Raquel Tavares atua este sábado no Festival de Fado de Estremoz. Espetáculo tem entrada gratuita

Raquel Tavares sobe, na noite deste sábado, 9 de maio, ao palco da quinta edição do Festival de Fado de Estremoz.

O concerto, a ter lugar no Pavilhão B do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, está marcado para as 22 horas. Antes, pelas 21 horas, é Celia Romero, a voz da nova geração do flamenco, quem se apresentará ao público.

O Festival de Fado de Estremoz, considerado um dos mais importantes do género em Portugal e o maior do Alentejo, que decorre, uma vez mais, sob a direção artística do estremocense José Gonçalez, é promovido pela Câmara Municipal.

As entradas são gratuitas.

Elvas: 90 vozes femininas dão vida ao II Festival Internacional de Coros a 16 de maio

O Salão Vasco da Gama do Hotel São João de Deus, em Elvas, acolhe, a 16 de maio, a segunda edição do Festival Internacional de Coros de Elvas, iniciativa promovida pela Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro, com o apoio da Câmara Municipal.

Desta feita, e contrariamente ao que aconteceu na edição de estreia do festival, no ano passado, o evento reunirá em palco apenas mulheres. Neste espetáculo, com início às 18 horas e entrada gratuita, juntam-se ao coral anfitrião – o Coral Públia Hortênsia de Castro – coros provenientes de Leiria, Madeira e Madrid, num total de 90 vozes femininas.

Depois do convite endereçado ao ensemble vocal feminino “Flores de Maio” da Madeira, Vasco Almeida, presidente da associação e maestro do coral elvense, deslocou-se a Leiria para “tentar convencer” o grupo “Ninfas do Lis” a participar no festival. “Já eram dois grupos femininos e, curiosamente, uma ex-aluna de uma professora de piano minha amiga publicou ao mesmo tempo, já quando eu tinha a confirmação dos outros dois grupos, que tinham acabado de criar um coro feminino (“Elysia”). Este já era do lado de lá da fronteira e aí já poderia dizer que o evento era internacional”, explica o responsável.

Não sendo o Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas só formado por vozes femininas, desta vez, os homens do grupo ficarão de fora, ainda que assumam outras tarefas. “Os homens vão ter outro papel, eles já estão avisados”, garante Vasco Almeida. A verdade é que os coros, não só em Portugal como em Espanha, enfrentam uma “pequena fragilidade” no que toca à participação do sexo masculino, lembra o maestro, que encontrou aqui a oportunidade ideal para dar uma nova versão ao Festival Internacional de Coros de Elvas.

O espetáculo, com a duração de cerca de hora e meia, para além das atuações individuais dos quatro grupos, irá contar com um momento especial, com as 90 vozes unidas para interpretar “Quando Fores ao Alentejo”. Para Vasco Almeida, não há dúvidas: este será “um grande concerto”.

A entrevista completa a Vasco Almeida, não só sobre esta segunda edição do Festival Internacional de Coros, mas também sobre vários outros eventos da Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro de Elvas, para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda” dá visibilidade ao trabalho da APPACDM na Feira do Livro

O livro “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, da Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas, é um dos grandes destaques da Feira do Livro de Campo Maior, que chega este sábado, 9 de maio, ao fim.

Dizendo que não há melhor forma de dar a conhecer e comercializar a obra, que tem por base a temática do uso abusivo das tecnologias por parte dos mais novos, do que estar presente numa feira do livro, Manuela Polme, membro da equipa, começa por lembrar que foi a APPACDM – a “casa” da Equipa de Intervenção Precoce – que possibilitou a sua publicação. “Foi graças à APPACDM que nós conseguimos fazer a publicação do nosso livro e que agora nos acompanha nessa mesma divulgação”, assegura a docente de Educação Especial.

“Contamos com todos, porque efetivamente são eventos deste nível que fazem o nosso livro ter a maior visibilidade possível”, acrescenta. Para além da obra, a APPACDM de Elvas tem também disponíveis para venda, na Feira do Livro de Campo Maior, o porta-chaves da sua mascote, o MICAS. “É um dois em um: podem fazer a aquisição do pack (livro e MICAS), que nós ficaremos bastante agradecidas”, diz ainda Manuela Polme.

De recordar que foi precisamente com uma leitura encenada de “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, numa sessão dirigida às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior que, na passada quarta-feira, dia 6, se deu início à Feira do Livro, no Centro Comunitário da vila.

O evento chega ao fim este sábado às 19 horas.

Elvas: recital de poesia e harpa com Paulo Pires e Emanuela Nicoli marcam segundo dia da Bookkey

O segundo dia da Bookkey, a Feira Literária de Elvas, apresenta um programa diversificado que junta passeios literários, apresentações de livros, debates e momentos de poesia.

As atividades começam este sábado, 9 de maio, às 10h00 com o passeio literário “Sombras da Raia”, conduzido pelo autor Nuno Franco Pires. Às 11h30, realiza-se a palestra “A importância da leitura em família”, pela autora Sara Rodi, na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo.

Durante a tarde, destaque para a apresentação da coleção “Ventriloquia”, às 15h00, por Cátia Terrinca e Ricardo Boléo, do UMcoletivo, e para a sessão de lançamento do livro “O Mosteiro”, de Nuno Nepomuceno, marcada para as 16h00.

Pelas 17h30 terá lugar a conversa “Saramago e o Alentejo”, promovida pela Associação 7350. O debate contará com a participação de vários convidados ligados à literatura e à promoção cultural da região.

A programação prossegue à noite, às 21h00, com um recital de poesia e harpa protagonizado por Paulo Pires e Emanuela Nicoli, encerrando o segundo dia da feira às 23h00.

Com a iniciativa, a Câmara Municipal de Elvas e a Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo continuam a apostar na valorização da literatura portuguesa e no envolvimento da comunidade em torno da cultura e da leitura.

Pedro Chagas Freitas na abertura da Bookkey: “Elvas é um cenário maravilhoso para uma história”

O escritor foi a figura central do primeiro dia da Feira Literária de Elvas, onde apresentou o marcante “Hospital das Alfaces” e partilhou a sua ligação à cidade e aos leitores.

A Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo abriu as portas esta sexta-feira, 8 de maio, para a edição de 2026 da Bookkey – Feira Literária de Elvas. O arranque do certame ficou marcado pela presença do mediático escritor Pedro Chagas Freitas, que protagonizou um encontro próximo com o público elvense.

Em entrevista exclusiva à Rádio ELVAS, o autor revelou que os seus encontros com os leitores são momentos de total liberdade. “Podem esperar uma conversa, vou falar do que me apetecer. É claro que vamos falar dos livros, mas também do que está por trás deles, do que é que cada livro pode trazer consigo”, afirmou, desvalorizando um guião rígido para as suas sessões.

“Ouvir os leitores muito mais do que falar”

Apesar de ter no currículo obras mais recentes, Chagas Freitas admite que o livro “Hospital das Alfaces” continua a ser o grande íman de público. “É o mais reconhecido (das obras recentes). Se calhar é o mais marcante, porque é o que as pessoas mais reconhecem. Mas vamos falar um bocadinho de tudo”, explicou o autor, que vê nestas iniciativas uma oportunidade de estudo sociológico sobre quem o lê.

“Recolho, acima de tudo, perceber o que é que faz com que uma pessoa leia um meu livro e não leia outro. Tenho percebido que são leitores de todas as idades, de todos os estilos de vida. Interessa-me ouvir os leitores muito mais do que se calhar ser eu a falar com eles”, confessou.

Elvas como inspiração

Esta é a “quarta ou quinta vez” que o escritor diz estar em visita à cidade raiana, um regresso que acontece três anos após a sua última estada. Para Pedro Chagas Freitas, a riqueza patrimonial e humana da cidade não passa despercebida ao seu olhar de ficcionista. “Elvas é um cenário maravilhoso porque tem muita história, tem muita beleza, tem muitas pessoas interessantes, personagens interessantes. Se calhar algumas das minhas personagens já vieram daqui, não posso é dizer muito”, lançou em tom enigmático.

Programação continua até domingo

A Bookkey arrancou com o espetáculo infantil “Histórias Cantadas”, seguindo-se a sessão oficial de abertura às 20h00. A noite de sexta-feira encerrou com o espetáculo “Era Uma Vez… Ou Duas ou Três!”, protagonizado por Marcantonio Del Carlo.

O certame literário continua a dinamizar a Biblioteca Municipal até amanhã domingo, 10 de maio, afirmando-se como um espaço de cruzamento entre as letras e as artes, promovendo o contacto direto entre autores de renome nacional e a comunidade local.

Fermelinda Carvalho e a ligação de Portalegre à autoestrada: “este Governo quer fazer justiça para com Portalegre”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu, no final da semana passada, aquando da sua visita à fábrica da Novadelta e ao Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, o compromisso do Governo em ligar os distritos de Portalegre, Évora e Beja por autoestrada, com o objetivo de aproximar o território e de o tornar competitivo em termos económicos e empresariais.

O Governo já tem em procedimento o estudo para a ligação da autoestrada à capital do Alto Alentejo, tal como revela a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que lembra que este era “um compromisso” do primeiro-ministro havia assumido para consigo.

“Para mim não é um tema novo. Tenho trabalhado nele desde que assumi funções como presidente da Câmara de Portalegre e desde que este Governo iniciou funções. Já foi lançado concurso para o estudo da ligação da A23 à A6”, avança a autarca, que não esconde que a sua preferência recai sobre a ligação de Portalegre a Estremoz, por considerar que esse é o trajeto “que melhor serve Portalegre”. “Mas sei que a vontade e o objetivo do Governo é fazer uma ligação desde a A23 à A6, ou seja, não se vai limitar apenas a fazer este troço de Portalegre-Estremoz”, adianta.

Por outro lado, Fermelinda Carvalho destaca o troço da A23 que vai ligar Alter do Chão ao Montijo, uma obra que diz ser “muito importante com a questão do novo aeroporto”.

Dizendo ainda que Portalegre tem sido “muito prejudicada” por não ter uma autoestrada, Fermelinda Carvalho assegura que estas ligações rápidas são “fundamentais” para os territórios. “Este Governo quer fazer justiça para com Portalegre e, claro, aquilo que o primeiro-ministro fez não foi anunciar, porque já o tinha feito várias vezes: foi dar mais um sinal de que é um compromisso muito forte do Governo”, diz ainda a autarca.

A par do estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre, quer à A6, quer à A23, o Governo tem já em execução a obra que ligará a A2 a Beja.

Pedro Chagas Freitas no primeiro de três dias da Bookkey, a Feira Literária de Elvas

Foto: Pedro Chagas Freitas (Facebook)

Elvas recebe, entre hoje e domingo, de 8 a 10 de maio, mais uma edição da Bookkey – Feira Literária, iniciativa que decorre na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo e que promete três dias dedicados aos livros, à leitura e às artes.

O arranque do certame acontece esta sexta-feira, 8 de maio, pelas 18h00, com a abertura oficial do espaço. Pouco depois, às 18h15, o público mais jovem poderá assistir ao espetáculo infantil “Histórias Cantadas”, apresentado por Bolinha de Música.

A sessão oficial de abertura está marcada para as 20h00, antecedendo a apresentação do livro “Hospital das Alfaces”, da autoria de Pedro Chagas Freitas, agendada para as 20h30.

A programação do primeiro dia encerra com o espetáculo “Era Uma Vez… Ou Duas ou Três!”, por Marcantonio Del Carlo. O espetáculo tem início às 21h00.

A Bookkey pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre autores, leitores e diferentes expressões artísticas, promovendo o gosto pela leitura e dinamizando culturalmente a cidade de Elvas.

Encontro intergeracional marcou segundo dia de Feira do Livro em Campo Maior

Após a sua abertura na quarta-feira, Feira do Livro de Campo Maior continuou ontem, 7 de maio, a sua programação, no Centro Comunitário, com iniciativas dedicadas à promoção da leitura e ao reforço dos laços entre gerações.

Durante a manhã, realizou-se um Encontro Intergeracional com a ilustradora Joana Gancho, centrado na obra “Os Avós”, da autoria de António Pereira. A atividade foi dirigida aos alunos do 1.º e 2.º ciclos do Agrupamento de Escolas e ao público sénior, onde o presidente do Município, Luís Rosinha esteve presente, proporcionando um momento de partilha e reflexão, fazendo uma pequena homenagem a todos os avós que polvilham de amor e de dedicação a infância de cada um.

Ao final da tarde, a programação contou ainda com um momento musical protagonizado por Alexandre Gomes, Nuno Cirilo e alunas do Projeto de Formação de Música do Município, enriquecendo mais um dia desta edição da Feira do Livro.

A Feira do Livro de Campo Maior decorre até amanhã, sábado, dia 9 de maio, no Centro Comunitário, com um programa diversificado para todas as idades.

Valter Canastreiro, a título póstumo, e Manuel Gonçalves distinguidos pela GNR

A GNR distinguiu os militares José Valter Cunha Canastreiro (a título póstumo, devido ao seu falecimento no Rio Caia) e Manuel Francisco Cainço Gonçalves com o “Prémio ao Valor, Abnegação e Altruísmo”, no Porto, durante as comemorações do 115.º aniversário da Guarda, no passado dia 3 de maio.

Em junho de 2025, os dois guardas do Posto da GNR de Campo Maior arriscaram a própria vida ao entrar numa casa em chamas para salvar uma pessoa debilitada.

O galardão, entregue no Porto durante o aniversário da Guarda, celebra o “sangue-frio” e a “audácia” destes homens que, num cenário de perigo extremo, cumpriram a sua missão com um heroísmo que agora fica imortalizado.

As cerimónias contaram com a presença do presidente da Republica, António José Seguro, e do Ministro da Administração Interna.

Aqueduto da Amoreira inspira livro criado por crianças de Elvas e lançado pela Cruz Vermelha

“Diário da Nossa História”: assim se chama a obra que resulta de um trabalho desenvolvido em diferentes escolas de 1º ciclo do concelho de Elvas, ao longo deste ano letivo, através do programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) 5G, e lançado na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, em Dia Mundial da Cruz Vermelha.

A obra foi apresentada nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa, entidade promotora do CLDS, na presença dos seus pequenos autores, do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, mas também dos diferentes parceiros do projeto.

Em “Diário da Nossa História” cruzam-se temas como o empreendedorismo, a inovação e a criatividade com a própria história de Elvas, com especial destaque para o Aqueduto da Amoreira.

“Este foi um desafio que lançámos aos agrupamentos de escolas e que foi muito bem respondido por parte dos miúdos e de todo o corpo docente”, começa por dizer Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, que adianta que, ultrapassados os receios iniciais, que “fazem parte do processo de inovação e de empreendedorismo”, para além do Aqueduto da Amoreira, a história criada acabou por também se focar na “tradição gastronómica e na tradição cultural e musical da ronca”. “Foi toda uma descoberta que foi feita em conjunto durante a elaboração deste livro”, assegura a responsável.

O “grande herói” desta história é Francisco de Arruda, o arquiteto responsável pela construção do Aqueduto da Amoreira: “é o herói que damos a conhecer, é o herói que relembramos como sendo uma pessoa muito importante para a história de Elvas, para as pessoas de Elvas e que teve uma importância imensa no seu tempo”.

Partindo do exemplo de Francisco de Arruda, Isabel Mascarenhas explica que, com este projeto, a equipa do CLDS quis deixar bem claro aos mais novos que “os super-heróis não estão só nos filmes”. “Todos nós somos super-heróis se dentro de nós tivermos criatividade e inovação”, adianta a responsável, que recorda o arquiteto como alguém que, com “criatividade, de forma empreendedora e sem medos”, conseguiu ultrapassar o desafio que lhe foi lançado pelo rei para a construção do aqueduto.

Já o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que dá os parabéns a todos os envolvidos neste projeto e à Cruz Vermelha neste seu dia de celebração, começa por destacar o “difícil trabalho” que a equipa do CLDS teve na produção desta obra, mas que acabou por resultar num “excelente livro”.

O autarca, que considera que esta foi uma “forma engraçada” de as crianças aprenderem a sua história ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de se debruçar sobre alguns conceitos de empreendedorismo, destaca ainda a mensagem do livro: “se não desistirmos iremos sempre atingir aquilo que são os nossos objetivos”.

A obra, escrita e ilustrada por alunos do quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela . “Diário da Nossa História” tem um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Nesta sesso de apresentação da obra, que é acompanhada também por uma música original, vários alunos tiveram oportunidade de ler alguns excertos do livro, enquanto dois professores foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao seu processo de produção.

A obra, escrita e ilustrada por alunos de quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela Betweien. “Diário da Nossa História” em um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.