A região Alentejo registou, nas últimas 24 horas, 772 novos casos de Covid-19 e um óbito associado à doença.
Desde o início da pandemia, a região conta com 118 mil infetados e 1179 mortes.
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 11.006 novos casos de Covid-19 e 23 óbitos associados à doença.
Nas últimas 24 horas, registaram-se 1.752 casos de recuperação.
Esta terça-feira, dia 1 de março, em todo o território nacional, há 1.358 doentes internados, menos 120, 96 em unidades de cuidados intensivos, menos seis em relação ao dia anterior.
Com grande parte do território nacional em seca severa ou extrema, Portugal enfrenta uma dos invernos mais secos deste século.
As consequências da diminuição abrupta de precipitação, ou mesmo a sua ausência, são diretas nos níveis hídricos das albufeiras, que têm vindo a descer ao longo das últimas semanas, o que causa alguma apreensão e preocupação, entre outros, nos agricultores, olivicultores e viticultores.
Ao nível do olival, garante o professor e investigador Francisco Mondragão Rodrigues (na imagem), se não houver água, a produção de azeitona vai, este ano, registar uma queda acentuada. “Para haver azeitona, e azeitona com um determinado calibre e com uma determinada quantidade de azeite, a oliveira tem que absorver a água do solo. Se não houver água, vai haver limitações em termos de rega”, explica.
No caso da Barragem do Caia, que Mondragão Rodrigues lembra que não é das que se encontra numa das piores situações, comparativamente a outras do país, poderá vir a verificar-se “alguma limitação em termos de disponibilidade de água para rega de culturas agrícolas”, por uma questão de precaução, lembra, até porque a barragem também é utilizada para abastecimento das populações.
Ainda assim, garante o docente na Escola Superior Agrária de Elvas, é necessário que os agricultores, para além de precisarem de aprender a podar as oliveiras, nas devidas condições, necessitam de aprender a regar, tendo em vista a poupança de água. Quando há poupança de água, sobretudo ao nível dos olivais que têm sistemas de rega gota a gota, reduzem-se custos. “Quando colocamos água no olival, estamos a gastar eletricidade e dinheiro. Portanto, se pusermos menos água, são menos horas dos motores a funcionar, menos eletricidade, poupamos dinheiro e poupamos água”, explica. Quando a água é pouca, é necessário aplicar-se “a pouca água que temos, naqueles momentos cruciais em que, aí sim, a oliveira não pode ter falta de água”.
A campanha da azeitona do ano passado, recorda Mondragão Rodrigues, foi das melhores de que há memória: por um lado, devido à plantação, no decorrer dos últimos 20 anos, de olivais modernos, de regadio e muito produtivos e, por outro, por 2021 ter sido um ano propício a uma boa floração das oliveiras. Este aumento de produção, não tem dúvidas o professor, vai continuar a ser uma realidade nos próximos dez anos. “É a entrada em porção da tal olivicultura moderna, porque estamos a ter olivais em produção que não existiam há cinco ou seis anos, que começaram a entrar em produção no ano passado ou este ano e os que entraram em produção há quatro anos agora estão em plena produção. Isto tudo somado resulta cada vez mais em mais azeitona”, assegura.
No passado dia 15 de fevereiro, de acordo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, 91% do território nacional encontrava-se em situação de seca severa e extrema, valor ainda acima dos registados em outros anos de seca, como os 77% em 2005 e os 86% em 2018. O maior alarme está concentrado na zona litoral do Baixo Alentejo, Algarve e alguns locais dos distritos de Bragança e Castelo Branco.
Está para breve a inauguração, em Campo Maior, da Casa das Flores, instalada no Antigo Edifício Militar do Assento.
Na prática, revela a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, aquele espaço será um centro interpretativo das Festas do Povo, um local “muito digno”, não só, mas sobretudo com vista à educação das crianças e jovens para que esta tradição secular não caia por terra.
Sem avançar com grandes pormenores, a vereadora garante que, neste novo equipamento municipal, “haverá vários tipos de dinâmicas elencadas às Festas do Povo”. “Iremos ter Oficina da Flor; as funcionárias vão poder mostrar aos visitantes, sejam turmas de outras escolas, sejam outros tipos de públicos, como se processa a feitura da nossa flor de papel”, adianta.
Com este espaço, quer-se, acima de tudo, potenciar ainda mais o turismo de Campo Maior. “É essa a grande aposta do Município, a par de uma grande aposta na cultura, até porque, ao fim ao cabo, as festas são a nossa maior representação cultural, a nível popular, mas também de mãos dadas com o turismo, sem dúvida alguma”, assegura.
Com a Casa das Flores, Campo Maior fica com um equipamento capaz de mostrar a quem visita a vila, sempre que não há festas, aquilo que elas são, garante, por sua vez, a presidente da Associação das Festas do Povo, Vanda Portela.
“De uma forma muito reduzida, [a Casa das Flores] vai permitir para perceber aquilo que aqui se faz; como é que são as festas; vai ter algumas imagens; uma parte mais interativa e outra física. Ali, as pessoas vão poder ter o primeiro contacto com as festas”, diz ainda Vanda Portela, por mais que tenha noção que “não seja a mesma coisa”. “É muito importante que se inaugure e, assim que possível, o Município assim o fará”, remata.
De recordar que a obra deste Centro Interpretativo das Festas do Povo resulta de um investimento total de mais de 146 mil euros, cofinanciado em mais 124 mil pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O restante valor, na ordem dos 22 mil euros, é assegurado pelo Município de Campo Maior.
A Assembleia Municipal de Elvas aprovou a homenagem a Joaquim Bastinhas. O cavaleiro tauromáquico elvense vai ter uma estátua equestre no exterior do coliseu da cidade.
Esta decisão foi tomada por maioria (24 votos a favor e um contra), na reunião que decorreu na tarde desta segunda-feira, dia 28.
A homenagem representa um encargo de 177 mil euros para o município. A estátua, da autoria de um escultor espanhol, retrata Mestre Joaquim Bastinhas a cavalo, a agradecer ao público, com o tricórnio na mão direita a as rédeas na esquerda.
Joaquim Miguel Mendes, do PSD/CDS, foi a única voz que defendeu esta decisão municipal, salientando: “o que Joaquim Bastinhas fez por Elvas a vida inteira, levando o nome da cidade a todo o lado, justifica esta homenagem”.
Orquestra Jazz de Leiria e Salvador Sobral encheram o cineteatro Curvo Semedo em Montemor-o-Novo na noite do passado Sábado, dia 26 de fevereiro, com uma homenagem a Ray Charles.
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Salvador Sobral, artista convidado pela Orquestra desvenda que “o convite surgiu primeiro por parte do César Cardoso, o diretor da Orquestra” uma vez que o diretor estava interessado em criar algo com o cantor. A ideia inicial seria apresentar músicas de Salvador Sobral, com arranjos da Orquestra Jazz de Leiria, no entanto, tal como revela Salvador Sobral, “eu gosto de ter conceitos para as coisas e adoro toda a música do mundo, então pensei que podíamos realizar um sonho meu de infância que é cantar Ray Charles”, nascendo assim esta homenagem a este pianista e cantor, um pioneiro e do Soul.
O concerto teve, para além do convidado Salvador Sobral, três cantoras, “que são essenciais”, Beatriz Pessoa, Mariana Norton e Marta Garrett, “que tornam aquilo completo, o imaginário de Ray Charles”, adianta Salvador Sobral.
Aos microfones da Rádio Elvas Salvador Sobral confessa que é “pela descentralização da cultura”, considerando de extrema importância continuar a trazer espetáculos e cultura às localidades mais isoladas. Quanto aos planos para o futuro Salvador revela que vai “para o meio da praia, na Catalunha, escrever canções, portanto concertos só para o final de março”.
César Cardoso, diretor da Orquestra Jazz de Leiria adianta que o projeto “Convida” nasceu “no início da Orquestra, faz este mês 11 anos e a ideia surgiu com um convidado de Leiria, o David Fonseca”, tendo existido a possibilidade de continuar o projeto com diferentes músicos, de outras áreas. O ano passado, “lançámos um disco, com a junção desses convidados”, sendo que, esta é a segunda vez que a Orquestra convida Salvador para esta homenagem a Ray Charles, “nós gostámos muito do concerto, foi muito divertido para todos e quisemos repetir”, adianta César Cardoso.
Apesar de este ser o primeiro concerto na região do Alentejo, César Cardoso espera “voltar com outros convidados, seria muito interessante”. Os próximos concertos “temos muitos eventos agendados para a zona de Leiria, mas também vamos estar a apresentar o disco no Coliseu de Lisboa”, adianta o diretor da Orquestra Jazz de Leiria.
Orquestra Jazz de Leiria com Salvador Sobral que trouxeram o projeto “Convida” aos palcos montemorenses. Dia 8 de março, o Curvo Semedo recebe Mafalda Veiga.
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O concelho de Elvas regista esta segunda-feira, 28 de fevereiro, três novos casos de Covid-19 e 27 recuperações da doença.
Encontram-se ativos, ao dia de hoje, 86 casos de infeção no concelho, menos 24 do que ontem.
Desde o início da pandemia, Elvas já registou 5909 casos positivos, 41 óbitos e 5782 altas.
Já são conhecidos os 12 alunos que vão representar as Escolas do Turismo de Portugal nas finais da Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo que, de 17 a 22 de outubro, se realizam em Itália.
A 17ª edição do Interescolas, organizada pela Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, procurou, durante dois dias, não só dar todas as condições para que os concursos se realizassem em pleno, mas também dar a mostrar um pouco do que a região tem de melhor. O evento dividiu-se entre a escola propriamente dita, onde se realizaram os concursos mais práticos, e Elvas, onde tiveram lugar os desafios mais teóricos.
Os alunos que mais se destacaram nesta edição daquele que é o principal concurso das Escolas do Turismo de Portugal foram:
Bar – João Abreu (Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra);
Barista – João Ferreira (Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra);
Cozinheiro Aprendiz – Afonso Silva (Escola de Hotelaria e Turismo Douro/Lamego);
Decathlon – Leonardo Machado (Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão);
Turismo – Maria Ferreira (Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa);
Alojamento Hoteleiro – Maria Pestana (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto);
Gestão Hoteleira – Ana Brum (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto);
Pasteleiro Júnior – Mariana Costa (Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo;
Restaurante/Taça Joaquim Janeiro – Duarte Marques (Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão);
Futuro Escanção/Taça Gilberto Mira – Marco Teixeira (Escola de Hotelaria e Turismo Douro/Lamego);
Empreendedorismo – Luís Miranda (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto);
Cozinheiro Vegetariano – Lourenço Lopes (Escola de Hotelaria e Turismo do Porto).
Para a diretora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, esta foi mais uma demonstração de como é possível promover a formação, o intercâmbio e, ainda, promover a região. “O Interescolas é a mais importante iniciativa da rede de Escolas do Turismo de Portugal que procura valorizar o conhecimento e as competências que os alunos adquirem em contexto escolar, mas vai para além disso. É um momento de partilha, de troca de experiências. É a única iniciativa recorrente em que alunos das 12 escolas estão juntos e vivem o verdadeiro espírito da rede. Nesta edição, procurámos, também, envolvê-los na região com a realização de algumas visitas, como a que aconteceu na Coudelaria Alter Real. No final, o jantar de gala foi a consagração dos vencedores que terão a responsabilidade de nos representar a todos, em Itália”, afirmou.
Portugal regista esta segunda-feira, 28 de fevereiro, mais 4.209 casos de Covid-19 e 24 óbitos, associados à doença.
De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 762 casos de recuperação, nas últimas 24 horas. O número de casos ativos é de 456.181, mais 3.423 que ontem.
Em todo o território nacional há 1478 doentes internados, mais 82 do que ontem, dos quais 102 em unidades de cuidados intensivos.
Desde março de 2020, morreram 21.063 pessoas com esta patologia em território nacional, foram identificados 3.262.618 casos de infeção e 2.785.374 altas.