Verão de 2025 foi o mais quente de sempre em Portugal, o tema do programa Ambiente em FM desta semana

O verão de 2025 foi o mais quente desde que há registo em Portugal. Hoje, no Ambiente em FM José Janela, da Quercus, falamos sobre o verão que terminou na semana passada, e que entrou para a história como o mais quente de sempre em Portugal.

A temperatura média foi de 23,5 graus Celsius, o valor mais alto registado. As máximas foram ainda mais impressionantes, com uma média de 30,8 graus, também recorde. Mesmo as mínimas, de 16,2 graus, ficaram entre os valores mais elevados. Este verão foi atravessado por três ondas de calor consecutivas. A mais longa ocorreu entre 29 de julho e 17 de agosto, no interior norte e centro,  e foi a mais extensa desde que há registos. Além disso, registaram-se 33 novos máximos extremos e 10 novos mínimos. Em Mora, por exemplo, foram atingidos 46,6 graus no dia 29 de junho, um novo recorde para esse mês em Portugal.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da do programa Ambiente em FM, com José Janela. Para ouvir, na emissão, às 12h45, 16h30 ou no nosso site.

CHEGA: José Eduardo Gonçalves garante que nunca foi colocada a hipótese de vir a ser candidato à Câmara de Elvas

José Eduardo Gonçalves, candidato à presidência da Assembleia Municipal de Elvas pelo CHEGA, nas autárquicas do próximo dia 12, garante que nunca foi colocada a hipótese de vir a ser ele o candidato à presidência da Câmara Municipal: “nunca pusemos essa hipótese”.

“Da minha parte, nunca houve logo abertura, nem possibilidade”, garante, assegurando ser candidato à Assembleia Municipal pelo partido de André Ventura por “acreditar no CHEGA”.  

O CHEGA, garante José Eurico Malhado, tem como princípios aqueles que também ele defende: desde logo, por ser um partido “contra a corrupção”.“Se me disserem que também há corruptos no CHEGA, claro que sim. Mas temos um presidente que os põe imediatamente na rua. Nos outros partidos não o vejo isso”, comenta.

O candidato diz-se também contra “uma imigração desgovernada”. “Nós precisamos dos imigrantes em Portugal, mas precisamos dos imigrantes que estejam legalizados e dos imigrantes que venham para cá para trabalhar, no setor agrícola, no setor do turismo, no setor da restauração, no setor da construção”. Defendendo uma imigração “organizada”, que diz não existir, José Eduardo Gonçalves alega que Portugal “deixou entrar toda a gente e mais alguma”, depois de ter acabado com fronteiras e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Por outro lado, o candidato diz-se rever no CHEGA por ser um partido que “defende Deus e a família”. “Eu sou católico, também defendo Deus e defendo a família como sendo o primeiro baluarte, digamos, da nossa sociedade. É a família o exemplo que depois transmite tudo o resto para a vida”, remata.

A entrevista completa a José Eduardo Gonçalves para ver e ouvir, na íntegra, no vídeo abaixo:  

Campo Maior: João Muacho estranha lançamento tardio das empreitadas da Estratégia Local de Habitação

O candidato pelo Movimento Independente SIM por Campo Maior, João Muacho, aponta o dedo ao atual executivo do Município, dizendo que só este ano foram lançados os concursos públicos para as obras dos 19 novos fogos habitacionais, atualmente em curso, quando a Estratégia Local de Habitação havia sido constituída entre finais de 2020 e 2021.

“Em finais de 2020, meados de 2021, no executivo que era liderado por mim, conseguimos constituir a Estratégia Local de Habitação, através do IHRU, numa parceria estreita, e conseguimos, de certa forma, trazer investimento em torno dos 6, 7 milhões para Campo Maior, financiamento PRR praticamente a 100%. O que aqui é de estranhar, é que demorámos praticamente de 2021 a 2025 para lançar uma série de concursos”, começa por dizer João Muacho.

Se as obras dos 19 fogos habitacionais atualmente em curso tivessem sido lançadas mais cedo, garante o antigo autarca, poderia estar-se agora a falar “de muito mais pessoas a habitar o centro histórico, independentemente da forma ou do regulamento como as habitações eram atribuídas”.

Por outro lado, João Muacho diz que a Cooperativa de Habitação Popular de Campo Maior foi “dos maiores investidores de habitações a custos controlados e sociais no concelho”, pelo que estranha “com muita tristeza”, que em determinado momento, “o agora presidente tenha proferido uma afirmação de que a Cooperativa passou a história”. “Esta própria Cooperativa de Habitação tem um loteamento em estudo que poderia vir a ser aprovado na variante do Centro Escolar”, adianta. Nesse loteamento, e com o apoio do município, diz Muacho, “aqueles 25 ou 27 fogos que a Cooperativa gostaria de fazer na dita variante do Centro Escolar podiam ser uma realidade, com custos muitos controlados e reduzidos, e mais 25 famílias podiam voltar a ter melhores condições de vida”.

O candidato do SIM à Câmara Municipal de Campo Maior diz ainda lamentar que só agora tenham sido colocadas a concurso duas frações – na Rua de São João e na Rua General Magalhães – que foram recuperadas nos últimos anos. “Estão neste momento desabitadas e podiam estar ocupadas”, assegura.

“Não sei se a política do município foi meramente eleitoralista e guardou tudo para estes últimos meses do mandato para as poder colocar a concurso. Aliás, aquilo que temos assistido é que, em três anos e meio, pouco ou nada aconteceu e, nestes últimos seis meses, parece que descobrimos algo diferente e que tudo acontece”, remata João Muacho.

Aquamaior realiza desbaratização e desratização em Degolados, Ouguela e Campo Maior

Foto Deposiphotos

A Aquamaior informa os utilizadores do sistema de distribuição de água e recolha de efluentes do Concelho de Campo Maior, que no seguimento da Planificação de Desbaratização e Desratização para 2025, vai efetuar a 5ª intervenção de desbaratização e desratização, na Freguesia de Degolados e na povoação de Ouguela no dia 29 de setembro e na vila de Campo Maior nos dias 1 e 2 de outubro.

Para que o resultado desta intervenção seja mais eficiente, a Aquamaior, solicita à população que tenham cuidado de tapar todo e qualquer ralo, esgoto ou local por onde baratas e outros animais possam tentar fugir, nos logradouros e quintais das suas habitações.

Agradecemos toda a compreensão e colaboração, por parte da população e tentaremos realizar os trabalhos no mais curto espaço de tempo, para causar o menor constrangimento possível.

GNR detém dois homens por furto em herdade agrícola em Vendas Novas

O Comando Territorial de Évora, através do Posto Territorial de Vendas Novas, deteve na passada quinta-feira, 26 de setembro, dois homens, com 23 e 26 anos, pelo crime de furto numa herdade agrícola localizada na localidade de Landeira, concelho de Vendas Novas.

Na sequência de uma denúncia, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato ao local, onde realizaram diligências policiais que permitiram identificar e localizar os suspeitos. Ao aperceberem-se da presença das autoridades, os indivíduos tentaram fugir, mas foram intercetados momentos depois.

A operação culminou com a detenção dos dois homens e a apreensão de uma viatura e de uma moto-roçadora, presumivelmente utilizadas no furto. Os detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo.

A ação contou com o apoio dos militares do Posto Territorial de Montemor-o-Novo e do Núcleo de Investigação Criminal da mesma localidade, reforçando a eficácia da resposta policial no combate à criminalidade rural.

Lito Vidigal: Elvas precisa de “gente pensante” com capacidade para estar nos “centros de decisão”

Candidato pelo Partido Socialista (PS) à liderança da Assembleia Municipal de Elvas, nas eleições autárquicas de 12 de outubro, Lito Vidigal defende que, depois de o concelho ter sido bem infraestruturado, precisa agora de gente com capacidade para estar presente nos centros de decisão.

“Parece-me a mim que, em Elvas, nós estamos a entrar numa fase em que é preciso mais massa cinzenta para tomar decisões políticas. Nós já estamos infraestruturados e isso foi bem feito. O que precisamos, neste momento, é de gente pensante, precisamos de gente com capacidade para estar, ligar e coligar, estar presente nos centros de decisão”, começa por dizer.

“Não podemos continuar só nos gabinetes em Elvas”, alega, até porque, segundo diz, se assim for, o concelho “não tem representatividade”. “E quando digo isso, digo isso em todos os partidos políticos. Nós temos pouca representatividade no distrito de Portalegre e temos nenhuma representatividade a nível nacional, no Parlamento”, garante.

“O que nós precisamos é, independentemente das cores políticas, de gente que tenha capacidade de mobilidade, gente que tenha energia, gente que viaje, que esteja nos centros de decisão em Lisboa, em Portalegre, que possa discutir política e que possa trazer projetos de interesse para a nossa cidade, para os nossos cidadãos, para os elvenses”, remata.

Este foi apenas um dos assuntos abordados numa entrevista que Lito Vidigal concedeu à Rádio ELVAS, que pode ver e ouvir, no vídeo abaixo:

Luís Rosinha: depois da habitação social, a prioridade será o arrendamento jovem em Campo Maior

Ao longo dos últimos quatro anos, a Câmara Municipal de Campo Maior investiu cerca de dois milhões e meio de euros na chamada Estratégia Local de Habitação.

Revelando que, atualmente, a autarquia tem em curso a construção de 19 fogos habitacionais, de um total de 23 propostos, o recandidato à presidência da autarquia pelo PS, Luís Rosinha, garante que, em 2021, quando assumiu os destinos do município, não existam projetos a este nível. “Em 2021, quando entrámos, tínhamos basicamente um papel que dizia que havia uma Estratégia Local de Habitação. A partir desse momento, e tendo em conta que não existiam projetos, começámos nós a projetar. Neste momento, aquilo que temos são 19 fogos em curso, alguns deles já terminados, e onde investimos praticamente 2,5 milhões de euros nestes quatro anos em habitação”, começa por dizer.

Assegurando que “não é sempre que corre bem para os municípios” este tipo de operações, a nível financeiro, o candidato explica que “há graves dificuldades do ponto de vista do pagamento”, até porque “as verbas transferidas, por parte do IHRU, vão condicionando a normal execução das obras”.

Rosinha garante ainda que, neste momento, “o comprometimento do município”, nesta área da habitação, está “praticamente executado”, “tendo em conta que uma das partes preponderante, que tinha praticamente 800 mil euros ou cerca de um milhão de euros, era a Santa Casa da Misericórdia, mas não manifestou interesse e envergadura financeira para avançar num projeto desta natureza”.

De 2025 em diante, a intenção de Luís Rosinha é que a Câmara Municipal de Campo Maior passe a apostar em habitação para arrendamento jovem. “Para isso temos já uma obra prestes a ir a concurso, no prédio do antigo Pina, entre a Rua de Ramires e a Rua da Misericórdia, onde iremos colocar seis frações, já destinadas ao arrendamento jovem”, explica o candidato.

“Portanto, haverá aqui uma mudança na Estratégia da Habitação. Deixaremos de fazer Estratégia Local de Habitação, ao nível do Primeiro Direito, que é para uma vertente social, e passaremos a criar habitação para jovens”, remata Luís Rosinha.

Regresso dos pendões marca o encerramento do São Mateus 2025

A Feira de São Mateus e Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade chegam hoje ao fim.

O programa deste domingo, dia 28, começa com a alvorada com fogo de morteiros e estalaria, às 9 horas. 

Pelas 9.15 horas há recitação do terço, no Santuário, animada pelos institutos religiosos instalados na cidade de Elvas, seguida de celebração de eucaristia dominical pelos Reitor do Santuário, o padre Ricardo Lameira (10 horas ). 

Às 16.30 horas tem início a solene oração de vésperas, seguida de canto do Te Deum em ação de graças pelos benefícios recebidos ao longo das festividades. Uma hora depois, às 17.30, a procissão de regresso dos pendões sai do Santuário em direção à Igreja de Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé de Elvas), acompanhada de várias descargas de fogo de morteiros e estalaria.

À mesma hora (17.30 horas) tem início o baile com Jorge Gomes, no palco da Feira e para as 18 horas está marcada a celebração da eucaristia na igreja de Nossa Senhora da Assunção.

Às celebrações litúrgicas serão animadas pelo coro do Santuário do Senhor Jesus da Piedade e pelo Coral Públia Hortênsia de Castro. 

”O Elvas” empatou a zero com o Louletano

”O Elvas” empatou a zero com o Louletano, em partida da quinta jornada da série D.

Os algarvios continuam sem perder e os elvenses averbaram o seu primeiro empate da temporada, somando agora 7 pontos. O próximo jogo é fora com o Juventude de Évora.

Alentejo apresenta progressos na reciclagem mas vidro continua a falhar

De acordo com dados da Sociedade Ponto Verde (SPV), a região do Alentejo alcançou em 2024 uma retoma média de 46,8 quilos de embalagens por habitante, ultrapassando a meta nacional definida para esse ano (44,9 quilos).

Entre 2020 e 2024, o crescimento regional foi de 16%, sustentado por um aumento de 31% nos valores de contrapartida financeira pagos aos sistemas de gestão de resíduos urbanos da região (SGRU), que passaram de 4,9 milhões de euros em 2020 para 6,4 milhões em 2024.

Apesar destes progressos, o vidro continua a ser o elo mais fraco da região. Em quatro anos, a evolução foi de apenas 9%, mesmo com uma subida de 28% no valor de contrapartida pago para este fluxo. Apenas um SGRU se aproximou da meta em 2024, mas ainda longe do objetivo estabelecido para 2025.

No detalhe local, é possível verificar fortes disparidades: territórios como Beja e Cuba apresentam resultados muito positivos em relação às metas nacionais de retoma de embalagens, enquanto outras regiões representam uma oportunidade de reforço, tais como Évora, Samora Correia e Sines. No que diz respeito ao vidro, Cuba é a única área que se aproxima da meta estabelecida.

Com o reforço do investimento a nível nacional no Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) — que contará em 2025 com 219 milhões de euros, mais 99 milhões do que no ano anterior —, as autarquias alentejanas assumem agora uma responsabilidade acrescida. A Sociedade Ponto Verde sublinha que o financiamento que cabe a esta região deve traduzir-se em resultados visíveis no terreno, com mais ecopontos, recolhas mais frequentes, inovação tecnológica e maior envolvimento cívico. “A gestão de resíduos não pode continuar a ser vista apenas como um problema técnico. É, acima de tudo, uma questão de cidadania, equidade e compromisso com o futuro das comunidades”, afirma Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

No plano nacional, a taxa de retoma de embalagens foi de 57,8% em 2024, ainda distante da meta de 65% para 2025. Mesmo com um investimento de 95 milhões de euros só no primeiro semestre de 2025, o aumento foi de apenas 2% face ao ano anterior, registando-se ainda uma quebra de 1% na reciclagem de vidro, equivalente a menos 1.300 toneladas.

Para enfrentar estes desafios, a SPV apresenta propostas concretas e reformas estruturais nos serviços de gestão dos resíduos urbanos: reforçar a colocação e manutenção de ecopontos, aumentar a frequência das recolhas, apostar em sensores e rotas inteligentes, criar mecanismos de recompensa para cidadãos que separam corretamente, apoiar cadeias de produção locais mais circulares e intensificar programas de literacia ambiental em escolas e comunidades.

Com este manifesto regional, a Sociedade Ponto Verde pretende devolver à agenda política local um tema praticamente ausente do debate autárquico: a sustentabilidade. “Mais do que discutir metas distantes, trata-se de promover soluções de proximidade, capazes de transformar investimento em impacto e garantir que o Alentejo se afirme como um exemplo de sustentabilidade, justiça ambiental e qualidade de vida”, reforça Ana Trigo Morais.