Campo Maior pode vir a ser referência nacional ao nível da Saúde Mental

Aprovada, recentemente, a Proposta de Lei que aprova a Lei de Saúde Mental, e que altera a legislação conexa, Campo Maior volta a poder sonhar com um projeto há muito ambicionado, a tão desejada Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI).

O presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, espera agora que este projeto, delineado há vários anos, possa vir a ser uma realidade. “Campo Maior tem um projeto perfeitamente definido, naquilo que poderia ver a ser uma solução para a saúde mental. Não sendo, que seja para uma UCCI”, começa por dizer.

“Nós já demos a conhecer este projeto às entidades competentes e aquilo que queremos marcar é que Campo Maior tem um projeto com alta maturidade e perfeitamente adaptável àquilo que possa ser a futura Lei da Saúde Mental”, adianta o autarca, tendo esperança que Campo Maior possa vir a ser “o polo do Alto Alentejo, onde possa vir a ser trabalhada a saúde mental, no pós-lei e depois de aprovação da mesma”.

O projeto inicial terá agora de ser adaptado à Lei da Saúde Mental, sendo que Luís Rosinha revela ainda que, candidatada a fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a futura unidade contará com cerca de 40 quartos.

A própria gestão da UCCI, lembra ainda o autarca, nunca poderá ser feita pelo Município de Campo Maior, pelo que o projeto terá, obrigatoriamente, de contar com alguns parceiros.

De recordar que o estudo prévio para este projeto da UCCI, que pode colocar Campo Maior na linha da frente da saúde mental a nível nacional, foi apresentado em 2016, no decorrer do mandato de Ricardo Pinheiro.

A proposta de lei insere-se na reforma da saúde mental que o Governo quer concluir até final de 2026 e que recorre a 88 milhões de euros para investimentos nesta área, disponíveis no âmbito do PRR.

Notícias da manhã de sexta-feira, dia 28

Notícias da manhã de sexta-feira, dia 28 de outubro, na Rádio Campo Maior, com edição de Jorge Sousa.

Temas em destaque:

– Campo Maior pode vir a ser referência nacional ao nível da Saúde Mental;

– Isabel Raminhas assume coordenação da Comissão Política Concelhia de Campo Maior das Mulheres Socialistas;

– Liga Portuguesa Contra o Cancro realiza peditório anual;

– tem início hoje, no Arraiolos Multiusos, mais uma edição da Mostra Gastronómica, Feira do Tapete de Arraiolos e Festival da Empada;

– e acesso à tarifa social da eletricidade e do gás em destaque, esta semana, na rubrica da DECO.

Após infortúnio, Bombeiros de Fornos de Algodres recebem donativo da Delta

Os Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, através das suas redes sociais, agradeceram publicamente ao Grupo Nabeiro e à Delta Cafés, na pessoa do comendador Rui Nabeiro, o seu donativo, depois de a 1 de julho, no combate às chamas, no concelho da Guarda, terem visto arder um dos seus veículos de combate a incêndios.

Enaltecendo “o gesto de altruísmo e de responsabilidade social, para com esta causa”, por parte do Grupo Nabeiro, os Bombeiros de Fornos de Algodres garantem sentir, desde do dia do infortúnio, “uma onda de solidariedade proveniente de instituições, associações, empresas e cidadãos (alguns de forma anónima), que cientes das dificuldades de substituição dessa viatura”, têm ajudado de alguma forma.

“Dado que os Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres são particularmente sensíveis a todos os gestos de solidariedade que lhes permitam prosseguir a sua missão junto da comunidade, principalmente em alturas adversas como esta, iremos agradecer publicamente às Instituições, Associações e Empresas que nos ajudaram. Esperamos não nos esquecer de ninguém. Se tal acontecer, solicitamos que ao invés de nos penalizarem, nos perdoem e nos contactem para retificarmos esse esquecimento”, lê-se na referida publicação.

“A todos os cidadãos que também nos têm ajudado, quer por donativo, quer por participação e ajuda nas diversas iniciativas de angariação de fundos o nosso sincero bem-haja”, lê-se ainda na página de Facebook da Associação Humanitária.

Ministro da Saúde em Campo Maior em Encontro de Intervenção Precoce

O Coração Delta, a Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro, promove, nos próximos dias 3 e 4 de novembro, quinta e sexta-feira, o XIV Encontro de Intervenção Precoce, no Centro Cultural de Campo Maior. O encerramento, no primeiro dia, estará a cargo do ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

“Desenvolvimento Infantil: Um passo depois do outro” é o tema deste encontro que reúne especialistas, pais e educadores para analisar as condições de desenvolvimento das crianças, o seu crescimento pessoal e social bem como a necessidade de vigilância de crianças com risco de atraso no desenvolvimento.

A sessão de abertura é presidida por Luís Rosinha, presidente do Município de Campo Maior, Rita Nabeiro, presidente do XIV Encontro de Intervenção Precoce e Maria Inês Amparo, presidente do Sistema Nacional de Intervenção Precoce.

O primeiro painel “Intervenção Precoce: e depois?”, conta com a participação de duas mães com uma voz ativa neste assunto – Andreia Paes de Vasconcellos, autora do blog Tomás – my Special Baby e Andreia Neves dos Santos, autora do blog Autismo, bem como da mãe Vanessa Bicho e do psicólogo Eduardo Sá.

Os neuropediatras Frederico Duque e Rita Lopes Silva vão abordar o neurodesenvolvimento e o neuropediatra José Boavida Fernandes e o Professor Catedrático Carlos Neto a “Prática centrada no movimento”.

Para capacitar os cuidadores, Robin McWilliam, Professor, Special Education and Multiple Abilities Director, da Universidade do Alabama, e Marian Fuertes, Mestre em Intervenção Precoce, Doutorada em Psicologia e Professora da Escola Superior de Educação de Lisboa, falarão da importância do seio familiar e do acompanhamento dos pais no desenvolvimento infantil.

No último dia do encontro estão agendados seis workshops. “Clown, Clown – Uma Metodologia de Sorrisos”; “Recusa Alimentar Infantil: prevenção e sinais de alerta”; “Mindfulness”, “Cuidar a Motricidade fina para evoluir em relação”; “Rotinas para famílias felizes” e “Recusa Alimentar Infantil: avaliação e intervenção em terapia da fala” têm participação aberta a todos os profissionais do setor e interessados nas temáticas.

Funcionários da Câmara de Campo Maior aderem à iniciativa “Outubro Rosa”

Os colaboradores do Município de Campo Maior, entre os quais o presidente Luís Rosinha e os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, responderam ao desafio lançado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e aderiram à iniciativa “Outubro Rosa”.

A iniciativa tem por objetivo consciencializar para a prevenção e para importância do diagnóstico precoce do cancro da mama.

Rui Miguel Nabeiro é o líder com melhor reputação em Portugal

Rui Miguel Nabeiro, o CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, ocupa pela segunda vez consecutiva a primeira posição do ranking de líderes, segundo os resultados do estudo “Merco Empresas e Líderes” deste ano, sendo, dessa forma, o líder com melhor reputação em território nacional.

O Merco é o monitor de referência que avalia a reputação das empresas e dos seus líderes. Esta é já a terceira edição em Portugal e são listadas as cem empresas e os cem líderes com melhor reputação em Portugal.

Junta da Expectação atribui dez bolsas de estudo aos alunos do Ensino Superior

As candidaturas às bolsas de estudo, destinadas aos alunos do Ensino Superior, da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, encontram-se abertas até ao último dia deste mês.

Ao todo, revela o presidente da junta, Hugo Milton, serão entregues dez bolsas, sendo que, “a situação financeira dos pais” será um dos parâmetros a ter em conta, e que será “melhor estudado”, na atribuição deste “importante apoio”. “As bolsas, já no ano passado, foram muito bem elaboradas e debatidas, para que não haja aqui uma injustiça”, comenta.

“Posso agradecer ao meio em que vivemos, porque muitas vezes as coisas que estão declaradas não correspondem à realidade da situação financeira dos pais. Ninguém vê a carteira de ninguém, nem conta o dinheiro de ninguém, mas nestas situações é bom conhecermos o povo e fazer uma melhor apreciação sobre isso”, acrescenta Hugo Milton.

Com o objetivo de ajudar “quem mais necessita”, adianta o presidente, quem já recebe outras bolsas não terá direito à junta de freguesia. O número de irmãos é outro dos parâmetros a ter em conta na avaliação das candidaturas.

Ao todo, estas bolsas representam um valor total de 800 euros para cada um dos dez estudantes contemplados, sendo que, os alunos recebem 80 euros, durante dez meses. “Isto é uma mais-valia para Campo Maior, para os jovens e para os pais, que, ao final do mês, têm este apoio, que é sempre bem-vindo”, diz ainda Hugo Milton.

Até segunda-feira, 31 de outubro, ao final do dia, os pais dos alunos interessados neste apoio, devem dirigir-se à junta de freguesia, para preencher os documentos necessários, com vista a formalizar a candidatura.

Os resultados destas candidaturas só serão conhecidos depois de revelados os contemplados com as bolsas atribuídas pela Câmara Municipal de Campo Maior.

Carnalentejana comemora 30 anos com os olhos postos no futuro

A Carnalentejana comemora hoje 30 anos. Para assinalar a data, decorreu esta manhã de quarta-feira, 26 de outubro, em Monforte, um colóquio subordinado ao passado, presente e futuro da marca.

Estes, “são 30 anos de luta e de grande satisfação por termos recuperado o efetivo pecuário da raça alentejana, que esteve praticamente reduzido a oito vacadas em linha pura, e hoje termos cerca de 70 produtores exclusivamente em linha pura”, revela o presidente do Conselho de Administração da Carnalentejana, Luís Miguel Bagulho, destacando que este “é um caminho árduo” para transformar “uma raça de trabalho numa raça produtora de carne de qualidade, e o sistema, em que criamos os animais, também ajuda porque fornece muitas características pelas quais os consumidores, atualmente, se interessam”.

Para esta qualidade contribuem diversos fatores, que levam a que a Carnalentejana seja comercializada por todo o país, entre eles “o sistema de baixo carbono, de aproveitamento de alimentos fibrosos, em que os bovinos comem sobretudo pastos, palha e bolotas e temos outras preocupações com o bem-estar animal, somos Denominação de Origem Protegida e estamos representados na maior parte das cidades do país e restauração”, acrescenta Luís Bagulho.

Quanto a desafios futuros o presidente do Conselho de Administração da Carnalentejana afirma que “são grandes”, tendo em conta a conjuntura atual, com a seca no país e a guerra na Ucrânia, mas “há uma oportunidade de nos aproximarmos da economia circular, aproveitando os produtos endógenos da região e cadeias económicas mais curtas”.

Já Fernando Carpinteiro Albino presidente Assembleia Geral da Carnalentejana, revela que “é bom comemorarmos 30 anos com um produto nosso, 100% alentejano e constatamos que o consumidor está devidamente informado, cada vez há mais pessoas a comprar este tipo de produtos e sabe distinguir, no rótulo, os tipos de carne”.

O futuro da Carnalentejana passa por “andar para a frente e inovar o mais possível”, garante Fernando Carpinteiro Albino, adiantando que os custos de produção, consequência da guerra na Ucrânia, é um dos principais desafios que a marca enfrenta, algo que “tem uma sequela de tal maneira importante nos custos de produção, e com a qual temos mesmo que nos preocupar, porque não conseguimos ter lucros e aumentar os preços”.

O presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, “vê com muita satisfação” o facto de a Carnalentejana comemorar 30 anos, destacando que “tem agora maturidade suficiente para abraçar o futuro e é este tipo de organizações que os agricultores têm que fomentar, seja na carne ou outros produtos”.

“Este é um projeto ganhador, com condições para crescer e para abraçar outros produtores de outras raças, para se juntarem num projeto conjunto e tirar benefícios de uma experiência de 30 anos, para que o futuro mantenha à tona da água e com ênfase a palavra Alentejo e os produtos do Alentejo”, acrescenta o presidente da CAP.

Já Gonçalo Lagem, presidente da Câmara de Monforte demonstra-se “grato” pelo facto de as comemorações destes 30 anos decorrerem na vila, e destaca que esta “é uma marca identitária, que representa e reflete bem o que é a alma alentejana, e que está projetada no país inteiro e no mundo, sendo uma marca diferenciadora e garantia de segurança e qualidade alimentar, que homenageia todos os criadores que estiveram por detrás destes PRIMEIROS 30 anos, em condições particularmente difíceis, porque é preciso muita resiliência”.

Para o presidente da Câmara de Monforte esta é uma marca que orgulha todos e que estes 30 anos servem para “abraçar o futuro com a qualidade a que sempre nos habituaram”.

Fermelinda Carvalho, presidente da Associação de Agricultores do distrito de Portalegre marcou presença nestas comemorações e revela que a Carnalentejana é, para a Associação, “um orgulho e obviamente que é do melhor que temos na nossa região”.

As comemorações dos 30 anos da Carnalentejana decorreram esta manhã, no Agrupamento de Escolas de Monforte, seguindo-se um almoço na sede da Associação de Bovinos da Raça Alentejana no Assumar.

Realização de queimas e queimadas nas mãos das câmaras municipais

Sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural “muito elevado” ou “máximo”, a realização de queimas e queimadas está sujeita a autorização por parte das Câmaras Municipais.

Por esta altura, e na região Alentejo, há autarquias, como a de Estremoz, em que estas práticas, no concelho, estiveram interditas até à passada segunda-feira, ou a de Montemor-o-Novo, que estendeu essa proibição até dia 31.

De acordo com o comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, Rui Conchinha, estas proibições, por parte dos municípios, têm por base a avaliação diária de risco de incêndio. “Os municípios, através dos seus gabinetes técnicos florestais, e perante aquilo que é a avaliação de risco de incêndio diária, emanada pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), por concelho, decidem e definem se, na área territorial do seu concelho, se podem fazer práticas de queimas ou queimadas, permitindo assim, ou não, a inscrição dessas mesmas práticas na respetiva plataforma”, explica.

Para a Proteção Civil, o importante é, sobretudo, “sensibilizar o cidadão, que convive e vive no mundo rural e que sempre esteve muito dependente e habituado à necessidade de realizar queimas de sobrantes ou queimadas extensivas, para se manter atualizado com aquilo que a respetiva lei emana”. Rui Conchinha lembra que, em caso de dúvidas, as pessoas devem dirigir-se aos gabinetes técnicos florestais dos municípios ou às juntas de freguesia, uma vez que os técnicos estão “perfeitamente atualizados e em condições de ajudar naquilo que são também os processos de inscrição na respetiva plataforma”.

A proibição da realização de queimas e queimadas, por esta altura, deve-se, sobretudo, ao facto desta ser uma época de preparação e limpeza de terrenos agrícolas e florestais. Contudo, e devido às previsões das condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de incêndios, há municípios que estendem esse período de proibição destas práticas para garantir a segurança e evitar prejuízos.

Santa Casa de Campo Maior recebe kits de desporto sénior

Foto arquivo

A prática desportiva é uma atividade importante para todos e pode ser bastante benéfica, para os mais idosos, ajudando a prevenir o surgimento de algumas doenças, contribuindo para o bem-estar físico e psicológico.

Nesse sentido, a delegação regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) voltou a entregar os kits de desporto aos seniores de 20 ipss’s da região, entre as quais a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior.

Miguel Rasquinho, diretor regional do IPDJ, refere que esta iniciativa “pretende incentivar à prática desportiva. Normalmente, associamos a prática desportiva aos mais novos, mas aquilo que queremos fazer é tornar Portugal com o um dos países da Europa onde se pratica mais desporto. Este kit é composto por variadíssimos equipamentos, direcionados para os seniores, e com uma pena que conta com exercícios e dicas de utilização”.

Delegação regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude voltou a entregar os kit’s de desporto aos seniores da região.