O InnovPlantProtect vai realizar novos estudos de investigação, no campo, sobre insetos vetores da bactéria Xylella fastidiosa, nos concelhos de Elvas, Arronches e Estremoz, com o objetivo de compreender melhor o ciclo biológico das cigarrinhas-das-espumas.
Segundo Nuno Faria, investigador no laboratório colaborativo elvense, será feito “um trabalho de campo específico para compreender o efeito dos parâmetros meteorológicos na ocorrência de picos de abundância, tanto das ninfas, como dos adultos destes insetos”. Os trabalhos vão ser realizados em olivais tradicionais.
A Xyllela, lembra Nuno Faria, é originária da América, onde é conhecida por provocar grandes estragos em cultivos como a vinha ou o amendoal. Em Portugal, a sua chegada aconteceu há cerca de seis anos, ajudada “pelo transporte entre continentes de plantas de viveiro”. Apesar de ainda não ter sido detetada no Alentejo, “a sua ação é particularmente preocupante porque pode infetar um elevado número de espécies de plantas, incluindo alguns cultivos de elevado valor para a nossa região, como é o caso do olival, o amendoal e, até o montado”.
Não existe, até ao momento, qualquer tratamento para combater esta bactéria, pelo que as árvores afetadas são habitualmente arrancadas. Outra forma para controlar a transmissão desta bactéria é através do controle dos insetos vetores.
A bactéria Xylella fastidiosa é “transmitida por insetos da família das cigarrinhas, que estão presentes por todo o nosso país”. Estes insetos vetores que, apesar de não provocarem diretamente danos nos cultivos, “transportam doenças de planta em planta, provocando perdas económicas avultadas”.
A edição desta semana da rubrica do InnovPlantProtect para ouvir no podcast abaixo.


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