APAV alerta para violência contra as mulheres

Hoje, dia 25 de Novembro, assinala-se o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, data instituída pela ONU em 1999.

Durante 2021, a APAV apoiou cerca de 28 mulheres e raparigas por dia, vítimas de crimes como violência doméstica, difamação e perseguição, entre outros. Em contexto de violência doméstica, 45% das vítimas tem entre 26 e 55 anos.

Quanto à pessoa agressora, 67% são do sexo masculino e em 55% dos casos a relação entre vítima e agressor era de intimidade. As relações familiares de consanguinidade representam 37% das situações aqui reportadas. Verifica-se a prevalência da vitimação continuada (58%), sendo que em 28% dos casos a vítima recorreu ao apoio da APAV entre 2 a 6 anos após o início das agressões.

A APAV conta com 21 Gabinetes de Apoio à Vítima, 4 Equipas Móveis de Apoio à Vítima e 32 Pólos de Atendimento em Itinerância, além de prestar apoio à distância através da Linha de Apoio à Vítima (116 006) e da Linha Internet Segura (800 219 090) — chamada gratuita, dias úteis das 8h às 22h.

João Baião apresenta “Monólogos da Vacina” em Campo Maior

João Baião leva ao Centro Cultural de Campo Maior, na noite de quarta-feira, 30 de novembro, em véspera de feriado, o espetáculo “Monólogos da Vacina”.

O espetáculo, como revela o ator e apresentador de televisão, surgiu em tempos de pandemia, muito inspirado na peça de teatro, de Teresa Guilherme, “Monólogos da Vagina”. João revela ainda que este espetáculo, que não é, na verdade, um monólogo, é uma paródia sobre estes dois anos de pandemia.

A vacina, neste espetáculo, é “sinónimo da fibra e da energia de todo um povo que se materializa através do sorriso na resiliência e na capacidade de superação”.

Juntam-se em palco, a João Baião, nestes “Monólogos da Vacina”, os atores Telmo Miranda, Cristina Oliveira, Mané Ribeiro e Susana Cacela, para além de oito bailarinos.

Os bilhetes para assistir ao espetáculo, que tem início marcado para as 21h30, têm o custo de oito euros.

“Quem Quer Ser Saramago?” apresentado ao público escolar de Campo Maior

A Andante apresenta amanhã, sexta-feira, dia 25 de novembro, o espetáculo “Quem Quer Ser Saramago?”, no Centro Cultural de Campo Maior, numa iniciativa destinada ao público escolar.

Este é um espetáculo que anda na estrada desde 2014 e que consiste numa espécie de programa de televisão, à semelhança do famoso “Quem Quer Ser Milionário?”, em que se percorrem algumas das obras de José Saramago e em que o público é convidado a participar.

A Andante, segundo revela a atriz e uma das fundadoras desta companhia de teatro, Cristina Paiva, dedica-se, há mais de 20 anos, “exclusivamente” à promoção da leitura. “Os espetáculos que fazemos têm como intenção, objetivo primeiro e último, seduzir leitores e este trabalho sobre Saramago é um espetáculo que já tem alguma estrada e que neste ano de centenário veio a ganhar outra visibilidade”, assegura.

As obras de Saramago, “que são estudadas pelos alunos e outras que não são”, servem de base para este espetáculo, juntamente com textos de autores como Fernando Pessoa e o Padre António Vieira. Este, assegura Cristina Paiva, é um espetáculo muito interativo e lúdico e que, de uma forma leve, aborda temas “sérios”, como a construção do Convento de Mafra, o tema central do “Memorial do Convento”.

Cada apresentação desta peça é única, garante a atriz, tendo em conta que, em cima do palco, nunca se sabe como será a interação do público, na plateia. Cristina Paiva explica ainda que, em cena, o espetáculo, feito em parceria com a Fundação José Saramago, tem dois atores (a própria e Fernando Ladeira) e um DJ.

A atriz destaca ainda o “ritmo e cadência próprios” da música que acompanha toda a peça, onde, segundo diz, “cabe muito bem” a voz narradora de José Saramago.

O início do espetáculo, esta sexta-feira, está marcado para as 10h30.

Sinopse do espetáculo:

“A grande e decisiva arma é a ignorância. É bom que eles nada saibam, nem ler, nem escrever, nem contar, nem pensar, que considerem e aceitem que o mundo não pode ser mudado, que este mundo é o único possível, tal como está, que só depois de morrer haverá paraíso? JS in «Levantado do Chão»

Agora, mais do que nunca, as palavras de José Saramago ajudam-nos a compreender, a lutar e a ultrapassar os tempos conturbados em que vivemos.

Quem quer ser Saramago?

Como num jogo, somos levados através do universo da escrita de José Saramago, com avanços e recuos, ultrapassando uma dificuldade aqui, fazendo uma descoberta ali.

Uma viagem contra a crueldade, a humilhação e a mentira, guiada pela voz e pela obra do único Nobel da literatura em língua portuguesa, com destino a um mundo mais digno, justo e verdadeiro.”

Vila Boim: “Azeite, dificilmente, chegará até à proxima campanha”

Com o ano de 2021, a bater todos os recordes do sector oleícola, com 200 mil toneladas de azeite e 700 milhões de euros em exportações, 2022, vai ser um ano de contra-safra e a quebra na produção de azeite já é uma realidade.

Na Cooperativa Agrícola de Olivicultores de Vila Boim, a quebra “é de cerca de 66 por cento, em relação a um ano dito normal. Diariamente, a entrega de azeitona rondaria os 25 mil quilos, sendo que este ano ronda os nove mil quilos”, de acordo com Patrícia Cachapa, diretora de produção da Cooperativa de Vila Boim.

De acordo com a responsável, esta quebra de produção “resultou da conjugação de diversos fatores. Tivemos problemas de floração, fecundação e a própria viabilidade dos frutos, devido à onda de calor. Da pouca produção que já existia, perdeu-se bastante e houve queda de frutos na altura. Para além disso, houve ataques de mosca da azeitona, nos meses de verão e afetou tudo”.

Esta redução significativa na produção de azeite levou já à diminuição, para metade, do número de trabalhadores na cooperativa durante esta campanha, como nos referiu Patrícia Cachapa. Por outro lado, “menos azeite vai levar ao aumento do preço de venda ao público. Ao mesmo tempo, não vamos ter quantidade suficiente para a procura. Este ano, dificilmente vamos ter produção suficiente para dar até à próxima campanha”.

O azeite produzido em Vila Boim é feito, sobretudo, “de azeitona colhida em olival tradicional, o que faz com que as variedades, que nós moemos aqui, sejam portuguesas e atribuam ao azeite um sabor diferente”.

A campanha de apanha da azeitona deverá decorrer, em Vila Boim, até ao início de Janeiro. Em 2023, a cooperativa não vai ter quantidade suficiente de azeite, para vendam, até ao final da próxima campanha.

“Olival é o grande volume da herdade e diminuição faz diferença”, diz Alfredo Peneda

A produção de azeite deverá sofrer, este ano, a nível nacional, uma quebra superior a 50 por cento.

Alfredo Peneda, engenheiro responsável pela campanha de apanha da azeitona na Herdade d’Alcobaça, em São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, explica que, “devido à elevada produção do ano passado, a árvore perde este ano algum fruto. Por outro lado, as temperaturas elevadas de final de Maio, altura em que a árvore estava na floração, levaram à secagem de algumas flores das árvores”.

Em São Vicente, a apanha da azeitona deverá decorrer até meados de Dezembro. “No olival mais antigo, a quebra deverá ser de cerca de 40 por cento. Já no olival mais novo, a diferença, em relação a 2021, deverá rondar os 20 por cento. Esta diminuição, para a economia da Herdade, faz alguma diferença. É verdade que nós temos animais, amêndoa e vinha mas o olival é o grande volume de negócio”.

De acordo com Alfredo Peneda, o azeite da Herdade d’Alcobaça é produzido “apenas com produção própria e com azeitona do ar, ou seja, não se utiliza fruta do chão. O nosso azeite é distribuído nas grades superfícies comerciais e caracteriza-se por ter uma baixa acidez, com frutado intenso e um ligeiro picante. Deve ser dos azeites do mercado que dura mais tempo na garrafa, se estiver guardado em ótimas condições”.

O engenheiro garante que, “hoje em dia, com todas as técnicas utilizadas para apanhar a azeitona, a qualidade do azeite está assegurada”.

O ano passado, na Herdade d’Alcobaça, em São Vicente e Ventosa, foram colhidas cerca de cinco mil toneladas de azeitona, o que se traduziu em, aproximadamente, 850 toneladas de azeite, valores muito acima do normal. Este ano, a quebra ronda os 40 por cento em alguns tipos de azeitona e os 20 por cento nos olivais mais novos.

Sonho da “avó Beatriz” concretizado com lançamento de livro de receitas

O livro de “Receitas da Avó Beatriz” é apresentado no sábado, dia 26 de novembro, em Degolados, pelas 16 horas.

Trata-se de um pequeno caderno, com muitas das receitas que deliciaram, durante largos anos, as gentes de Campo Maior, e que foi elaborado no âmbito do projeto “Vidas Ligadas”, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, financiado pelo BPI e a Fundação “la Caixa”.

Segundo Rosália Guerra, uma das responsáveis por este projeto, “Vidas Ligadas”, que decorreu durante um ano, tinha como objetivo “recuperar sonhos perdidos” de pessoas em final de vida ou com doenças avançadas, como o foi caso de Beatriz. “Nós conseguimos concretizar o sonho da dona Beatriz, que tinha sido cozinheira e pasteleira, durante a sua vida, e que sempre se orgulhou muito da sua profissão, mas, no entanto, nunca tinha partilhado as suas receitas. Este sonho estava guardado no seu coração”, conta Rosália Guerra.

Beatriz faleceu entretanto, não tendo conseguido “acompanhar o processo de divulgação do seu livro de receitas”, junto da comunidade, dos seus amigos e da sua família. Ainda assim, a Santa Casa da Misericórdia questionou a família de Beatriz se seria um desejo fazê-lo, em sua homenagem. “Apesar da dona Beatriz não estar fisicamente entre nós, foi uma vontade expressa pela família que este livro fosse partilhado com a comunidade”, garante a responsável.

Para além de receitas de muitos doces e bolos, que fizeram parte das mesas de muitos casamentos, neste livro há ainda várias de receitas da chamada comida de conforto. Todos os interessados, revela Rosália Guerra, poderão adquirir este livro, sendo que a Câmara Municipal vai disponibilizar vários exemplares para a sessão de apresentação.

A intenção da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, diz ainda Rosália Guerra, é que o projeto “Vidas Ligadas” possa ter continuidade. “Este projeto foi muito importante, particularmente para as vidas das pessoas que estão a viver processos de doença avançada ou em situações fim de vida e sem dúvida que este projeto foi marcante”, assegura. “Conseguimos que, na fase final de algumas vidas, se recuperassem sonhos, relações e encontros. No fundo, conseguimos voltar a preencher agendas que estavam vazias e conseguimos repreencher agendas de vida, que todos temos de concretizar, para sermos felizes”, acrescenta. “Vidas Ligadas” encontra-se, neste momento, em fase de avaliação, pelas entidades financiadoras.

“Oh Laurinda” trazem um reinventado Cante Alentejano a Campo Maior

Os “Oh Laurinda”, trio natural do Baixo Alentejo, apresentam-se em concerto, no próximo sábado, 26 de novembro, à noite, no Centro Cultural de Campo Maior.

Este novo projeto musical, inspirado no Cante Alentejano, ainda que reinventado, nasce, como explica um dos membros do grupo, Pedro Chá, de uma amizade entre três jovens dos concelhos de Vidigueira e de Alvito, no distrito de Beja, que cresceram em diferentes grupos corais e “em ambiente de taberna”. “Crescemos no ambiente do Cante Alentejo puro e genuíno e conhecemo-nos a cantar”, revela.

A partir daí, Pedro Chá, Diogo Rosa e João Monte procuram criar um projeto inspirado no Cante Alentejano, explorando “algo mais inovador”. E foi assim que nasceram os “Oh Laurinda”.

“Os Teus Olhos” é o single de estreia do primeiro trabalho discográfico homónimo do trio, formado por 13 temas, “dois ou três acapella”, fugindo, nos restantes, ao tradicional. “Quisemos mostrar ao mundo e aos alentejanos que é possível partir para outras coisas, inspirados no Cante Alentejano. Nós temos baterias, guitarras elétricas, teclas e é um conjunto de muita coisa”, diz ainda Pedro Chá.

Prometendo um espetáculo “muito bonito e inovador”, em Campo Maior, o grupo não tem dúvidas que o público vai gostar. “Vai sair de lá e vai querer ir a outro espetáculo para nos ouvir”, assegura o músico.

O início do concerto, no sábado, no Centro Cultural de Campo Maior, está marcado para as 21h30. Os bilhetes têm o custo de três euros.

Aquamaior adia ação de desbaratização e desratização devido a adversidades climáticas

A Aquamaior informa os utilizadores do sistema de distribuição de água e de recolha de efluentes do concelho de Campo Maior que a intervenção de desbaratização e desratização agendada para os dias 23, 24 e 25 deste mês, foi adiada devido “a adversidades climáticas, nomeada devido à pluviosidade”.

A pluviosidade retira eficácia no processo de desbaratização e desratização no sistema de drenagem de águas residuais.

A Aquamaior informará os utilizadores do sistema de distribuição de água e de recolha de efluentes do reagendamento da intervenção de desbaratização e desratização no sistema de águas residuais do concelho de Campo Maior.

Agrupamento de Escolas de Campo Maior distinguido com dois selos pela DGE

O Agrupamento de Escolas de Campo Maior foi distinguido recentemente com dois selos pela Direção-Geral de Educação: “Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência” e “Escola Saudável”.

No primeiro caso, trata-se do reconhecimento das ações desenvolvidas pelo agrupamento na promoção e na implementação, do plano de prevenção e combate ao Bullying e ao Ciberbullying. Todo o trabalho levado a cabo nas escolas é escrupulosamente analisado e existem etapas e aspetos fundamentais que são alvo de avaliação, nomeadamente, constituição de uma equipa; níveis de educação e ensino envolvidos; articulação com componentes curriculares; certificações/reconhecimentos; projetos e iniciativas no PAA e PADDE; identificação e resposta a casos de Bullying; exemplos de Boas Práticas e situações a melhorar.

A sua atribuição não premeia a não existência de situações, mas sim todo o trabalho de prevenção e combate ao Bullying e ao Ciberbullying. Idealmente será para esse estado “zero” de Bullying e ao Ciberbullying que o agrupamento procura caminhar.

No segundo caso, pretende-se, com a atribuição deste Selo, reconhecer o mérito do agrupamento que através das suas práticas contribuam para a promoção de relações interpessoais saudáveis, para o envolvimento de toda a comunidade educativa e para uma imagem positiva da escola.

Veja-se o que consta no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória, onde a escola, enquanto “ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências, os/as alunos/as adquirem as múltiplas literacias que precisam de mobilizar”, e onde “constroem e sedimentam uma cultura científica e artística de base humanista, mobilizando valores e competências que lhes permitem intervir na vida e na história dos indivíduos e das sociedades, tomar decisões livres e fundamentadas sobre questões naturais, sociais e éticas, e dispor de uma capacidade de participação cívica, ativa, consciente e responsável”.

Em comunicado o agrupamento revela que “não são os selos que nos movem, porém, são o reconhecimento por instituições idóneas do trabalho desenvolvido por todos os que formamos a Comunidade Educativa de Campo Maior: Alunos, Professores, Pais, Pessoal Não Docente e entidades locais e regionais. Sabemos que os maiores beneficiados serão aqueles para o qual direcionamos o nosso esforço – os Alunos”.

Delta Cafés lança lote ritual, um novo blend de café moído

Reforçando a sua aposta em inovação e em proporcionar novos momentos de consumo com uma bebida que já faz parte do dia-a-dia dos portugueses, a Delta Cafés lança o Lote Ritual, um blend de café moído que reflete os padrões de qualidade da marca e que promete fazer a diferença no ritual de café dos portugueses.

Pensado para diversos rituais diários, partilhados com amigos, família ou sozinhos, para diferentes métodos de extração e momentos de consumo, este lote de café moído adapta- se a cada rotina revelando que o prazer do café está no ritual.

Assente neste conceito e convidando todos os portugueses a dedicarem tempo ao seu momento de consumo de café, a marca preparou uma nova Campanha de comunicação, sob o mote “O prazer do café está no Ritual”, composta por conteúdos digitais; filme; ações de sampling; ativações de marca e visibilidade de loja, em mais de 300 pontos de venda.

O Lote Ritual nasce da mistura de arábicas da Tanzânia e de robustas de Angola, dando origem a um café encorpado com notas de frutos vermelhos e chocolate, com intensidade 13, numa escala de 15. Este blend promete uma experiência intensa em qualquer momento do dia, da preparação até à chávena, surpreendendo os consumidores na hora de beber o seu café.

No formato de 220 gr. e com uma moagem universal, indicada para os diversos métodos de extração, o novo Lote Ritual já se encontra disponível nos Hipermercados e Supermercados.