Obras de Ângela Dias para conhecer até domingo em Campo Maior

“Pontos de Luz”, exposição de desenho e pintura que parte do cruzamento de perspectivas da História da Arte Universal, da autoria de Ângela Dias, pode ser visitada até ao próximo domingo, dia 7 de abril, no espaço.arte, em Campo Maior.

Assegurando ser “um prazer” poder dar a conhecer o seu trabalho na vila, a artista explica que esta exposição, com recurso a cores ligadas à terra e à água, tem por base a temática da “união dos territórios e países”, em torno de uma “memória coletiva”.

“Apesar de estarmos a falar de um tempo histórico, podemos passá-lo para os dias de hoje, transformando essa parte. Posso ir buscar uma coisa ao passado, mas trazê-la para os dias de hoje, mas trazê-la de uma forma nova”, explica ainda Ângela Dias.

Prova de Vinhos este sábado no Centro Comunitário de Campo Maior

A tradicional prova de vinhos, promovida pela Junta de Freguesia de São João Baptista, decorre este sábado, dia 6 de abril, no Centro Comunitário de Campo Maior, a partir das 15 horas.

“Sempre com grande sucesso”, revela o presidente da Junta de Freguesia de São João Baptista. Miguel Tavares, esta iniciativa conta não só “com vinhos de produtores locais, que mostram sempre o seu interesse em participar, mas também com iguarias típicas dos restaurantes da vila”.

Miguel Tavares adianta que estão inscritos “mais de uma dezena de produtores, cujos vinhos serão avaliados por um enólogo da Adega Mayor, para que os produtores possam melhorar, tendo em conta a informação fornecida”. Para o presidente o mais importante “é dar a conhecer o que cada um tem de melhor”.

Este é acima de tudo, um evento onde reina “a partilha de conhecimentos e o convívio entre todos”.

Livro sobre a História de Resiliência de Paulo Dias apresentado em Campo Maior

Há sete anos, às primeiras horas da manhã de 7 de abril de 2017, o campomaiorense Paulo Dias sofreu uma grave hemorragia cerebral, que o deixou entre a vida e a morte.

Licenciado em Terapia Ocupacional pela Escola Superior de Saúde de Alcoitão e coordenador da unidade Delta Saúde do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, o Paulo iniciava aos 37 anos um longo e difícil percurso, que hoje é exemplo de crença e vontade de viver.

No dia em que se completarão sete anos sobre o problema de saúde de que Paulo Dias sofreu, o auditório do Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, recebe pelas 15 horas, do próximo domingo, 7 de abril, o lançamento do livro “Aceitar, Trabalhar, Acreditar – A Prova de Resiliência de Paulo Dias”.

A obra, assinada pela escritora campomaiorense Cláudia Poeiras, narra a caminhada do protagonista até aos dias de hoje e inclui testemunhos de quem com ele tem privado de perto, tanto a nível pessoal como profissional.

No evento de domingo vão marcar presença o Chairman do Grupo Nabeiro, João Manuel Nabeiro, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, a editora Amélia Vadillo, a escritora Cláudia Poeiras e a apresentadora de televisão Fátima Lopes.

A edição de “Aceitar, Trabalhar, Acreditar” tem o patrocínio da Delta Cafés e os apoios da Câmara Municipal de Campo Maior, Centro de Ciência do Café e do complexo turístico ADAENS.

Com 99% da sua capacidade Barragem do Caia continua as descargas

A Barragem do Caia continua a fazer descargas de superfície, iniciadas no dia 25 de março.

Esta é uma situação que vai continuar, segundo avançou à Rádio ELVAS Luís Rodrigues, gestor da Associação de Beneficiários do Caia, pelo menos até amanhã, quarta-feira, 3 de abril, uma vez que se não houver previsão de chuva poderão terminar, nesse dia.

O volume de água na Barragem do Caia encontra-se com o volume de água armazenada de 186 milhões de metros cúbicos e o nível da água à cota de 232,68 metros, o que corresponde a 99%, da sua capacidade.

De recordar que, este ano, é a terceira vez que a Associação procede a descargas de superfície, na Barragem do Caia.

Campo Maior com programação “muito rica” nos 50 anos do 25 de Abril

À semelhança de muitos outros municípios da região e do país, também o de Campo Maior vai celebrar, de forma intensa, os 50 anos do 25 de Abril.

Recordando que as atividades em torno desta data histórica iniciaram-se em Dia Mundial da Poesia, a 21 de março, com a iniciativa “Poesias de Abril”, numa tarde “repleta de declamação de poesia, toda ela direcionada para a temática da liberdade”, na Biblioteca Municipal João Dubraz, a vereadora São Silveirinha adianta que a programação que a autarquia preparou é “muito completa e rica”.

Ao longo de todo o mês, segundo a vereadora, não vão faltar exposições, palestras, apresentações de livros e até concertos. “Temos uma série de dinâmicas que dignificam um momento tão importante como este, o da celebração dos 50 anos da revolução de 25 de Abril”, diz ainda.

Natalino Borrega representa SCC no Campeonato Nacional de Judo

O Campeonato Nacional de Judo, no escalão de veteranos, disputa-se no próximo dia 7 de abril, em Viseu.

A representar o Sporting Clube Campomaiorense estará Natalino Borrega. O atleta e treinador da modalidade, no clube, garante que “as expectativas são sempre boas, apesar de ter menos treino do que antes e a prova é muito diferente das últimas”.

Dizendo que, atualmente o seu foco tem sido “o treino das crianças”, admite vai participar no campeonato para “marcar presença”, mas acrescenta que “como é óbvio, no tapete, vou deixar tudo aquilo que tenho”.

Em Campo Maior o Domingo de Páscoa é passado na Enxara

Neste domingo de Páscoa, os campomaiorenses passam o Dia na Enxara, onde na mesa da maioria das famílias não falta o tradicional Ensopado de Borrego.

Neste momento, Maria Graciosa, cedeu o lugar da sua tenda ao neto, pelo que agora só vai à Enxara passar o dia, mas recorda como eram vividos os tempos naquele local, na sua época: “esa romaria era uma maravilha, passávamos a noite à volta do lume, com o café, a tocar pandeireta e a cantar às saias”.

Ricardo Leonardo começou a ir para a Enxara, nesta época de Páscoa com a família, mas hoje é com os amigos que recria esta tradição, que valoriza bastante e que se assume como “uma forma de desconectar do mundo, num local onde reina o convívio e a festa está sempre garantida”. Quanto ao ensopado de Borrego, neste domingo está garantido.

Para Fábio Miranda, estes dias passados na Enxara são uma forma de “escapar ao stress do quotidiano”, e há mais de 20 anos que cumpre esta tradição, que “não tem explicação”. Vítor Carapinha diz que “a união, nestes dias, é a palavra de ordem.

Tradição de passar Páscoa na Ajuda tem vindo a passar de geração em geração

Até amanhã, Domingo de Páscoa, ainda são alguns aqueles que, mesmo com o tempo instável, com chuva e vento forte, se encontram em convívio, a celebrar esta época da Páscoa, no campo, junto à ponte da Ajuda, em Elvas.

Samuel Borrego, que está na Ajuda com o pai e um grupo de amigos, confessa gostar desta tradição, sobretudo, por causa do convívio. “Bebemos umas cervejinhas e comemos uma carninha, que fazemos ali no lume”, relata, dando conta que, apesar do frio, tem-se “estado fixe” na Ajuda. As noites, adianta, são passadas ao lume, a tocar viola.

Já o pai de Samuel, Nuno Borrego, que revela que tirou férias para passar estes dias no campo, recorda que o filho foi feito, precisamente, há 24 anos, na Ajuda. “Ele foi feito aqui. Mata-se o borrego e fez-se um borrego”, diz, brincando com o nome de família.

Contrariamente ao filho, Nuno mostra-se mais apreensivo com o estado do tempo, assegurando que a chuva e o frio tornam a vivência destes dias “muito complicada”. Ainda assim, diz não saber em que dia volta a casa.

Campomaiorenses em momentos de convívio e união por estes dias na Enxara

Nesta altura, a Enxara, em Campo Maior, enche-se de gente, que por ali acampa, nas margens do Rio Abrilongo, para dar continuidade a uma tradição secular.

Leonor Alegria acampa, na Enxara, há cerca de três anos com os seus amigos de infância, pelo que estes dias são passados “em grande festa, muito animados, de convívio, a comer, beber e boa companhia e também para reviver a época infância”.

“Convívio, união entre família e amigos” é como Rodrigo Damião classifica esta romaria na Enxara, que cumpre desde nasceu. Rodrigo diz que passam o tempo, a jogar, andar de mota, comer, beber, andar nos carrosséis”.

Florbela Anjos voltou a cumprir a tradição, depois de alguns anos de interregno, considerando que esta romaria é, acima de tudo, de “convívio entre família e amigos e serve também para aliviar o stress do dia-a-dia”.