 4, é a vez de Nena, seguindo-se, no sábado, dia 5, um dos momentos mais aguardados do programa, com a atuação dos The Gift. No domingo, dia 6, a programação fica marcada por uma atuação da Filarmónica Extravagante Uxu Kalhus com a Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal.

Para o presidente da Câmara, uma das principais novidades de cada edição do evento está precisamente no cartaz, que procura combinar nomes consolidados com novos talentos e diferentes estilos musicais.

João Grilo destaca a presença dos The Gift, uma das bandas portuguesas com maior reconhecimento nacional e internacional, considerando que o grupo deverá proporcionar “um bom concerto”.

Ao mesmo tempo, o Município mantém a aposta em artistas emergentes, como Carolina de Deus. “Há sempre espaço para os novos talentos e, portanto, nós ao longo dos anos temos sempre conseguido fazer essa ponte”, explica.

O autarca recorda, a título de exemplo, a passagem dos Amor Electro pelas festas de Alandroal numa fase inicial da carreira, salientando a intenção de continuar a apostar em projetos que possam afirmar-se no futuro.

A diversidade é, assim, uma das linhas orientadoras do programa, procurando responder a diferentes públicos e conciliar propostas de música popular, novos talentos, música tradicional e inovação.

Festival da Juventude mantém parceria com os jovens

O Festival da Juventude continua a ser desenvolvido através de uma parceria entre o Município e a Associação Jovem Alandroalense. Embora o financiamento seja assegurado pelo Município, a associação assume um papel importante na definição e organização da programação, permitindo que os próprios jovens tenham intervenção na escolha dos artistas e no modelo do festival.

“São os jovens que indicam e escolhem de alguma forma que artistas e que modelo de programação é que gostariam de ver”, explica João Grilo.

Esta edição do Festival da Juventude arranca esta quinta-feira com as atuações de Alan Briats e DJ Brat. Amanhã, sexta-feira, dia 4, sobem ao palco DJ Rastilho, DJ Dom e BREYTH, enquanto no sábado haverá espetáculos de Sampa Experience, MASTIKSOUL & Convidados e ainda de DJ T & Rebocho Percussion. O encerramento acontece no domingo, 6 de setembro, com Jorge Nunes e DJ Rastilho.

Associativismo com papel importante na dinamização de tasquinhas e bares

Na organização, quer no Festival da Juventude, quer nas festas, o município conta com a colaboração de outras associações locais, para além da Associação Jovem Alandroalente, nomeadamente no que diz respeito à dinamização de tasquinhas e bares.

O presidente da Câmara destaca esta colaboração como uma forma de apoiar o movimento associativo e, simultaneamente, permitir que as associações possam gerar receitas durante um dos períodos de maior movimento no concelho.

“O município aqui procura sempre dar prioridade e dar oportunidade às associações do Concelho que queiram trabalhar nestes momentos para também ajudar depois a desenvolver com as receitas que fazem neste período.”

Um momento de encontro no final do verão

Para além da componente cultural e recreativa, João Grilo considera que as festas assumem também uma importância económica e social para o concelho, atraindo pessoas que mantêm ligações familiares ou de amizade ao Alandroal, bem como visitantes dos concelhos vizinhos.  “Aquilo que nós esperamos sempre é que isso se traduza também em visitantes e em dinâmica económica local”, afirma.

O autarca enquadra ainda as festas no calendário anual do concelho, considerando-as um momento de transição entre o final do verão e o regresso ao trabalho e às aulas. “As nossas festas marcam sempre este final de verão e o regresso ao trabalho, o arranque do ano letivo e de um conjunto de outras atividades e, portanto, é sempre também um momento especial para isso.”

Atividades tauromáquicas em destaque

As atividades tauromáquicas, como tem vindo a ser habitual, têm um lugar de destaque na programação das festas. Esta sexta-feira, às 17h30, haverá largada de touros no Largo de Santo António. No sábado haverá nova largada no mesmo local, às 9h30, seguindo-se, às 17h30, uma garraiada na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.

As atividades taurinas prosseguem no domingo com uma largada de touros marcada para as 18h00, novamente no Largo de Santo António. O programa termina na segunda-feira, às 21h00, com uma garraiada noturna na Praça de Touros Joel Felizardo Rosado.

Durante cinco dias, o Alandroal volta assim a conjugar fé, tradição, música e juventude, num programa pensado para envolver a população local e atrair visitantes ao concelho.

“Estudar e saber parar”: a fórmula dos 19 valores de Miguel Miranda para chegar à Engenharia Aeroespacial

Imagem: CMTV

Entrou em Engenharia Aeroespacial com 19 valores, mas garante que não precisou de trocar a adolescência pelos livros. Para Miguel Miranda, de Campo Maior, o segredo para alcançar uma média de excelência esteve menos em estudar sem parar e mais em saber gerir o tempo — incluindo aquele que não era passado a estudar.

Foi com esta média final que Miguel entrou na licenciatura de Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, um resultado que é, naturalmente, motivo de orgulho, mas que o jovem campomaiorense atribui sobretudo a muito trabalho e organização.

“É saber gerir bem” o tempo de estudo, explica, reconhecendo, ainda assim, que chegar a este patamar de excelência exigiu “um estudo intenso”.

“Ao longo do ano fui fazendo o máximo possível, mas sempre sabendo quando tinha de estudar, mas também quando tinha de parar, que também é importante”, revela em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior.

É precisamente esse equilíbrio que Miguel considera fundamental. Entre livros, aulas e momentos de lazer, a estratégia passou por “planificar e organizar muito bem o estudo”, sem deixar de lado a vida social.

“Sinto que não perdi nada da minha adolescência. Felizmente, sempre consegui ter a minha vida social, por isso, acho que não foi nada demais ficar apenas uns minutinhos a mais com os livros”, acrescenta.

A entrada em Engenharia Aeroespacial também não surgiu de uma decisão tomada de um dia para o outro. Miguel admite que sempre teve curiosidade por tudo o que estivesse relacionado “com aviões, o espaço e tudo o que voasse”, mas foi com o tempo que encontrou o caminho que queria seguir. “A escolha definitiva só surgiu com o tempo”, explica.

E se o presente já está definido, o futuro ainda deixa espaço para várias possibilidades. Quanto às saídas profissionais, Miguel admite que ainda não tem uma decisão concreta. “Ainda não pensei muito sobre isso, mas penso estar a trabalhar em algo relacionado com a área ou, se calhar, ir para a Fórmula 1, por exemplo”, adianta.

Agora, com o início das aulas cada vez mais próximo, começa uma nova etapa e, com ela, um ritmo diferente daquele a que estava habituado no ensino secundário. Miguel sabe que terá de aumentar a intensidade, mas não prevê uma mudança radical na forma como encara o estudo. “O meu estudo não vai fugir muito ao que já era, um bocadinho mais intenso, porque o ritmo também vai ser outro”, remata.

António Maria Ramos transformou as memórias da casa da avó na obra vencedora do Prémio Literário Hugo Santos

“As Coisas Também Fazem Testamento”, da autoria de António Maria Ramos, é a obra vencedora da quinta edição do Prémio Literário Hugo Santos, iniciativa promovida, desde 2022, pelo Município de Campo Maior, em homenagem ao autor campomaiorense falecido em novembro de 2018.

Nesta obra de poesia, e sob o pseudónimo Aurélio Vagar, António Maria Ramos convida o leitor a entrar em casa da sua avó Arcanja, em Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo, onde passou grande parte da infância.

António Maria Ramos vence este prémio na primeira vez que escreve uma obra de poesia, depois de já ter vencido, também este ano, um outro concurso literário: o 15º Prémio Aldónio Gomes da Universidade de Aveiro, com a obra “A Sintaxe do Silêncio”.

“No meu mundo literário, se assim lhe posso chamar, é o segundo prémio que acabo por vencer e, curiosamente, ambos neste ano, apesar de já escrever desde que me conheço por alguém”, começa por dizer o autor, confessando que esta vitória acaba por ser “especial”, dado que foi a primeira vez que “mergulhou” numa “obra deste género”.

Apesar de considerar que não se trata de uma obra de grande complexidade, em “As Coisas Também Fazem Testamento” António Maria Ramos faz um retrato “não absoluto, mas quase” da casa da sua avó, que faleceu há cinco anos. Encontrando a casa “totalmente intacta”, tal e qual como a avó a deixou quando partiu, ali António deparou-se, ao ir passando de divisão em divisão, com “pormenores” que marcaram a sua infância e que viriam a servir de inspiração à sua escrita.

Com uma componente emocional “muito importante” para o autor, este livro, que sente que escreveu sobretudo com o coração, faz parte de um portefólio grande de trabalhos que já tem e que inclui obras dos mais diversos géneros literários, como romances e thrillers.  

“Eu tentei colocar em palavras o que as coisas significam para mim”, explica o escritor, que confessa que, do seu ponto de vista, todos os objetos da sua avó continuam “vivos”, por se encontrarem exatamente no mesmo local em que os deixou.

A submissão de “As Coisas Também Fazem Testamento” ao prémio da Câmara de Campo Maior, revela ainda António Maria Ramos, aconteceu depois do “empurrão” dado por um colega, Manuel Saiote, que há muito se dedica à poesia. “Foi graças a ele e ao incentivo dele que acabei por me exprimir num género diferente, no qual eu não estaria de todo confortável, nem posso dizer que é o meu género predileto de escrita”, confessa.

Contrariamente ao que aconteceu sempre até então, e porque a sua relação com a poesia se tornou tão “peculiar”, a única pessoa que leu “As Coisas Também Fazem Testamento” antes da sua submissão ao concurso foi Manuel Saiote. Todas as outras obras que já escreveu, conta ainda o autor, foram sempre lidas, em primeiro lugar, pela sua esposa e, logo depois, pela sua irmã.

Com a conquista do Prémio Literário Hugo Santos, o autor verá a sua obra publicada em livro e receberá ainda 1.500 euros. Não escondendo a sua satisfação, António Maria Ramos diz-se muito grato, sobretudo, pela forma como é atribuído este prémio. “Este tipo de prémio, que primeiro lê e depois pergunta quem, permite que vários escritores acabem por ter uma oportunidade que, se calhar de uma outra forma, não teriam, porque o mercado tem um funcionamento muito restrito e seletivo. Desta forma, todos acabamos por ter uma oportunidade. Ao concorrer através de um pseudónimo, permite-nos ter alguém que nos leia, premiando ou não premiando, mas sabendo que aquilo que escrevemos, aquilo que queremos passar, acaba por ser lido por alguém”, assegura.

Natural de Évora, e gestor de profissão, liderando diariamente largas centenas de pessoas, António Maria Ramos gosta de dizer que a gestão o ensinou a ler as pessoas, enquanto a escrita lhe deu o poder de lhes reescrever o destino.

GNR deteve mais de 8 mil condutores alcoolizados desde o início do ano

A GNR deteve 8.438 condutores por condução sob o efeito do álcool entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2026, o equivalente a cerca de 280 detenções por semana. No mesmo período, foram registados 8.856 crimes de condução em estado de embriaguez.

Em Portugal, conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,20 g/l constitui crime rodoviário. Os dados da GNR mostram ainda que a maioria das detenções envolve condutores entre os 31 e os 64 anos, com destaque para a faixa dos 51 aos 64 anos, que contabilizou 2.450 detenções.

O risco aumenta sobretudo aos fins de semana, com maior incidência durante a madrugada, entre a meia-noite e as 6 horas. A GNR alerta para os perigos da condução sob o efeito do álcool e apela a que quem consome bebidas alcoólicas recorra a transportes alternativos ou escolha antecipadamente um condutor que não beba.

Arronches: habitação cedida em regime de arrendamento apoiado

Uma das prioridades do Município de Arronches é, tanto quanto possível, contribuir para que todos os munícipes possam usufruir de condições de habitabilidade dignas e parte desse objetivo é cumprido com a disponibilização das habitações propriedade da autarquia em regime de arrendamento apoiado.

Nesse sentido, tendo recentemente ficado disponível uma moradia de tipologia T2 na freguesia de Assunção, após uma pequena intervenção que deixou o imóvel nas melhores condições, foi desencadeado um procedimento para a atribuição da referida habitação, concluído em definitivo com a decisão tomada pelo executivo autárquico na última reunião ordinária da Câmara Municipal.

Para formalizar a entrega da habitação nos supracitados termos, o presidente do Município, João Crespo, acompanhado pela vereadora Maria João Fernandes, receberam nos Paços do Concelho, na manhã da passada sexta-feira, dia 28 de agosto, a candidata melhor colocada no concurso, tendo-se procedido à assinatura do respetivo contrato, com os autarcas a aproveitarem para dar conhecimento de alguns dos trâmites a seguir, bem como para desejar as maiores felicidades à nova inquilina.

IPO de Lisboa recebe novos equipamentos para deteção de cancro

O Serviço de Radiologia do IPO Lisboa recebeu três novos equipamentos: um novo mamógrafo, um TAC de contagem de fotões — o primeiro com esta tecnologia no SNS — e um osteodensitómetro.

São equipamentos que permitem fazer exames mais avançados, melhorar a capacidade de diagnóstico, reduzir, em determinados casos, tempos de exame, radiação e utilização de contraste, e acompanhar de forma mais próxima a saúde óssea dos nossos doentes.

A aquisição destes equipamentos foi possível através e financiamento do PRR.

PCP leva à Assembleia da República saudação às Festas do Povo de Campo Maior

O Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República apresentou um voto de saudação ao povo de Campo Maior pela realização das Festas do Povo de 2026, que decorreram entre os dias 8 e 16 de agosto, onze anos depois da última edição.

O PCP considera que as Festas do Povo constituem uma “expressão singular da cultura popular e da identidade” de Campo Maior, do Alentejo e do país, destacando o envolvimento da população na preparação e concretização do evento.

Durante vários meses, os habitantes de Campo Maior trabalham rua a rua na produção das flores de papel e na decoração das ruas, num processo que envolve vizinhos, famílias e diferentes gerações. Para o PCP, esta dimensão colectiva, assente no trabalho voluntário e na partilha de saberes, está no centro da importância das Festas do Povo.

O partido salienta também o papel desempenhado pelas mulheres campomaiorenses na preservação e transmissão, ao longo de gerações, dos conhecimentos e práticas associados à tradição.

As Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2021. No voto apresentado na Assembleia da República, o PCP sublinha que o valor deste reconhecimento não reside apenas na criatividade das flores de papel ou na beleza das ruas engalanadas, mas também na capacidade da população para se organizar e transformar uma tradição transmitida entre gerações numa obra colectiva.

A edição de 2026, segundo o PCP, voltou a demonstrar a “vitalidade” de uma tradição com 137 anos de história, que se mantém viva através da participação directa da comunidade.

O voto de saudação prevê ainda felicitações à Associação das Festas do Povo de Campo Maior, pelo papel considerado “decisivo” na organização e concretização do evento. O PCP pretende igualmente valorizar o contributo do Município de Campo Maior, em particular dos seus trabalhadores, bem como de outras instituições e entidades envolvidas na realização das Festas.

Festas do Povo em destaque na Festa do Avante

A ligação entre as Festas do Povo e a atividade político-cultural do PCP terá também continuidade na próxima edição da Festa do Avante, que este ano assinala a sua 50.ª edição.

De acordo com o partido, a decoração do Espaço Alentejo dará destaque às Festas do Povo de Campo Maior, com a presença de flores e elementos decorativos inspirados nesta manifestação de cultura popular do Alto Alentejo.

A iniciativa integrará outros elementos ligados à região, nomeadamente as propostas e reivindicações do PCP para o Alentejo, enquadrando as Festas do Povo numa representação mais abrangente da identidade e da realidade regional.

Festival “Alentejo Autêntico” leva Luís Trigacheiro à Vidigueira

O Festival “Alentejo Autêntico”, promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, chega no próximo domingo, 6 de setembro, à Quinta do Paral, na Vidigueira.

Este será já o terceiro momento da iniciativa, que pretende valorizar a identidade e a autenticidade alentejanas, reunindo música e cultura.

O festival, que contempla um total de 12 micro-concertos, realizados em 12 espaços de enoturismo e ambientes rurais do Alentejo, conta desta vez com uma atuação de Luís Trigacheiro, acompanhado pelo Grupo Coral da Vidigueira.

A atuação está prevista para as 18h30.

Feira da Luz/Expomor volta a transformar Montemor-o-Novo num dos grandes palcos do Alentejo

A Feira da Luz/Expomor, em Montemor-o-Novo, volta a afirmar-se como um dos maiores certames do Alentejo. O evento, que se realiza entre hoje e segunda-feira, de 2 a 7 de setembro, volta a reunir cultura, tradição, atividade económica e associativismo numa programação que pretende chegar a diferentes públicos.

“A Feira da Luz é uma tradição de Montemor-o-Novo e um dos grandes acontecimentos do Alentejo. O nosso objetivo é que todas as áreas do certame apresentem qualidade e consigam responder aos diferentes gostos de quem nos visita”, diz o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, que aponta para uma edição diversificada do certame.

Na componente cultural, o autarca destaca os espetáculos de artistas de âmbito nacional, mas também a diversidade da programação. “Procurámos reunir um conjunto de artistas que represente diferentes estilos musicais e diferentes públicos. Também o segundo palco foi pensado para oferecer uma programação variada e complementar”, explica.

Ao palco principal da Feira da Luz/Expomor sobem Carlão, esta quarta-feira, e Ana Moura amanhã, quinta-feira. A festa, na noite de sexta-feira, será feita ao som de RFM Dance Floor. No sábado haverá concerto de Sara Correia; no domingo de Papillon e, por fim, na segunda-feira, de Santos & Pecadores.

Por outro lado, Carlos Pinto de Sá salienta o regresso dos ranchos folclóricos ao certame. “Entendemos que esta é uma componente importante da Feira da Luz, porque valoriza as nossas tradições. Este ano, essa programação será organizada pelo Rancho do Ciborro, que dará um contributo importante para preservar e divulgar a cultura popular”, explica o autarca.

Entre os principais destaques desta edição está ainda uma exposição dedicada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa: uma exposição de “grande dimensão” que pretende recordar a importância da Constituição na construção da democracia portuguesa e dos direitos conquistados após o 25 de Abril. “Queremos também mostrar o impacto que teve em Montemor-o-Novo e o contributo do concelho para tornar esses direitos uma realidade”, refere.

Outro dos momentos fortes será a exposição pecuária da APORMOR, atualmente hoje reconhecida como “uma das melhores do país”, continuando a ser “um motivo de orgulho para Montemor-o-Novo”. A par disso, queremos continuar a afirmar a importância do montado, um património que temos de preservar e que desempenha um papel fundamental na resposta às alterações climáticas”, acrescenta Carlos Pinto de Sá.

O movimento associativo volta igualmente a assumir um papel central na Feira da Luz. “Temos mais de uma centena de associações no concelho e a sua presença enriquece o certame. É uma forma de mostrar o trabalho extraordinário que desenvolvem ao longo do ano”, refere o autarca.

Para Carlos Pinto de Sá, o contributo das coletividades vai muito além da participação na feira. “Montemor-o-Novo não seria o mesmo sem estas associações. Há centenas de voluntários que dedicam o seu tempo à comunidade e esse trabalho merece ser reconhecido e valorizado.”

A abertura da Feira da Luz/Expomor está marcada esta quarta-feira para as 21 horas.

Luís Moreira Testa exige ao Governo garantias para os doentes oncológicos do Alto Alentejo

O deputado do PS eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, questionou a ministra da Saúde sobre as alterações que estarão a ser preparadas na organização e prestação dos cuidados oncológicos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

Numa pergunta dirigida ao Governo, subscrita também por outros deputados socialistas, o parlamentar manifesta preocupação com o impacto que uma eventual reorganização poderá ter na qualidade, proximidade e continuidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.

Segundo o PS, a resposta oncológica atualmente existente na ULS do Alto Alentejo apresenta bons resultados terapêuticos, articulação com outras especialidades, ausência de listas de espera e elevados níveis de satisfação por parte dos doentes.

Perante estes indicadores, os socialistas defendem que qualquer alteração à organização dos cuidados deve ser devidamente fundamentada e acompanhada por uma avaliação dos seus impactos clínicos e assistenciais.

Uma das principais preocupações prende-se com a possibilidade de a reorganização conduzir a uma redução da capacidade instalada, ao aumento dos tempos de espera ou à necessidade de os doentes se deslocarem para outras unidades hospitalares para realizar tratamentos que atualmente estão disponíveis no Alto Alentejo.

“É precisamente porque estamos a falar de Oncologia, de doentes particularmente vulneráveis e de uma resposta que tem funcionado, que qualquer alteração deve ser devidamente explicada e fundamentada”, afirma Luís Moreira Testa.

O deputado considera que as populações do Alto Alentejo têm “enormes preocupações” relativamente ao futuro da Saúde na região e defende que os doentes e as suas famílias devem saber se vão continuar a ter acesso aos cuidados com os mesmos níveis de qualidade, proximidade e rapidez.

Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, os deputados socialistas querem saber quais são concretamente as alterações previstas para a resposta oncológica no Alto Alentejo e quais os fundamentos clínicos, técnicos e assistenciais que sustentam essas mudanças.

Questionam ainda se foi realizada uma avaliação dos impactos da reorganização nos tempos de resposta, na continuidade dos tratamentos, na capacidade instalada e na qualidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.

O PS pretende igualmente saber se o Governo garante que as alterações não resultarão numa redução da capacidade atualmente existente, num aumento dos tempos de espera ou numa necessidade acrescida de deslocação dos doentes para outras unidades hospitalares.