A freguesia de Degolados vai ter uma Nova Casa Mortuária, depois de assinado o auto de consignação entre o município de Campo Maior e a empresa responsável pela empreitada, a SGO – Sociedade Gestora de Obras.
Para o presidente da junta de freguesia de Degolados, João Cirilo, esta obra era “um grande anseio da população, porque o atual espaço não reúne as condições para que as pessoas possam prestar uma última homenagem aos seus entes queridos, pelo que foi assim adquirido um novo espaço”.
João Cirilo revela que este novo espaço “vai ficar localizado junto ao cemitério da freguesia, ao contrário da atual eu estava junto a habitações de munícipes”.
Quanto ao início da obra ainda não está definido, mas começará “o mais rápido possível”. O presidente da junta espera que esta empreitada “esteja concluída no início do próximo ano”.
A nova Casa Mortuária de Degolados resulta de um investimento, por parte do município de Campo Maior, no valor de cerca de 360 mil euros.
Está a chegar a terceira edição do Festival de Fado, que leva até Estremoz nomes sonantes como o de Carminho, a 11 de maio, e de Ricardo Ribeiro, no dia 25.
Como tem vindo a ser habitual, o festival termina com a gravação, ao vivo, de “Em Casa d’Amália”, programa da RTP, conduzido pelo diretor artístico do festival, o fadista estremocense José Gonçalez, e no qual participar artistas e músicos como José Cid, Rodrigo, Lenita Gentil e Ângelo Freire.
A par destes nomes mais conhecidos, explica José Gonçalez, o objetivo deste festival é levar o fado as todas as freguesias de Estremoz, com atuações de artistas locais. “São fadistas de Estremoz, que estejam em Estremoz ou que tenham alguma ligação ao festival, como é o caso dos músicos que fazem o festival desde a primeira edição, e dois deles são fadistas extraordinários, o José Geadas e o Miguel Ramos, que também participam nesses espetáculos pelas freguesias”, explica o artista.
Depois, há sempre espetáculos – “um no início, outro a meio e outro no fim” – com figuras nacionais que “acrescentam, não só a questão da qualidade, mas também da projeção do festival”.
Qualquer fadista amador, revela José Gonçalez, terá também a sua oportunidade de se dar a conhecer, logo no primeiro dia do festival, no último dia da FIAPE, a 5 de maio, numa iniciativa que considera “muito interessante”. “Já no ano passado foi um sucesso. Abrimos a porta a quem se queira inscrever e podemos ter boas surpresas”, assegura.
Com este festival, organizado pela Câmara Municipal, de 5 de maio a 1 de junho, em que todos os espetáculos contam com entrada gratuita, procura-se ainda aliar o fado e a cultura ao património edificado e à arquitetura de Estremoz. Nesse sentido, Carminho irá a atuar, a 11 de maio, junto à Torre de Menagem, enquanto, no dia 25, Ricardo Ribeiro se apresenta ao público junto às Portas de Santa Catarina. Já a gravação do programa “Em Casa D’Amália” está marcada para o último dia do evento, a 1 de junho, no Lago do Gadanha.
Os espetáculos nas freguesias terão à guitarra Manuel Vaz Silva, José Geadas e Miguel Ramos, bem como festa popular associada, no intuito do Município de Estremoz, com a colaboração das juntas de freguesia, dinamizar as aldeias e vilas e oferecer o que de melhor o país tem em termos muscais: o fado, que é Património Imaterial da Humanidade.
Programa completo:
– Estremoz: 5 de maio, às 16h, na FIAPE, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, o “Dia dos Amadores”
– São Domingos de Ana Loura: 8 de maio, às 21h, o fadista Nani Nadais
– Glória: 9 de maio, às 21h, a fadista Maritina
– São Bento do Cortiço: 10 de maio, às 21h, o fadista José Leal
– Évora Monte: 17 de maio, 21h, o fadista José Geadas
– Veiros: 18 de maio, 21h, o fadista Silvino Sardo
– São Bento do Ameixial: 24 de maio, 21h, o fadista José Gonçalez
– São Lourenço de Mamporcão: 29 de maio, 21h, o fadista Pedro Calado
– Santa Vitória do Ameixial: 30 de maio, 21h, o fadista João Caldeira
– Arcos: 31 de maio, às 21h, o fadista Miguel Ramos
A 11 de maio, será apresentado às 22 horas, no Largo Dom Dinis, junto à Torre de Menagem, em Estremoz, um concerto de Carminho, que será antecedido por uma homenagem a José Sousa, pelos fadistas de Estremoz.
Já a 25 de maio, o fadista Ricardo Ribeiro atua junto às Portas de Santa Catarina, em Estremoz, pelas 22 horas.
Por fim, às 22 horas de 1 de junho, no Lago do Gadanha, em Estremoz, é gravado ao vivo o programa “Em Casa d’Amália”.
A segunda edição da “Milha José Mário Almeida” realiza-se nesta noite de sábado, dia 27 de abril, na freguesia de São Vicente e Ventosa, com o objetivo de homenagear o ex-atleta que dá nome a esta iniciativa.
A organização do evento é da responsabilidade da Associação Barbaris Btt Team de Barbacena, com o apoio da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, Câmara Municipal de Elvas e do Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo de Portalegre (AADP). José Maneta, da Barbaris BTT Team, revela que “esta prova, de 1609 metros, percorre várias artérias da freguesia, destina-se a todos os escalões etários e está inserida no Circuito de Corridas da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre”.
No ano passado foram superadas as 200 inscrições, pelo que este ano, adianta José Maneta, “as expectativas são altas”, garantindo que haverá prémios e medalhas para todos os escalões, uma vez que “a prova é aberta a todos os atletas, ou seja, federados ou não”.
A prova tem partida, esta noite, às 21 horas, junto às instalações da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, local onde também termina.
A fadista Sara Correia atua na noite deste sábado, 27 de abril, na Praça Multimodal, em Campo Maior, num espetáculo inserido nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril.
Tendo em conta que a tour da fadista tem como nome “Liberdade”, o presidente da Câmara Luís Rosinha, considera que se “adequa perfeitamente às comemorações do 25 de abril”, adiantando que o espetáculo é gratuito e que Sara Correia “tem uma grande qualidade artística”, pelo que acredita que será um “ótimo espetáculo”.
O espetáculo de Sara Correia está marcado para hoje, às 21.30 horas, na Praça Multimodal, em Campo Maior.
O Sarau Sénior, inserido na 22ª edição dos Jogos do Alto Alentejo, realiza-se amanhã, sábado, dia 27 de abril, no Jardim Municipal de Campo Maior, às 10 horas.
Esta atividade conta com a adesão de nove municípios (Alter do Chão, Campo Maior, Fronteira, Nisa, Sousel, Marvão, Avis, Ponte de Sor, Castelo de Vide) e perto de 280 participantes, revela Paula Jangita, técnica de Desporto do município de Campo Maior. Este sarau, adianta, é um “momento de convívio, o culminar das atividades que realizam ao longo do ano e serve mostrar que o desporto é para todas as idades”.
Este sarau tem início com a “apresentação dos grupos, seguindo-se um pequeno desfile por parte dos participantes de cada município, que depois farão uma pequena demonstração das atividades que desenvolvem ao longo do ano e no final haverá uma aula conjunta”.
Paula Jangita convida ainda a população para que assista a este momento: “deixo o convite para quem quiser assistir a este momento e também para que percebam o quão importante é a atividade física, nestas idades”.
A Praça da República de Campo Maior foi palco, na tarde desta quinta-feira, para uma Sessão Solene da Assembleia Municipal, evocativa das comemorações do 25 de abril.
O presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, recorda que este dia serviu, acima de tudo, para “reviver Abril e os seus valores”, bem como “homenagear todos os autarcas eleitos, a partir de 1976, em Campo Maior, que contribuíram para que hoje pudéssemos comemorar estes 50 anos do 25 de abril”.
A sessão contou com alguns momentos com os jovens, porque segundo adianta Jorge Grifo, “os mais novos além de continuarem a construir abril, têm de perceber tudo o aquilo que, aqueles que passaram pelo poder fizeram, para que hoje possam falar da palavra liberdade, respeito e escolha”.
Tendo em conta que o Comendador Rui Nabeiro foi o primeiro presidente da autarquia, eleito democraticamente, também recebeu uma homenagem. O presidente da Assembleia Municipal garante que “Rui Nabeiro é alguém que não é esquecido, tem de ser recordado e o seu legado deve ser protegido, pelo que a melhor forma de o fazer é sermos humanistas e solidários que era aquilo que ele todos os dias fazia em prol dos outros”.
Foi João Manuel Nabeiro que recebeu a medalha endereçada ao Comendador Rui Nabeiro. Aos nossos microfones revela que, no 25 de abril, teve “o grato prazer de assistir a todas as movimentações sociais e ao grito unânime de liberdade, que foi conseguida”, explicando que o legado do seu pai foi, uma vez mais, celebrado “pelo humanismo” que tinha para com o povo de Campo Maior.
Esta sessão solene é “uma forma de olharmos para todos aqueles que tiveram uma intervenção muito importante no poder local democrático e que hoje queremos reconhecer”, revela o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha. Neste dia, é importante “perceber tudo o que foi adquirido com a Revolução dos Cravos, e passar essa mensagem às novas gerações”, diz ainda.
“O 25 de abril começou pelo povo, por isso os autarcas que passaram pelo município tem de ser homenageados”, afirma João Camélo, do grupo municipal do Partido Socialista, demonstrando-se preocupado com o futuro, que segundo diz “está um pouco ameaçado pela direita”.
Por sua vez, Pedro Reis, do grupo municipal da CDU, adianta que para si a Revolução dos Cravos teve “um grande significado”, garantindo que é importante “manter a cultura de paz, liberdade, fraternidade e igualdade”. Admitindo que há vários problemas para resolver, nomeadamente, na habitação, saúde, educação, mas tem “esperança que o povo sinta a necessidade de se unir em torno de causas fundamentais”. O 25 de abril, para Pedro Reis, é uma “marca de ética universal e de respeito de todos por todos”.
No âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, a Praça da República de Arronches foi esta quinta-feira, em feriado nacional, antes da hora de almoço, palco da concentração do 11º Passeio em Vespa “Volta ao Alentejo”, promovido pelo Vespa Vintage de Felgueiras.
Este grupo, como explica o presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, foi recebido “com todo o gosto” na vila, neste dia tão importante para o país. “Estão a fazer uma volta ao Alentejo em Vespa e lançaram-nos este desafio de os acolhermos hoje, neste dia tão simbólico para todos nós e fazerem daqui a sua partida para fazer a sua volta até Beja”, revela o autarca, que, ainda antes da partida do grupo, esteve a trocar lembranças com o responsável pela iniciativa.
João Crespo lembra que este dia em específico é sempre mais dedicado às cerimónias protocolares, sendo que, logo pela manhã, foram hasteadas as Bandeiras nos Paços do Concelho. Também hoje foi inaugurada uma exposição dedicada aos Forcados Amadores de Arronches, que celebram 25 anos, havendo ainda espaço para a leitura da ata da reunião de Câmara de 25 de abril de 1974. “A revolução estava a acontecer e a Câmara Municipal de Arronches estava reunida”, recorda o presidente, dando conta que, nesta sessão participam as crianças do Agrupamento de Escolas, a quem agradece a colaboração.
As comemorações na vila terminam no sábado à noite, com um concerto de Luís Represas, a quem se junta, em palco, no Centro Cultural, o pianista cubano Miguel Nuñez e a Orquestra de Câmara Ibérica, num espetáculo que ainda conta com a participação especial dos alunos da Academia Sénior e da Escola de Música de Arronches.
Já o responsável pelo grupo de amantes das Vespas, Vasco Alves, revela que são 110 os participantes nesta rota pelo Alentejo, entre os quais 20 mulheres, oriundos um pouco de toda a parte do país. Este passeio, que só termina no domingo, dia 28, inclui passagens por Campo Maior, onde será prestada uma simbólica ao Comendador Rui Nabeiro, e também por Elvas. O grupo passa ainda por localidades como Viana do Alentejo, Alvito, Beja, Serpa, Moura, terminando a viagem em Estremoz.
Elvas começou a celebrar, na manhã desta quinta-feira, os 50 anos do 25 de Abril, com o tradicional hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, com a Banda 14 de Janeiro a interpretar o Hino Nacional.
As bandeiras de Portugal, do Município de Elvas e da União Europeia foram hasteadas, respetivamente, pelo presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, pelo vereador Cláudio Monteiro e pela presidente da Assembleia Municipal, Graça Luna Pais.
Terminado este ato, a Banda 14 de Janeiro desfilou pelas ruas do Centro Histórico interpretando o tema “Grândola, Vila Morena”, uma das senhas musicais da Revolução dos Cravos.
O programa comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril contou, na manhã deste feriado nacional, com uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal dedicada à efeméride, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A presidente da Assembleia Municipal de Elvas, Graça Luna Pais, explicando que cada representante de cada grupo político teve oportunidade de expor “o que sente e que deseja para o país” nesta cerimónia “simbólica”, assegura que este é um dia que “deve ser sempre comemorado”.
“Penso que tem todo o sentido assinalar o dia na Assembleia Municipal, tanto que as Assembleias Municipais apareceram no pós-25 de Abril e nós não podíamos deixar passar estes 50 anos de democracia, de liberdade e de um Estado de direito sem fazermos referência a esta data”, diz ainda Graça Luna Pais.
Esta sessão teve início após o hastear das Bandeiras, ao som do Hino Nacional interpretado pela Banda 14 de Janeiro.
Campo Maior dá início, neste dia 25 de abril, data em que se celebram os 50 anos da Revolução dos Cravos, às celebrações da data com o hastear das bandeiras nos Paços do Concelho, pelas 9.30 horas, ao som do hino Nacional, interpretado pela Banda 1º de Dezembro, seguindo-se uma arruada por várias instituições do concelho.
Ainda hoje, pelas 17 horas, tem lugar na Praça da República uma Sessão Solene da Assembleia Municipal, evocativa dos 50 anos do 25 de abril.
Este momento, como revela o presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, Jorge Grifo, reveste-se de grande importância para relembrar “o que foi feito em prol da democracia e da liberdade e do respeito”, considerando que o 25 de abril de 1974 foi “um dia chave, na democracia, mas ainda não está tudo feito”.
Esta cerimónia, para além das intervenções políticas, contará com a um momento em que são chamados à conversa os alunos do Agrupamento de escolas, “que já vivem em democracia e em liberdade, para perceber a sua visão e incutir-lhes a importância de desta data, para que percebam o que custou”.
A par destas intervenções serão também homenageados os presidentes de Câmara e de Assembleia Municipal, desde as primeiras eleições livres, como “reconhecimento do trabalho feito em prol da democracia em Campo Maior e dos campomaiorenses”. Jorge Grifo considera que é “uma homenagem justa e na altura certa, com a entrega de uma lembrança e, acima de tudo, para agradecer o trabalho feito”.
Como não poderia deixar de ser, garante Jorge Grifo, um dos homenageados será o Comendador Rui Nabeiro, o primeiro presidente da Câmara de Campo Maior, eleito em democracia. “Quando falamos de democracia em Campo Maior temos de falar de Rui Nabeiro, foi ele o primeiro presidente da Câmara Municipal, em eleições livres, para além de toda a importância que teve em termos políticos e democráticos teve toda uma importância social nesta vila raiana”.
A Sessão Solene da Assembleia Municipal de Campo Maior está hoje marcada para as 17 horas, na Praça da República, e é aberta a toda a população.
A noite de 24 de abril foi de festa na Praça da República de Campo Maior, na presença de centenas de campomaiorenses.
Ainda antes das cerimónias públicas, a festa foi feita com a música do Grupo de Cantares Vozes da Nossa Terra, do Grupo de Cantares Despertar Alentejano e o do Duo Carlos Alferes e Rui Teixeira.
Ao som do Hino Nacional, tocado pela banda 1º de Dezembro de Campo Maior, com o coro da Academia Sénior e das crianças das escolas de Campo Maior, foram içadas as bandeiras na Câmara Municipal.
Foram ainda interpretadas músicas do 25 de Abril, numa Praça da República repleta de gente.