Depois de um interregno, Vila Boim está de regresso ao Carnaval Internacional de Elvas

Vila Boim está de regresso ao Carnaval Internacional de Elvas. Depois de um interregno naquilo que vinham a ser as participações no evento, o grupo, agora dinamizado pela associação Aboim Jovem, é formado por cerca de 90 pessoas, algumas delas até de fora da freguesia.

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Santos e Francisco Batista, dois dos responsáveis do grupo, garantem que a vontade, mais que a de regressar ao Carnaval, é a de “ficar”: “o nosso desejo é fazer isto durante vários anos, esperando que corra tudo bem e que toda a gente fique animada”.

“Havia muita gente que andava já com vontade de integrar o grupo de Vila Boim, gente já tinha participado, gente nova que queria participar, na altura, quando nós ainda tínhamos o grupo carnavalesco, só que tivemos aqui uma pequena pausa. Agora, quando retornamos, as pessoas aderiram e aderiram em peso”, garantem.

Explicando que os fatos do grupo são feitos por uma costureira em Lisboa, Francisco Batista avança que o tema escolhido pelo grupo é o “Casino”, por “transmitir glamour, cor, um pouco de suspense e alegria”. “Estivemos reunidos com a costureira, que nos apresentou várias coisas, vários fatos que lá tinha, coisas que já tinham sido feitas em outros anos e que poderiam ser renovadas. Nós gostámos de um dos fatos, que tem a ver com o tema do Carnaval e ficou decidido que seria aquele fato, que é feito por medida e que contém as seguintes cores: vermelho, verde, dourado e preto”, avança um dos responsáveis.

Mas para que o grupo pudesse voltar ao Carnaval, foi necessário investir em novos instrumentos musicais. “Foi um investimento que tivemos que fazer, mas depois, a partir daí, começámos a trabalhar com a banda, começámos a fazer ensaios e as coreografias”, recorda José Santos.

A banda do grupo é coordenada por João Pão Finto, o vice-presidente da Aboim Jovem, e Fábio Carvalho, o tesoureiro. Já as coreografias são da responsabilidade de Ana Anão, Jorge Barrocas, Diana Figueira e Filipa Miguel.

Uma das grandes surpresas do grupo está reservada para a gala de apresentação no Coliseu, onde Vila Boim se apresentará com uma coreografia, em que parte da música “é criada por Inteligência Artificial”. “É algo interessante e que está muito engraçado”, assegura Francisco Batista.

A entrevista completa a José Santos e Francisco Batista sobre o grupo de Carnaval de Vila Boim para ouvir no podcast abaixo:

Banda 14 de Janeiro regressa ao Carnaval Internacional de Elvas de “mão dada” com a Gota d’Arte

Os músicos da Banda 14 de Janeiro juntam-se, nesta edição do Carnaval Internacional de Elvas, à Gota d’Arte.

O convite feito à banda, tendo em conta o tema que o grupo escolheu para este Carnaval – um tema “muito popular, que vai chegar às pessoas” –, surgiu também, revela o presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, por se tratar de uma associação com quem têm vindo, regularmente, a trabalhar.

A verdade é que o maestro da banda, Jorge Grenho, vinha já há alguns anos a juntar-se ao grupo carnavalesco da Gota d’Arte. Desta feita, a parceria acaba por ser “mais vincada”, contando o grupo com mais elementos da filarmónica elvense.

Dizendo que é em conjunto que se consegue fazer algo “mais bonito”, Jorge Grenho lembra que a Banda 14 de Janeiro, no passado, chegou a participar no Carnaval juntamente com o grupo da Azevia, bem como a título individual. “Juntei-me depois à Gota d’Arte, creio que dois, três anos, para tocar com eles, nos anos em que a banda não foi, e este ano surge aqui uma nova versão em que vamos todos juntos levar a alegria e a música à rua”, assegura.

Com esta união da banda à associação artística, o grupo é este ano formado por cerca de 160 elementos. “Temos desde o mais pequenino, que, com nove meses, vai ter uma intervenção no Coliseu, até à volta dos 70 anos. Temos dos mais pequenos aos menos jovens, mas também isso faz sentido, essa junção de gerações e estarmos todos uns com os outros”, avança Luís Rosário.

A par da música tocada ao vivo, com os músicos a fazerem do carro alegórico o seu palco, o grupo conta também com o seu habitual “corpo de baile”. Uma vez mais, as coreografias são da responsabilidade de Margarida Rodrigues.

A Gota d’Arte tem ainda um outro papel neste Carnaval, uma vez que, um ano mais, é a associação responsável por garantir a animação do corso infantil, na sexta-feira, dia 13. Nos dois últimos anos, o desfile das crianças, devido à chuva, teve de se realizar no Coliseu. Esperando que, desta vez, o corso possa sair à rua, Luís Rosário lembra que “ninguém consegue controlar o tempo”, mas que é “muito bonito ver o desfile pelas ruas do centro histórico”. “A nossa animação está preparada para isso, pelo que será sempre uma adaptação se tivermos que fazer no Coliseu. É sempre o plano B que nós devemos ter preparado”, diz ainda o responsável.

A entrevista completa a Luís Rosário e Jorge Grenho sobre o grupo de Carnaval da Gota d’Arte e da Banda 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

Transferências bancárias mais simples e seguras com o SPIN em destaque na rubrica da DECO

O SPIN é uma funcionalidade disponível em todas as instituições bancárias desde setembro de 2024, permitindo a realização de transferências utilizando apenas o número de telemóvel para particulares ou o NIPC para empresas. Esta solução, desenhada para ser universal e abrangente, destaca-se pela sua segurança acrescida, uma vez que confirma o nome do destinatário final antes da conclusão da operação, reduzindo significativamente o risco de fraude e de erros no envio de dinheiro. Segundo as diretrizes do Banco de Portugal, o serviço não tem custos adicionais para o consumidor nem limites ao número de transferências mensais, tornando-se uma alternativa prática aos métodos tradicionais.

Na prática, o funcionamento deste serviço é intuitivo e integrado nos canais digitais dos bancos, como aplicações móveis ou homebanking. Para realizar a operação, basta introduzir o contacto do beneficiário manualmente ou selecioná-lo diretamente da lista telefónica, sendo de seguida apresentado o nome do titular da conta para verificação. É apenas necessário garantir que o destinatário tenha o seu número de telemóvel previamente associado à conta bancária de destino. Esta ferramenta, apoiada pela DECO, promove uma gestão financeira mais ágil e protegida, facilitando o quotidiano de cidadãos e empresas sem a necessidade de partilha de IBAN.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

São Vicente leva o ritmo e o calor do Brasil para o Carnaval Internacional de Elvas

O grupo carnavalesco da freguesia de São Vicente e Ventosa promete levar, este ano, os ritmos quentes do Brasil até ao Carnaval Internacional de Elvas, com o tema “A Magia do Rio”. “É um tema que pode ter duas leituras: a ‘Magia do Rio’ enquanto ‘Rio’, o filme, ou a ‘Magia do Rio”, do Rio de Janeiro”, avança, desde logo, Rúben Ameixa, o responsável do grupo.

À semelhança do ano passado, em que o grupo se apresentou com o tema “Color Party”, os fatos dos figurantes voltam a ser “muito coloridos”, com destaque para o azul, o verde, o amarelo e o vermelho. “Nós achamos que o Carnaval é cor e já que o tempo ultimamente não tem sido benéfico, porque já há dois anos que não conseguimos sair todos os dias à rua, então tentamos que, pelo menos, as cores saiam às ruas nos dias em que nos é possível”, assegura o responsável.

Com cerca de 150 elementos, o grupo é este ano substancialmente maior que o do ano passado. “Tivemos novas entradas, não só de pessoas da freguesia, mas principalmente de gente de freguesias e até de concelhos vizinhos. Claro que a maior parte das pessoas são de São Vicente, mas temos também de Elvas, de Campo Maior, de concelhos do distrito de Évora e de Badajoz”, revela.

Dando conta que este ano o grupo apresentará algumas características de um Carnaval “mais antigo”, Rúben confessa que gostaria que o trabalho de preparação, que arrancou no final de dezembro, se tivesse iniciado mais cedo: “os fatos deste ano obrigaram-nos aqui a uma dinâmica muito diferente, porque vamos tentar trazer um bocadinho daquilo que é o Carnaval antigo de novo ao grupo e isso obrigou-nos a uma ginástica muito grande, a nível de timings, para conseguir cumprir com tudo”.

Apenas com uma costureira ao serviço (Alda Ameixa), Rúben e Patrícia Milhinhos, a outra responsável do grupo, contaram desta vez com uma ajuda importante de vários voluntários que se prontificaram a colaborar com a construção de diversos adereços. Juntamente com Rúben, Liliana Matos volta a assumir a responsabilidade pelas coreografias apresentadas pelo grupo, enquanto a banda é coordenada por Rodrigo Rufo.

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos no Coliseu, no dia 13, o grupo volta a dançar ao som da chamada música de aparelhagem, com grande parte dos elementos da banda a juntarem-se à coreografia que tem vindo a ser preparada para presentear o público.

Para o sucesso do trabalho desenvolvido, Rúben Ameixa agradece o apoio do Município de Elvas, do presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, e do presidente da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, Hélio Roldão. O responsável estende ainda os seus agradecimentos a todos os elementos do grupo, incluindo os responsáveis pela banda e coreografias e a todos aqueles que colaboraram com alguns trabalhos manuais; à mãe, pelo trabalho de confeção dos fatos; e a Nuno Ezequiel e Adelino Moga, pela construção do carro alegórico.

A entrevista completa a Rúben Ameixa sobre o grupo de Carnaval de São Vicente para ouvir no podcast abaixo:

Santa Eulália promete muita animação no Carnaval Internacional de Elvas com a “Doçura dos Palhaços”

A freguesia de Santa Eulália volta a estar representada no Carnaval Internacional de Elvas, se bem que, desta feita, a decisão de participar no evento, organizado pela Câmara Municipal, foi tomada quase à última hora.

Com menos elementos comparativamente aos últimos anos, o grupo vai apresentar-se nos corsos com o tema “A Doçura dos Palhaços”. “Estamos aqui já quase a terminar a confeção dos nossos fatos”, revela Artémia Rosa, uma das responsáveis do grupo, que promete, da parte de Santa Eulália, “muita cor e muita animação”.

Ainda que “alguns motivos pessoais” tenham colocado em dúvida a participação do grupo no evento, os responsáveis acabaram por chegar a uma conclusão: “colocámos essa hipótese em cima da mesa, mas achámos, como já participamos há tantos anos, que devíamos fazer esse esforço e ir em frente”. E assim foi. Contudo, o impasse viria, de alguma forma, a levar a que alguns antigos elementos acabassem, “e bem”, diz Artémia, por se juntar a outros grupos. “Este ano somos um pouco menos, temos aproximadamente 80 figurantes”, adianta a responsável.

Desta feita, os trabalhos, quer em torno dos fatos, quer da preparação das músicas e coreografias, só se iniciaram em janeiro. “Temos pouco tempo e tem sido uma grande agitação para conseguirmos alinhar tudo, mas está a correr bem e estamos a conseguir ter um feedback positivo por parte do grupo”, assegura Sofia Mourato, outra das responsáveis deste grupo de Carnaval. Os ensaios têm acontecido, sobretudo, aos fins de semana. “Tentamos também sempre agilizar ali um ou dois dias, durante a semana, mas depois depende da disponibilidade da maior parte das pessoas. Para conseguirmos juntar muita gente, para conseguirmos coordenar tudo, às vezes, durante a semana é mais complicado, mas temos tido até bastante adesão”, garante Sofia.

E como tem vindo a ser tradição, exceção feita a 2025 devido à chuva, o grupo promete voltar a desfilar em Santa Eulália. “No ano passado, na terça-feira, chegámos completamente empapados e foi impossível. Esperemos que este ano tenhamos um bocadinho mais de sorte”, diz Artémia Rosa. Esse desfile pelas ruas da aldeia deverá acontecer no domingo, dia 15 de fevereiro, logo após o almoço e antes da partida do grupo para Elvas.

A entrevista completa a Artémia Rosa e Sofia Mourato sobre o grupo de Carnaval de Santa Eulália para ouvir no podcast abaixo:

Mantendo-se fiel à sua “tradição”, SIR procura voltar a marcar a “diferença” no Carnaval Internacional de Elvas

Um dos mais antigos grupos a participar no Carnaval Internacional de Elvas, o da Sociedade Instrução e Recreio (SIR), está de regresso, um ano mais, ao evento.

Em entrevista à Rádio ELVAS, duas das responsáveis do grupo, Sandra Perico e Carina Ferreira, e sem desvendarem o tema escolhido, garantem que será fácil para o público, desde logo, perceber aquilo que procuram representar, através dos seus fatos, que, uma vez mais, terão em destaque os dourados e os prateados. “É diferente, é um tema pré-definido, mas sempre com o toquezinho da SIR”, avançam.

Os ensaios das coreografias do grupo só se iniciaram em janeiro, por mais que a escolha de tecidos e músicas tenha sido feita logo em outubro. “Este ano começámos os ensaios um bocadinho mais tarde”, confessa Sandra Perico, que adianta que os fatos, idealizados pela Comissão de Carnaval, são todos confeccionados por uma costureira com quem já trabalham há vários anos: “a São faz os fatos no espaço dela e nós depois só temos de ir lá experimentar”.

O grupo da SIR, onde “toda a gente”, independentemente de “etnias e idades”, tem lugar, é formado por cerca de cem pessoas. “O grupo é sempre muito grande, mas depois naqueles dias depende se está frio, se os pais deixam ir os mais pequenos. Nós temos gente de muitas idades, temos muitos pequeninos e então acaba sempre por faltar alguém e esperemos que não esteja ninguém doente”, comenta a responsável.  

Uma das maiores dificuldades da SIR diz respeito ao espaço de ensaios, dado o estado do pátio da coletividade, que continua sem reunir condições de utilização. “Não podemos ensaiar lá e temos que esperar que nos seja cedido um espaço pela Câmara, e ainda bem que nos é cedido, para podermos ensaiar. Mas este ano foi tudo muito em cima, foi o Natal, foi a passagem do ano, foram as eleições, e então nós ficámos um bocadinho para trás”, lamenta Sandra Perico, que revela que os ensaios têm sido feitos no Coliseu.

Contrariamente aos restantes grupos participantes neste Carnaval Internacional de Elvas, a SIR continua, na gala coreográfica do Coliseu, a apresentar as suas coreografias apenas ao som da bateria. Para a SIR, o Carnaval elvense é “ao som de tambores, não é o som de música”, querendo o grupo manter esta sua “tradição”, marcando, dessa forma, a “diferença”. Ainda assim, Carina Ferreira defende que o espetáculo apresentado acaba por conhecer algumas diferenças: “no Coliseu é uma gala, tem que ser uma coisa especial; na rua é para nos divertirmos mais”.

Um dos destaques maiores do grupo da SIR vai sempre para a sua banda, composta por muitos elementos masculinos. “Temos uma banda efetivamente muito grande, onde entram todos os rapazes, porque não querem dançar”, diz ainda Sandra Perico.

A entrevista completa a Sandra Perico e Carina Ferreira sobre o grupo de Carnaval da SIR para ouvir no podcast abaixo:

Dia Mundial das Zonas Húmidas em destaque no “Ambiente em FM” desta semana

Hoje, dia 2 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, uma data dedicada à sensibilização para a proteção de ecossistemas que, embora muitas vezes esquecidos ou desvalorizados, são pilares fundamentais para o equilíbrio do planeta. Em destaque na rubrica “Ambiente em FM”, o tema serve para reforçar como pântanos, sapais e lagoas influenciam diretamente a nossa qualidade de vida.

Para esclarecer a relevância destes locais, o programa contou com a intervenção de José Janela, da associação Quercus, que explicou a natureza híbrida destes territórios. “As zonas húmidas são áreas onde a água está presente de forma permanente ou temporária, criando uma ligação muito especial entre a terra e a água”, afirmou o especialista. Esta categoria abrange uma enorme diversidade de habitats, desde estuários e charcos a várzeas fluviais e pântanos.

Apesar de discretas, estas áreas funcionam como autênticos “rins” do planeta, filtrando a água, prevenindo cheias e servindo de abrigo a uma biodiversidade riquíssima que não sobreviveria noutros ambientes. A celebração deste dia em 2026 reforça o alerta para a necessidade de conservação destes espaços, que continuam a ser dos ecossistemas mais ameaçados pelas alterações climáticas e pela pressão urbanística.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

“Carteiros” da Azevia prestam homenagem a Tony no Carnaval Internacional de Elvas

Os elementos do grupo da Azevia vão ser carteiros na edição deste ano do Carnaval Internacional de Elvas, a decorrer entre os dias 13 a 17 de fevereiro.

Isto, explica a responsável pelo grupo, Cláudia Ferreira, porque a ideia é prestar uma homenagem a Tony, o seu pai, que faleceu em maio do ano passado, que era carteiro de profissão e que, ao longo de quatro décadas, foi a “alma” da Sociedade Recreativa 1º de Dezembro. “Nós quando dizemos que queremos homenagear o Tony na sua profissão de carteiro não será uma coisa óbvia, até porque gostamos sempre de pôr um bocadinho de magia de Carnaval e de brilho naquilo que é a ideia e o tema”, avança a responsável.

Relativamente às coreografias, Cláudia Ferreira garante que o grupo voltará a levar “muito ritmo”, quer para as ruas do centro histórico de Elvas, quer para o Coliseu: “todos os anos são inseridos ritmos novos na coreografia e depois temos sempre coreografias novas, mas é esperar para ver”. Às novas coreografias, juntam-se também novas músicas, resultado, sobretudo, do trabalho levado a cabo pelos Bomb’Alen. “Há aqui um trabalho muito meritório dos Bomb’Alen e destaco uma pessoa em particular, porque efetivamente é essa pessoa que todos os anos nos traz os novos ritmos e as novas coreografias: a Ana Dias. Obviamente que ela não conseguiria isto se não fosse todo o apoio que tem dos demais elementos dos Bomb’Alen, e não só, porque a associação tem vários projetos musicais e acabamos por contribuir todos com isso”, assegura Cláudia Ferreira.

Por outro lado, a responsável do grupo revela que, desta feita, a banda apresentará um novo instrumento musical. “Aqui destaco o papel do Luís Trindade e do Nuno Pires, porque é um instrumento que é feito por eles. Não é nada que se vá ali comprar ao virar da esquina. Estamos a trabalhar para que também essa surpresa venha para a rua”, acrescenta.

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos, no Coliseu, a Azevia voltou a preparar um espetáculo muito diferente daquele leva, nos dias seguintes, para as ruas do centro histórico, até porque, para o grupo, “fazer exatamente o mesmo que nas ruas seria um bocadinho excessivo”. “Aliás, nós fomos o primeiro grupo, e fomos bastante criticados na altura, a apresentar uma coreografia em que a música que estava a tocar não era a dos tambores. Hoje fazem praticamente todos o mesmo e bem… Somos os verdadeiros influencers”, diz a responsável, entre risos.

A confeção de todos os fatos volta a estar a cargo de Joaquina Sousa, num trabalho coordenado por Bela Figueiredo, Alexandra Ramalho e Filipe Belchior. Este último é também o elo de ligação entre o grupo e a equipa de montagem do carro alegórico (Nuno Ezequiel e Adelino Moga).

Com um “núcleo duro” que se mantém há já muitos anos, este grupo de Carnaval tem vindo a crescer de ano para ano. Se em 2025, o grupo já era formado por cerca de cem pessoas, desta feita serão, “mais ou menos”, 130 os figurantes a desfilar pela 1º de Dezembro.

Com uma participação extra neste Carnaval, a Azevia, através da Orquestra d’Balho, sobe a palco logo na primeira noite do evento, para animar com a sua música a noite no Coliseu, assim que terminada a gala de apresentação dos grupos participantes.

A entrevista completa a Cláudia Ferreira sobre o grupo de Carnaval da Azevia para ouvir no podcast abaixo:

CRP da Boa-Fé leva os ritmos de África até ao Carnaval Internacional de Elvas

Está aí à porta mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas, que desta vez conta com a participação de um total de nove grupos do concelho. Um deles é o do Centro de Recreio Popular (CRP) da Boa-Fé, que, para este ano, escolheu o tema “África Mix”.

Para a escolha do tema, explica Rita Gago, uma das responsáveis pelas coreografias deste grupo de Carnaval, contribuiu o facto de “grande parte da comunidade do bairro da Boa-Fé ser descendente de África”. “Daí, decidimos em grupos fazer esta pequena homenagem aos africanos do nosso bairro”, justifica.

A verdade é que, comparativamente ao ano passado, o Carnaval chega desta vez mais cedo no calendário. Ainda assim, o trabalho de preparação, seja ao nível dos disfarces, seja das músicas e coreografias, foi apenas iniciado no início deste mês de janeiro.

Desde então, e quase que numa corrida contra o tempo, o grupo tem procurado reunir-se três a quatro vezes por semana para ensaios. “Às quartas, ensaia a banda e nós ensaiamos a coreografia do coliseu. Depois temos ensaios às sextas e sábado e, às vezes, também aos domingos”, revela Tamara Fonseca, outra das responsáveis das coreografias do grupo.

Os cerca de 75 elementos do grupo, maioritariamente adultos e jovens com mais de 15 anos, que se dividem entre coreografias e banda, avançam as responsáveis, irão apresentar nos seus fatos, produzidos por Célia e Bela Gago, “vários padrões africanos e cores vivas”.   

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos participantes neste 28º Carnaval Internacional de Elvas, no Coliseu, o CRP da Boa-Fé irá dançar “um mix de músicas”, sendo que os tambores da banda não ficarão de fora. “Havemos de ter, em princípio, alguns dos elementos da banda a dançar connosco”, revela ainda Rita Gago. Contudo, a responsável confidencia que “os homens, nos ensaios, juntam-se mais, mas depois quando chega a hora da verdade encolhem-se e não vão dançar”.

Ainda no âmbito das comemorações de Carnaval, no dia 21 de fevereiro, o CRP promove um Baile da Pinha na sede da coletividade. “Queremos convidar toda a população para este baile, que tem início às 21 horas e animação com Jorge Gomes”, diz ainda Rita Gago. As entradas são gratuitas.

A entrevista completa a Rita Gago e Tamara Fonseca sobre o grupo de Carnaval do CRP da Boa-Fé para ouvir no podcast abaixo:

Ambiente em FM: Beja acolhe primeiro projeto-piloto de Abrigos Climáticos em Portugal

A cidade de Beja será a pioneira em Portugal ao receber o primeiro projeto-piloto de Abrigos Climáticos. Estes espaços surgem como uma resposta direta às ondas de calor cada vez mais severas e aos episódios de frio extremo que afetam as populações, particularmente nos centros urbanos.

Os abrigos climáticos, enquanto zonas de refúgio estratégico, “são espaços pensados para proteger as pessoas dos extremos do clima, como o calor intenso no verão ou o frio no inverno”, explica José Janela, da Quercus. Segundo o ambientalista, estes locais podem assumir diferentes formas, desde jardins a parques com elevada densidade arbórea, até edifícios públicos adaptados.

A importância destas infraestruturas reside na sua capacidade de oferecer sombra, frescura e conforto térmico, servindo de porto seguro para os cidadãos. O projeto foca-se especialmente na proteção dos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, garantindo que as cidades se tornem locais mais resilientes e seguros perante as rápidas transformações do clima global.

Tudo para saber sobre o assunto no “Ambiente em Fm”. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo: