Tradição das Aleluias volta a ser festejada na Terrugem

As tradicionais Aleluias voltam a ser festejadas, nesta Páscoa, na Terrugem, com um conjunto de atividades, durante todo o fim de semana.

A programação, que se estende de quinta-feira, 14 de abril, a domingo, dia 17, resulta de uma organização conjunta de três coletividades, com o apoio da União de Freguesias de Terrugem e Vila Boim.

Dois anos depois, as tradições, recorda o presidente da União de freguesias, Manuel Bandarra, “estão finalmente de regresso”, adiantando que à Sociedade Recreativa cabe organizar um torneio de fut-7. Este torneio, adianta, terá uma componente, sobretudo, de “convívio”, com a participação de equipas da terra, mas também de fora.

Enquanto a Associação de Beneficência “Amigos da Terrugem” (ABAT) organiza uma garraiada no sábado à tarde, o Clube Desportivo de Caça e Pesca promove uma festa noturna, com os Mystic of Sound, no Pavilhão Multiusos. A partir da meia-noite, haverá chuva de rebuçados nas ruas da freguesia. “Todos os comerciantes e alguns particulares que queiram vão atirar os rebuçados e convidamos todos os que venham conhecer a tradição das Aleluias”, diz ainda Manuel Bandarra.

O torneio de futebol conta com partidas na quinta, sexta e domingo, no campo de jogos da freguesia. A garraiada à vara larga está marcada para sábado, às 16 horas, na praça de touros.

Câmara de Campo Maior dá tolerância de Ponto

A Câmara Municipal de Campo Maior dá tolerância de ponto aos seus funcionários na tarde desta quinta-feira, dia 14 de abril, e na próxima segunda-feira, dia 18, tendo em conta que esse é o feriado municipal da vila.

Sendo assim, os serviços municipais encerram hoje às 12.30 horas e voltam a funcionar na próxima terça-feira, dia 19, no horário habitual.

Ainda sozinho, grupo de amigos de Elvas faz a festa da Páscoa na Ajuda

Páscoa, em Elvas, é sinónimo de dias e noites de convívio, no campo. Como manda a tradição, no domingo de Páscoa, come-se o borrego.

Na Ajuda, a Rádio Campo Maior foi encontrar ao final da manhã desta quarta-feira, 13 de abril, para já, o único grupo que decidiu montar todo um arsenal, incluindo tendas, cozinha, sala de jantar e um salão de baile, ao ar livre, para, até final da semana, fazer do campo casa.

“Somos os primeiros a chegar e os últimos a ir embola”, garantia Nuno Aparício, um dos elementos deste grupo, acabado de acordar por um dos amigos, ainda dentro da sua tenda. Chegados ontem, adianta, “que parece que foi há três dias”, fizeram, durante a noite, “o maior barulho possível”, até porque não tinham vizinhança. Uma “semana de guerra”: assim prevê que seja, mas, mais que a casa às costas, garante Nuno, levaram para a Ajuda, “sobretudo vontade”. Ainda assim, não falta comida e bebida que, nas palavras deste jovem, davam para se governarem durante um mês.

Ao todo, este grupo conta com cerca de 15 elementos, mas, para já, apenas seis se encontram acampados e instalados na Ajuda. Mais logo, “chegam mais três ou quatro campistas”. “Isto vai ser o terror”, diz ainda.

Para passar estes dias no campo, alguns, revela Nuno Munhão, têm de tirar dias de férias ou, se a trabalhar, só comparecem quando podem. “Ontem, viemos, já quase de noite, montar as tendas e as mesas, mas trouxemos logo tudo: umas arcas, um gerador, temos o fogão, o gás, para fazer a comida. É mais ou menos como se estivéssemos em casa, mas no campo”, adianta.

Nuno Munhão, que garante que só vão embora no domingo “à tardinha, a fazer-se noite”, tem esperança que amanhã ou na sexta-feira mais pessoas apareçam na Ajuda, até porque “o pessoal tem vontade disto”.

Dois anos depois, desde a última vez em que estiveram na Ajuda, por esta altura do ano, Roberto Cabral garante que este é “um espaço privilegiado” para que se possa retomar a normalidade, nesta festa que “tem tanto de religioso como de pagão”. Durante estes dias, o grupo espera manter-se em “amena cavaqueira e a beber uns copos”.

Tiago Belchior, por sua vez, para além de revelar o cardápio preparado para estes dias, que inclui desde “sardinhas a frango à tailandesa”, espera que, sobretudo, os visitantes espanhóis não deixem lixo espalhado no campo.

Dois anos depois, campomaiorenses estão de regresso à Enxara

Depois do São Pedro ter dado tréguas, e após dois anos sem a tradição se ter cumprido, devido à pandemia, os campomaiorenses, e não só, estão também de regresso ao campo, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara, para um convívio de Páscoa, que dura até à próxima segunda-feira, dia 18 de abril, feriado municipal de Campo Maior.

Desde terça-feira à noite, sobretudo, que vários grupos começaram a transportar, de suas casas, tendas, cadeiras, mesas e tantos outros utensílios e instrumentos necessários para passar, nas melhores condições possíveis, estes dias ao ar ao livre.

Nuno Serra e o seu grupo de amigos chegaram, na manhã desta quarta-feira, dia 13, sendo que a Rádio Campo Maior foi encontrá-los a montar uma tenda. Este jovem conta que os próximos dias serão, sobretudo, “de diversão e muita adrenalina”. Muita cerveja, a tenda e lenha, adianta, são essenciais para que a festa se faça da melhor maneira possível.

“Eu tenho 59 anos e desde que me lembre de ser gente, sempre vim com os meus pais. Eles já não estão, mas o meu marido também gosta e a tradição passou de geração em geração”, conta, com as lágrimas a escorrer pelo rosto, Francisca Damião. O espaço, que ocupam com as suas tendas, é o mesmo, desde sempre. O convívio, diz ainda, é o principal desta romaria. Já a filha, Sara, revela que, de casa para o campo, tiveram de levar, entre outros, loiças, mantas e “roupa quentinha, porque à noite faz frio”. Montaram tudo no domingo, mas só esta quarta-feira ficam para passar a noite.

Já Luís Hortas, acompanhado de Cláudia e Francisco, prevê uns dias “duros”, bem regados a álcool, sendo esta a primeira vez que ruma até à Enxara para, com os amigos, conviver e desfrutar do ar puro da natureza. Cláudia, por sua vez, garante que as suas expectativas para estes próximos dias são bastante altas. Francisco, pela primeira vez, vem de Alcácer do Sal para a Enxara, sendo que, com os amigos que tem na vila, espera fazer desta uma grande festa.

Da programação prevista, as festas em honra de Nossa Senhora da Enxara incluem, no domingo, dia 17, missa da ressurreição, pelas 15 horas, garraiada, pelas 17 horas, e baile com o duo Jorge e Célia Pedras, a partir das 21 horas. Já na segunda-feira, dia 18, há missa de ação de graças, pelas 16 horas, seguida de procissão. Até segunda-feira, no recinto junto ao Santuário, são alguns os carrosséis e os estabelecimentos de comes e bebes ambulantes disponíveis para quem ali permanece por estes dias.

Crianças do Centro Educativo Alice Nabeiro visitaram Herdade das Algramassas

As crianças do Centro Educativo Alice Nabeiro, em Campo Maior, visitaram ontem, quarta-feira, dia 13, a Herdade das Algramassas, onde foram recebidas pelo cavaleiro Marcos Bastinhas.

Um dia diferente em que as crianças tiveram oportunidade de, entre outras atividades, visitar as boxes dos cavalos e estar em contacto com estes animais.

Imagens: Marcos Tenório Bastinhas

Romaria a Cavalo parte da Moita com direção a Viana no dia 20

A Romaria a Cavalo entre Moita e Viana do Alentejo será retomada no próximo dia 20, após um interregno de dois anos devido à pandemia.

Os romeiros partirão da Moita a dia 20 de abril, pelas 9 horas, e chegarão a Viana do Alentejo no dia 23, pelas 17.30 horas.

Romeiros de todo o país, uma vez mais, voltam a cumprir a tradição por caminhos de terra batida, trazendo consigo a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que se junta, à chegada, à imagem de Nossa Senhora D’Aires.

Esta 20ª edição do evento equestre tem como padrinhos o cantor e ator FF e a apresentadora de televisão Mónica Jardim.

Além do caráter religioso, a Romaria assume, nos dias de hoje, uma vertente mais lúdica que privilegia o convívio entre os participantes.

A Romaria a Cavalo foi retomada em 2001, após um interregno de mais de 70 anos, recuperando uma tradição antiga que levava os lavradores da Moita a deslocarem-se, com os seus animais, ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires para pedir proteção e boas colheitas.

 

Pulseira eletrónica para homem detido em Campo Maior por violência doméstica

Um homem, de 67 anos, foi detido, na passada segunda-feira, 11 de abril, no concelho de Campo Maior, por violência doméstica, pelo Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Posto Territorial de Campo Maior.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito exercia violência física e psicológica contra a vítima, sua companheira de 65 anos. Foi possível apurar-se ainda que existiram episódios de ameaças por parte do suspeito, tendo causado medo e inquietação na vítima. Após diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de detenção.

O suspeito foi presente ao Tribunal Judicial de Elvas, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de proibição de contacto, por qualquer meio, com a vítima, proibição de adquirir e usar armas, devendo ainda entregar as que possui, controlado por pulseira eletrónica.

Espaços turísticos de Campo Maior encerrados no Domingo de Páscoa

Os vários espaços turísticos de Campo Maior vão estar encerrados no Domingo de Páscoa, dia 17 de abril.

O Posto de Turismo, o Espaço.Arte, o Centro Interpretativo da Fortificação Abaluartada, a Casa Museu Santa Beatriz da Silva, o Lagar Museu e o Museu de Arte Sacra, informa o Município de Campo Maior, apesar de encerrados no domingo, estão abertos na sexta-feira e no sábado, dias 15 e 16 de abril.

Estes espaços museológicos funcionam entre as 10 e as 13 horas e das 14 às 17 horas.

Profissionais vão “Pensar as Demências no Presente e no Futuro” em Campo Maior

“Pensar as Demências no Presente e no Futuro” é o mote para um encontro de profissionais, no dia 27 de abril, promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, no Centro Cultural da vila.

Esta é uma temática, lembra Rosália Guerra, do Gabinete Alzheimer Maior, que preocupa os profissionais e que, passados dois anos, sem encontros presenciais, é altura de reunir os técnicos e as instituições do Alentejo para debater esta problemática. “Vamos criar um momento de reflexão, e volvidos dois anos, não criámos esses momentos em conjunto. Vamos juntar os profissionais do Alentejo para pensar a problemática das demências, que é muito relevante, e que é preciso olhar para ela e perceber quais os efeitos da pandemia nas pessoas com demência e o que nos espera no futuro”, revela.

Rosália Guerra revela qualquer profissional na área se pode inscrever para participar neste encontro, ainda que seja muito dedicado aos da região Alentejo, que inclui a apresentação do Plano Regional para as Demências, promovido pela Administração Regional de Saúde do Alentejo. Participam nesta tarde de reflexão, entre as 14.30 e as 18 horas, vários profissionais que “trabalham ou com responsabilidade na área das demências e do envelhecimento.”

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas através do email encontroprofissionaisdemencias@gmail.com ou do contacto 961 315 534.

Évora promove rastreio vocal para crianças

O Dia Mundial da Voz celebra-se no próximo dia 16 de abril e, para assinalar esta data, o serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Espírito Santo em Évora está a promover um rastreio de patologia vocal em crianças, amanhã.

Este rastreio é uma forma de prevenir que uma criança se torne um adulto rouco, ou que utilize mal a sua voz, de forma a criar problemas de saúde graves.

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A médica Rita do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Espírito Santo de Évora adianta que este rastreio é também uma forma de dar destaque a esta área da saúde que, “muitas vezes não é valorizada e que com uma simples intervenção podemos acabar por melhorar a vida” do paciente. No caso das crianças, muitos pais acabam por aceitar a rouquidão como uma característica da voz, no entanto, isto não é algo normal e pode “acabar por condicionar o futuro da crianças”.

Este foi um dia, tal como explica a médica especialista em Otorrinolaringologia, neste Hospital, Dulce Montes, “trazido para Portugal pelo Professor Mário Andreia, do Hospital Santa Maria, em 2003 e desde aí, e quase todos os anos, de uma forma mais ou menos intensa, é comemorado o Dia Mundial da Voz, em Portugal”. Na cidade de Évora e aproveitando a pausa letiva das férias da Páscoa, “achámos que seria uma boa oportunidade para fazer e promover um rastreio a crianças”, explica a especialista.

Tal como informa Dulce Montes, “a rouquidão nas crianças é demasiado desvalorizada, até mesmo pelos pais”, consequência de pequenas doenças normais, que as crianças têm. A médica Dulce Montes explica que, “num adulto, quando a rouquidão é persistente, as pessoas começam logo a pensar que pode ser um cancro e por esse motivo, vão à consulta e preocupam-se”, algo que não acontece com as crianças, que acabam por andar “roucos há vários meses e os próprios pais habituam-se à voz da crianças”.

Para além destes fatores, a vida da criança pode ser dificultada se esta situação for prolongada, ou se não for vista por um especialista. A especialista alerta para a dificuldade “de relacionamento com os outros, a sua capacidade de comunicação e tudo isso pode trazer dissabores ao desenvolvimento da criança”. A avaliação e consultas são essenciais e devem ser feitas, tal como informa Dulce Montes, “por um especialista, deve ser avaliado por um terapeuta da fala, porque pode ser uma situação que se corrija com alguma facilidade”, sendo que, se a rouquidão permanecer por mais de um mês, os pais devem encaminhar a criança a uma consulta.

O rastreio de voz, destinado a crianças, decorre amanhã, das 10 horas às 12 horas. Para participar neste rastreio é necessário fazer inscrição aqui.

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