Arronches recebe, de 27 a 29 de março, a 2.ª edição do Festival “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, um evento que celebra uma das mais importantes tradições gastronómicas e culturais da região.
Durante três dias, o espaço dos Multiusos do Rossio transforma-se num ponto de encontro entre produtores, especialistas, chefs, artesãos e visitantes, num ambiente onde o saber e o sabor se cruzam de forma autêntica.
O festival oferece uma forte componente gastronómica, com tasquinhas, zona de restauração e sessões de showcooking, bem como degustações e recriações de práticas tradicionais ligadas ao porco alentejano. Paralelamente, integra uma componente técnica e formativa relevante, com conferências dedicadas a temas atuais do setor agrícola e pecuário, como a sustentabilidade, a digitalização, o futuro da Política Agrícola Comum e os impactos de acordos internacionais no mercado da carne.
A animação cultural é outro dos destaques, com concertos, grupos corais, música tradicional e momentos de entretenimento ao longo dos três dias, sem esquecer a zona infantil dedicada aos mais novos.
A sessão oficial de abertura do certame está marcada, no dia 27, para as 17 horas. No dia 28, também às 17 horas, o festival recebe a visita do secretário de Estado da Agricultura, João Moura.
Está a chegar mais uma edição do improvis’ARTE, o Festival Internacional de Teatro Escolar de Elvas, o mais antigo do país. O festival, que já leva 28 anos de existência e que é promovido pela associação juvenil Arkus e pela Escola Secundária D. Sancho II, decorre entre hoje, 20 de março, e o próximo dia 27.
Destacando o trabalho dos alunos que, ao longo de vários meses, preparam as peças de teatro que apresentam no evento, o presidente da Arkus, professor Carlos Beirão, começa por lembrar que o festival já se aproxima da sua trigésima edição. “Continua a ser a nossa bandeira a nível nacional. Ainda agora apresentámos o evento aos inspetores que estiveram aqui na escola e ficaram admirados, porque temos aqui o festival de teatro escolar mais antigo do país e temos todo o orgulho em continuar a organizar este evento que divulga a arte dramática e que dá, ao fim ao cabo, a conhecer não só os vários grupos de teatro da nossa zona, como também os da escola”, diz o responsável.
Garantindo que serão muitas as pessoas que irão assistir aos muitos espetáculos do festival, Carlos Beirão diz ainda ser com “muito orgulho” que a escola secundária e a Arkus organizam, ano após ano, o evento. “Nós contamos com todo o público escolar do nosso concelho e iremos, mais uma vez, a Badajoz, como sempre, para dar a conhecer também aos alunos que estão a estudar português uma peça de teatro portuguesa. Acaba por ser uma mais-valia esta relação com Espanha e esta relação que se está a afirmar com o teatro”, diz ainda o professor.
Tendo por objetivo celebrar a diversidade cultural presente nas diferentes tradições teatrais, desta vez, o improvis’ARTE é dedicado ao tema “Teatro pelo Mundo”. “Através do teatro é possível viajar por histórias, costumes e formas de expressão de vários países e é um tema que permite mostrar como o teatro, apesar das diferenças culturais, é uma linguagem universal e capaz de unir pessoas e transmitir emoções, ideias e valores”, justifica Catarina Dias, membro da Arkus e uma das responsáveis pela organização do festival.
Tendo como slogan “Teatro, o teu passaporte para o mundo”, o improvis’ARTE conta com espetáculos que remetem para diferentes realidades, culturas e países, como Portugal, Espanha, Grécia e Itália.
Com mais de 20 sessões, o festival irá passar por diferentes espaços, como o Auditório São Mateus e o Pavilhão Multiusos de Vila Boim, ainda que a grande maioria esteja concentrada no Auditório da Escola Secundária de Elvas. Ao todo, irão subir a palco 12 grupos de teatro: a juntar aos vários grupos da Arkus e da Escola Secundária e ao grupo “Vila das Emoções” da Escola Básica de Vila Boim, participam nesta 28.ª edição do festival IES Tamujal, El Quinto Pino e Molamanta de Badajoz; a Universidade Sénior de Sousel; Espalharte, de Castelo de Vide; e a Escola Secundária D. Pedro V, de Lisboa.
Desta feita, o festival apresenta um conjunto de espetáculos destinado a um público “mais abrangente”, incluindo uma peça que será apresentada aos idosos dos lares do concelho.
O festival arranca esta sexta-feira, dia 20, no Auditório São Mateus, pelas 21 horas, com a peça “Uma Família Nada Tradicional”, pelo grupo de teatro da Arkus e da Escola Secundária D. Sancho II. É também naquela sala de espetáculos da cidade que termina o festival, a 27 de março, Dia Mundial do Teatro, com a peça “Um Jantar de Sonho”, do mesmo grupo.
O improvis’ARTE, tal como tem vindo a ser hábito, integra a programação da Semana Aberta da Escola Secundária D. Sancho II que, desta vez, tem as suas atividades concentradas em apenas três dias: de 25 a 27 de março. “Nesta Semana Aberta, como é hábito, a escola abre cortinas para o exterior, mostramos o coração do nosso agrupamento, o que somos e o que conseguimos fazer”, assegura a subdiretora do Agrupamento de Escolas D. Sancho II, Sandra Cordeiro, que explica que a iniciativa é desta vez mais curta, uma vez que dois dias desta Semana Aberta já tiveram lugar no semestre passado.
Ao longo desses três dias, para além do teatro, não faltarão conferências e palestras. “Teremos também no dia 26 a visita dos nonos anos das outras escolas, para que os alunos possam conhecer as nossas instalações, as diferentes áreas. Vão percorrer diferentes estações e vão ter contacto direto com o que nós temos aqui no nosso agrupamento, com as ofertas de que eles poderão usufruir no próximo ano letivo”, remata Sandra Cordeiro.
Mafalda Teixeira e Kapinha, os reis do TikTok, são Leila e Kiko na comédia “Despedida de Casados”, que é apresentada no Centro Cultural de Campo Maior, na noite deste sábado, 21 de março. O espetáculo integra a programação do Mês do Teatro, iniciativa promovida pela Câmara Municipal.
Escrito por Luís Filipe Borges e com encenação de Ricardo Castro, o espetáculo, segundo explica Mafalda Teixeira, tem na sua base a história de um “casamento de 20 anos” que se encontra em fase de rutura. “Há uma grande tentativa de recuperar a paixão e tudo aquilo que se vai perdendo, no dia-a-dia, numa relação. Com todas as rotinas, o stress do trabalho e toda a gestão da vida doméstica, o romantismo fica um bocadinho esquecido e vamos trazer à tona muitos destes temas”, adianta.
Enquanto casal, Kiko e Leila prometem um serão “muito divertido, com muitas gargalhadas, quase do início ao fim”. Assegurando que este é um espetáculo em que os casais se vão rever, Mafalda Teixeira revela ainda que trabalhar ao lado do seu companheiro tem sido muito bom, até porque, segundo diz, trabalham “muito bem” juntos. “É um prazer podermos partilhar não só a vida em comum, mas também o palco. Representar é uma coisa que gostamos muito de fazer juntos, principalmente em comédia. Gostamos de fazer rir, que é isso que toda a gente precisa”, diz ainda.
Já Kapinha garante que esta é uma comédia “incrível e hilariante”. “Queremos muito que nos venham ver e que se venham rir connosco”, diz aos nossos microfones, adiantando que considera o texto escrito por Luís Filipe Borges “extraordinário”. Não tendo dúvidas de que o público vai sair “muito satisfeito” deste espetáculo, Kapinha diz ainda que esta é, acima de tudo, uma peça para que as “pessoas se riam e se divirtam” entre amigos e família.
Apesar de muitos jovens seguirem Kapinha e Mafalda Teixeira nas redes sociais, este é um espetáculo apenas para maiores de 16 anos. Os bilhetes para o espetáculo, com início às 21h30, têm um custo de cinco euros e podem ser adquiridos na Ticketline.
A Delta Coffee House Experience volta a juntar o universo do café à criação artística contemporânea, desta vez através de uma parceria inédita com o reconhecido artista português Diogo Machado (Add Fuel). Desta colaboração nasce o “Out of the Blue Latte”, o novo Wonder Coffee #03, que celebra o encontro entre o café, a arte urbana e a cultura portuguesa. A bebida, um latte vegetal de cor azul, criado a partir de spirulina, ingrediente natural reconhecido pelas suas propriedades antioxidantes, energéticas e nutricionais, combina inovação, herança cultural e a estética inconfundível do artista, resultando numa experiência multissensorial, que combina design, sabor e bem-estar.
A esta criação junta-se uma peça de arte com assinatura Add Fuel, um azulejo exclusivo “AZ562 (SABER E SABOR)”, que reinterpreta a tradição nacional com o seu traço contemporâneo. Inspirado no universo do café e nas Festas da Flor de Campo Maior, símbolo maior de identidade e celebração coletiva ligadas às origens da marca Delta, e que regressam este ano ao concelho. Esta é uma edição especial que convida a saborear o café como expressão cultural numa fusão entre história e modernidade que se vive tanto na chávena como na peça artística que a acompanha.
“Esta parceria nasce de uma visão comum: celebrar a nossa cultura através do detalhe, da criatividade e da reinvenção. Juntos, transformámos elementos profundamente portugueses, o café e o azulejo, numa experiência única, que combina tradição e inovação. O “Out of the Blue Latte” e o azulejo com assinatura Add Fuel, “AZ562 (SABER E SABOR)” convidam a descobrir o café como arte e a viver novos momentos. Uma colaboração 100% portuguesa, muito especial e que nos aproxima daquilo que nos define.”, sublinha Clara Melícias, diretora de lojas Delta Coffee House Experience.
“O azul faz parte da minha linguagem visual e da forma como interpreto a tradição dos azulejos portugueses. Neste projeto foi interessante transportá-lo para o universo do café e ver como a arte se pode tornar numa experiência sensorial. É uma forma diferente de contar esta herança cultural, agora através de uma bebida.”, afirma Diogo Machado (Add Fuel).
O Wonder Coffee #03, “Out of the Blue Latte”, já se encontra disponível nas lojas Delta Coffee House Experience, assim como o azulejo exclusivo, “AZ562 (SABER E SABOR)” criado por Add Fuel, que poderá também ser adquirido, em edição limitada e numerada, exclusivamente nestes espaços e na loja online da Delta Coffee House Experience.
O VI Trail Sport Arronches e Benfica voltou a afirmar-se como uma das provas de trail de referência na região, reunindo quase 500 atletas no passado fim de semana, numa edição marcada pela forte participação e pelo excelente ambiente desportivo. A prova teve partida e chegada na freguesia de Mosteiros, com os percursos totalmente inseridos no magnífico Parque Natural da Serra de São Mamede, proporcionando aos participantes trilhos exigentes, paisagens únicas e uma experiência de trail running em pleno contacto com a natureza.
A distância principal da competição, o Trail Longo (31 km), foi dominada por João Janeiro (Sport Arronches e Benfica), que venceu a prova com o tempo de 2h37m53s. O pódio masculino ficou completo com Nuno Paiva (DAP Trail Team) no segundo lugar e Fábio Filipe (ACD Serra de São Mamede) na terceira posição.
No setor feminino, a vitória pertenceu a Sofia Padilha (Centro de Trail Carlos Sá – Penacova Team), seguida por Vera Reis e Ana Vintém, que completaram os três primeiros lugares.
No Trail Curto (20 km), o triunfo masculino foi para Rui Carrilho (Associação Desportiva de Castelo de Vide), com Luciano Gordo (ADCV) na segunda posição e Daniel Palma (DAP Trail Team) em terceiro lugar.
Entre as mulheres venceu Patrícia Silva (Monsanto Running Team), seguida por Ana Miranda e Vitorina Mourato.
Já no Mini Trail (12 km), o vencedor foi Bernardo Fernandes (Sport Arronches e Benfica), com Dinis Miranda (Grupo Desportivo Alegrete) no segundo lugar e Ricardo Capão (MBT – Monforte Bike Run Team) a fechar o pódio.
No setor feminino, a vitória foi para Carla Madeira (Grupo Desportivo Arenense), seguida por Constança Marques e Sílvia Silveira.
No plano coletivo, a competição foi também marcada pela forte participação das equipas, tendo a vitória por equipas sido conquistada pela DAP Trail Team no Trail Longo, pela Associação Desportiva de Castelo de Vide no Trail Curto e pelo Grupo Desportivo Arenense no Mini Trail.
Para além das provas competitivas, o evento contou ainda com uma caminhada de cerca de 10 km e com o Trail Kids, que voltou a trazer os mais jovens aos trilhos, reforçando o carácter inclusivo e familiar da iniciativa.
A organização, a cargo do Sport Arronches e Benfica, destacou a forte adesão dos participantes e o contributo de voluntários, patrocinadores e entidades locais, sublinhando que o evento continua a afirmar Arronches e a Serra de São Mamede como um destino privilegiado para a prática de trail running.
Cerca de 800 alunos vão participar na final nacional do XX Mega Sprinter, que decorrerá em Elvas, entre amanhã e sábado, dias 20 e 21 de março.
O Mega Sprinter Nacional é uma importante prova do calendário desportivo anual do Programa Nacional do Desporto Escolar, desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, com o objetivo de promover a prática do Atletismo, nas disciplinas de velocidade (40 m), lançamento do Vortex e Vortex adaptado (de precisão), salto em comprimento e resistência (1 km).
Nesta edição de 2026, na fase de escola participaram mais de 100 mil alunos, dos quais cerca de 10 mil competiram nas fases local e regional. Deste modo, em Elvas estarão alunos oriundos de todas as regiões do país, incluindo das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Para além dos jovens atletas finalistas, juntam-se cerca de 200 professores (que acompanham as delegações e participam na organização das provas), aproximadamente 140 alunos voluntários, mais de seis dezenas de assistentes operacionais das diversas escolas envolvidas e, ainda, um universo alargado de pessoas oriundas da autarquia, forças de segurança e proteção civil e da Federação Portuguesa de Atletismo, que asseguram o apoio especializado nos diferentes âmbitos de intervenção.
As provas decorrem no Estádio Municipal de Atletismo de Elvas. Esta sexta-feira, para além da receção das comitivas, realiza-se pelas 17h00 a cerimónia de abertura, seguindo-se a primeira jornada da competição, a partir das 18h00. No sábado, a partir das 8h30, a competição será retomada com a segunda jornada, esperando-se assim uma manhã muito animada e de elevada competitividade.
Este ano, a prova assume ainda um significado especial, por assinalar a 20.ª edição do Mega Sprinter, marco simbólico de um projeto que tem promovido ao longo de duas décadas a prática do Atletismo no âmbito do Desporto Escolar. No decurso do evento serão também homenageadas várias personalidades que se destacaram pelo seu contributo e dedicação ao desenvolvimento e consolidação deste projeto.
Será ainda promovida, pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), uma atividade de sensibilização, visando a promoção de valores desportivos limpos e a educação antidopagem em todos os níveis do desporto e de forma inclusiva.
Esta competição resulta de uma organização conjunta entre a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (através da Unidade de Desporto Escolar), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (com o envolvimento direto da Coordenação Regional do Desporto Escolar do Alentejo e da Coordenação Local do Desporto Escolar do Alto Alentejo) e a Federação Portuguesa de Atletismo, contando ainda com o importante apoio da Câmara Municipal de Elvas.
Assinala-se esta quinta-feira, 19 de março, o Dia Nacional de Alcoólicos Anónimos (AA) em Portugal: data celebrada em todo o país, através de diferentes iniciativas.
Em Portugal, os AA mantêm ativos 95 grupos e além de reuniões em português, realizam-se também reuniões em inglês, alemão e russo, distribuídas pelo Continente e Regiões Autónomas, levando ao alcoólico que ainda sofre uma mensagem de esperança. E é precisamente com essa premissa que amanhã, sexta-feira, dia 20, se realiza uma sessão de informação pública, a ter lugar no Auditório São Mateus, em Elvas, pelas 11 horas.
Levar a mensagem ao alcoólico ainda em sofrimento, para uma mudança da sua condição de vida, tem sido o grande objetivo da organização mundial, já com 90 anos de existência. “O fator primordial da organização, dos grupos, das pessoas, é procurarem manter-se limpos, sóbrios, manterem-se afastados do consumo de álcool”, explica o presidente dos AA Portugal, o psicólogo Celestino Cunha, que avança que, atualmente, a organização envolve “mais ou menos três milhões de pessoas em mais de 60 países”.
Nos AA, o alcoólico que alcançou “um despertar espiritual” e que consegue manter a sua abstinência, procura depois “levar a mensagem a pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade”, com a organização a tentar chegar à comunidade com sessões como aquela que acontece em Elvas.
“Há um grupo de pessoas, dentro dos AA, que faz esse serviço de informação pública. Convida-se, muitas vezes, as instituições de saúde, as autarquias, as escolas e promovem-se esses encontros de modo a levar a mensagem, no fundo, para que a comunidade saiba que estes grupos existem, que têm uma forma muito particular de trabalhar dentro do seu anonimato e é também uma forma de a comunidade, em geral, poder encaminhar pessoas, de poder dizer que está ali uma porta, que está ali um grupo de pessoas que ajuda”, adianta o responsável.
Ao longo dos anos, a organização tem vindo a procurar ser “um suporte” na comunidade, garante Celestino Cunha, com vista a dar resposta a um problema efetivo que se vive em Portugal. “O nosso país, pela nossa história, pela nossa cultura, tem uma relação com o álcool que é bastante problemática. Promovemos, toleramos e, por isso, os AA são uma maneira de responder ao problema que se vive no nosso país. Há muitas pessoas que padecem de problemas ligados ao álcool, que padecem da doença do alcoolismo, e os AA são o suporte na comunidade ligado, por exemplo, às organizações, aos centros de saúde, às autarquias, às escolas e até ao sistema de justiça e podem ser um grande recurso na comunidade para que as pessoas possam encontrar forma de se recuperarem”.
Nestes eventos, participam não só alcoólicos em recuperação, que partilham a sua experiência, mas também as famílias, sendo que para os familiares existem também grupos de ajuda: “existem grupos de AA, existem grupos de Al-Anon, que são as famílias que se unem também para lidar com o problema que as atinge, e há a possibilidade de encaminhar – existe uma linha, existe um site, existe informação para as pessoas poderem conhecer”. “Quanto mais conhecemos, seremos sempre mais capazes de lidar com os problemas”, garante o presidente dos AA Portugal.
Na falta de grupos presenciais de AA no interior do país, os grupos online têm-se revelado uma boa alternativa. “No interior existem menos grupos, mas com a chegada dos grupos online, de facto, qualquer pessoa, em qualquer local, pode frequentar grupos e pode ter acesso a este tipo de ajuda”.
“O álcool é um problema da nossa sociedade e os AA têm provas dadas para lidar, de forma saudável e adequada, com o problema, de modo a que ele se resolva, pela recuperação das pessoas que têm essa doença”, remata Celestino Cunha.
O único requisito para ser membro dos AA “é o desejo de parar de beber”. Para ser membro dos AA não é necessário pagar taxas de admissão nem quotas, sendo a organização autossuficiente. Os AA “não estão ligados a nenhuma seita, religião, instituição política ou organização, não se envolvem em qualquer controvérsia, não subscrevem nem combatem quaisquer causas”.
Partilhando entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum, o propósito primordial dos AA é manterem-se sóbrios e ajudarem outros a alcançar a sobriedade.
“Este Ano Há Festas”: assim se chama a peça que o Centro de Talentos Alice Nabeiro apresenta, no domingo, 22 de março, pelas 17 horas, no Centro Cultural de Campo Maior, no âmbito do Mês do Teatro.
O espetáculo, que celebra a identidade de Campo Maior e a tradição das Festas do Povo, tal como explica a encenadora, Ana Paio, estava já escrito desde 2020, numa altura em que tudo apontava para que o evento maior do concelho se realizasse em 2021. A peça, na altura, que era para ter como título “Para o ano há festas”, esteve guardada na gaveta até há relativamente pouco tempo. “Como já tínhamos este trabalho feito, aproveitámos para o lançar este ano, em ano de festas”, adianta a responsável.
Sobre a história do espetáculo, Ana Paio revela que tudo se passa na vila de Campo Maior, “talvez nos anos 70, 80”, quando a população se juntava e começava a surgir o “burburinho”. “Ia passando de boca em boca, porque como todos nós sabemos, isto vem da vontade do povo. E assim era: entre a Cesaltina, a Mariana e a Sebastiana começavam as conversas de rua e a nascer o bichinho das festas”, recorda a encenadora do espetáculo.
Se para os mais velhos, a peça promete fazer “recordar nomes antigos, de pessoas que fizeram parte da história da vila”, para os mais novos será, acima de tudo, uma forma de passar um pouco das raízes dos campomaiorenses. “É o passar um bocadinho aquilo que foi a nossa terra e as pessoas que marcaram, de alguma forma, a vila de Campo Maior noutros tempos”, assegura Ana Paio.
Para este espetáculo muito contribuiu, em 2020, Idaulina Borrega, campomaiorense que já desenvolveu um sem fim de trabalhos relacionados com a vila e com as Festas do Povo, incluindo um livro. “Ela foi-nos contando algumas histórias de como é que era, como é que surgiam as coisas, quem eram as personalidades marcantes da nossa vila, quem ajudava e algumas formas que fomos alterando, ao longo dos tempos, do nosso dialeto, da nossa forma de falar: foi ela que me foi passando esta informação toda e para ela, desde já, o nosso muito obrigado, porque é sempre bom termos alguém que nos faça essa história viva, essa história daquilo que aconteceu e quem foram as gentes da nossa terra”, diz a responsável.
A palco, no domingo, para contar a história das Festas do Povo, para fazer flores de papel e cantar as saias, subirão 22 crianças, com idades entre os cinco e os 12 anos.
As entradas no espetáculo têm um custo de três euros, sendo que a bilheteira servirá para ajudar a custear a viagem que os finalistas do Centro de Talentos Alice Nabeiro farão a Paris. O espetáculo, no domingo, está marcado para as 17 horas.
A obra “Camilo-Ouguela-Campo Maior”, de César Magarreiro, foi apresentada no auditório do Centro Cultural de Campo Maior aos alunos do 11.º ano do Agrupamento de Escolas, numa iniciativa organizada pela Biblioteca Municipal João Dubraz e inserida no Mês da Leitura.
Este livro, lançado na reta final das comemorações do bicentenário de Camilo Castelo Branco, explora a ligação entre o autor de obras como “Amor de Perdição” e Carlos Ramiro Coutinho, o Visconde de Ouguela.
Na apresentação, o autor relembrou o apoio do Visconde de Ouguela na criação de uma comissão para que a Lei Martens Ferrão, que consistia em unir o concelho de Campo Maior e o de Elvas num só, não avançasse.
Durante a sessão, César Magarreiro lembrou também que Camilo Castelo Branco escreveu um livro sobre Carlos Ramiro Coutinho: “Visconde de Ouguela – Perfil Biográfico”.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiu um alerta sobre o fenómeno dos furtos de combustível, revelando dados surpreendentes sobre os hábitos dos infratores. Ao contrário da perceção comum de que estes crimes ocorrem sob o manto da escuridão, as estatísticas de 2025 indicam que é no período da tarde, entre as 13h00 e as 18h00, que se concentra o maior número de ocorrências, com um total de 676 registos.
Este crime, impulsionado pelo atual contexto socioeconómico e pela subida dos preços da energia, manifesta-se através da subtração direta ou da perfuração de depósitos. Embora se tenha registado uma ligeira diminuição global de queixas a nível nacional entre 2024 e 2025 (de 1.744 para 1.700 crimes), a evolução é muito desigual entre distritos. Enquanto Lisboa e Aveiro registaram descidas acentuadas, distritos como a Guarda (+80%), Bragança (+50%) e Castelo Branco (+33%) viram este tipo de criminalidade disparar.
Mudança de perfil: Menos furtos em postos, mais em veículos e máquinas
A análise da GNR revela uma alteração na tipologia do crime. Houve uma redução significativa nos furtos em postos de abastecimento (-10%), mas, em sentido inverso, os furtos em veículos motorizados cresceram 16% e em máquinas agrícolas ou industriais subiram quase 12%. No total, o número de suspeitos identificados pela Guarda aumentou, passando de 561 para 599 no último ano.
Perante estes dados, a GNR reforça a importância da prevenção e recomenda aos proprietários de frotas e maquinaria agrícola que evitem o estacionamento em locais isolados, privilegiando parques iluminados e a utilização de tampões com chave ou sensores de bocal. Para os postos de abastecimento, o reforço da videovigilância focada em matrículas e rostos continua a ser a medida mais eficaz. A Guarda apela ainda à comunicação imediata de qualquer movimento suspeito para permitir uma resposta rápida e ajustada