Ambiente em FM: Refúgios Climáticos ajudam a enfrentar o calor, mas não chegam, alerta a Quercus

Face à crescente frequência de ondas de calor, o programa Ambiente em FM destaca, na edição desta semana, o lançamento da Rede de Refúgios Climáticos “Stay Cool” pelo Turismo de Portugal, com uma verba de um milhão de euros para apoiar as autarquias.

José Janela, da Quercus, explica que estes espaços servem para dar abrigo, sombra e água às populações vulneráveis nos dias de calor extremo, mas defende que as intervenções devem focar-se na criação de zonas verdes e na arborização com espécies autóctones para combater o efeito de ilha de calor.

Apesar de saudar a iniciativa, a associação ambientalista alerta para o facto de 108 municípios portugueses ainda não possuírem Plano Municipal de Ação Climática, ultrapassando o prazo legal de fevereiro de 2024. Para o especialista, a criação de refúgios pontuais é uma medida positiva, mas insuficiente se não estiver integrada numa estratégia municipal mais ampla que envolva o ordenamento do território, a gestão da água e a mobilidade.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Compras em marketplaces: vantagens do comércio digital contrastam com dúvidas nas garantias

As plataformas de marketplace tornaram-se indispensáveis no quotidiano dos consumidores ao ligarem compradores e vendedores num único espaço digital, abrangendo desde gigantes internacionais como a Amazon e a Temu até às plataformas digitais de grandes marcas retalhistas e redes sociais. Entre os principais atrativos deste modelo destacam-se a facilidade de comparação de preços, o acesso a uma ampla variedade de produtos, métodos de pagamento integrados e entregas rápidas, que simplificam substancialmente a experiência de compra online.

Apesar dos benefícios, o modelo de intermediação continua a levantar incertezas quando surgem litígios entre o vendedor final e o comprador, dada a escassez de sistemas centralizados e diretos de apoio ao cliente. Perante processos de devolução ou reclamação que podem ser burocráticos, os especialistas recomendam que os consumidores leiam atentamente as condições de venda antes de concluir qualquer transação, confirmem a identidade e idoneidade do vendedor efetivo e se informem sobre os custos de devolução e prazos aplicáveis.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

A escola perante o clima e os novos desafios da profissão docente no “Ambiente em FM”

Assinalando o Dia Mundial dos Professores a 5 de outubro, o programa Ambiente em FM aborda o papel transformador dos docentes perante os novos desafios globais identificados pela UNESCO. José Janela, representante da Quercus, destaca que o impacto das alterações climáticas exige que os professores preparem as novas gerações não apenas com conhecimento teórico, mas também com pensamento crítico e capacidade de adaptação às transformações ambientais, sociais e económicas em curso.

O especialista defende que a educação ambiental não pode continuar a ser tratada como uma atividade pontual ou circunscrita a poucas disciplinas. Para preparar verdadeiramente os alunos para a ação concreta, é fundamental integrar temas como água, energia, biodiversidade e resíduos de forma transversal em toda a vida escolar, transformando grandes problemas globais em realidades próximas e compreensíveis para os estudantes.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

O custo ambiental escondido da Inteligência Artificial: infraestruturas gigantes ameaçam água e energia

Embora a Inteligência Artificial (IA) seja vista como uma tecnologia puramente “virtual”, o seu funcionamento depende de uma gigantesca infraestrutura física com um forte impacto ecológico. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a pesada pegada ambiental dos megacentros de dados (data centres), que operam ininterruptamente e exercem uma pressão sem precedentes sobre o território, a água e os recursos energéticos.

A dimensão destes projetos é, em muitos casos, colossal. Nos Estados Unidos, por exemplo, está projetado um centro de dados no Utah com 160 km² — uma área que supera em mais de uma vez e meia o tamanho de cidades inteiras como Lisboa (100 km²). Esta ocupação massiva do solo provoca impactos severos na paisagem e exige a construção de novas redes elétricas para responder a uma procura energética que não para de crescer, ameaçando aumentar as emissões globais de carbono caso não seja garantido o uso exclusivo de fontes renováveis.

Outro dos pontos críticos apontados pelo ambientalista é o consumo e a degradação dos recursos hídricos locais. Devido ao aquecimento extremo dos milhares de servidores que funcionam 24 horas por dia, estes complexos requerem sistemas de refrigeração contínua que consomem milhões de litros de água por ano. Este processo tem resultado numa acentuada perda de qualidade da água nas regiões onde os centros estão instalados, demonstrando que a revolução digital da IA acarreta custos físicos e ambientais profundos que urge regulamentar.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

DECO esclarece direitos dos consumidores na devolução de compras online

A DECO alertou os consumidores para os seus direitos no comércio eletrónico, esclarecendo as dúvidas mais frequentes associadas ao prazo de devolução e ao pagamento dos portes de envio nas compras à distância. De acordo com a associação, os compradores dispõem de 14 dias seguidos após a receção do bem para devolver o artigo sem necessidade de justificação, com exceção de produtos personalizados, bens selados ou bebidas alcoólicas, uma regra de aceitação obrigatória que não se aplica de igual forma no comércio físico.

Relativamente aos encargos do processo, a entidade recorda que a empresa tem a obrigação de reembolsar o valor total do bem e o custo do envio original (caso tenha sido escolhida a opção standard), devendo utilizar o mesmo meio de pagamento da compra. Já em relação aos portes de reenvio do artigo para a loja, a responsabilidade do encargo depende da política previamente informada pelo comerciante — caso esta informação não esteja visível no ato da compra, o custo fica inteiramente do lado da empresa, tal como sucede sempre que o produto apresente defeito.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Clima e conflitos: o impacto do aquecimento global na instabilidade mundial

No âmbito do Dia Internacional da Paz, o programa Ambiente em FM aborda a ligação direta entre as alterações climáticas e o aumento da violência no mundo. José Janela, representante da Quercus, explica como a subida das temperaturas e os fenómenos meteorológicos extremos funcionam como um multiplicador de ameaças, agravando a disputa por recursos escassos e promovendo a instabilidade social.

Com base em estudos da revista Science, o especialista destaca que o aquecimento global não causa guerras de forma isolada, mas atua sobre fragilidades políticas e económicas pré-existentes. A seca prolongada na Síria (2006-2011) serve de exemplo de como a perda de produtividade agrícola e o deslocamento populacional podem intensificar crises sociopolíticas e conduzir a conflitos armados.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Subida da Euribor e o impacto no orçamento familiar em destaque na rubrica da DECO

Os consumidores com contratos de crédito à habitação revistos em julho vão enfrentar uma nova subida na prestação mensal, impulsionada pelas médias da Euribor registadas em junho em todas as maturidades. Embora os aumentos atuais sejam considerados moderados, representam um esforço acrescido e um teste exigente à capacidade financeira de milhares de agregados familiares. Para muitas famílias, a prestação da casa já é a despesa mais pesada do orçamento, pelo que qualquer agravamento reduz diretamente o dinheiro disponível para o dia a dia.

A DECO alerta que uma subida de poucas dezenas de euros pode ser o suficiente para desequilibrar as contas de quem já vive com o orçamento severamente pressionado pelo custo de vida generalizado. Esta perda de margem financeira afeta a capacidade de suportar outras despesas essenciais e inadiáveis, tais como a alimentação, a energia, a educação ou os transportes. Perante este cenário, a associação reforça a importância de preparar o orçamento familiar com antecedência, analisar prioridades de consumo e, se necessário, procurar renegociar as condições do crédito antes que se entre em situação de incumprimento.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

“Ambiente em FM” desta semana foca a urgência de preservar os carvalhais nativos

O programa Ambiente em FM desta semana foca a urgência de preservar os carvalhais nativos, que atualmente ocupam apenas 2,5% do território florestal em Portugal. Saiba por que motivo sete organizações ambientalistas estão a exigir uma lei específica para salvaguardar estas árvores e como a sua recuperação pode reforçar a resiliência do nosso ecossistema.

Estas florestas constituem verdadeiros santuários de biodiversidade, albergando centenas de espécies de plantas, animais e fungos. Além do seu valor biológico, desempenham um papel decisivo na regulação dos recursos hídricos, na fixação de carbono, no combate à erosão do solo e no aumento da resistência da paisagem perante secas e incêndios florestais.

Apesar da sua relevância, a fragmentação do território e a substituição por monoculturas de pinheiro e eucalipto reduziram drasticamente a presença dos carvalhais no país. A proposta das associações passa por integrar a sua proteção e restauro no Plano Nacional de Restauro da Natureza, garantindo uma resposta eficaz às alterações climáticas e a preservação do património natural.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Reforma do mercado de arrendamento e a vulnerabilidade das famílias em destaque na rubrica da DECO

A reforma do mercado de arrendamento promovida pelo Governo foca-se em reforçar a confiança dos senhorios, agilizar os processos de despejo e aumentar a oferta de imóveis no mercado. Embora a DECO reconheça a legitimidade destes objetivos para dinamizar o setor, a associação sublinha que o verdadeiro sucesso de uma mudança desta envergadura não se deve medir apenas pela rapidez na resolução dos incumprimentos.

Para a DECO, é prioritário garantir medidas preventivas que assegurem a estabilidade das famílias nas suas casas e salvaguardem o direito constitucional à habitação.

O alerta ganha especial relevância perante o novo perfil de vulnerabilidade financeira que a DECO tem vindo a acompanhar de perto. Atualmente, o custo da habitação — tanto no crédito como no arrendamento — tornou-se o principal fator de sufoco no orçamento dos portugueses, com as rendas a absorverem uma fatia tão esmagadora do rendimento que não deixa margem para despesas básicas como saúde ou alimentação.

A associação recorda que o incumprimento não é uma escolha, surgindo quase sempre na sequência de imprevistos como o desemprego, a doença ou o agravamento geral do custo de vida.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Cágados de Portugal: como os podemos proteger? No “Ambiente em FM” a Quercus explica

O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer o primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma nova ferramenta destinada a ajudar a população a identificar estes répteis de água doce. Descubra a importância de proteger as espécies nativas e saiba quais são as principais ameaças que estes animais enfrentam no nosso território.

Portugal acolhe onze espécies de tartarugas de água doce, mas apenas duas são autóctones: o cágado-de-carapaça-estriada e o cágado-mediterrânico. A introdução de espécies exóticas por ação humana representa um dos maiores perigos para estes animais, uma vez que o surgimento de populações invasoras gera uma competição direta por alimento e abrigo, empurrando os cágados nativos para o declínio. Somam-se a este cenário adverso outros riscos graves como a poluição, o atropelamento e a destruição contínua das zonas húmidas. O agravamento das alterações climáticas, acompanhado por períodos prolongados de seca e temperaturas elevadas, ameaça reduzir ainda mais os ecossistemas aquáticos fundamentais para a sobrevivência e reprodução destas espécies

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo: