Elvas: mais de 700 crianças esperadas em Torneio Internacional de Rugby

Mais de 700 atletas, de 16 equipas nacionais e espanholas são esperados para o 5º Torneio Internacional de Rugby Cidade de Elvas, organizado pelo Rugby Clube de Elvas, que decorre este sábado, 4 de março.

Do Alentejo participam as equipas do CR Évora e o RC Montemor, já da zona de Lisboa vêm as equipas do GD Direito, Agronomia Rugby, Cascais Rugby, CDUL, Sporting Rugby, GD Alcochetense e São Miguel, do Algarve o RC Loulé e o CR Universitário do Algarve, da Estremadura espanhola as equipas do CR Badajoz e CAR Cáceres e, pela primeira, vez duas equipas da Andaluzia, o Real Ciências de Sevilha e o ADHARAZ AltaSierra.

Este torneio é, exclusivamente, dedicado aos escalões de formação desde os sub-6 aos sub-12, pelo que “este conjunto de equipas é muito interessante e será um ótimo convívio, onde não há o objetivo primário de ganhar, mas sim que os atletas joguem rugby e se divirtam”, revela Luís Carvalho, presidente do Rugby Clube de Elvas.

Os jogos vão decorrer em simultâneo no Estádio Municipal de Atletismo e também no campo Patalino. Esta edição do torneio tem início com “a receção das equipas às 11 horas, seguindo-se um briefing, seguindo-se uma pequena atuação das Roncas D’ Elvas e, como revela Luís Carvalho, “pela primeira vez, e para dar início ao torneio, haverá um desfile de todas as equipas, na pista de atletismo, depois as equipas de sub-12 vão para o campo Patalino e as restantes ficam no Estádio de Atletismo”.

O torneio tem como padrinho João Paiva, que fez “a sua formação no Rugby Clube de Elvas, atualmente joga na Agronomia e foi jogador internacional, o que para Luís Carvalho “é um grande orgulho e as crianças veem nele uma referência”.

O presidente da direção do Rugby Clube de Elvas considera que este torneio “será uma festa enorme e também porventura o maior torneio de escalões de formação, a sul do Tejo, logicamente é muito ousado para nós, e faço ainda uma referência a todos os pais das crianças que estão envolvidos neste torneio, porque o rugby é uma família”.

Posteriormente irá decorrer mais uma jornada do campeonato de sub-14 com as equipas do RC Elvas, Sporting/Belas, Galiza e CRUAL. Para terminar, os sub-16 defrontam a equipa do Sporting Rugby em mais uma jornada do campeonato regional.

CLDS coloca alunos de Campo Maior à prova em estúdio de televisão improvisado

Os alunos da Escola Secundária de Campo Maior têm tido a oportunidade de participar, no decorrer do IV Encontro do Ensino Profissional, que se estende até amanhã, dia 3 de março, naquele estabelecimento de ensino, em diversas atividades.

Numa delas, um workshop sobre “Criatividade e Comunicação”, os estudantes dos cursos de Turismo e de Informática, tendo por base aquilo que se entende como o futuro digital, foram postos à prova num estúdio de televisão improvisado, segundo revela o responsável pela atividade, Roberto Cabral (na imagem), do CLDS 4G – Campo Maior, Vila Solidária da Europa.

“Criámos um Chroma Key, um estúdio de televisão e depois retirámos-lhe o fundo. Metemos esta malta toda a apresentar um noticiário, dentro daquilo que seria a área do turismo. Eles escolheram um tema que achassem que poderia ser importante para Campo Maior desenvolver e o noticiário começava mesmo por aí”, explica Roberto Cabral.

Sendo que na maioria dos casos, os alunos não têm a real noção de como tudo acontece num estúdio de televisão, o responsável considera esta iniciativa “muito importante”, tendo acabado por ser revelar um “sucesso”.

Partilhando o seu exemplo, Roberto Cabral explica que, após tirar um curso profissional, não seguiu para o Ensino Superior, considerando que o mais importante é “o empenho” de cada um. “Não podemos ser todos doutores. É mostrar aos alunos que é possível, através de um curso profissional, haver casos de sucesso, que conseguem singrar e vingar na vida”, remata.

O IV Encontro do Ensino Profissional, que decorre desde a passada terça-feira na Escola Secundária de Campo Maior, conta, até amanhã, com a apresentação de diversas provas de aptidão profissional e workshops.

EuroBEC Granfondo vai para a estrada com 1500 participantes

A primeira edição do EuroBEC Granfondo Lusiberia realiza-se já este fim-de-semana e tem assegurada a presença de 1500 participantes, um número que supera ligeiramente o limite máximo fixado pela organização.

A Eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior acolhe, assim, um dos eventos que maior adesão tem tido nos últimos anos, entre os praticantes do ciclismo de estrada, estando a sua realização garantida até, pelo menos, 2025.

Em prova vão estar atletas nacionais, de Espanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, França, Alemanha, Itália, Letónia, Holanda. Roménia, Reino Unido, EUA e Venezuela, sendo o Granfondo o que reúne o maior número de atletas.

Assim, às 8 horas de domingo, 5 de março, na Avenida Comendador Rui Nabeiro, em Badajoz, será dada partida em simultâneo para as três distâncias.

A prova mais longa (146 km) arranca em direção a Olivença – o ponto de passagem mais a sul deste Granfondo – e, daqui, toma a direção de Elvas com destino a Santa Eulália, Nossa Senhora da Graça dos Degolados e Campo Maior, encaminhando-se depois para a meta.

O Mediofondo (121 km) cumpre o mesmo percurso da prova “rainha” até Santa Eulália – percorrendo Vila Boim, Vila Fernando e Barbacena –, mas, dali, segue diretamente para Campo Maior, evitando a passagem por Degolados, a norte da albufeira da barragem do Caía. De Campo Maior até à meta o percurso coincide, novamente, com o do Granfondo.

Badajoz, Elvas, Campo Maior, com regresso à capital pacense, é este o triângulo que une a eurocidade EuroBEC e que corresponde ao Minifondo, a prova mais curta, com apenas 64 km.

A cerimónia do pódio deste EuroBEC Granfondo está marcada para as 13 horas de domingo, havendo prémios por escalões para os/as melhores classificados/as de cada prova e, ainda, para a equipa com maior número de participantes, bem como para as três melhores formações do Granfondo.

O vencedor absoluto, masculino e feminino, desta prova também receberão um troféu.

Para os atletas mais jovens, dos 5 aos 12 anos, a organização a cargo da Bikeservice preparou uma prova por categorias. Arranca às 16 horas de sábado, dia 4, nas instalações da IFEBA, em Badajoz, e as inscrições são gratuitas.

O português Marco Chagas, tetra vencedor da Volta a Portugal e comentador televisivo, alinhará nesta prova com o dorsal n.º 1. Foi, de resto, num contrarrelógio entre Elvas e Campo Maior que, em 1984, o ex-ciclista garantiu o triunfo na Volta ao Alentejo – prova que viria a ser ganha pelo penta vencedor do Tour, Miguel Indurain, em 1996.

Apoiado pelos três municípios raianos que, desde 2018, compõem o projeto de cooperação transfronteiriça EuroBEC, este Granfondo terá três distâncias (146, 121 e 64 km) com partida e chegada a Badajoz, estando asseguradas, qualquer que seja a opção, as passagens por Elvas e Campo Maior. Em 2024 e 2025, respetivamente, serão estas cidades que acolherão o EuroBEC Granfondo.

CLDS facilita entrada no mercado de trabalho a alunos de Campo Maior

O CLDS 4G – Campo Maior, Vila Solidária da Europa é um dos vários parceiros do Agrupamento de Escolas de Campo Maior na organização de mais um Encontro Regional de Ensino Profissional, que decorre na secundária desde ontem, 28 de fevereiro.

Uma vez que muitos dos alunos do profissional não seguem para o Ensino Superior, explica a coordenadora do CLDS, Maria Manuel Valentim, até sexta-feira, dia 3 de março, e através de vários workshops, vão procurar dar a estes estudantes ferramentas para lhes facilitar a entrada no mercado de trabalho. “Vão entrar no mercado de trabalho e o nosso grande objetivo é preparar estes jovens para a entrada no mercado de trabalho”, garante.

Com esse objetivo, o CLDS, ao longo do evento, promove quatro workshops: um sobre “Criatividade e Comunicação”; outro sobre as “Soft Skills”, isto é, “as competências profissionais e pessoais que as empresas mais procuram”; “Talento e Empregabilidade”; e ainda sobre “Currículos Criativos”.

Os currículos, que devem ser criativos, e até porque o Europass “está fora de uso”, defende Maria Manuel Valentim, devem conter a informação “essencial” e ser visualmente “atrativos”. “Já não se usam aqueles currículos com não sei quantas páginas. Devemos ter o foco naquilo a que vamos concorrer e o currículo deve estar em constante evolução”, remata.

As parcerias estabelecidas, como esta com o CLDS, garante o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, são “fundamentais”. “O CLDS tem sido um parceiro muito interessante e muito ativo. Em novembro, tivemos o Futuro Digital e depois há as outras entidades, os outros parceiros, que sabemos que podemos contar e eles sabem que podem contar connosco, como é o Instituto Politécnico de Portalegre”, diz ainda.

“Monólogos da Vagina” no Mês do Teatro de Campo Maior

A iniciativa “Março – Mês do Teatro” está de regresso ao Centro Cultural de Campo Maior, com uma programação diversificada e preparada para públicos de todas as idades, pensada para assinalar uma das artes maiores do palco.

Atores locais e nomes conhecidos do panorama nacional vão passar pelo palco, contando histórias para todos os gostos e com várias produções dirigidas ao público escolar.

Entre as várias peças dirigidas ao público em geral, destaque para os “Monólogos da Vagina”, com Teresa Guilherme, Marta Andrino e Melânia Gomes, no dia 11 de março, e que se enquadra também nas comemorações do Dia Internacional da Mulher em Campo Maior.

A programação deste Mês do Teatro tem início já no sábado, dia 4, com a estreia, pelas 21 horas, da revista à portuguesa “Agora Damos a Segunda”, que volta a subir ao palco do Centro Cultural de Campo Maior, no domingo, em duas sessões: às 15 e 19 horas. Os bilhetes para as três sessões estão esgotados.

A peça de teatro infantil “Ao Crescer Quero Ser” é apresentada na segunda-feira, dia 6, no Centro Cultural de Campo Maior, às 10 e às 14h30. Seguem-se, para o público escolar, “Gabi, o Mundo Precisa de Ti”, na terça-feira, dia 7, às 10 e 14 horas; e “Na Língua de Camões”, na quinta e sexta-feiras, dias 9 (às 10h40 e às 14h30) e 10 (pelas 10h40).

No sábado, dia 11, às 21h30, Teresa Guilherme, Marta Andrino e Melânia Gomes sobem ao palco com os “Monólogos da Vagina”. Para este espetáculo, os bilhetes têm o custo de cinco euros.

Até final do evento, há ainda para assistir “Uma História Lusitana”, no dia 17 (peça dirigida ao público escolar); “Sementeira”, no dia 18; “Egresso ao Passado”, no dia 19; e, por fim, “O Sítio do Picapau Amarelo”, a 26 de março. Estes três últimos espetáculos têm bilhetes à venda por três euros.

Campo Maior na BTL para se assumir como “um destino a visitar”

Imagem de arquivo

O Município de Campo Maior, com o objetivo de promover o território e dar conta das últimas novidades do concelho, faz-se representar, a partir desta quarta-feira, 1 de março, e até domingo, dia 5, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), nos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.

Mostrar ao país e ao mundo aquilo que de melhor Campo Maior tem é a principal aposta, revela o presidente da Câmara, Luís Rosinha. “É promovermos o nosso território, é promovermos o nosso concelho, numa perspetiva conjunta, porque vamos estar com muitos mais municípios, através do stand de representação do Turismo do Alentejo e Ribatejo”, adianta.

Lembrando que, na última edição do evento, a BTL ainda decorreu de uma forma limitada, em fase final de pandemia, Luís Rosinha assegura que Campo Maior volta a ter uma presença “alegre” naquela que é a feira mais importante do setor do turismo no país.

Sem que as Festas do Povo deixem de ter um papel de destaque, até porque são “indissociáveis” daquilo que seja a representação do Município de Campo Maior em qualquer evento, a Câmara Municipal quer promover mais que isso na BTL: “neste momento há que demonstrar que temos um concelho com capacidade de visita, com uma Capela dos Ossos recentemente reaberta, e que Campo Maior também é um destino a visitar”.

Campo Maior: Agrupamento de Escolas “celebra” Ensino Profissional até sexta-feira

A Escola Secundária de Campo Maior dá, até sexta-feira, dia 3 de março, um grande destaque ao Ensino Profissional, no decorrer daquele que é já o quarto encontro regional relacionado com esta vertente do processo educativo.

O Ensino Profissional, muitas vezes “mal tratado” e associado apenas a alunos que “não queriam estudar ou dos alunos incorretos”, garante o diretor do agrupamento, Jaime Carmona, “vale a pena”, assegurando que estes alunos “trabalham muito” e têm “uma carga horária muito exigente”. “Com dupla certificação, eles ficam habilitados com o 12º ano, mas também ficam com uma profissão ou habilitados para algo”, lembra.

Com o evento, que teve a sua sessão de abertura na manhã desta terça-feira, 28 de fevereiro, no auditório da escola, procura-se, sobretudo, “comemorar e valorizar” o Ensino Profissional. “Há três anos demos o pontapé de partida para este tipo de encontros, na altura enquadrados naquilo que, na altura, era a nossa intenção de certificação EQAVET (Quadro de Referência Europeu de Garantia da Qualidade para a Educação e Formação Profissional), que felizmente conseguimos e que este ano vamos voltar a tentar”, adianta Jaime Carmona.

Contrariamente ao que acontecia em tempos, são muitos os alunos do Ensino Profissional que hoje prosseguem estudos. “Nós temos alunos, todos os anos, que têm esse objetivo de seguir o Ensino Superior”, garante o diretor.

Atualmente, o Agrupamento de Escolas de Campo Maior tem cerca de 70 alunos no Ensino Profissional, um número que Jaime Carmona considera “fantástico”. “Nós iniciámos com três cursos e acabámos com seis”, diz ainda, por mais que afinque que se esteja a atingir o seu máximo, até porque “desde 2016 e até agora se tem perdido entre 15 a 20 por cento da população estudantil”.

Com o encontro, diz ainda o professor, procura-se abrir a escola ao exterior, e com isso permitir uma troca de experiências mas, acima de tudo, celebrar o Ensino Profissional.

Presente na sessão de abertura do encontro, em representação da Câmara de Campo Maior, esteve a vereadora São Silveirinha, que sendo ela também professora, assegura que o ensino profissional é uma “aposta muito válida” do sistema educativo. “Temos de ter a sensibilidade de perceber que nem todos damos para o mesmo, que nem todos temos de ser doutores e engenheiros. Podemos ter excelentes profissionais, desde que consigamos enveredar pelo caminho certo”, acrescenta.

Até sexta-feira, e em colaboração com diversas entidades, como é o caso do CLDS 4G – Campo Maior, Vila Solidária da Europa, o Agrupamento de Escolas promove um conjunto de iniciativas, desde workshops, apresentação de provas de aptidão profissional, uma pequena feira e até um show cooking.

Bombeiros de Campo Maior recebem equipamentos eletrónicos em fim de vida

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior é, este ano, um Quartel Electrão, tendo disponível, para a população, contentores apropriados para a recolha, para posterior reciclagem, de equipamentos eletrónicos em fim de vida.

Para além da componente humanitária e de proteção ambiental, a campanha Quartel Electrão, promovida pelo Electrão – Associação de Gestão de Resíduos, é também uma oportunidade para as associações de bombeiros reforçarem os seus equipamentos, uma vez que, para aquelas que recolham mais toneladas de eletrodomésticos, lâmpadas e pilhas, há prémios.

Ainda assim, explica o presidente da direção dos Bombeiros de Campo Maior, Luís Fava, “o regulamento deste ano ainda está para aprovação, por parte da Liga dos Bombeiros”, pelo que ainda não é conhecida a lista de prémios. O grande objetivo da iniciativa, contudo, é sensibilizar a comunidade para a questão da reciclagem.

Apelando a toda a população de Campo Maior para que faça chegar à corporação os seus equipamentos em fim de vida, Luís Fava assegura que todas as ajudas são importantes para o trabalho diário da associação.

A edição do ano passado do Quartel Electrão, que foi a mais participada de sempre, tinha como primeiro prémio um veículo ligeiro de combate a incêndios, no valor de 54 mil euros. O segundo prémio era de cinco mil euros convertíveis em equipamento de proteção florestal. Habitualmente, com esta campanha, as associações recebem ainda 75 euros por cada tonelada de resíduos que reunirem.

Miguel Minas reeleito presidente da Casa Benfica de Campo Maior

A Casa Benfica em Campo Maior, a número 1 no mundo, foi a eleições no passado sábado, 25 de fevereiro.

A sufrágio apresentou-se uma lista única, liderada por Miguel Minas, que se mantém no cargo de presidente da coletividades no triénio 2023/2026.

Esta lista única foi eleita pela unanimidade dos 111 votos expressos no ato eleitoral.

Alandroal: peixe do rio é protagonista de festival e vai ter direito a uma academia

O peixe do rio vai ser o grande protagonista de um festival, que envolve um vasto leque de atividades e que vai muito para além da sua comercialização nos restaurantes de Alandroal, de 3 a 12 de março.

Na apresentação do evento, na manhã desta segunda-feira, 27 de fevereiro, à comunicação social, no Fórum Cultural e Transfronteiriço, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, defendeu que a venda desta iguaria nos restaurantes “continua a ser fundamental”, mas é igualmente importante “envolver toda a comunidade local, as escolas”, em torno do peixe do rio e do que ele representa para o concelho e a região.

Esta passagem de mostra gastronómica para festival, diz ainda, encontra-se em fase de “processo”, até porque “não se muda tudo de um dia para o outro”. “A ideia é que, ao fazermos um festival, garantimos que há uma altura do ano em que pode haver uma procura adicional, porque vão encontrar as propostas de peixe do rio, mas queremos que o peixe vá passando para as ementas dos restaurantes, ao longo do ano, também em função da sazonalidade e da disponibilidade de cada um dos peixes”, adianta.

A pensar na dinamização do concelho, em torno do peixe do rio, a Câmara de Alandroal está já a preparar uma candidatura a fundos comunitários para ter uma academia dedicada a esta iguaria. “Estamos a preparar o projeto, mas a ideia é ter um espaço que, ao longo do ano, seja um espaço de investigação, exploração e apresentação, para que, quem venha ao Alandroal, e que queira saber mais sobre um pouco toda esta cultura do peixe do rio, tenha esse espaço onde possa encontrar informação e onde possa aprender”, explica.

Num espaço que se quer de partilha, com a intervenção de vários chefs ao longo do ano, com esta academia, diz ainda João Grilo, pretende-se salvaguardar a tradição. “Temos de a guardar e colocar à disposição de quem a quer conhecer”, acrescenta.  O investimento a fazer nesta academia rondará os 300 mil euros.

Para o chef José Júlio Vintém, que esteve hoje a cozinhar peixe do rio, com recurso a alguns utensílios de origem asiática, o festival, antes mostra gastronómica, torna o evento “mais forte”. Defensor da “sazonalidade do produto”, o chef, ainda assim, garante que, com o projeto da academia pretende-se, entre outros, “ensinar as pessoas a comer peixe do rio o ano inteiro”.

Durante mais de uma semana, no decorrer do festival, haverá um conjunto de atividades culturais e desportivas, e ainda uma feira de atividades económicas, associados à venda do peixe do rio nos restaurantes do concelho. Entretanto, está já a ser preparado um roteiro do peixe do rio, bem como um livro sobre o tema, que será escrito pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Alandroal.