Espetáculo “Quem Quer Ser Saramago?” apresentado em Campo Maior

A Andante apresenta na próxima sexta-feira, dia 25 de novembro, o espetáculo “Quem Quer Ser Saramago?”, no Centro Cultural de Campo Maior, numa iniciativa destinada ao público escolar.

Este é um espetáculo que anda na estrada desde 2014 e que consiste numa espécie de programa de televisão, à semelhança do famoso “Quem Quer Ser Milionário?”, em que se percorrem algumas das obras de José Saramago e em que o público é convidado a participar.

A Andante, segundo revela a atriz e uma das fundadoras desta companhia de teatro, Cristina Paiva, dedica-se, há mais de 20 anos, “exclusivamente” à promoção da leitura. “Os espetáculos que fazemos têm como intenção, objetivo primeiro e último, seduzir leitores e este trabalho sobre Saramago é um espetáculo que já tem alguma estrada e que neste ano de centenário veio a ganhar outra visibilidade”, assegura.

As obras de Saramago, “que são estudadas pelos alunos e outras que não são”, servem de base para este espetáculo, juntamente com textos de autores como Fernando Pessoa e o Padre António Vieira. Este, assegura Cristina Paiva, é um espetáculo muito interativo e lúdico e que, de uma forma leve, aborda temas “sérios”, como a construção do Convento de Mafra, o tema central do “Memorial do Convento”.

Cada apresentação desta peça é única, garante a atriz, tendo em conta que, em cima do palco, nunca se sabe como será a interação do público, na plateia. Cristina Paiva explica ainda que, em cena, o espetáculo, feito em parceria com a Fundação José Saramago, tem dois atores (a própria e Fernando Ladeira) e um DJ.

A atriz destaca ainda o “ritmo e cadência próprios” da música que acompanha toda a peça, onde, segundo diz, “cabe muito bem” a voz narradora de José Saramago.

O início do espetáculo, na sexta-feira, está marcado para as 10h30.

Sinopse do espetáculo:

“A grande e decisiva arma é a ignorância. É bom que eles nada saibam, nem ler, nem escrever, nem contar, nem pensar, que considerem e aceitem que o mundo não pode ser mudado, que este mundo é o único possível, tal como está, que só depois de morrer haverá paraíso? JS in «Levantado do Chão»

Agora, mais do que nunca, as palavras de José Saramago ajudam-nos a compreender, a lutar e a ultrapassar os tempos conturbados em que vivemos.

Quem quer ser Saramago?

Como num jogo, somos levados através do universo da escrita de José Saramago, com avanços e recuos, ultrapassando uma dificuldade aqui, fazendo uma descoberta ali.

Uma viagem contra a crueldade, a humilhação e a mentira, guiada pela voz e pela obra do único Nobel da literatura em língua portuguesa, com destino a um mundo mais digno, justo e verdadeiro.”

Em Elvas já faltam medicamentos para a diabetes e hipertensão

As farmácias portuguesas estão com roturas em várias centenas de medicamentos, sobretudo para hipertensão e diabetes.

Filipe Martins, farmacêutico na farmácia Moutta, em Elvas, explica que também neste estabelecimento “se verifica a falta de medicação, já há alguns meses. Medicamentos como a Ozempic, indicada para a diabetes, estão cada vez mais em falta porque a prescrição tem aumentado bastante, uma vez que, além da prescrição terapêutica para que é recomendado, tem sido utilizado também para o emagrecimento”.

Apesar de serem medicamentos comparticipado e sujeitos a receita médica, “há pessoas que, mesmo não sendo diabéticas, conseguem essa receita. Os diabéticos têm que encontrar algumas alternativas e encontram-se em lista de espera para adquirir o produto”.

Há farmácias a reportar falta de paracetamol, devido ao aumento das infecões respiratórias. Na farmácia Moutta “ainda há stock existente, mas não sabemos como vai ser o futuro. Quanto ao Inderal, medicamento utilizado para controlar a hipertensão, a solução tem passado pela aquisição do genérico vindo de Espanha”.

Também na Farmácia Lux, a falta de insulina tem gerado alguma preocupação. No entanto, Maria do Céu Fernandes, diretora técnica da farmácia, explica que “esta situação já é antiga, agora está é agravado, bem como os antiarrítmicos. São medicamentos que têm muitas pessoas a tomar e, muitos deles, têm um valor muito baixo de comércio, o que não quer dizer que seja essa a cauda para a falta”.

Em alguns casos, a solução passa pela mudança de medicação ou pela procura em Espanha. No entanto, “também já há medicamentos esgotados em Espanha”.

Por parte dos laboratórios, a falta de medicamentos é justificada “com os atrasos na importação da matéria-prima, devido à guerra da Ucrânia”. Maria do Céu Fernandes garante que o principal motivo para a falta de insulina no mercado prende-se com “a sua utilização no processo de emagrecimento. Depois temos que ver que os direitos de importação de um país são militados. Se as embalagens são escoadas para pessoas que não são diabéticas, depois não há para as diabéticas”.

A diretora técnica considera que “há alguma falta de informação. Os médicos são informados que sai a insulina e que tem aquele efeito secundário que é bom, mas não são informados que a quantidade existente no mercado não dá para todos”.

Medicamentos destinados ao tratamento da diabetes e da hipertensão, como o Inderal e o Ozempic, estão em falta nas farmácias portuguesas. A procura em Espanha ou a mudança de medicação são as soluções encontradas.

Câmara de Campo Maior procura levar crianças até à Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior, está de “Portas Abertas”, para que os alunos do ensino pré-escolar e do 1.º e 2.º anos assistam a uma animação de leitura da história infantil “Formiga Horripilante”, de Liz Pichon.

Segundo a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, esta iniciativa, que resulta de um trabalho “muito bem conseguido” pelos técnicos da biblioteca, surge da necessidade de voltar a levar as crianças até àquele espaço. “A biblioteca foi, aos poucos, perdendo estas dinâmicas, por uma série de questões e achamos que faz todo o sentido levar vida a este espaço muito digno de Campo Maior”, acrescenta.

A iniciativa decorre até ao final deste mês de novembro. Os professores que queiram participar com os seus alunos podem fazer a marcação diretamente na Biblioteca Municipal João Dubraz ou através de telefone 268 680 306.

O Elvas vence em Mosteiros por 5-1 no primeiro jogo da Taça

O Elvas venceu esta tarde o Mosteirense, por 5-1, em jogo da Taça da Associação de Futebol de Portalegre. No outro jogo da jornada, Elétrico e Gavionenses empataram a uma bola.

Marcaram para os azuis e ouro Luís Dias (3 golos) e Tiago Espírito Santo (2). Para o Mosteirense marcou José Pedro Lavado, que acabou expulso aos 44 minutos de jogo. De recordar que o Mosteirense acabou o jogo com nove jogadores, depois de também Sandro ter sido expulso aos 84 minutos.

A Taça da Associação, nos seniores da Associação de Futebol de Portalegre, preenche a interrupção do campeonato.

Nesta fase de grupo, com cinco equipas, entre 20 de novembro e 29 de janeiro, vão ser apurados os quatro conjuntos para as meias-finais, a duas mãos, nos dias 12 de fevereiro e 5 de março.

“AlViGen permite identificar problemas mais cedo”, diz investigador do InnovPlantProtect

O projeto “AlViGen: Criação de pólo no Alentejo para a Vigilância Genómica de doenças na agricultura”, liderado pelo InnovPlantProtect (InPP) em parceria com a Universidade de Évora (UÉ), é um dos vencedores da 4ª edição do Programa Promove, na categoria de projetos-piloto inovadores.

Ricardo Ramiro (na foto) foi o investigador do laboratório de Elvas responsável pelo projeto e, em declarações à Rádio ELVAS, explica que “vai ser possível distinguir as diferentes espécies de fungos existentes nas culturas em Portugal, mas também as diferentes estripes que chegam ao país

De acordo com o responsável, esta vigilância vai ser aplicada, numa fase inicial, ao trigo e ao olival: iremos identificar quais as espécies de fungos que circulam no ar e também caracterizar as estirpes de dois fungos chave nestas culturas: Puccinia striiformis f.sp. tritici (ferrugem amarela no trigo) e Colletotrichum spp. (gafa no olival). Tal permitirá detetar precocemente e de forma rápida as estirpes destes fungos e algumas das suas características, incluindo virulência e resistência a fungicidas/pesticidas”.

Ricardo Ramiro explica que “com esta vigilância genómica vai ser possível identificar os fungos antes dos sintomas serem visíveis. Então, o que vamos fazer é colocar nos campos uma espécies de armadilhas, com aspeto de um funil, sendo que o ar circula para dentro desse funil e os poros dos fungos ficam acumulados numa espécie de uma membrana”.

Para o InnovPlantProtect, este prémio, no valor de 150 mil euros, “vai permitir prestar mais um serviço. Já os agricultores, vão poder detetar os problemas mais cedo”.

Este projeto permitirá ao laboratório InnovPlantProtect criar capacidade para detetar precocemente doenças de múltiplas culturas, através de métodos moleculares que permitem identificar características importantes dos agentes patogénicos, tais como virulência, variedades suscetíveis e resistência a fitofármacos, beneficiando produtores e entidades/autoridades governamentais.

A quarta edição do programa Promove 2022 concedeu apoios a fundo perdido de perto de 3,6 milhões de euros a um total de 13 projetos-piloto inovadores, 7 projetos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) mobilizadores e 9 ideias inovadoras

Município de Campo Maior distribui 11 mil euros em prémios

O Município de Campo Maior vai distribuir 11 mil euros em prémios através da campanha de apoio “Comércio Local… Onde Tudo Se Faz Natal!”, que tem como objetivo fomentar a revitalização da economia do concelho, gerando o hábito de consumo local, principalmente durante a época natalícia.

A campanha conta com o sorteio de 75 pacotes de vales de compras, nos valores de 500 € (5), 300 € (5), 200 € (5) e 100 € (60), a atribuir a quem realizar as suas compras no comércio local aderente.

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Entre 25 de novembro e 5 de janeiro de 2023, ao fazer compras nos estabelecimentos aderentes, os consumidores receberão um cupão por cada 10 € gastos, que servirão para participar nos 5 sorteios a realizar nas datas definidas nas respetivas normas.

Podem aderir a esta campanha, de forma gratuita, todos os estabelecimentos de comércio local e restauração do concelho de Campo Maior, devidamente licenciados.

Os prémios sorteados serão atribuídos em vales de compras que poderão ser utilizados nos estabelecimentos aderentes à campanha até ao dia 28 de fevereiro de 2023.

Mais informações sobre esta campanha, bem como as normas de participação, estão disponíveis no site: https://campomaior.pt/comercio-local-onde-tudo-se-faz-natal/

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Óleo das grainhas da uva da Adega Mayor dá lugar a cremes corporais

Tendo por base o óleo de grainha das uvas da Adega Mayor, em Campo Maior, e numa parceria com a startup Âmbar, a empresa do Grupo Nabeiro lançou-se, recentemente, no mundo da biocosmética.

Encarado como um complemento à produção do vinho e como um acrescento de valor à marca, garante a CEO da Adega Mayor, Rita Nabeiro, o projeto OR, procura, por um lado, dar nova vida aos desperdícios da produção vitivinícola, assim como aproveitá-los em prol de vários benefícios para a saúde. “(O projeto) surge de uma forma natural, em utilizar as grainhas e a pele da uva, que têm benefícios para a saúde, e mais que irmos sozinhos, decidimos fazer uma parceria, com uma pequena startup, de duas empreendedoras, que é a Âmbar”, começa por explicar Rita Nabeiro.

Com o óleo da grainha da uva, adianta a CEO da Adega Mayor, foram feitas algumas experiências, que resultaram nos dois primeiros produtos: um creme de mãos e um de corpo. Agora, começam-se a pensar produzir outros produtos, “que a seu tempo também serão revelados”.

“Tem sido uma aventura interessante, mas para já é um complemento, um caminho alternativo”, assegura a responsável, lembrando que este projeto acaba por fazer pensar “formas diferentes de reaproveitar”, no caso, os subprodutos da uva.

Rita Nabeiro garante ainda que esta tem sido “uma boa aposta”, estando muito satisfeita com o resultado, lembrando a sua componente de economia circular, bem como de sustentabilidade.

Estes cremes, tendo em conta as propriedades regeneradoras das grainhas da uva, hidratam e renovam a pele, preservando a sua firmeza e luminosidade. Para já, o projeto OR conta com um creme de mãos e outro de corpo. Ambos podem ser adquiridos através da loja online da Adega Mayor.

Concerto de Pax Julia Ensemble este sábado à noite em Campo Maior

O quinteto Pax Julia, liderado pelo maestro campomaiorense Vasco Pereira, apresenta-se em concerto, este sábado, 19 de novembro, às 21.30 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.

Vasco Pereira tem trabalhado em conjunto com um maestro norte-americano nas obras que tem vindo a desenvolver, algumas delas que serão apresentadas ao público neste concerto. “Tenho um amigo norte-americano e trabalhamos e fazemos obras em conjunto, uma delas é a “Fratris”, que será também apresentada em Campo Maior, tendo como objetivo trazer a juventude e as pessoas que nunca vão aos com certos para assistir a música contemporânea”, explica o maestro.

O quintento Pax Julia é composto por músicos espanhóis, sendo que, espera o maestro, “o público se divirta” com o concerto de sábado, onde serão apresentas obras de Bach, Beethoven, Piazzola e Thomas Bramel. Os bilhetes para este espetáculo têm o custo de três euros e podem ser adquiridos na Ticketline.

Rita Nabeiro vence primeiro Prémio Mulher Empreendedora da ANJE

Rita Nabeira, a diretora-geral da Adega Mayor, do Grupo Nabeiro, em Campo Maior, é a vencedora do Prémio Mulher Empreendedora, atribuído, pela primeira vez, pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

A entrega do prémio aconteceu ontem, 17 de novembro, no decorrer da 22.ª da cerimónia Prémio Jovem Empreendedor, da ANJE, que teve lugar no Museu dos Coches, em Lisboa.

Esta edição do evento, que é um dos mais antigos do país, na área do empreendedorismo, aconteceu sob o mote da Economia Circular, de forma a apoiar e incentivar projetos sustentáveis que privilegiem boas práticas.

Greve no distrito de Portalegre com adesão de 50 por cento

A greve geral desta sexta-feira, dia 18, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, a uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2023, que prevê aumentos salariais de um mínimo de cerca de 52 euros ou de 2% para a administração pública no próximo ano.

Helena Almeida, dirigente sindical da delegação de Portalegre do STAL, refere que a nível distrital “a greve ronda os 50 por cento, havendo ainda concelhos por apurar. No concelho de Elvas, a adesão à greve ronda os 15 por cento e em Campo Maior os 25 por cento”.

Já Adriano Sousa, coordenador da delegação de Évora do STAL, refere que, “no que diz respeito à recolha do lixo e escolas, a adesão à greve é de cerca de 75 por cento. A recolha de resíduos parou em praticamente todos os concelhos e as escolas estão quase todas encerradas”.

“Os números da adesão ficaram um pouco abaixo do que esperávamos mas, mesmo assim, mostram o descontentamento dos trabalhadores, relativamente às medidas de desvalorização do Governo”, garante o coordenador distrital.

De recordar que a Frente Comum de Sindicatos exige aumentos salariais de 10% para a administração pública no próximo ano, tendo esperança que ainda haja tempo para negociar com o Governo.