Portalegre acolhe mais 20 refugiados ucranianos em sete dias

Na última semana, Portalegre acolheu cerca de duas dezenas de refugiados ucranianos, sobretudo mulheres e crianças, que se encontram alojados numa antiga residência de estudantes da Câmara Municipal, reabilitada agora para o efeito, com a ajuda de um grupo de voluntários.

Para albergar este grupo, o Município portalegrense conta com a colaboração de um conjunto de particulares, entidades e empresas, que se disponibilizaram para apoiar e têm dado resposta em diferentes valências: alimentar, logístico, vestuário e eletrodomésticos.

Na reunião do executivo municipal, nesta segunda-feira, dia 28, a presidente da Câmara Municipal, Fermelinda Carvalho, agradeceu “a todos os envolvidos nesta operação de acolhimento”, realçando que “as pessoas já se encontram instaladas, estando agora a ser desenvolvidos os procedimentos inerentes à sua plena integração na comunidade, ao nível da aprendizagem da língua, inclusão no sistema de ensino, saúde e empregabilidade”.

O Município tem articulado, com os diferentes parceiros e a sociedade civil, de modo a “dar resposta às necessidades mais prementes nesta primeira fase” e agradece toda a disponibilidade de meios e recursos que evidenciam “uma generosidade inexcedível por parte de todos os envolvidos”.

Espanha reduz em 20 cêntimos os preços dos combustíveis

O Governo espanhol vai baixar os preços dos combustíveis administrativamente, já a partir de desta quinta-feira, 31 de março.

Após um acordo com as grandes gasolineiras, que reduzem cinco cêntimos e o Estado em 15 cêntimos, os preços vão baixar assim um total de 20 cêntimos. Os preços médios eram ontem de 1.82 gasolina e 1.86 gasóleo.

Desta forma, os setores da economia espanhóis, ainda em greve, poderão acabar com as paralisações. A inflação prevista para março em Espanha é de 9,8%.

Nova variante vai ligar Bencatel a Vila Viçosa

O levantamento topográfico da variante que ligará Bencatel a Vila Viçosa foi apresentado esta manhã, no salão nobre da Câmara Municipal de Vila Viçosa. Trata-se de um projeto que visa, por um lado deslocar o trânsito de veículos pesados do interior de Bencatel e, por outro, garantir a segurança das populações que deixarão de circular por uma zona de exploração de mármore.

Inácio Esperança, presidente da câmara municipal de Vila Viçosa, garante que “é necessário conciliar o trabalho das pedreiras, essencial para a economia do concelho, com a segurança e com o progresso. E isso só é possível com esta alternativa, tendo em conta a confluência que existe de utilização do território e de vias existentes. Esta foi a solução apontada e a alternativa que queremos aplicar. Estamos a mostrá-la às pessoas para que elas possam pronunciar-se”.

Quanto ao futuro da atual estrada municipal 254, que liga Bencatel a Vila Viçosa, Inácio Esperança garante que “durante três anos ninguém poderá ali fazer nada, além de passar com o carro no acesso paralelo que foi feito. A estrada é do município e podemos garantir que o troço de atravessamento que ali está é seguro. Obviamente que esse troço foi cedido pelo proprietário da pedreira e assim que a variante este concluída vai ser devolvido ao seu dono. Quanto à estrada em si, se não tinha condições de circulação no passado também não vai ter no futuro”.

Inácio Esperança refere que depois da apresentação deste levantamento topográfico, decorrerá uma fase de consulta pública, de 30 dias. O autarca espera que “no final do ano possa arrancar uma das vertentes da obra”.

O projeto inicial já teve parecer favorável de todas as entidades envolvidas e vai agora ser alvo de uma consulta pública, onde as pessoas poderão deixar a sua opinião e as suas preocupações.

A nova variante vai ter um custo total de 2 milhões e 700 mil euros.

Na sessão de apresentação marcaram presença Inácio Esperança, presidente da câmara municipal de Vila Viçosa, Vítor Ramos, arquiteto na autarquia e Mário Nunes, da empresa Bússola Fundamental.

Operação “RoadPol – Speed”: mais de cinco mil contraordenações registadas pela GNR

No âmbito da Operação “RoadPol – Speed”, levada a cabo pela GNR, entre os dias 21 e 27 de março, os militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito que, diariamente estiveram empenhados no patrulhamento rodoviário, controlaram 224 058 condutores de veículos, registando um total de 5 592 contraordenações por excesso de velocidade.

O principal objetivo da operação foi a criação de um ambiente rodoviário mais seguro, através de uma intervenção simultânea sobre as principais causas de acidentes, procurando desta forma influenciar positivamente os condutores, levando-os a adotarem comportamentos que privilegiem uma condução segura, em detrimento de comportamentos de risco, como o excesso de velocidade.

Elvenses contra apagão da televisão no centro histórico

Depois do incentivo para a retirada da maioria das antenas dos telhados do centro histórico de Elvas, com vista à classificação como Património Mundial da Humanidade, os elvenses são agora confrontados com “um apagão” do serviço de televisão instalado pelo Município de Elvas, sendo necessário comprar um descodificador da Televisão Digital Terrestre (TDT).

De acordo com a informação que chegou à casa dos elvenses, vai ser feita uma atualização, pela empresa que detém o serviço de TV, no Centro Histórico, o que dará origem a um apagão, que poderá levar a que os televisores mais antigos deixem de ter acesso aos canais TV analógicos, que estão atualmente a ser emitidos na rede da NOS.

Alguns ouvintes mostraram-se descontentes com a situação e fomos ouvir a opinião dos elvenses sobre este assunto, sendo que, quase todos, se mostram contra este apagão da televisão gratuita no centro histórico: “Muita gente não vai ter possibilidades de comprar este aparelho, uma vez que muitos são idosos e com reformas baixas. Se olharmos para os bairros periféricos, a situação é diferente. É onde estão os jovens e as condições são outras. Dentro da nossa cidades, acho que deviam ter outro olhamento à situação, uma vez que obrigaram as pessoas a tirar as antenas e agora, de um momento para o outro, ficam sem televisão”.

Por outro lado há quem considere que “primeiro, os serviços municipalizados fizeram com que as pessoas tirassem as antenas dos telhados por sermos Património Mundial. Agora, este papel no correio não acho bem porque há pessoas que não têm possibilidades, ou de comprar uma televisão adequada às novas tecnologias ou de voltar a aligar as antenas”.

“Hoje em dia, com as dificuldades que advêm da pandemia e tudo mais, 25 euros pesa no orçamento da maioria das pessoas. O serviço que tínhamos gratuito acho que se devia manter assim porque acredito que as pessoas mais humildes e pobres não vão conseguir pagar. As reformas são curtas e o rendimento mínimo também, de maneira que acho que não está correto obrigarem-nos a pagar”.

“Não está bem por uma razão muito simples: nós temos direito à televisão e acho que as pessoas não têm que estar a fazer mais um investimento para poder usufruir da televisão”.

Há ainda que recorde tempos antigos referindo que “tinha a antena e tinha acesso a tudo. Levaram tudo e eu agora tenho que pagar para ver televisão? É mau. Se aos de fora estão a dar dinheiro a nós, que pagamos água e luz, também têm que dar. Não vou ficar sem, televisão mas também não compro este equipamento. Compro outra televisão. Na rua João de Olivença até a internet tiraram que para ouvirmos o telemóvel temos que vir para a rua. Eles só estão a fazer é porcarias”.

Por outro lado há quem considere que “depois de vários anos em que gratuitamente beneficiámos do acesso gratuito à televisão, agora temos que comprar um aparelho para melhorar o serviço, eu não vejo qualquer problema. Em condições normais, acho que é uma situação normal, tendo em conta a evolução tecnológica, para que possamos ter um serviço melhor. No entanto, tenho a certeza que a autarquia estará atenta às necessidades de algumas pessoas que possam precisar de ajuda para adquirir este equipamento”.

Quem tem TV’s, LCD, LED, entre outros, com mais de 8 a 10 anos, para visualizar os canais TDT (Televisão Digital Terrestre), deixa de ter acesso aos canais analógicos, tanto portugueses como espanhóis, e ficará apenas disponível o serviço digital.

Assim, para visualizar os canais do serviço digital, será necessário instalar equipamentos novos para a retransmissão, em norma Digital COFDM, sendo necessária a compra de uma Box para a TDT, cujo custo ronda os 27 euros, e que pode ser adquirida em alguns Hipermercados e lojas da especialidade, para o efeito.

Município de Campo Maior oferece livro 3D às instituições de ensino

No âmbito do Festival “Leituras Floridas”, que se realiza durante o mês de março, o Município de Campo Maior ofereceu às instituições de ensino do concelho o livro pop-up “Nós as crianças… temos direitos”, uma edição da Associação de Profissionais de Educação de Infância (APEI) e do Instituto de Apoio à Criança (IAC).

O livro em 3D 360° celebra os direitos da criança e apresenta a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, simplificada, para as crianças entre os 4 e os 10 anos.

Através da “caminhada” por uma floresta tropical, com uma árvore gigante, cujos ramos abraçam todos os seres vivos da floresta, como crianças indígenas, animais híbridos, plantas carnívoras, entre outros, as crianças são desafiadas a descobrir os seus direitos mais importantes, sozinhas ou com a ajuda dos adultos.

Workshop de chocolate na EHT de Portalegre na quarta-feira

Um workshop em chocolate, onde é dado destaque aos bombons, trufas e ovos de chocolate, doces alusivos à Páscoa, decorre na próxima quarta-feira, 6 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre.

Esta formação destina-se a qualquer pessoa que queira aprender a “trabalhar o chocolate”, revela diretora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Conceição Grilo.

O workshop tem como formador o chef pasteleiro Cristiano Louro e decorre entre as 18 e 21 horas na Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre. As vagas são limitadas, pelo que as inscrições devem ser feitas aqui.

Miguel Araújo e convidados a 25 de agosto no Festival do Crato

O Festival do Crato está regresso, de 23 a 27 de agosto, para aquela que será a 36ª edição, enquanto Feira de Artesanato e Gastronomia.

Os primeiros nomes que compõem o cartaz do festival já começaram a ser revelados pela organização, sendo que, a 25 de agosto, ao palco subirá Miguel Araújo, assim como os seus convidados Ana Bacalhau, António Zambujo e César Mourão.

Considerado um dos melhores compositores e intérpretes da sua geração, e autor de alguns dos maiores sucessos portugueses, Miguel Araújo celebra vinte anos de uma carreira consagrada como uma das mentes mais brilhantes da canção pop-rock lusa.

Preparado especialmente para este evento, o alinhamento do concerto do antigo vocalista de “Os Azeitonas” está ainda no “segredo dos deuses”.

Dois anos após a última edição do festival, o Festival do Crato promete uma programação musical forte e eclética. Para além da música, decorre a já tradicional Feira de Artesanato e Gastronomia, como sempre, com entrada gratuita.

Nestes cinco dias de animação, em agosto, haverá, entre muitos outros atrativos, um palco com DJs, bem como zona de acampamento.

Xylella Fastidiosa debatida em seminário promovido pela Nutriprado

No âmbito do projeto “Life Resilience”, a Nutriprado organizou ontem, 29 de março, um seminário sobre “Práticas Agrícolas Sustentáveis para prevenir a Xylella Fastidiosa em Sistemas Intensivos de Olivais e Amendoais”, no Forte da Graça, em Elvas.

Este seminário, com a apresentação de algumas medidas que possam ajudar prevenir o aparecimento desta bactéria, considerada uma séria ameaça a várias culturas e produtos agrícolas, resulta de um trabalho de três anos, desenvolvido, em simultâneo, em três explorações, em Portugal, Espanha e Itália, segundo revela Vasco Abreu, da Nutriprado. “Fomos visitar as três explorações modelo, onde a Nutriprado teve a estrutura dos três cobertos vegetais, como a recolha dos insetos, para vermos o que é que beneficia, ou não, quer o amendoal, quer o olival, em relação aos cobertos vegetais”, adianta.

Com os seus parceiros – que vão desde a Greenfield à Universidade de Córdoba – a empresa liderada por Vasco Abreu, elaborou um plano chegar a algumas conclusões, para combater a Xylella Fastidiosa. O grande objetivo do projeto, que será terminado em maio, com a passagem “para o papel”, em Madrid, das práticas agrícolas, é que os agricultores possam, entre outros, receber auxílio e informação técnica, para semear e fazer, da melhor maneira, o maneio das pastagens.

Quanto ao trabalho desenvolvido ao nível do projeto “Life Resilience”, financiado pela União Europeia, o diretor regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, José Manuel Calado, revela que os vários projetos, como este, procuram, acima de tudo, as melhores soluções para colocar em prática para fazer face aos problemas que as plantas possam enfrentar.  “Uma planta, se tiver melhores condições ao nível do solo e do seu ecossistema, tem melhores condições para resistir ao problema”, lembra. “Ainda não temos uma solução única (para a Xylella); temos um conjunto de soluções que temos de colocar em prática, e depois, a partir dessas soluções, teremos os meios para criar uma estratégia”, acrescenta.

As bactérias e os vírus, como é exemplo a Covid-19, adianta o diretor regional, “andam mais depressa que o conhecimento científico”, pelo que, se procuram agora as soluções para minimizar os riscos, no caso do aparecimento da Xylella. “Esperemos que não aconteça, mas se acontecer, teremos aqui alguma solução para minimizar os riscos”, remata José Manuel Calado.

Já Pedro Fevereiro, CEO do InnovPlantProtect, em Elvas, explica que bactéria é esta, que tem mais de 300 plantas hospedeiras: “instala-se nos vasos condutores das plantas”, que impede que a água e os nutrientes, que são capturados pelas raízes, no solo, “subam para a planta e permitam que a planta, com eles, possa desenvolver biomassa e ser produtiva”.

A Xylella Fastidiosa, bactéria em quarentena encontrada na União Europeia em 2000, causa doenças em diversas culturas agrícolas, provocando, entre outros, a deterioração repentina das oliveiras e a queima de folhas de amêndoa. Apesar de uma ampla distribuição nas Américas, Estados-Membros da União Europeia confirmam que, até agora, a sua presença é limitada a Itália, Alemanha, França, Espanha e Portugal.

Presidência da CCIP “é um novo desafio”, diz Rui Miguel Nabeiro

Rui Miguel Nabeiro (na foto) é o novo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP). Com os olhos postos na internacionalização, o CEO do Grupo Nabeiro Delta Cafés considera que este “é um novo desafio que agora começa, com o intuito de apoiar as empresas portuguesas”.

“A CCIP é uma Câmara com uma responsabilidade e uma dimensão muito grandes em Portugal, com os olhos postos nos mercados externos e em ajudar as empresas portuguesas em trilhar esse caminho da internacionalização e da sustentabilidade. Eu penso que é importante termos este momento de partilha e de trabalho em conjunto e é nesse sentido que assumi essa responsabilidade”.

Rui Miguel Nabeiro considera ainda que “para a Delta e para o grupo é também muito importante podermos liderar uma Câmara de Comércio tão importante como é a CCIP”.

Rui Miguel Nabeiro venceu as eleições à presidência da direção da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), sucedendo assim a Bruno Bobone, que liderou a CCIP desde 2005.

A direção, liderada por Rui Miguel Nabeiro, e os restantes órgãos sociais foram eleitos por unanimidade pelos associados da CCIP.