Extremadura regista 18.159 casos Covid e quatro mortes numa semana

A Estremadura espanhola registou, na última semana, 18.159 novos casos de Covid-19 e quatro mortes, associadas à doença. Destes novos casos, 3.877 foram registados nas últimas 24 horas, e só na área de saúde de Badajoz registaram-se 1025 novos casos.

Nas unidades hospitalares estão 117 pessoas internadas, nove em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Na última semana verificou-se também a recuperação de 2.321 doentes.

Abertas 16 vagas para médicos de família no Alentejo

O Governo autorizou a abertura de 731 postos de trabalho no âmbito do concurso de segunda época de 2021 para médicos-especialistas no Serviço Nacional de Saúde, o que representa o maior número de vagas de sempre na época especial. Do total, 473 são na área hospitalar, 235 na área da medicina geral e familiar e 23 na área de saúde pública.

Das 235 vagas para especialistas de Medicina Geral e Familiar, 16 situam-se na Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, 98 na ARS do Norte, 66 na ARS de Lisboa e Vale do Tejo, 45 na ARS do Centro e dez na ARS do Algarve.

Dos 473 postos para reforço dos serviços hospitalares, Medicina Interna (61), Ginecologia/Obstetrícia (39), Pediatra (39) e Psiquiatria (35) destacam-se como as especialidades com mais vagas.

“O número de postos de trabalho disponibilizados neste concurso, que representa um acréscimo de mais de 200 vagas face às vagas na época especial do ano passado (462), procura corresponder às necessidades reportadas pelos estabelecimentos e serviços de saúde que integram o Serviço Nacional de Saúde, com enfoque naqueles que se debatem com maior carência de pessoal médico”, revela o Ministério da Saúde.

Elvas tem novo máximo diário com 55 casos Covid

Elvas regista, esta quinta-feira, 30 de dezembro, 55 novos casos de Covid-19 e também mais seis recuperações da doença.

O valor registado nas últimas 24 horas é o mais elevado da pandemia, ultrapassando o máximo anterior, que era de 44 e foi registado em 9 de janeiro.

No concelho, encontram-se, agora, ativos 186 casos de infeção. Desde o início da pandemia, Elvas registou 2121 casos positivos, 34 óbitos e 1901 altas.

Novo recorde diário de casos Covid em Portugal: 28.659 nas últimas 24 horas

Portugal volta hoje, 30 de dezembro, a registar um novo máximo diário de novas infeções por Covid-19, ao serem reportados mais 28.659 casos positivos, nas últimas 24 horas.

Hoje, são também reportados 16 óbitos e 6.239 recuperações da doença.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 48% dos diagnósticos.

Nos hospitais do país, encontram-se internados 1.034 doentes, mais 63 que ontem, 144 em Unidades de Cuidados Intensivos, menos sete que na véspera.

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde sobre a situação epidemiológica, existem, agora, 158.424 casos ativos da infeção em Portugal, mais 22.404 que ontem.

Desde o início da pandemia, foram identificados 1.358.817 casos de infeção, 18.937 óbitos e 1.181.456 altas.

Covid-19: DGS reduz isolamento para sete dias

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou, esta quinta-feira, 30 de dezembro, que o isolamento para pessoas infetadas com Covid-19 sem sintomas, assim como para os contactos de risco, passa a ser de sete dias.

A decisão, segundo a DGS, que já informou o Ministério da Saúde da alteração, “está alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada, face ao período de incubação da variante agora predominante, a Ómicron”.

“A operacionalização desta decisão técnica, pela necessidade de atualização de normas e de reparametrização do sistema de informação, estará concluída o mais brevemente possível, no decurso da próxima semana”, diz ainda a DGS.

Saldos em lojas físicas proibidos até 9 janeiro

Os saldos estão proibidos desde o passado dia 25 e até 9 de janeiro, em Portugal, nas lojas físicas, no entanto, algumas lojas promovem este tipo de descontos online.

Esta medida foi tomada depois do Conselho de Ministros da passada semana, sendo que no comunicado consta que até 9 de janeiro de 2022 “são proibidas, em estabelecimento, práticas comerciais com redução de preço”.

Também o prazo para devoluções e trocas foi alargado até 31 de janeiro de 2022. “O prazo para o exercício de direitos atribuídos ao consumidor que termine entre os dias 26 de dezembro e 9 de janeiro, ou nos 10 dias posteriores àquele período, é prorrogado até 31 de janeiro de 2022”, lê-se também no comunicado.

Normalmente os saldos costumam ocorrer no período entre o Natal e o ano novo e depois nos primeiros dias do ano, sendo que este ano, a situação não se verifica, pelo menos, nas lojas físicas.

Mais 55 casos de Covid-19 em Campo Maior

Campo Maior regista esta quinta-feira, 30 de dezembro, 55 novos casos de Covid-19 e quatro altas.

No concelho, encontram-se ativos, ao dia de hoje, 150 casos de infeção.

Desde o início da pandemia, Campo Maior registou 1033 casos positivos, 14 óbitos e 869 recuperações.

Produção “excelente” obriga Herdade d’Alcobaça a vender excedente do melhor azeite do país

Este ano, espera-se, em todo o país, um recorde de produção de azeitona. Só na Herdade d’Alcobaça, em São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, de acordo com o engenheiro responsável pela campanha, Alfredo Peneda, serão, ao todo, colhidas cerca de cinco mil toneladas de azeitona, o que se traduzirá em, aproximadamente, 850 toneladas de azeite, valores muito acima do normal.

“Nós costumamos andar nas 600 toneladas de azeite, por ano, e nos três milhões e meio, quatro, de quilos de azeitona”, adianta o responsável, assegurando que este é um “ano excecionalmente bom”, com as produções a subirem “ligeiramente”.

Com uma “produção excelente”, a Herdade d’Alcobaça deparou-se, desta feita, com a falta de mão de obra nacional: um problema que acabou por ser suprimido com recurso à contratação, sobretudo de trabalhadores de países como Ucrânia, Índia e Marrocos, através de empresas de prestação de serviços.

“Andamos a trabalhar o ano inteiro para ter uma boa produção, e agora não podemos deixá-la ficar na árvore ou que caia para o chão”, revela Alfredo Peneda. Ao todo, e após algumas contratações, são cerca de 50 pessoas, que trabalham, sobretudo, para “auxiliar o trabalho das máquinas”.

E com o excesso de azeitona, este ano, as fábricas que recebem o chamado bagaço, formado por fragmentos de pele, polpa e caroço, estão a enfrentar uma séria incapacidade de armazenamento do produto. No Alentejo, pelo menos uma destas fábricas já parou de o receber.

Ainda assim, as entregas diárias feitas, pela Herdade d’Alcobaça numa fábrica de um concelho vizinho, têm decorrido dentro da normalidade. Contudo, o engenheiro diz ter conhecimento de que “as fábricas que recebem o bagaço de azeitona estão a ficar saturadas e no limite, devido ao excesso de produção”. O bagaço desta herdade, e ao contrário do que está a acontecer com outras empresas da região, não tem sido exportado para fábricas de Espanha.

“O nosso azeite é embalado e vendido nos mercados nacionais há vários anos e continuamos a trabalhar nesse sentido. Este ano, como há um excesso de produção, vamos ter de ver algum excedente para outras empresas, que operem no mercado, para Espanha ou para Itália”, revela ainda Alfredo Peneda.

E é no lagar da Herdade d’Alcobaça que nasce aquele que, neste ano de 2021, foi considerado, pela DECO Proteste, depois de analisadas as amostras de mais 30 marcas, recolhidas nas prateleiras dos supermercados, o melhor azeite produzido no país. Neste ranking, o azeite virgem extra Ouro d’Elvas, de baixa acidez, classificado com um total de 85 pontos, deixou para trás marcas tão conceituadas como Gallo ou Oliveira da Serra. Para Alfredo Peneda, esta distinção é, acima de tudo, “uma honra”. “É muito bom para a nossa marca, para o nosso azeite e para todos que aqui trabalhamos”, remata.

A campanha da azeitona arrancou a meio de outubro, num ano em que se espera uma produção recorde de 150 mil toneladas de azeite, em todo o país. Com isto, o valor das exportações deverá aumentar e superar os 600 milhões de euros.

Portugal é o primeiro no mundo em termos de qualidade, ao produzir 95% de azeite virgem e virgem extra. O segundo lugar é ocupado pelos Estados Unidos da América, atingindo os 90%. Espanha e Itália surgem em terceiro, com 70%.

A reportagem completa para ouvir aqui:

Quarentena de sete dias a partir de hoje na Estremadura

O Serviço Estremenho de Saúde determinou que, a partir desta quinta-feira, dia 30, se aplicará a quarentena de sete dias para os casos de Covid-19 que, passado esse período, estejam assintomáticos ou já estejam em isolamento num período igual ou superior a sete dias.

Inicialmente previa-se a redução de dez para cinco dias, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos, mas a Comissão de Saúde Pública aprovou a redução para os sete dias.

Além disso, o Serviço Estremenho de Saúde estabeleceu a realização de teste PCR apenas para os contactos diretos que vivam na mesma habitação dos casos positivos. A restante população deverá fazer o autodiagnóstico com a compra de teste na farmácia ou realização de PCR numa clínica privada.

Herdade de Castros prolonga campanha olivícola devido ao excesso de azeitona e falta de mão de obra

A Herdade de Castros, localizada na Estrada de Ouguela, em Campo Maior, desde 2008, tem cerca de 400 hectares de olival tradicional e intensivo, sendo que ali é feita também a transformação da azeitona, no lagar da propriedade.

Francisco Ponte Romão, proprietário da Herdade e do respetivo lagar explica que a apanha da azeitona é feita com recurso a vibradores de tronco, depois vai para o lagar onde é separada, por variedades, e transformada em azeite ou azeitona de mesa. Na sua herdade tem praticamente todas as qualidades de azeitona, sendo as principais são a azeiteira, carrasquenha e picual.

Para este trabalho há sete pessoas a trabalhar no lagar, 24 no campo, com as máquinas, e entre 10 a 12, “dependendo das que aparecem” que apanham a azeitona, em locais onde a máquina não pode passar, revela o proprietário, adiantando que, “antes, havia pessoas certas”, mas este ano a falta de mão de obra “é óbvia”, uma vez que as pessoas disponíveis se distribuem pelos vários produtores, pelo que “a campanha olivícola, que já deveria ter terminado, neste momento, ainda vai a meio”.

Questionado sobre o facto de recrutar mão de obra de fora do país esclarece que até preparou algumas casas para alojar pessoas, e tentou “trazer indianos ou paquistaneses, através de empresas de trabalho temporário”, mas não conseguiram arranjar ninguém.

Este ano tanto a qualidade como a quantidade de azeitona são muito superiores. Francisco Ponte Romão refere que “o ano passado foi muito mau”, em termos de produção, mas que este ano é um ano excecional, daí que vamos ter uma produção record, sendo este o ano em mais vamos produzir, cerca de dois milhões de quilos de azeitona”.

Apesar da falta de trabalhadores, o proprietário da Herdade de Castros refere que tem “conseguido dar resposta de forma mais lenta”, sendo que as máquinas são uma vantagem e “facilitam a colheita, admitindo que quem não as tem, anda desesperado”.

Perante o excesso de produto e falta de trabalhadores, Francisco Ponte Romão refere que talvez, a solução passe por “deslocalizar a mão de obra para onde efetivamente faz falta, porque as pessoas que existem e não estão a trabalhar, por exemplo no desemprego, não querem perder regalias para apanhar azeitona”, sendo esta uma dificuldade transversal a outras campanhas agrícolas.

Tendo em conta a grande produção deste ano, “com o boom que houve de olivais superintensivos, onde a colheita é mais rápida e se concentra num curto espaço de tempo, as unidades de bagaço de azeitona que existem no país, que são muito poucas, enchem muito rapidamente, daí muitos dos lagares terem que parar a produção porque não tinham onde por o bagaço, uma vez que o bagaço se não for tirado do lagar, este tem de parar”.

Perante esta situação, muitos produtores optaram por levar o bagaço de Azeitona para Espanha, onde a produção de azeite foi menor. É também o caso de Francisco Ponte Romão que leva o bagaço para um lagar no norte da Estremadura espanhola, onde existe pouca azeitona e conseguiram colocar lá o bagaço, mas “acarreta mais custos, porque é pago à tonelada e ao quilómetro”, considerando ser diferente “mandar, como anteriormente, para o Crato e agora para uma unidade que, fica a 300 quilómetros”.

O proprietário da Herdade de Castros, em Campo Maior explica ainda como é feito o tratamento do bagaço de azeitona: é retirada alguma percentagem de azeite, através de processos que os lagares não conseguem, o caroço de azeitona é usado para combustão de caldeiras e a pele e polpa é utilizada para um processo interno de combustão, para a secagem do próprio bagaço”. Francisco Ponte Romão faz ainda algumas críticas ao Ministério do Ambiente, assumindo que, uma vez que não é técnico não sabe bem porquê, mas adianta que “se deixar cair a azeitona e não a apanhar ninguém critica ou acusa de estar a poluir, o bagaço que é precisamente a mesma azeitona, sem o azeite, não tem adição de produto nenhum, já é poluente, e não consigo perceber isso”, explica.

“Agora o que sei é que o nosso Estado aprova plantações de olivais, aprova a implantação de lagares e continuar com as mesmas unidades de bagaço, não deixa implantar mais, e creio que esta realidade será assim todos os anos, devido aos olivais superintensivos, que cada vez produzem mais, e se não forem tomadas medidas todos os anos vamos ter este problema”, remata Francisco Ponte Romão.