APPACDM de Elvas leva “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” às crianças do ensino pré-escolar do concelho

A Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas deu início, na passada quarta-feira, 25 de fevereiro, a um conjunto de apresentações do livro original “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, em todas as salas do ensino pré-escolar do concelho de Elvas.

O primeiro estabelecimento a receber a apresentação da obra, lançada em dezembro e dedicada ao uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos, foi o Jardim de Infância de Santa Luzia.

Como explica uma das autoras, Ana Sofia Gaspar, esta obra nasceu no seguimento de uma peça de teatro, sobre o mesmo tema, que a equipa apresentou, em 2024, às crianças do pré-escolar do Agrupamento de Santa Luzia. “Nós desenvolvemos um teatro para as crianças, já abordando aqui o tema do uso abusivo das novas tecnologias e a forma como isso influencia negativamente os nossos laços familiares, a nossa dinâmica, e muito mais nas crianças que estão em fase de desenvolvimento”, começa por revelar. Perante uma “tão grande e positiva” aceitação dos mais novos ao espetáculo, rapidamente a equipa percebeu que não podia ficar por ali. “Achámos que seria importante chegarmos a mais crianças, a mais jovens, a mais adultos, a mais cuidadores, a mais pessoas. E pensámos: e porque não a possibilidade de criar um livro infantil e editá-lo”, recorda.

Mas até se conseguir chegar ao momento da edição do livro, foi preciso ultrapassar algumas questões de financiamento. A equipa ainda tentou candidatar-se a diferentes projetos, mas sem sucesso. “Mas como a ideia parecia bem a tanta gente, a direcção da APPACDM assumiu o financiamento, entrámos em contacto com a editora e pronto, avançámos e hoje em dia temos o livro da ‘Fantabulástica Família da Alice Barbuda’ para quem quiser ler”, adianta.

A obra conta a história de “uma família comum, que podia ser a nossa, e em que no Dia da Criança os pais oferecem uma prendinha aos filhos. Um dos filhos é a Alice e a Alice recebe duas prendas: uma Barbie, que era uma prenda que ela queria muito, sendo que os pais optam também por lhe oferecer um tablet. E a história desenvolve-se com um isolamento da Alice quase em prol daquele tablet, a forma como isso influenciou aquela família e a forma como eles depois deram a volta por cima e reverteram aqui um bocadinho a situação”, revela Ana Sofia.

Por mais que se trate de um livro infantil, a mensagem da obra é destinada a pessoas de diferentes idades, com uma “lição” válida para todos. “Quem ainda não sabe ler tem um irmão mais velho que pode ler, tem um pai, tem um avô. Os mais velhinhos podem ler e tirar dali alguma mensagem que não esteja tão explícita, mas que conseguem perceber. E os mais velhos, porque também nós pais, muitas vezes, tentamos que os nossos filhos não estejam agarrados ao telemóvel ou ao tablet, mas a primeira coisa que fazemos quando acabamos de comer é pegar no telemóvel”, lembra.

Na produção deste livro esteve envolvida mais de uma dezena de profissionais: alguns deles que já não estão ao serviço da Equipa de Intervenção Precoce e outros que, entretanto, se juntaram a ela.

Editado pela Betweein, o livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” tem um custo de 14 euros e pode ser adquirido na APPACDM ou através do site da editora.

Campo Maior recebe até 12 de abril a exposição inédita de fotografia “estereoscópica” no espaço.arte

O espaço.arte, em Campo Maior, acolhe até ao dia 12 de abril a exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, da autoria de Luís Caraças. A mostra destaca-se pela utilização de uma técnica fotográfica invulgar que exige o uso de óculos especiais, disponibilizados no local, para que os visitantes possam captar as imagens com profundidade e relevo.

Composta por 38 fotografias, a exposição inclui também trabalhos de outros dois fotógrafos, surgindo como um tributo ao legado do avô do autor, um antigo fotógrafo amador da vila cujo espólio serviu de base a este projeto diferenciador.

A exposição oferece uma viagem visual eclética que percorre desde as paisagens e muralhas de Campo Maior até aos momentos mais emblemáticos da vila, abrangendo um período temporal que vai do século XIX até às últimas Festas do Povo, em 2015.

Segundo Luís Caraças, o objetivo “é proporcionar ao público uma visão alternativa do quotidiano local através de uma técnica pouco explorada em contexto expositivo”. Esta abordagem imersiva permite redescobrir a história e o património campomaiorense sob uma perspetiva tridimensional, tornando a visita uma experiência sensorial única para todas as idades.

Festas do Povo de Campo Maior apresentadas na BTL

A edição 2026 das Festas do Povo de Campo Maior foi apresentada na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), no passado sábado, dia 28 de fevereiro.

Integrado na programação do stand da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e do Ribatejo, o momento contou com a participação do presidente do Município de Campo Maiuor, Luís Rosinha, do presidente da ERT, José Santos e, remotamente, do presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. As saias de Campo Maior também estiveram presentes através do Grupo de Cantares “O Despertar Alentejano”.

Esta foi mais uma oportunidade de divulgação do maior evento cultural de Campo Maior, naquele que é um dos palcos principais do turismo a nível nacional.

O Município de Campo Maior esteve presente na BTL com um stand promocional do concelho, com destaque para as Festas do Povo, que este ano se realizam de 8 a 16 de agosto.

Migas e açorda à alentejana confecionadas no MAEE

A confeção das migas e da açorda à alentejana esteve em destaque em mais um workshop no MAEE – Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, na manhã de ontem, sábado, 28 de fevereiro.

A chef Lurdes Carvão foi a responsável pelo workshop, que registou lotação esgotada no número de participantes.

Os workshops do MAEE são promovidos pelo Serviço Educativo do museu, com o apoio do Município de Elvas.

“O Elvas” recebe Lagoa no Campeonato de Portugal com relato na Rádio Campo Maior

O O Elvas SAD entra em campo este domingo para defrontar o Lagoa, em mais uma jornada do Campeonato de Portugal. A partida realiza-se no Estádio Municipal de Elvas, com início marcado para as 15 horas, num encontro importante para as contas da classificação.

A Rádio Elvas vai acompanhar o jogo em direto, com relato a partir das 15 horas, levando aos ouvintes todos os lances e emoções deste desafio.

XII Corta-Mato “Cidade de Elvas” corre-se no próximo dia 7 de março

Corre-se, no próximo dia 7 de março (sábado), o XIII Corta-Mato “Cidade de Elvas”.

Desta vez, a prova que anualmente presta homenagem a António Leitão, promete um nível ainda mais elevado, dada a presença confirmada da Seleção de Corta-Mato da Federação Estremenha de Atletismo (Espanha), com atletas de vários escalões.

O evento desportivo, que contará com a participação de “cerca de 300 atletas”, revela o vereador Hermenegildo Rodrigues, é organizado pelo Clube Elvense de Natação em parceria com a Câmara Municipal de Elvas.

“Fazemos, desde já, um convite a toda a população de Elvas para que possa também viver a modalidade do atletismo naquela que é talvez uma das modalidades mais emblemáticas, que é o corta-mato, não tivéssemos nós sido campeões europeus e campeões do mundo durante anos consecutivos, nomeadamente com o Paulo Guerra, com o Carlos Lopes, com o Fernando Mamede e com um conjunto de atletas que foram, e são ainda hoje, uma referência mundial”, diz ainda o autarca.

O início das provas, nas traseiras do Estádio de Atletismo de Elvas, está marcado, no dia 7, para as 15 horas. As inscrições, para os interessados, ainda se encontram abertas (podem ser feitas aqui).

Com atividades nas instituições de Campo Maior, Radar Social chega a mais situações de vulnerabilidade social

As técnicas do Radar Social de Campo Maior, projeto de combate à pobreza, solidão e exclusão social, têm vindo a realizar, ao longo deste mês de fevereiro, diversas atividades com os utentes de diferentes instituições do concelho: Lar e Centro de Dia da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, CURPI, Centro Comunitário, Lar de Degolados e ateliês de Degolados e Ouguela.

A equipa, que tem como principal missão sinalizar e encaminhar as situações identificadas para as entidades competentes, explica a coordenadora, Joana Mourão, procura, através das ações desenvolvidas junto dos utentes das instituições, “criar uma maior proximidade”, facilitando o trabalho realizado porta a porta, para que se chegue a “um maior número de pessoas em situação de vulnerabilidade social”.

“Estas ações dão-nos a conhecer, permitem que as pessoas fiquem mais próximas, promovem o bem-estar socioemocional e os vínculos comunitários e facilitam, sobretudo, a articulação com as instituições relativamente aos encaminhamentos”, explica Joana Mourão.

Até ao momento, o Radar Social promoveu três atividades diferentes com os idosos: a “Árvore dos Afetos”, que “fomenta a expressão emocional e fortalece sobretudo os laços afetivos entre os utentes”; o “Pote das Memórias”, num “momento de partilha de memórias, de experiências de vida, valorizando assim também os laços afetivos no grupo”; e “O Que é Para Si o Amor”, uma ação dedicada aos “valores afetivos e às relações interpessoais”, que ajuda “a desenvolver competências socioemocionais”.

Na sequência destas atividades, têm surgido “algumas sinalizações”, com os utentes a indicarem às técnicas do Radar Social as situações de que têm conhecimento sobre pessoas que se debatem com algum tipo de vulnerabilidade.

Atualmente a realizar o seu trabalho de sinalização, através de questionários porta a porta, em Degolados, Joana Mourão revela ainda que a equipa pretende vir a criar mais ações para desenvolver com a população até 30 de junho, data que marca o encerramento do projeto em Campo Maior.

CIMAA vai instalar seis novas torres de videovigilância contra incêndios

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) vai reforçar a proteção das populações e do território com a instalação de seis novas torres de videovigilância contra incêndios rurais, um investimento de 685.647,15€. Este sistema vai permitir detetar focos de incêndio mais rapidamente, garantindo uma resposta mais eficaz e segura para todos.

As torres serão instaladas nos municípios de Ponte de Sor, Crato, Alter do Chão, Gavião e Nisa, escolhidos estrategicamente com base em estudo técnico elaborado ao abrigo do programa POSEUR, de forma a garantir que cada torre cobre os pontos mais críticos e aumenta a eficácia da vigilância.

O Sistema Integrado de Videovigilância, que já conta com duas torres e centros de controlo operacionais interligados com a GNR e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), utiliza câmaras térmicas e de espectro visível para identificar rapidamente colunas de fumo ou focos de ignição, reduzindo o tempo de resposta e minimizando o impacto dos incêndios rurais.

Além de reforçar a prevenção, este projeto apoia a coordenação entre municípios, forças de segurança e serviços de proteção civil, contribuindo para a gestão integrada de riscos e para a segurança de todos que vivem ou trabalham no Alto Alentejo.

A CIMAA reafirma o seu compromisso com investimentos estratégicos e coesão territorial, promovendo uma região mais segura, protegida e preparada para enfrentar os desafios dos incêndios rurais.

Última tentativa para constituição do executivo da Junta de Freguesia de Santa Eulália a 6 de março

José Picado foi eleito, pelo CHEGA, presidente da Junta de Freguesia de Santa Eulália nas autárquicas de 12 de outubro, mas à data de hoje ainda não há executivo formado. Nesse sentido, e já pela quarta vez, é convocada uma reunião destinada à eleição dos cargos de secretário e tesoureiro pela Assembleia de Freguesia, a ter lugar na próxima sexta-feira, dia 6 de março.

Nesta reunião, garante José Picado, a sua proposta será “a mesma de sempre”, pelo que irá apresentar uma lista para o executivo formada pelos três eleitos do CHEGA. “É evidente que o executivo tem de ser formado por elementos de confiança da lista que ganhou e a lista que ganhou é a lista do CHEGA”, assegura.

Até então, o processo de eleição do executivo tem sido “bloqueado”, por não haver consenso. De acordo com José Picado, a intenção dos outros dois partidos com membros eleitos é “utilizar os mandatos”, dado que “a Assembleia de Freguesia é constituída por sete elementos, e o CHEGA tem três mandatos, o Partido Socialista (PS) tem dois e o Movimento Cívico tem outros dois”. Com “a coligação” entre PS e Movimento Cívico por Elvas, “eles ficam com quatro votos do lado deles e a lista que realmente ganhou fica em desvantagem”. “A ideia deles e o que eles querem, que insistem e que têm batalhado, tanto em Santa Eulália como aqui na Câmara, é introduzirem no executivo da Junta o cabeça de lista de cada partido que está agora na Assembleia, que seria um do Movimento Cívico e um do Partido Socialista”, acrescenta.

A decisão é de avançar para eleições, caso a situação do “bloqueio” não se resolva na reunião de dia 6. “Esta vai ser mesmo a última reunião. Eu prometi, e gosto de cumprir com tudo aquilo que prometo, e é difícil ser juiz em causa própria, e nem o quero ser, mas tudo aquilo que eu tenho dito à população, eu tenho feito, tenho cumprido e logicamente vou cumprir isso”, garante o presidente.

“Na última Assembleia disse que iria fazer a última tentativa, a derradeira tentativa, já depois das Eleições Presidenciais, para a constituição do executivo. Caso me fosse, outra vez, vetada a constituição do executivo, seria a última vez que o faria”, diz ainda José Picado, antes de avançar que tem até já preparado o comunicado “para entregar ao senhor presidente da Câmara a dizer que não há condições políticas para seguir com a junta de freguesia na situação em que está e pedir as eleições”. “O documento está feito”, garante.

Sem executivo e sem Mesa da Assembleia, lembra ainda autarca, está em causa, entre outros, o próprio orçamento da Junta de Freguesia para este ano de 2026, estando o trabalho em prol de Santa Eulália “muito limitado”. “Quem vai sofrer com isso é a população”, lamenta o autarca.

Ainda antes da reunião de dia 6, José Picado vai convocar uma assembleia para “a aprovação da delegação de competências da Junta e de verbas que fazem falta à freguesia para manter e conservar vários edifícios, vários espaços e manter a aldeia funcional”.

A entrevista completa a José Picado sobre o impasse que se vive na Junta de Freguesia de Santa Eulália para ouvir no podcast abaixo:

Ricardo Pinheiro toma posse como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo

Ricardo Pinheiro tomou posse esta sexta-feira, 27 de fevereiro, como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo, I.P.), numa cerimónia realizada no auditório da instituição, em Évora. A sessão foi presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que conferiu posse aos novos responsáveis das CCDR para um mandato de quatro anos, renovável até ao limite de três mandatos consecutivos.

Além de Ricardo Pinheiro no Alentejo, tomaram igualmente posse Álvaro Santos, na CCDR Norte, Ribau Esteves, na CCDR Centro, Teresa Almeida, na CCDR Lisboa e Vale do Tejo, e José Apolinário, na CCDR Algarve. Na cerimónia, que contou com a presença de vários autarcas e representantes de entidades públicas e privadas, Luís Montenegro apelou à concentração no essencial da missão das CCDR: a coordenação e o desenvolvimento regional.