Obras na Estrada do Bicho arrancam nos próximos dias

Vão ter início, nos próximos dias, em Campo Maior, os trabalhos de recuperação do Caminho Municipal 1113, mais conhecido como Estrada do Bicho, depois de uma passagem hidráulica ter desaparecido com as cheias que a assolaram a vila a 13 de dezembro.

Segundo o presidente da Câmara, Luís Rosinha, a estrada poderá voltar a estar transitável “entre duas a três semanas”. Ainda assim, os trabalhos poderão não estar concluídos nesse espaço de tempo, uma vez que “há sempre trabalhos acessórios a fazer lateralmente à estrada”. A obra arranca agora, adianta o autarca, depois de concluído “o processo de adjudicação e de formalização do contrato” da empreitada.

“Uma passagem hidráulica, que fazia a transição transversal da água, de um lado para o outro, desapareceu. A estrada ficou sem passagem hidráulica e, portanto, sem condições de circulação. É isso que vamos fazer a partir da próxima semana: é reposicionar, com uma maior capacidade de escoamento, essa mesma passagem hidráulica”, explica ainda Luís Rosinha.

Relativamente à Estrada Nacional 373, que liga Campo Maior a Elvas, Luís Rosinha assegura que tudo aponta para que, no final da semana, já se possa voltar lá a circular. Recordando que algumas situações que provocaram “algum atraso” na obra, ainda assim, assegura o presidente, e ao contrário do que acontece em outros concelhos, onde as intervenções a fazer, do mesmo género, ainda sem sequer começaram, em Campo Maior a Infraestruturas de Portugal, colocaram “os meios que tinham disponíveis no terreno, quase no imediato”.

Sábado de baile na CURPI de Campo Maior

A Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI) de Campo Maior abriu as suas portas, no início de dezembro, para ser espaço para um baile, animado pelo músico Rui Teixeira.

Devido ao “sucesso” da iniciativa, com a participação de pessoas de todo o concelho, incluindo de Ouguela e Degolados, segundo o presidente da coletividade, José Pedro Caldeirão, há novo baile já este sábado, dia 14 de janeiro.

“As pessoas gostam de bailes e nós ficamos satisfeitos, porque foi muito bonito. Quem quiser vir, a porta está aberta. Aliás, foi sempre um princípio meu abrir as portas aos campomaiorenses. É claro que os sócios têm mais direitos, mas isso não impede que toda a gente que queira vir que venha”, assegura José Pedro.

O baile de hoje volta a ser animado por Rui Teixeira, a partir das 15 horas.

Banda 14 de Janeiro assinala os seus 68 anos

A Banda 14 de Janeiro, de Elvas, assinala amanhã, sábado, os seus 68 anos.

Este ano, as comemorações vão voltar ao que eram no pré-pandemia, sendo que o programa tem início marcado para “as 9.30 horas, com o hastear das bandeiras nos Paços do Concelho”.

“Depois tocamos junto ao Grémio, que também faz anos, seguindo-se uma arruada pelo centro histórico da cidade que termina na nossa sede com o içar da bandeira. Às 10 horas temos uma missa pelos músicos, dirigentes e sócios falecidos, na Igreja de São Pedro e o beberete, com a tradicional feijoada, está marcado para as 19 horas, na sede da banda”, revela o maestro da banda, Jorge Grenho.

“Este é um dia especial, sobretudo este ano, que tem um gosto especial, porque já tínhamos a necessidade de nos juntarmos e tocar”, refere ainda o maestro.

Uma tradição deste dia, no que à Banda 14 de Janeiro diz respeito, é a tradicional feijoada, às 19 horas, na sede da coletividade. Vicente Grenho, presidente da direção da banda elvense, refere que este convívio “é para todos os que se queiram juntar e celebrar o aniversário da banda”. Regressar com casa nova e instalações remodeladas é um sentimento de “missão cumprida” para Vicente Grenho.

Desde 1955 que a Banda 14 de Janeiro difunde a música filarmónica pelos mais diversos pontos do país. A Banda 14 de Janeiro vai contar amanhã, em dia de aniversário, com 28 músicos.

Em greve, professores de Campo Maior manifestam-se contra precariedade na carreira

São vários os professores do Agrupamento de Escolas de Campo Maior que estão esta sexta-feira, 14 de janeiro, em greve, tendo-se manifestado, esta manhã, em frente à escola secundária da vila.

Sem a real noção da quantidade de docentes a fazer greve, quando contactado pela Rádio Campo Maior, por volta das 9h30, o diretor do agrupamento, Jaime Carmona, garante que esta ação acabou por causar algumas perturbações no decorrer habitual das atividades letivas, até porque é isso mesmo que se pretende.

Os professores têm vindo, nestes últimos dias, a lutar, de norte a sul do país, contra a precariedade na carreira e as propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento. Para Jaime Carmona, a escola pública tem de ser defendida “no seu todo” e há situações que têm de ser, “de uma vez por todas”, resolvidas pelo Governo, que, segundo diz, tem estado a “empurrar com a barriga para a frente” problemas que, relativamente à classe docente, são, sobretudo, de carreira. “Se é que existe, hoje em dia, uma carreira de professor”, acrescenta.

Dizendo-se “muito orgulhoso” do grupo de professores com que o Agrupamento de Campo Maior conta, atualmente, Jaime Carmona assegura que os docentes “precisam de ser ouvidos”, ainda que tenham tido sempre, perante todas as dificuldades, “uma posição muito digna e profissional”. “O mais fácil era um relaxe total e a escola pública não teria qualidade nenhuma”, garante.

Apesar da posição que ocupa hoje em dia, o diretor revela que também ele tem sofrido na pele este desinvestimento do Governo na educação, uma vez que continua sem conseguir subir de escalão e, com isso, progredir na carreira.

A cada vez que vê os seus colegas de profissão a manifestarem-se, Jaime Carmona diz, por um lado, “arrepiar-se” e, por outro, ter “um sentimento de impotência” perante uma “situação que tem de ter um desfecho positivo”.

Recordando as palavras do ministro da Educação, que considera que os professores “não são um grupo especial para terem medidas especiais”, Jaime Carmona garante que os docentes também não se sentem especiais, mas que são “uma classe importante” e que, com estas greves e manifestações, só têm procurado pedir o que é justo. “Temos direito à nossa reivindicação e, realmente, não estamos a pedir nada. Eu, com 25 anos de serviço, estou num quarto escalão de dez escalões que existem. Quando entrei na carreira, ao fim de 25 anos, os professores atingiam o topo de carreira. Isto é uma miragem para mim e para os meus colegas”, revela.

Jaime Carmona diz ainda ser necessária “coragem política” para que haja um “sinal de mudança” e para defender a escola pública, quando “há um role de situações que precisam de ser alteradas”.

As colocações são também, todos os anos, um problema, para o Agrupamento de Escolas, mas sobretudo para os professores que são obrigados a mudar-se, de malas e bagagens, de várias partes do país, para lecionar em Campo Maior: “temos esse problema e temos um problema consequente que, tendo em conta essas situações, vamos tendo dificuldades em arranjar alguns professores para colmatar, quer falhas, desde o início do ano, quer falhas que vão existindo ao longo do ano, por causa das doenças dos nossos professores”.

Confessando ter-se sentido “ofendido” pelo primeiro-ministro, quando António Costa terá dado a entender que os professores são “burros”, Jaime Carmona assegura que os docentes são “tudo menos isso”, tendo esperança que, depois destas manifestações, o chefe do Governo possa ter “uma palavra diferente”.

De recordar que, desde a passada terça-feira, a Fenprof tem vindo a promover um acampamento junto ao Ministério da Educação, em Lisboa. Amanhã, dia 14, o sindicato STOP organiza uma marcha em Lisboa pela escola pública, enquanto a Fenprof convocou uma grande manifestação de professores para dia 20, à porta do Ministério da Educação.

Entretanto, e em nota de imprensa, o Sindicado dos Professores da Zona Sul (SPZS) revela que esta greve contou com “a participação de dirigentes, delegados e ativistas do SPZS, os professores exigem que o Ministério da Educação abandone as suas intenções de alterar o regime de concursos e, exigem ainda, a abertura de um processo negocial sobre as restantes matérias de resolução urgente: carreira, aposentação, precariedade, horários e condições de trabalho”.

Concursos justos, segundo o sindicato, “não se compadecem com um modelo em que a ideia é precarizar, desterrar e bloquear o direito dos professores a viver com as suas famílias e qualquer mobilidade entre regiões e aproximação às suas residências”.

Mercado Municipal este sábado em Campo Maior

Este sábado, 14 de janeiro, há Mercado Municipal, no Campo da Feira, em Campo Maior.

Por esse motivo, a Câmara Municipal solicita aos utentes da Bolsa de Estacionamento do Campo da Feira para que retirem as suas viaturas desse local até às 18 horas desta sexta-feira, dia 13.

Programação de 2023 do espaço.arte arranca este sábado com “Do Outro Lado do Espelho”

A primeira mostra de artes plásticas do ano, no espaço.arte, em Campo Maior, é inaugurada este sábado, 14 de janeiro, pelas 16 horas.

Trata-se da exposição coletiva “Do Outro Lado do Espelho”, com trabalhos de pintura e desenho de três artistas (Run Jiang, Rodrigo Canhão e Luís Almeida), na qual exploram o tema “sonhos”.

Segundo a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, com esta exposição dá-se início à programação deste ano do espaço.arte – que está “praticamente fechada” -, desta vez dedicada “à universalidade e à individualidade”.

“Com esta exposição estamos a dar o mote de saída para a programação de 2023. Continuamos a fazê-lo de uma forma muito séria e consistente, em relação às artes plásticas”, assegura ainda a vereadora.

“Do Outro Lado do Espelho” é composta por cerca de 20 trabalhos de cada um dos artistas, que, depois deste sábado, poderá ser visitada até ao próximo dia 3 de abril.

Dietista Ana Simões: Portugal devia seguir exemplo de Espanha e reduzir IVA de bens alimentares

Ana Simões

Ao contrário do que acontece em Portugal, a chegada do novo ano, em Espanha, trouxe uma isenção do IVA em alimentos considerados de primeira necessidade, como pão, fruta, leite, queijo, ovos, legumes, batatas e cereais, durante seis meses. Para ajudar a combater a escalada da inflação, o Governo espanhol reduziu ainda de dez para cinco por cento o IVA de produtos como azeite e massa.

A verdade é que, em outubro, quando se discutia o Orçamento do Estado para 2023, em Portugal, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas propôs ao parlamento que estes alimentos essenciais deixassem de pagar IVA, com o objetivo de garantir o direito a uma alimentação adequada da população, dando assim uma resposta ao momento de crise energética e de inflação recorde que se vive no país. A medida, contudo, não foi aprovada.

Recordando aquilo que é o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, Ana Simões, dietista em Elvas, revela que, no país, de uma forma geral, a população tem “uma nutrição inadequada”, com “um excessivo consumo de hidratos de carbono simples”, o que acaba por resultar, entre outros, em situações de excesso de peso. “Temos de ter em conta que temos uma população extremamente envelhecida e tem que se ter toda a atenção a qualquer erro ou situação alimentar das crianças e jovens”, acrescenta.

Os bens alimentares que, em Espanha, têm agora o valor do IVA reduzido a zero, explica a dietista, são precisamente aqueles que promovem “uma melhor adequação nutricional”. Dessa forma, Ana Simões considera que Portugal devia seguir o exemplo, não tendo dúvidas que, na zona de fronteira, desde Caminha até Vila Real de Santo António, a população, sobretudo a mais envelhecida e aquela que aufere baixos salários, vai passar a comprar estes produtos de primeira necessidade nas superfícies comerciais espanholas.

Segundo a dietista, o Governo devia reduzir o IVA destes produtos “imprescindíveis” na alimentação de qualquer pessoa, quanto mais não fosse para que a população passasse a ter “outra noção” dos alimentos que deve ingerir, diariamente.

Com o IVA atual, em Portugal, segundo a Ordem dos Nutricionistas, uma família, constituída por dois adultos e um adolescente, gasta, com um cabaz de alimentos essenciais, à volta de 126 euros por semana, o que se traduz em quase 550 euros por mês. Com a isenção do IVA, a mesma família teria uma redução semanal no cabaz alimentar de sete euros e uma redução mensal de 31 euros.

Casa do Benfica de Campo Maior angaria 1200 euros para ajudar famílias afetadas pelas cheias

Imagem: BTV

Solidária com as famílias campomaiorenses afetadas pelas cheias, a 13 de dezembro, a Casa do Benfica de Campo Maior promoveu, recentemente, uma campanha de angariação de fundos, com vista a ajudar os mais necessitados a recuperaram alguns dos seus bens estragados ou levados pelas águas.

Fazendo valer a sua responsabilidade social, à semelhança do que acontece, todos os anos, pela altura do Natal, explica o presidente da coletividade, Miguel Minas (na imagem), a Casa do Benfica decidiu angariar algum dinheiro para esta causa, com apoio dos seus sócios, mas não só.

“Todos os anos contribuímos, de alguma forma, com algumas instituições ou com algumas famílias em particular, no sentido de as ajudar e colmatar as suas dificuldades nesta época tão querida por todos nós”, começa por lembrar o responsável. Desta vez, e depois de Campo Maior ter sido “engolido” pelas cheias, a direção da coletividade desafiou os sócios, no decorrer do seu jantar de natal, a realizar essa angariação de verbas para ajudar as famílias mais necessitadas, que ficaram sem nada: “ficaram com a casa destruída, sem eletrodomésticos, sem quarto, sem cozinha”.

Muito sensíveis à situação, Miguel Minas revela que os sócios responderam, de imediato, afirmativamente ao repto lançado: “no próprio dia do jantar fizemos logo uma angariação de fundos, através da venda de merchandising, e propusemos uma data, até final do ano, para quem quisesse contribuir com o que entendesse para a nossa conta”.

Com cerca de 1200 euros angariados, a Casa do Benfica criou vouchers, ajudando, dessa forma, “duas ou três famílias” mais carenciadas, e sinalizadas pela Câmara de Campo Maior, com eletrodomésticos. O primeiro voucher, que acabou por ser convertido numa televisão e numa máquina de lavar roupa, foi entregue a 30 de dezembro (ver aqui). “Essa senhora não tinha nem máquina de lavar, nem televisor, para passar o ano natal mais confortável, ou pelo menos, tentar colmatar esse desgosto que ela tinha, porque ficou praticamente sem nada”, revela Miguel Minas.

Uma outra família será agora apoiada, com um segundo voucher. “Vamos tentar perceber e auscultar as necessidades, em termos de eletrodomésticos, dessa família”, para que, até ao próximo dia 20, seja feita a atribuição desse voucher. “Eventualmente, se sobrar algum dinheiro, faremos a entrega de um terceiro voucher”, adianta o presidente da coletividade.

Com esta iniciativa, para além destas famílias, a Casa do Benfica quis também apoiar o comércio local, uma vez que os eletrodomésticos terão de ser todos adquiridos numa loja de Campo Maior.

“Muito orgulhoso” de sócios e não sócios, até porque muita gente que “nada tem a ver com o Benfica” quis contribuir para esta causa, Miguel Minas assegura que a solidariedade do povo campomaiorense voltou a vir à tona.

Feita a atribuição dos vouchers, Miguel Minas pretende divulgar, aos restantes elementos da direção e aos sócios, os valores que foram gastos nesta iniciativa. “Além da nossa responsabilidade social e desta nossa solidariedade, esta direção preza muito a transparência, para que quem colaborou connosco perceber que o dinheiro foi empregue e em que situações é que foi empregue”.

Junta de Freguesia de Degolados entrega prémios do concurso de Natal

O concurso da decoração natalícia, promovido pela Junta de Freguesia de Degolados, que desafiava a população local a fotografar as decorações de Natal das suas portas ou janelas, terminou no passado dia 6 de janeiro.

Na passada segunda-feira, dia 9, foram anunciadas as vencedoras dos dois prémios, Sara Vinagre e Telma Pratas.

Ontem, dia 10, as vencedoras receberam os seus prémios, vouchers de 50 euros, que podem ser gastos no comércio local.

Revista da Delta já está disponível online e mais próxima de todos

“A mesa do Comendador”: imagem de Gonçalo F. Santos

Com foco no futuro e para estar mais próxima de todos, a revista D de Delta, DDD, assinala a sua 10ª edição com o arranque do projeto em formato online,  disponibilizando agora todos os seus conteúdos em formato online e gratuito, com um design simples e apelativo, chegando assim a um público mais vasto.

A DDD – Dê de Delta (https://dddelta.com/) é a revista de um grupo empresarial, mas não é uma revista autocentrada. Ela pretende dar a conhecer o universo Delta através de diversas histórias e procurando valorizar o melhor que Portugal tem para oferecer.

Com tecnologia responsive para garantir a melhor navegação, um design adaptável aos diversos dispositivos e uma estrutura organizada por secções para uma experiência intuitiva, no site da DDD é possível fazer a consulta dos diversos conteúdos e entrevistas publicadas em revista desde o primeiro número em 2020.

Nesta edição dedicada ao tema “Rituais”, destaca-se a entrevista a Margarida Couto, sócia-fundadora da Vieira de Almeida & Associados. Esta edição é também marcada por efemérides centenárias. Duas pastelarias icónicas do Porto e Lisboa – o Café Majestic e a Pastelaria Versailles – celebraram em novembro os 100 anos a enriquecer o património cultural das duas cidades.

A DDD é um projeto editorial destinado a clientes, parceiros e fornecedores, mas também a todos os leitores que se identificam com os valores e princípios que marcam o Grupo Nabeiro. Uma revista que desafia e promove a inovação, que acredita na excelência, que vive da criatividade, que admira e promove o espírito empreendedor e que pretende ser mais uma ferramenta de ligação com os clientes da marca.

“A recetividade da DDD tem sido muito positiva. O novo site vem responder a uma crescente necessidade digital e reafirmar o nosso compromisso em estarmos cada vez mais próximos de todos em qualquer ponto do país. Pretendemos através da nova plataforma partilhar conhecimento e histórias acerca de diferentes temáticas sempre com um olhar diferente e de futuro”, sublinha Rita Nabeiro, Administradora do Grupo Nabeiro – Delta Cafés.