A CCDR Alentejo, I.P. acolheu, no passado dia 23 de julho, uma reunião de acompanhamento da execução do Programa Regional Alentejo 2030, que contou com a presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis.
A sessão foi presidida pelo Presidente da CCDR Alentejo, I.P. e da Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro, e contou igualmente com a participação dos vogais executivos da Comissão Diretiva, Tiago Teotónio Pereira e Maria do Carmo Ricardo, bem como de elementos da Autoridade de Gestão do Programa Alentejo 2030.
Estiveram também presentes representantes das cinco Comunidades Intermunicipais abrangidas pela intervenção territorial do Programa: Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Lezíria do Tejo. Durante a reunião foi realizado um ponto de situação sobre a implementação do Alentejo 2030, tendo sido analisados diversos temas centrais para a execução do Programa, nomeadamente a evolução da execução global, o desempenho das operações promovidas pelas Comunidades Intermunicipais, e o cumprimento das metas associadas à regra N+3.
A presença do Secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional permitiu reforçar o diálogo institucional entre a Administração Central, a Autoridade de Gestão e os atores territoriais responsáveis pela concretização de uma parte significativa dos investimentos apoiados pelos fundos da política de coesão.
A reunião constituiu uma oportunidade para avaliar o progresso alcançado e alinhar prioridades, reafirmando o compromisso conjunto com uma execução eficaz e atempada do Programa Regional Alentejo 2030, em prol do desenvolvimento económico, social e territorial do Alentejo.
O Município de Monforte vai promover, entre os dias 3 e 13 de agosto, mais uma edição do Monforte Summer Football, uma iniciativa dirigida a jovens praticantes de futebol dos escalões Sub-12 e Sub-15, referentes à época desportiva 2026/2027.
A atividade destina-se a todos os participantes que efetuem a respetiva inscrição e tem como principal objetivo incentivar a prática regular de atividade física durante as férias de verão, promovendo hábitos de vida saudáveis e contribuindo para o desenvolvimento das capacidades físicas, mentais e sociais dos jovens.
Além da componente lúdica, o programa pretende reforçar a aprendizagem e aperfeiçoamento técnico dos participantes, com especial enfoque no desenvolvimento das capacidades individuais, tanto ao nível defensivo como ofensivo.
As atividades decorrem diariamente entre as 09h00 e as 12h00. Das 09h00 às 10h30, os treinos realizam-se no Estádio Municipal Dinis Serrano, seguindo-se, entre as 10h30 e as 12h00, atividades nas Piscinas Municipais de Monforte.
Os participantes deverão levar equipamento adequado para a prática de futebol e também equipamento de piscina.
A participação é gratuita, sendo a inscrição obrigatória. Para efetuar a inscrição é necessário indicar o nome completo, data de nascimento, número de identificação fiscal (NIF) e um endereço de correio eletrónico.
Depois de já ter desencadeado semelhante intervenção nos blocos de habitação que são propriedade da autarquia, situados na Rua C do Bairro de Santo António, na Igreja do Espírito Santo e no Estádio Municipal Francisco Palmeiro, o Município de Arronches encontra-se agora a promover a pintura de nova série de edifícios públicos na freguesia de Assunção.
Desta feita, a obra vai incidir nos blocos de habitação dos quais é proprietária localizados na Rua F do Bairro de Santo António, continuando depois na Praça da República para pintura do edifício dos Paços do Concelho. O processo já se iniciou na manhã desta sexta-feira, dia 24 de julho, com os técnicos da empresa ‘Turquesomania Unipessoal, Lda.’ a começar pela lavagem das paredes a alta pressão para remoção de tintas envelhecidas não aderentes, poeiras e fungos contaminantes.
De realçar que esta intervenção justifica um investimento total de 129.931,41€ por parte da Câmara Municipal de Arronches.
Portalegre é o município do Alto Alentejo com o rendimento mediano por sujeito passivo mais elevado, segundo os dados referentes a 2024 divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Campo Maior e Elvas surgem entre os cinco concelhos da sub-região com melhores resultados.
De acordo com as Estatísticas do Rendimento ao Nível Local, Portalegre regista um rendimento mediano de 12.986 euros por sujeito passivo, ocupando também a quinta posição entre todos os municípios do Alentejo e superando a mediana nacional, fixada nos 12.316 euros.
No Alto Alentejo, Campo Maior ocupa o segundo lugar, com um rendimento mediano de 12.809 euros, enquanto Elvas surge na quarta posição, com 12.061 euros. Entre ambos encontra-se Castelo de Vide, com 12.210 euros, seguindo-se Arronches, que fecha o top cinco da sub-região com 11.923 euros.
Os dados divulgados pelo INE têm por base as declarações de rendimentos referentes ao ano de 2024 e permitem conhecer o rendimento mediano por sujeito passivo nos municípios portugueses.
Ranking dos municípios do Alentejo por rendimento mediano por sujeito passivo (2024):
1.º Évora 13.926 €
2.º Castro Verde 13.826 €
3.º Santiago do Cacém 13.507 €
4.º Sines 13.442 €
5.º Portalegre 12.986 €
6.º Aljustrel 12.880 €
7.º Beja 12.816 €
8.º Campo Maior 12.809 €
9.º Arraiolos 12.350 €
10.º Estremoz 12.250 €
11.º Castelo de Vide 12.210 €
12.º Viana do Alentejo 12.155 €
13.º Vila Viçosa 12.130 €
14.º Vendas Novas 12.098 €
15.º Elvas 12.061 €
16.º Montemor-o-Novo 12.050 €
17.º Mora 11.971 €
18.º Almodôvar 11.942 €
19.º Cuba 11.925 €
20.º Arronches 11.923 €
21.º Alcácer do Sal 11.881 €
22.º Reguengos de Monsaraz 11.871 €
23.º Grândola 11.849 €
24.º Vidigueira 11.830 €
25.º Alter do Chão 11.824 €
26.º Nisa 11.723 €
27.º Crato 11.713 €
28.º Ourique 11.707 €
29.º Avis 11.688 €
30.º Marvão 11.621 €
31.º Borba 11.576 €
32.º Fronteira 11.525 €
33.º Monforte 11.520 €
34.º Gavião 11.480 €
35.º Moura 11.385 €
36.º Redondo 11.374 €
37.º Serpa 11.348 €
38.º Alandroal 11.346 €
39.º Portel 11.324 €
40.º Ponte de Sor 11.188 €
41.º Sousel 11.186 €
42.º Mértola 11.174 €
43.º Ferreira do Alentejo 10.633 €
44.º Odemira 9.657 €
— Alvito Sem dados divulgados
— Barrancos Sem dados divulgados
— Mourão Sem dados divulgados
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE) – Estatísticas do Rendimento ao Nível Local, 2024.
De 31 de julho a 3 de agosto, Vila Boim recebe mais uma edição das tradicionais Festas de Verão em honra de Nossa Senhora dos Remédios e de São João Batista. Organizadas pela Associação Aboim Jovem, as festividades prometem quatro dias de animação, com um programa que conjuga música, tauromaquia, atividades desportivas, celebrações religiosas e momentos de convívio para todas as idades.
Em entrevista à Rádio ELVAS, o presidente da Associação Aboim Jovem, Carlos Leitão, revelou que a preparação do evento começou ainda no final do ano passado, apesar de algumas dificuldades internas que marcaram o arranque da organização.
“Começamos normalmente em dezembro. Este ano tivemos alguns percalços com a saída de membros da associação, mas, com muito empenho, conseguimos ultrapassar todas as dificuldades e preparar umas festas à altura daquilo que a população merece”, afirmou.
Carlos Leitão reconheceu que organizar as festas representa um desafio cada vez maior, devido ao aumento dos custos e à limitação dos apoios financeiros. “Qualquer festa hoje em dia tem um custo muito elevado. Trabalhamos durante muitos meses para proporcionar quatro dias de animação e, muitas vezes, as críticas acabam por ser mais do que os elogios. Só quem organiza tem verdadeira noção do trabalho que isto exige”, referiu.
O cartaz deste ano aposta numa combinação entre artistas consagrados e talentos alentejanos. Luís Fialho e Mónica Sintra são os principais cabeças de cartaz, sendo que o presidente da associação destacou a importância de valorizar artistas da região.
“Somos alentejanos e temos orgulho nisso. O Luís Fialho representa essa aposta na nossa terra. Já a Mónica Sintra é um nome consagrado da música portuguesa e será um dos grandes momentos das festas”, explicou.
Ao longo dos quatro dias, o programa inclui ainda bailes, DJs, concertos, garraiadas, largadas, a tradicional procissão, atividades desportivas, atuações de grupos locais e momentos de animação distribuídos entre o Jardim e o Ringue de Vila Boim.
Entre as novidades desta edição destaca-se a valorização do coreto do jardim, que passará a funcionar como palco para atuações durante os períodos de jantar, concentrando a animação no centro das festas, e uma largada acompanhada por um DJ, uma estreia na organização da Associação Aboim Jovem.
“Queremos concentrar mais as festas no jardim e no ringue. Aproveitámos também o coreto, que há muito não era utilizado, para lhe dar uma nova vida durante estes dias”, explicou Carlos Leitão.
Outro dos destaques será a continuidade da Milha de Vila Boim, organizada em parceria com a IALBAX, depois do sucesso alcançado na primeira edição, no ano passado.
No final da entrevista, Carlos Leitão aproveitou para agradecer o apoio recebido da Câmara Municipal de Elvas, da Junta de Freguesia de Vila Boim, dos patrocinadores, comerciantes locais, voluntários e membros da associação, sublinhando que sem esse contributo seria impossível concretizar o evento.
“São muitos meses de trabalho, muita burocracia e muitas horas dedicadas a estas festas. O nosso objetivo é simples: proporcionar quatro dias de diversão, receber bem quem nos visita e terminar com a sensação de missão cumprida.”
Questionado sobre a continuidade da Associação Aboim Jovem na organização das festas nos próximos anos, o presidente admitiu que este poderá ser um momento de mudança. “São cinco anos a organizar as festas. Precisamos de descansar e dar oportunidade a outras pessoas. Se ninguém avançar, a situação terá de ser debatida, porque o mais importante é que Vila Boim nunca deixe de ter as suas festas de verão”, remata.
As Festas de Verão de Vila Boim decorrem entre 31 de julho e 3 de agosto, prometendo voltar a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no concelho de Elvas, reunindo população e visitantes em quatro dias dedicados à tradição, ao convívio e à animação.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
A Rua da Poterna, em Campo Maior, prepara-se para viver uma edição muito especial das Festas do Povo. Pela primeira vez, Sandra Rabaça e Cristina Rijo assumem o papel de cabeças de rua, uma responsabilidade que aceitaram após o falecimento da anterior responsável, movidas pelo desejo de não deixar a rua ficar sem decoração.
“Foi uma aventura que decidimos abraçar”, contam as responsáveis. A decisão nasceu da vontade de manter viva a tradição e garantir que a Rua da Poterna voltasse a apresentar-se enfeitada numa das maiores celebrações populares do país.
Meses de trabalho para dar vida à rua
Os trabalhos arrancaram em abril e têm mobilizado praticamente toda a rua. Embora nem todos possam marcar presença diariamente no local, muitos moradores contribuem a partir de casa, preparando flores e outros elementos decorativos que depois são reunidos pela equipa.
A conciliação entre a organização das festas e a vida profissional tem sido um dos maiores desafios. Sandra e Cristina explicam que a coordenação acontece sobretudo ao final do dia, depois do trabalho, através de reuniões noturnas e contactos telefónicos, onde distribuem tarefas, organizam a recolha de materiais e planeiam o trabalho do dia seguinte.
Um tema escolhido em conjunto pelos moradores
Para esta estreia, optaram por um tema cuja execução fosse mais acessível, decisão tomada em conjunto com os moradores da rua. “Apresentámos a ideia, ouvimos opiniões e fomos juntando sugestões até chegarmos a um consenso”, explicam.
A decoração da Rua da Poterna incluirá vários elementos inéditos para aquele espaço, como colunas, muros decorados, grades, cordas laterais e vasos, numa composição que promete surpreender os visitantes.
A noite mais longa das Festas do Povo
Outro dos momentos mais exigentes será a tradicional noite da enramação. As duas responsáveis admitem algum receio, mas acreditam que a organização será determinante para cumprir o objetivo de ter a rua pronta às seis da manhã. “Vai ser uma noite inteira de trabalho, mas acreditamos que vamos conseguir”.
Depois de anos sem a realização das Festas do Povo, Sandra e Cristina garantem que o esforço compensará. Além da decoração, a Rua da Poterna promete um ambiente de convívio, animação e algumas surpresas preparadas especialmente para quem a visitar.
“As pessoas são todas bem-vindas. Haverá comida, bebida, vontade de cantar e bailar. Queremos receber todos da melhor forma e aproveitar ao máximo esta festa que tanto esperámos”, concluem.
A contagem descrescente para as tradicionais Festas do Povo de Campo Maior continua a mobilizar a comunidade local, que se junta todas as noites para dar vida às célebres flores de papel. Fátima Durão, natural da terra, é um dos muitos rostos dedicados a esta arte. Embora atualmente resida fora da vila, faz questão de regressar para ajudar na decoração da Rua de Santa Beatriz, um hábito que herdou da sua juventude quando auxiliava a mãe na Rua de São João.
Este esforço comunitário e voluntário, realizado de forma totalmente gratuita após as horas de trabalho, reflete o orgulho e o espírito de união dos campomaiorenses. Como a própria recorda, “quando morava em Campo Maior ajudava na rua da minha mãe e íamos lá ao serão fazer, mas era por nós, era gratuitamente e a gente fazíamos ao serão das nossas ruas”.
O processo de criação das decorações sofreu evoluções significativas ao longo dos anos. Fátima lembra com saudade a época em que os moldes eram desenhados à mão em cartão e depois recortados manualmente. Hoje em dia, o corte do papel é facilitado por máquinas, mas a montagem e a escolha das flores continuam a exigir a sensibilidade das mãos dos moradores. Outra mudança visível está na forma como os tetos das ruas são decorados.
Antigamente, recorria-se às “trapaças”, uma técnica de laços cruzados que imitava flores. Fátima explica que, nesta técnica, “as pessoas faziam parecido com um laço, metiam dois e faziam em cruz e parecia uma flor, chamavam-lhe as trapaças”. Atualmente, o trabalho é feito de forma geométrica e rigorosa, contando-se meticulosamente cada flor. No caso da sua rua, a medição é exata: “nós estamos a fazer com 31 grãos para fazer 31 flores, depois isso faz uma corda e cada corda tem 31 flores” sendo esse o comprimento entre paus nesta rua.
Apesar do enorme entusiasmo que envolve a preparação, a efemeridade das Festas do Povo traz consigo um sentimento agridoce para quem tanto trabalha. Fátima Durão confessa que a montagem final representa um esforço monumental de vários meses que culmina num evento com a duração de apenas uma semana. Para ela, “isto é muito digno, adoro as Festas do Povo, adoro mesmo, só que acho que é muito trabalho para pouco tempo”.
Ver toda aquela arte e dedicação ser desmontada e queimada no final deixa sempre uma ponta de melancolia na vila. “A vila é muito alegre, mas depois, no fundo, acaba por ficar triste, na minha opinião”, conclui Fátima, resumindo o sentimento de saudade que partilha com tantos outros campomaiorenses quando as festividades chegam ao fim.
O Politécnico de Portalegre passa a Universidade Politécnica de Portalegre. Em resultado da publicação da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, e porque reúne os requisitos para a sua conversão – a acreditação institucional sem condições, atribuída pela A3ES – a instituição de ensino superior do Norte Alentejo prepara-se para encetar uma nova fase, a partir do próximo dia 1 de agosto.
As alterações agora publicadas traduzem-se, de forma geral, em ajustamentos ao nível do funcionamento dos órgãos e dos processos de decisão.
Nos próximos tempos, inicia-se um processo interno, participado, de análise e adaptação, que garanta o alinhamento da instituição com o novo enquadramento legal.
Os modelos de ensino e aprendizagem serão mantidos, dado que estão adaptados a esta nova realidade, contrariamente aos modelos mais teóricos.
A visão institucional passa pela continuação da estratégia de desenvolvimento, num caminho de afirmação, enquanto instituição de ensino superior de excelência, ligada ao seu território, que procura dar resposta às necessidades da região e do país e cuja ação é reconhecida a nível internacional. A recente efetivação da sua integração no consórcio EU4Dual – European Dual Studies University é mais um reconhecimento do crescimento e da afirmação da futura UPP. Esta aliança internacional de universidades tem em comum o ensino dual (teórico e prático) e o compromisso da proximidade entre escolas, empresas e comunidades locais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para um aumento de cerca de 19% no furto de componentes automóveis no primeiro semestre de 2026, tendo sido registados 685 crimes entre janeiro e junho, face ao 577 contabilizados no mesmo período do ano passado.
Segundo a GNR, 178 destas ocorrências dizem respeito especificamente ao furto de catalisadores, um crime motivado pela valorização dos metais preciosos presentes no interior destas peças. Os autores recorrem, habitualmente, a rebarbadoras portáteis para remover os catalisadores em menos de um minuto, escoando depois os materiais através de circuitos ilegais.
Os distritos de Setúbal, Porto, Lisboa e Aveiro registaram o maior número de ocorrências. No entanto, a Guarda destaca também o aumento percentual verificado em distritos do interior, como Portalegre, onde este tipo de crime registou uma subida de 200% face ao primeiro semestre de 2025, evidenciando a deslocação destas redes criminosas para novas zonas do país.
No âmbito do combate a esta criminalidade, a GNR reforçou as ações de vigilância e fiscalização junto de oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos, bem como a fiscalização rodoviária a viaturas suspeitas de transportar ferramenta de corte ou componentes furtados.
A força de segurança aconselha os proprietários a estacionarem, sempre que possível, em locais iluminados ou vigiados, a ponderarem a instalação de sistemas de proteção dos catalisadores e a contactarem de imediato o 112 ou o posto policial mais próximo caso presenciem movimentos ou ruídos suspeitos junto de viaturas estacionadas.
A GNR relembra ainda que a compra ou venda de peças automóveis sem comprovativo da sua origem legal pode constituir o crime de recetação e garante que continuará a reforçar as ações de prevenção e combate a este tipo de criminalidade em todo o território nacional.
O Município de Mora reforçou o Programa “+ Família” – Apoio à Natalidade, Adoção e Promoção da Saúde Infantil, introduzindo uma nova medida que prevê a comparticipação de 50% das despesas com consultas pediátricas durante o primeiro ano de vida da criança. O objetivo passa por aliviar os encargos das famílias e reforçar o apoio à natalidade no concelho.
A medida junta-se aos incentivos financeiros já existentes, que atribuem 500 euros pelo nascimento ou adoção do primeiro filho, 1.000 euros pelo segundo e 1.500 euros pelo terceiro e seguintes, destinados a agregados familiares residentes no concelho há mais de um ano.
O presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão de Matos, explica que o reforço do programa resulta de um compromisso assumido pelo executivo. “Desde há muitos anos que este regulamento nos dá a possibilidade de atribuir subsídios à natalidade. O que fizemos agora, na sequência de uma promessa nossa na campanha eleitoral, foi reforçar o apoio aos jovens casais. Vamos comparticipar as consultas pediátricas dos bebés durante o primeiro ano de vida”.
O autarca considera que este é um apoio importante numa fase em que muitas famílias enfrentam maiores dificuldades económicas. “Quando os jovens casais começam a trabalhar têm de formar uma vida, adquirir casa, carro, e é também nessa altura que têm os seus filhos. Muitas vezes é quando mais precisam de dinheiro e quando menos têm, porque estão no início da carreira. Entendemos que estes apoios são importantes para dar algum folgo financeiro às famílias e aos jovens do nosso concelho”.
Luís Simão de Matos reconhece que os incentivos municipais, por si só, não resolvem o problema demográfico, mas defende que representam uma ajuda concreta para quem decide constituir família. “Estamos a falar de concelhos com populações envelhecidas. Não espero que estes apoios sejam, por si só, um motivo para que nasçam mais bebés. O importante é proporcionar algum apoio financeiro às famílias quando nascem os seus filhos”.
O novo regulamento do Programa “+ Família” já se encontra em vigor, mantendo os apoios à natalidade e adoção e acrescentando a comparticipação nas consultas pediátricas, numa medida que pretende reforçar a promoção da saúde infantil e apoiar a fixação de população no concelho de Mora.